O número de empresas alemãs a declarar falência aumentou 4,6%, em 2003, uma vez que a recessão vivida pelo país na primeira metade do ano, impediu o crescimento económico na maior economia da Europa.
O número de empresas alemãs a declarar falência aumentou 4,6%, em 2003, uma vez que a recessão vivida pelo país na primeira metade do ano, impediu o crescimento económico na maior economia da Europa.
As falências declaradas ascenderam a 39.320 empresas, durante o período em análise, anunciaram as estatísticas oficiais em conferência de imprensa.
Só em Dezembro de 2003, as falências aumentaram 6,9%, relativamente ao mesmo período do ano anterior para 3.136 empresas.
A maior economia da Europa está a tentar recuperar da contracção do ano passado, que é a primeira em dez anos e que levou empresas como a Grundig a declarar falência.
A Alemanha continua com dificuldades em recuperar da sua recessão, facto que se tem reflectido a vários níveis. A confiança dos empresários caiu, o mês passado, e a produção industrial também registou um decréscimo.
A economia deste país cresceu menos que o esperado, no quarto trimestre do ano passado, com o valor das importações a ultrapassar as vendas para o exterior, agravadas pela valorização do euro face ao dólar.
Entre Outubro e Dezembro de 2003, o Produto interno Bruto alemão (PIB) expandiu-se 0,25 relativamente ao terceiro trimestre, exactamente ao mesmo ritmo que tinha crescido nos três meses anteriores, sendo que os economistas esperavam um aumento ligeiramente acima de 0,3%.
A Alemanha pesa um terço na economia da Zona Euro, que cresceu ao ritmo mais lento dos últimos dez anos, em 2003.
A expansão dos Estados Unidos e da Ásia retirou a Alemanha da recessão da primeira metade do ano passado e tem, até agora, «suavizado» o efeito da valorização da moeda única europeia face ao dólar para exportadores como a Volkswagen.
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