S&P mantém perspectiva estável para a banca portuguesa
A agência de notação financeira Standard & Poor’s publicou hoje uma análise à banca portuguesa, onde mantém uma perspectiva estável para o sector, pois conseguiu superar as condições económicas adversas, mantendo uma rentabilidade adequada e qualidade de activos.
A agência de notação financeira Standard & Poor’s publicou hoje uma análise à banca portuguesa, onde mantém uma perspectiva estável para o sector, pois conseguiu superar as condições económicas adversas, mantendo uma rentabilidade adequada e qualidade de activos.
No estudo a S&P afirma que o sistema financeiro português provou ter resistido ao ambiente económico adverso, contendo a deterioração da qualidade dos seus activos e preservando uma rentabilidade adequada.
«Em resultado, todos os ratings sobre os bancos portugueses tem actualmente ‘outlooks’ estáveis», diz o relatório.
«Melhores perspectivas económicas para o futuro próximo devem abrandar as pressões sobre o sistema bancário, apesar de um número de assuntos estruturais ainda provoque um risco económico e industrial mais elevado para o sistema financeiro português, face a outros países europeus, com excepção da Grécia», refere a analista da S&P, Elena Iparraguirre.
A agência explica que a capacidade dos bancos portugueses para diversificar os seus negócios e fonte de receitas, gerir com sucesso os seus custos, manter a qualidade dos activos e provisões de crédito sob controlo, permitiu-lhes manter uma performance positiva.
A S&P acrescenta que um dos principais desafios dos bancos portugueses no futuro será manter a qualidade dos seus activos, devido «particularmente ao extremamente elevado nível de endividamento das empresas privadas portuguesas (em resultado do crescimento agressivo do crédito nos anos 90)».
«Apesar de as perspectivas económicas terem melhorado, a economia portuguesa tem ainda de corrigir os grandes desequilíbrios acumulados na década de 90, incluindo a necessidade de voltar a convergir com os seus parceiros europeus, enquanto implementa as reformas estruturais e fiscais necessárias para reduzir o elevado défice orçamental».
O PIB português recuou 1,3% em 2003 e a Comissão Europeia estima uma expansão de 0,8% este ano, abaixo da média da União Europeia.
S&P mantém perspectiva estável para a banca portuguesa
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08-04-2004 08:07
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