O presidente do banco central alemão Ernst Welteke demitiu-se hoje, depois de ter sido iniciada uma investigação sobre o facto do responsável e a sua família terem passado a passagem de ano de 2002 num hotel, com tudo pago pelo Dresdner Bank.
Welteke apresentou a sua demissão ao conselho de administração do Bundesbank, segundo um comunicado veiculado pelo banco central. A administração do banco afirmou que a decisão tomada por Welteke foi «apropriada tendo em conta a reputação do banco e a percepção dos seus deveres».
O responsável, que recebe 350 mil euros por ano no cargo que até agora ocupava, concordou em pagar, do seu bolso, metade da despesa total – 7.661 euros - realizada no Hotel Adlon, em Berlin, ao Dresdner Bank.
No hotel, também estavam com Welteke, a sua mulher, dois filhos e a namorada de um deles. A estadia ocorreu num evento que serviu para celebrar a introdução das moedas e notas de euro na passagem de ano de 2001 para 2002.
A outra metade da conta foi saldada pelo Bundesbank. O Dresdner Bank, controlado pela seguradora Allianz, é uma das instituições financeiras supervisionadas pelo Bundesbank, no âmbito da regulação do sector realizada pelo banco central.
Alguns dos responsáveis do Dresdner Bank também estão a ser investigados pelas autoridades alemãs.
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