Impresa reduz prejuízos para 1,3 milhões e melhora perspectivas para 2004
A Impresa anunciou hoje que os resultados líquidos do primeiro trimestre foram negativos em 1,3 milhões de euros, menos 82,4% que no período homólogo e melhor que as previsões dos analistas. Para a totalidade deste ano a dona da SIC aguarda receitas de 288 milhões de euros e uma maior margem de rentabilidade.
A Impresa anunciou hoje que os resultados líquidos do primeiro trimestre foram negativos em 1,3 milhões de euros, menos 82,4% que no período homólogo e melhor que as previsões dos analistas. Para a totalidade deste ano a dona da SIC aguarda receitas de 288 milhões de euros e uma maior margem de rentabilidade.
Os prejuízos do primeiro trimestre comparam com resultados líquidos negativos de 7,4 milhões de euros obtidos no ano anterior. Os analistas do Santander aguardavam por uma queda menos expressiva para 2,2 milhões de euros.
Tal como a empresa tinha já adiantado, as receitas consolidadas aumentaram 15,3%, para 63,2 milhões de euros, uma performance sustentada, segundo a Impresa, pelo «forte crescimento das receitas publicitárias», que subiram 17,6%, pelo aumento de 3,6% nas outras receitas publicitárias e subida de 22,3% nas outras receitas.
A publicidade foi assim o principal motor de crescimento da actividade da Impresa, já que as receitas com publicações subiram «apenas» 3,9%.
O EBITDA, ou «cash flow» operacional, foi de 7,99 milhões de euros, cerca de seis vezes mais que no período homólogo, enquanto os resultados operacionais ascenderam a 3,68 milhões de euros, valor que compara com um prejuízo operacional de 5,28 milhões de euros no mesmo período do ano passado.
A margem EBITDA foi assim de 12,7%, cerca de cinco vezes mais o registo do ano passado e um novo máximo para a empresa num primeiro trimestre, enquanto a margem do resultado operacional, ou EBIT, ficou nos 5,8%.
A explicar ainda a melhoria nos resultados da empresa está a descida de 34% nos prejuízos financeiros, que totalizaram 2,6 milhões de euros, apesar da empresa ter sido penalizada pela desvalorização do euro face ao dólar nos primeiros três meses deste ano, pois parte da sua programação é adquirida na divisa americana.
A dívida líquida da Impresa, a 31 de Março deste ano, estava nos 145,3 milhões de euros, o que representa uma queda de 3,8 milhões de euros face ao fim de 2003 e de 4,6% contra o Março de 2003. A empresa explica esta melhoria com o «elevado nível de meios libertos e a redução das necessidades de fundo de maneio». A venda do edifício da SIC, por 12,1 milhões de euros, deverá estar concluída só no segundo semestre deste ano.
Acções da Impresa em seis meses
Impresa reitera lucros para 2004 e melhora perspectivas
Depois de concluído o primeiro trimestre, que a Impresa diz ter corrido de forma «muito favorável», a empresa reiterou, «com mais confiança», que as receitas consolidadas de 2004 vão atingir 288 milhões de euros no final de 2004, ano em que a empresa voltará a ter resultados líquidos positivos.
Se conseguir obter as receitas antecipadas, o crescimento será de 8,5%, quando no início de Março antevia uma subida mais contida de 7%. A Impresa melhorou ainda as perspectivas de rentabilidade, ao subir a previsão de margem EBITDA de 2004 para 21 a 22%, mais 1 ponto percentual que na anterior estimativa.
SIC com lucros no primeiro trimestre pela primeira vez desde 2000
A SIC, principal activo da Impresa, já teve lucros na totalidade do ano passado, mas num primeiro trimestre a estação de televisão conseguiu resultados líquidos positivo pela primeira vez desde 2000.
Nos primeiros três meses deste ano os lucros foram de 346 mil euros – contra prejuízos de 4,47 milhões de euros no período homólogo – e as receitas consolidadas cresceram 17,5% para 34,8 milhões de euros.
A empresa de Pinto Balsemão explica que a explicar a subida das receitas totais está o incremento de 19, 9% nas receitas com publicidade, «tirando partido da recuperação do mercado publicitário» e das «campanhas publicitárias em volta dos dois principais eventos do ano, Euro 2004 e Rock in Rio Lisboa».
A Impresa explica ainda que a ajudar às contas da estação da televisão esteve o reforço de quota de mercado publicitário na SIC, que no primeiro trimestre atingiu 43,9%, mais 3,8 pontos percentuais que no período homólogo.
«Este reforço deveu-se aos bons resultados da estratégia comercial implementada, concentrada nos públicos alvos onde as audiências da SIC foram mais fortes», diz um comunicado da empresa.
Em termos de audiências a Impresa explica que apesar da quota da SIC ter descido 0,4 pontos percentuais para 29,4%, «os fortes ganhos registados nas audiências no acesso ao ‘prime-time’ mais que compensou a quebra que se registou no horário nobre».
Os custos operacionais da SIC apresentaram um custo nulo – apesar do lançamento da SIC Mulher – devido à reestruturação que a empresa efectuou nos últimos dois anos.
«Expresso» ajuda receitas na área de jornais a crescerem 21,7%; revistas ainda com prejuízos
Na área de jornais as receitas consolidadas cresceram 21,7%, para 13,09 milhões de euros, com as receitas publicitárias a aumentarem 21,9%. «O jornal Expresso foi o grande responsável por este crescimento, tendo registado um aumento de 22,5%», diz a Impresa.
As vendas de jornais apresentaram um crescimento ligeiro de 1,2%. As circulações apresentaram descidas, salientando-se o caso do Expresso que viu as suas vendas descerem 5%, mas que foi compensado pelo o aumento do preço de capa em 3% para 3 euros.
Os custos operacionais subiram 4,2% devido a despesas com aumento do número de páginas e lançamento de produtos alternativos, mas o EBITDA quase triplicou para 3 milhões de euros, devido ao controlo de custos.
Nas revistas as receitas consolidadas subiram 6,9% para 16,51 milhões de euros, mas esta área de negócios ainda apresenta prejuízos – 232 mil euros, menos de metade do verificado no período homólogo.
Neste segmento os custos operacionais subiram 5,5%, devido a acções de «marketing» alternativo, mas o EBITDA apresentou uma melhoria de 16,7%, para 1,28 milhões de euros.
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