Para muitos é a morte de uma organização já moribunda desde há... muito tempo. Mas a pergunta pode pôr-se de outra forma:
Depois da falência do bloco de leste, depois da entrada de enormes investimentos da China, depois da globalização com possível participação de muito mais nações... não seria a altura ideal para tentar credibilizar uma estrutura que finalmente poderia começar a ter consensos?
Eu acho que sim. E acho que no fundo Bill Clinton acha que sim. Talvez por isso, tenham sido dados alguns, embora tímidos, esforços de tentar criar soluções para problemas que pela primeira vez não teriam uma cortina gerada pela guerra fria.
Estava dado o mote, embora sem exemplos práticos (porque a Sérvia era um aliado estratégico da Rússia, e a Croácia da Alemanha) para conseguir resolver problemas de décadas que pudéssem catapultar o mundo para um desenvolvimento onde o armamento não era mais que acessório.
Finalmente Países como a Índia, poderiam ver criadas condições para o seu pleno desenvolvimento sem que conflitos locais direccionassem esforços no sentido errado (do meu ponto de vista).
A ordem internacional não muda, e não muda porque a ONU não morreu, ela simplesmente não conseguiu nascer.
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