A holandesa Ahold, parceira da Jerónimo Martins no negócio de retalho em Portugal, anunciou hoje que as receitas do primeiro trimestre desceram 11%, com a empresa a ser penalizada pela descida dos preços, queda do dólar e venda de activos.
A holandesa Ahold, parceira da Jerónimo Martins no negócio de retalho em Portugal, anunciou hoje que as receitas do primeiro trimestre desceram 11%, com a empresa a ser penalizada pela descida dos preços, queda do dólar e venda de activos.
A Ahold [Cot] apurou receitas de 15,4 mil milhões de euros nos primeiros três meses deste ano. Excluindo conversões cambiais a empresa, mesmo assim, registou uma queda de 1,4% nas receitas.
A penalizar ainda as contas da empresa esteve a estratégia de baixar os preços de vários produtos devido ao aumento da concorrência na Holanda e nos Estados Unidos, onde controla a US Foodservice, bem como pelo facto de a empresa ter menos activos.
Depois do escândalo contabilístico que afectou a empresa o ano passado a Ahold delineou um plano de venda de activos, tendo decidido sair dos mercados da América Latina e Espanha.
A Ahold estima encaixar 2,5 mil milhões de euros, até ao final do próximo ano, com a venda de activos e ontem, o banco de investimento JP Morgan afirmou que a companhia holandesa também deverá sair de Portugal, vendendo os 49% que detém na Jerónimo Martins Retalho.
As receitas da Ahold ficaram abaixo das previsões dos analistas, sobretudo devido à fraca performance da actividade nos Estados Unidos, mercado que representa mais de 60% das receitas da empresa.
As acções da Ahold seguiam a descer 3,58% para os 5,92 euros.
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