A Somague Engenharia voltou o ano passado a liderar o sector nacional de construção obras públicas, ultrapassando o grupo Mota-Engil.
De acordo com a tabela elaborada pela AECOPS – Associação das Empresas de Construção e Obras Públicas a «holding» do grupo Somague encerrou o exercício do ano passado, com um volume de negócios de 735,6 milhões de euros, o que representou um crescimento de 25,6% face à facturação obtida em 2002.
Este «boom» da actividade da construtora liderada por Diogo Vaz Guedes num ano de grande retracção do sector de construção de obras públicas deveu-se em grande parte ao facto de a Somague ter conseguido concluir e receber o pagamento devido pelas empreitadas de construção dos estádios do Sport Lisboa e Benfica, do Futebol Clube do Porto e do estádio municipal de Aveiro, a propósito da realização em Portugal do Campeonato Europeu de Futebol.
Desta forma, a Somague surge em primeiro lugar deste «top» da construção pura em Portugal, mas com a particularidade de se estar a preparar para ser controlada a 100% pelos espanhóis da Sacyr.
Este «ranking» da AECOPS refere-se exclusivamente à actividade da construção, pelo que difere significativamente das tabelas normalmente elaboradas pelos grupos construtores, que incluem os valores consolidados e referentes a outras actividades, nomeadamente no segmentos das «utilities» (águas, resíduos, saneamentos, energias e outras concessões).
Nesse «ranking» mais usual, o grupo Mota-Engil, apesar de só no final de 2003 ter concretizado oficialmente o seu processo de fusão, é o habitual líder entre os grupos nacionais de construção.
Nesta tabela da AECOPS, a Mota-Engil, incluindo a Martifer, sua participada para o sector da indústria metalomecânica leve, registou um volume de negócios na ordem dos 682,5 milhões de euros. Também o grupo liderado por António Mota conseguiu um bom desempenho no ano passado, com uma subida de 8,7% apesar da crise que se vive no sector.
A Teixeira Duarte, apesar de uma ligeira quebra na facturação, segurou o terceiro lugar, seguida pela Soares da Costa, onde a primeira detém cerca de 20% do respectivo capital. A CME, controlada a 50% pela maior construtora ibérica (a ACS de Florentino Pérez), e a Edifer, de Vera Pires Coelho, assumiram os 5º e 6º lugares. Os melhores resultados antes de impostos foram conseguidos pela TD, Mota-Engil e Alves Ribeiro.
Somague regressa à liderança do «top» da construção pura
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11-05-2004 08:31
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