O crude encerrou hoje nos 40,24 dólares, o valor de fecho mais elevado desde 11 de Outubro de 1990, ao ser impulsionado pela desconfiança dos mercados em torno do eventual aumento da produção mundial, pedido realizado ontem pela Arábia Saudita junto da Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP).
O crude encerrou hoje (ontem) nos 40,24 dólares, o valor de fecho mais elevado desde 11 de Outubro de 1990, ao ser impulsionado pela desconfiança dos mercados em torno do eventual aumento da produção mundial, pedido realizado ontem pela Arábia Saudita junto da Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP).
O contrato futuro de entrega do crude [Cot] para Junho encerrou nos 40,24 dólares (33,94 euros), uma valorização de 1,26% face ao fecho de ontem e o os futuros do ‘brent’ [Cot], com entrega no mesmo mês, apreciou 1,38%, para 37,36 dólares (31,51 euros). Ambos os valores de fechos são os mais elevados desde 11 de Outubro de 1990, de acordo com os dados da Bloomberg.
As intenções da Arábia Saudita foram veiculadas pelo ministro do petróleo daquele país, Ali al-Naimi, que ontem afirmou que a OPEP deveria actuar de modo a contrariar os preços altos que a matéria prima tem apresentado, e que tem prejudicado a economia mundial.
Prontamente, alguns Estados membros da OPEP, como o Kuwait, a Líbia e os Emirados Árabes Unidos, mostraram-se contrários às intenções da Arábia Saudita. Segundo o ministro do petróleo dos Emirados Árabes Unidos, Seif al-Nasseri, a OPEP já produz em nível superior, sensivelmente 1,5 milhões de barris diários, às quotas estabelecidas.
No entanto, os ministros do petróleo dos países membros da OPEP vão discutir a possível subida das quotas em cerca de 1,5 milhões de barris por dia durante o fórum Internacional de Energia, a realizar em Amesterdão no fim do presente mês.
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