Petróleo em novo máximo com AIE a prever maior aumento na procura em 16 anos
O crude subiu para o máximo de 13 anos, depois da Agência Internacional de Energia (IEA) ter dito que a procura global do mesmo vai aumentar o máximo em 16 anos, impulsionada pela aceleração das economias e pelo aumento do uso do petróleo na China.
O crude subiu para o máximo de 13 anos, depois da Agência Internacional de Energia (IEA) ter dito que a procura global do mesmo vai aumentar o máximo em 16 anos, impulsionada pela aceleração das economias e pelo aumento do uso do petróleo na China.
O contrato futuro de entrega do crude para Junho subia 0,67% para os 40,33 dólares e os futuros do ‘brent’, com entrega no mesmo mês, apreciavam 0,32% para os 37,48 dólares. Ontem o crude já tinha encerrado acima dos 40 dólares pela primeira vez desde 1990.
O aumento surgiu perante preocupações de que a Organização dos Países Exportadores de Petóleo (OPEP) não vai ter fornecimentos suficientes para fazer face à procura nos Estados Unidos da América e na Ásia.
Segundo as estimativas da AIE, o uso global da gasolina, gasóleo e outros combustíveis vai aumentar em 1,95 milhões de barris por dia, este ano – 270 mil mais do que o previsto o mês passado – para os 80,6 milhões de barris diários.
«O facto da economia estar a recuperar suscita a preocupação de se assegurarem os fornecimentos necessários para suster o aumento da procura», disse a IEA, acrescentando que «os preços do último ano tornaram clara a necessidade de sustentar a produção e expandir a capacidade».
Os preços da gasolina estão a atingir valores recorde e as transportadoras aéreas, nomeadamente a British Airways e a Qantas Airways estão a aumentar os preços das passagens.
A OCDE, que está alinhada com a AIE, aumentou as suas previsões de crescimento económico para este ano, indiciando que a procura de energia vai aumentar.
A AIE também reduziu as suas estimativas para os países que não fazem parte da OPEP, explicando que os mesmos vão aumentar a produção em 1,17 milhões de barris por dia para os 50,09 milhões de barris.
Segundo a mesma fonte «a China permanece a principal líder do crescimento da procura a nível global» e não esperam que «as medidas do governo para acalmar o crescimento económico tenham um impacto significativo na procura pelo petróleo a curto prazo».
Crude nos últimos seis meses
Consumidores de petróleo pedem aumento de produção para contrariar preços altos
A AIE explicou que o aumento esperado, a acontecer, será o maior em 16 anos, acrescentando que os «stocks» de combustível tornam-se insuficientes à medida que a procura aumenta. Os «stocks» da OCDE caíram em 280 mil barris por dia no primeiro trimestre, explicou a mesma organização.
O aumento de preços do petróleo tem suscitado apelos dos consumidores à OPEP para produzir mais petróleo. Ontem, a Arábia Saudita, maior exportadora de petróleo do mundo, pediu à mesma organização para aumentar a produção.
As intenções da Arábia Saudita foram veiculadas pelo ministro do petróleo daquele país, Ali al-Naimi, que ontem afirmou que a OPEP deveria actuar de modo a contrariar os preços altos que a matéria-prima tem apresentado, e que tem prejudicado a economia mundial.
No entanto, segundo a AIE, a OPEP tem estado a produzir em níveis superiores às quotas estabelecidas devido ao aumento dos preços.
A procura pelo petróleo da OPEP vai atingir uma média de 26,4 milhões de barris por dia este ano, 500 mil acima do previsto o mês passado, explicou a mesma fonte. Este trimestre, o mercado vai necessitar de 24,8 milhões de barris por dia do grupo, 600 mil a mais do que o esperado.
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