Os bancos portugueses voltaram a apertar os critérios de concessão de crédito a empresas e particulares, no primeiro trimestre deste ano, segundo um inquérito publicado, hoje, pelo Banco de Portugal.
Os bancos portugueses voltaram a apertar os critérios de concessão de crédito a empresas e particulares, no primeiro trimestre deste ano, segundo um inquérito publicado, hoje, pelo Banco de Portugal.
As perspectivas negativas sobre a evolução da actividade económica são o motivo mais invocado para o aumento das restrições na concessão de crédito, tanto a empresas como a particulares.
No caso das empresas, os bancos reflectiram a maior restrição em «spreads» mais elevados, principalmente para empréstimos com maior risco, assim como comissões e outros encargos associados aos empréstimos mais altos.
«No primeiro trimestre de 2004, os bancos integrados na amostra do inquérito reportaram, em termos globais, um ligeiro aperto nos critérios de concessão de empréstimos a empresas, em linha com a tendência observada em inquéritos anteriores», diz o relatório do Banco de Portugal.
No caso dos empréstimos a particulares o maior aperto na concessão de crédito foi visível no «spread» mais elevado aplicado nos empréstimos com maior grau de risco e nas exigências impostas ao nível do rácio entre o valor do empréstimo e a garantia real subjacente ao mesmo.
«No primeiro trimestre de 2004, observou-se, em média, um ligeiro aperto dos critérios de concessão de empréstimos a particulares para aquisição de habitação», diz o BP.
A maior restrição na concessão de crédito a particulares deve-se às perspectivas negativas para a evolução da economia e, em particular, do mercado imobiliário.
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