Depois de ontem do discurso de Greenspan transmitiu-se a sensação para os mercados de que o Fed iria ser mais agressivo a subir as taxas de juro e isso reflectiu-se naturalmente no dólar que se reforçou face ao euro e veio dos 1,235 para 1,206.
Por um lado, a interpretação do discurso de Greenspan desta forma tem alguma relevância, porque os últimos comentários de responsáveis do Fed, nomeadamente Bernanke e Kohn, tinham sido mais ligeiros falando em subidas pausadas e graduais das taxas de juro dando a sensação de que a subida da inflação não era nada preocupante e que não se iria reflectir numa mudança drástica da política monetária.
Mas por outro, Greenspan não deu mais do que um contributo para uma descida do dólar no longo prazo. Isto porque, se o Fed tiver realmente a inflação sobre controlo e for mais agressivo a subir as taxas no curto prazo, indica que no longo prazo as taxas de juro terão de subir menos, logo a diferença entre as taxas de juro norte-americanas e europeias no longo prazo seriam menores.
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