Cofina e Impresa são os principais candidatos a comprar Lusomundo Media
A PT Multimédia disse ontem que a Lusomundo Media não é um activo estratégico para a empresa e se receber uma proposta para vender a companhia de media, terá de olhar para ela. A Espírito Santo Research conclui que a PTM está interessada em alienar este activo, sendo que os principais candidatos portugueses a fazer este negócio são a Cofina e a Impresa.
A PT Multimédia disse ontem que a Lusomundo Media não é um activo estratégico para a empresa e se receber uma proposta para vender a companhia de media, terá de olhar para ela. A Espírito Santo Research conclui que a PTM está interessada em alienar este activo, sendo que os principais candidatos portugueses a fazer este negócio são a Cofina e a Impresa.
Luís Pacheco de Melo, administrador financeiro da PT Multimédia [Cot] disse ontem que a Lusomundo Media não é estratégica para o Grupo e que se a empresa receber alguma proposta de aquisição, terá de analisa-la.
«Parece que a PT Multimédia quer vender a Lusomundo Media mas provavelmente o Governo não aceita que o negócio seja feito com um grupo espanhol ou europeu», diz o analista Rui Cesário Pereira no Iberian Daily da Espírito Santo Research.
A Lusomundo Media é um dos principais grupos de comunicação social em Portugal, controlando os jornais «Diário de Notícias», «24 Horas» e «Jornal de Notícias», bem como a rádio TSF.
Com a provável oposição do Governo, a ESR acredita que a venda da Lusomundo Media terá de ser feita a uma empresa portuguesa, e ai identifica dois candidatos.
São eles a Cofina, que já detém 19% da empresa, e a Impresa, quer teria um complemento perfeito integrando os activos da Lusomundo Media no seu actual portfolio.
A Cofina tem já uma presença substancial no segmento da imprensa, com o «Correio da Manhã», «Record» e «Jornal de Negócios», enquanto os principais activos da Impresa são a SIC, a Visão e o semanário «Expresso».
A ESR acrescenta no entanto que «o problema [para a concretização deste negócio] é que estes grupos [Cofina e Impresa] provavelmente não vão comprar em ‘cash’ no curto prazo», pelo que «uma decisão sobre a venda [da Lusomundo Media] será provavelmente adiada até que um destes grupos tenha uma maior capacidade financeira para apresentar uma proposta».
As acções da PTM [Cot] seguiam a descer 0,23% para os 17,21 euros.
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