Acções da Jerónimo Martins descem mais de 2% pressionadas por direitos
As acções da Jerónimo Martins atingiram hoje uma desvalorização máxima acima de 2%, com a queda dos direitos de subscrição do aumento de capital a pressionarem as acções da segunda maior distribuidora nacional. Veja como a arbitragem entre os dois títulos pode gerar ganhos sem risco.
As acções da Jerónimo Martins atingiram hoje uma desvalorização máxima acima de 2%, com a queda dos direitos de subscrição do aumento de capital a pressionarem as acções da segunda maior distribuidora nacional. Veja como a arbitragem entre os dois títulos pode gerar ganhos sem risco.
As acções da Jerónimo Martins seguiam a descer 1,17% para os 8,45 euros, depois de terem fixado uma queda máxima de 2,22% para os 8,36 euros. Os direitos da Jerónimo Martins, que permitem subscrever acções no aumento de capital, baixavam 1,85% até aos 1,06 euros.
Os direitos do aumento de capital da Jerónimo Martins começaram a negociar na sexta-feira, e já nesse dia as acções da empresa também foram pressionadas, desvalorizando 1,61%.
Na sexta-feira o preço médio foi de 1,13 euros, tendo os mesmos fechado a marcar 1,08 euros. Os investidores poderão aproveitar desequilíbrios entre o preço das acções e dos direitos (ver tabela «Relação de Preços») para fazer arbitragem.
Esta operação procura tirar proveito de variações na diferença de preços entre dois activos relacionados (neste caso acções e direitos) mas, para ser eficaz e sem risco, a compra de acções (e venda de direitos) ou a venda de acções (e compra de direitos) terá de ser feita simultaneamente.
No exemplo apresentado (ver tabela «Simulação de Arbitragem»), considerando que a acção cota a 8,55 euros, o valor teórico dos direitos seria de 1,11 euros. Se, no mercado, os direitos estivessem mais baratos (1,10 euros), um investidor poderia comprá-los e vender, simultaneamente, títulos da Jerónimo Martins (caso não as tenha, poderá ter de recorrer ao mercado de empréstimos de valores mobiliários, tendo, neste caso, de se adicionar o custo de reporte até ao momento de venda e entrega das acções).
Quando o papel regressar a um ponto de equilíbrio, qualquer que ele seja, poderá fechar ambas as posições (vender direitos e comprar acções), realizando um lucro, isento de risco, de 8 euros. Note-se que a compra de um número de direitos inferior a 724, neste exemplo de preços, produziria um lucro inferior a 8 euros, o valor médio das taxas de bolsa para as quatros operações necessárias para concretizar uma arbitragem.
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