Aproveitando o gráfico que o F. Monjardino aqui disponibiliza vou fazer a minha análise:
A tendência actual do crude ainda é de alta.
No entanto a subida acentuada desde o valor do fundo anterior, a 35, até a cotação actual, representa uma subida de cerca de 36% em apenas uns 6 meses. Basta surgirem umas “boas notícias” para, no curto/médio prazo, poder potenciar tomadas de mais valias.
Verifica-se também que a actual subida de preços está a ser acompanhada com um volume de negócios inferior ao volume verificado quando os preços atingiram o último topo de 42,45.
Poderão assim estar criadas as condições para a formação do padrão “H&S”. Esse cenário corresponderia a uma descida dos níveis actuais até valores inferiores aos 40 para de seguida reagir em alta, ainda com um volume de negócios inferior, formando então o ombro direito.
A descida dos níveis actuais até ao suporte que poderá ser a futura linha do pescoço, poderá demorar uns meses, talvez até às eleições americanas, criando-se assim, um período favorável para a subida no mercado accionista nestes meses.
Esse suporte do crude, ao nível dos 36, se fosse rompido formaria a linha do pescoço, projectando os preços ainda mais para baixo, ou caso não seja rompido, o que também é provável que possa acontecer, poderia dar origem a uma formação triangular, rectangular ou em bandeira, cujo rompimento para cima ou para baixo indicaria a futura tendência de preços.
Mas em resumo, e para o período mais próximo que é aquele que agora nos interessa, parece-me que poderá haver condições para uma correcção dos preços do crude, durante uns meses, e isso será favorável para o mercado accionista.
Mas como referi no início, a tomada de mais valias no crude ainda não começou a ocorrer.
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