JP Morgan recomenda trocar acções da Portugal Telecom pelas da Telefónica
A JP Morgan recomendou aos clientes a troca das acções da Portugal Telecom (PT) pelas da Telefónica, uma estratégia que visa reduzir o risco da exposição da carteira à Vivo mantendo, no entanto, uma exposição às oportunidades de crescimento na América Latina. A avaliação e o potencial das operadoras ibérica também joga a favor da operadora espanhola.
A JP Morgan recomendou aos clientes a troca das acções da Portugal Telecom (PT) pelas da Telefónica, uma estratégia que visa reduzir o risco da exposição da carteira à Vivo mantendo, no entanto, uma exposição às oportunidades de crescimento na América Latina. A avaliação e o potencial das operadoras ibérica também joga a favor da operadora espanhola.
A casa de investimento norte-americana, numa nota emitida ontem sobre a Portugal Telecom (PT) [Cot], sugere uma recomendação de «neutral» para as acções da operadora nacional e um preço-alvo de 9,3 euros.
O analista David Wright recomenda aos clientes «a troca de acções da PT pelas da Telefónica, de forma a reduzir a exposição ao risco dos resultados da Vivo, mantendo entretanto uma exposição às oportunidades de crescimento na América Latina. A avaliação e o potencial de ambas também justifica» está estratégica, defende o especialista.
A Vivo é uma «joint venture» detida em partes iguais pela Telefónica Móviles (do grupo da Telefónica) e pela PT. O risco da Vivo, segundo a JP Morgan, está relacionado com o facto do mercado móvel brasileiro «estar agora menos atractivo», devido ao riscos de uma maior concorrência e de uma regulamentação mais adversa ao sector.
David Wright calcula que a exposição da PT às receitas da Vivo ascenda a 24%, ou 21% quando se fala do EBITDA (resultados antes dos juros, impostos, amortizações/depreciações). Já a exposição da Telefónica, com base nestes dois indicadores, resume-se a 5% e 4%, respectivamente.
Para o período de 2004 a 2007, as estimativas do banco norte-americano apontam para uma exposição da PT de 51% (às receitas) e de 71% (ao EBITDA). Para a operadora liderara por César Alierta a exposição fica-se pelos 6% e 7%, respectivamente.
A avaliação da JP Morgan para as operadoras ibéricas pende também a favor da Telefónica. Com base no rácio do EV/EBITDA, a Telefónica «parece 13% mais atractiva» do que a PT, conseguindo ainda gerar mais 2,2% de «cash flow» do que a operadora liderada por Miguel Horta e Costa.
Face à avaliação considerada justa, o potencial da PT é de 13%, enquanto o preço-alvo de 15,7 euros para a Telefónica confere um potencial implícito de valorização de 34%.
As acções da PT negociavam em queda de 0,72% para os 8,33 euros, enquanto em Madrid, os títulos da Telefónica somavam 0,9% para os 11,74 euros.
JP Morgan recomenda trocar acções da Portugal Telecom
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03-09-2004 06:27
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