ParaRede estima atingir lucros no corrente ano (act2)
A ParaRede, após ter registado o primeiro lucro semestral dos últimos quatro anos, estima terminar 2004 com um resultado líquido positivo, afirmou o administrador Pedro Pinto. A empresas reafirmou a meta de atingir a liderança do sector em 2006 e fazer aquisições.
A ParaRede, após ter registado o primeiro lucro semestral dos últimos quatro anos, estima terminar 2004 com um resultado líquido positivo, afirmou o administrador Pedro Pinto.
«Estimamos fechar o ano positivo» afirmou Pedro Pinto, em conferência de imprensa, após a ParaRede ter registado os primeiros lucros semestrais dos últimos quatro anos.
A ParaRede, nos primeiros seis meses, registou um lucro de 1,32 milhões de euros nos primeiros seis meses deste ano, no primeiro semestre de lucros desde os últimos seis meses de 2000, com a empresa a beneficiar da subida de 62% do volume de negócios e de um imposto diferido de 4,5 milhões de euros.
Nos primeiros seis meses do ano passado os prejuízos tinham totalizado 8,57 milhões de euros. O último semestre de lucros da ParaRede [Cot] tinha ocorrido nos últimos seis meses de 2000 (1,8 milhões de euros), tendo a empresa desde então registado sempre prejuízos.
No primeiro trimestre de 2004 os prejuízos foram de 1,26 milhões de euros, pelo que, só no segundo trimestre, os lucros foram de 2,58 milhões de euros.
A empresa explica os lucros do primeiro semestre com base na melhoria operacional, mas também no reconhecimento de um imposto diferido activo no valor de 4,5 milhões de euros, tendo em conta os prejuízos fiscais registados nos exercícios anteriores. A ParaRede diz que este valor «traduz, de uma forma conservadora, as expectativas da empresa relativamente aos resultados dos próximos exercícios».
Antes de impostos a empresa apurou ainda um valor negativo de 3,17 milhões de euros, ainda assim inferior aos 8,54 milhões de euros do período homólogo.
A tecnológica reitera que quer alcançar a liderança do mercado das TI, em 2006. Paulo Ramos afirmou que esse objectivo poderá ser atingido quer por via orgânica, como fruto de aquisições.
Acções da ParaRede no último mês
Crescimento das receitas permite atingir ou superar metas para o ano
Crescimento das receitas permite atingir ou superar metas para o ano
As receitas consolidadas do primeiro semestre deste ano ascenderam a 16,2 milhões de euros, o que representa um crescimento de 62% face ao período homólogo do ano anterior.
«O objectivo era crescer 30% ano, até 2006» reiterou o presidente, Paulo Ramos, dizendo que «conseguimos superar largamento esse objectivo».
A empresa liderada por Paulo Ramos diz que o crescimento das receitas «foi suportado quer pelo crescimento da venda de Hardware e Software de terceiros, quer pela prestação de serviços, quer ainda pela componente de produtos próprios, a qual já representa 14,4% das vendas totais».
A empresa acrescenta que «actual mix de vendas começa a reflectir as apostas estratégicas da ParaRede, consubstanciadas num forte crescimento da vertente de prestação de serviços, a par da promoção e desenvolvimento da oferta de produtos e tecnologias próprias (MSWait, Intrapub, OWNet, Matriz, Clarinet e Ctrade)».
O mesmo responsável adiantou que «pretendemos que os serviços e os produtos prórprios venham a representar mais no nosso mix».
As receitas na área de Information Infrastructure, que representam 49% do total, aumentaram 152% para 8 milhões de euros, enquanto as de consultoria em tecnologias de informação, que têm um peso de 20%, ascenderam a 3,22 milhões de euros, numa subida de 19,6%.
Neste segmento a ParaRede diz que beneficia de uma confortável, proveitosa e duradoura presença junto de clientes do sector da Banca, aos quais assegura a manutenção de aplicações numa óptica evolutiva e ao mesmo tempo desenvolve projectos de consultoria à medida em áreas de vanguarda tecnológica».
Reduz dívida com aumento de capital
A ParaRede reduziu a sua dívida para 5 milhões de euros, sendo que 1,7 milhões de euros corresponde à divida aos bancos e 3,3 milhões de euros de «factoring».
«O aumento de capital fez com que conseguíssemos reduzir a nossa dívida», afirmou Paulo Ramos, dizendo que se pode considerar «uma dívida de fundo de maneio».
A ParaRede realizou em recentemente uma operação harmónio, que consistiu num aumento do capital social de 21,9 para 30 milhões de euros, tendo realizado um encaixe de 23,3 milhões de euros.
ParaRede optimista:
«Encontram-se pois, reunidas as condições para o progressivo e sustentado fortalecimento da situação financeira e operacional do Grupo, permitindo a afirmação perante o mercado das competências tecnológicas existentes no seio da organização».
Internacionalização pesará 20% em 2006
A ParaRede estima que a internacionalização passe a pesar 20% das receitas do Grupo, em 2006, referiu a mesma fonte, em conferência de imprensa.
Paulo Ramos acredita que com as operações realizadas em Angola, Brasil, com a Portugal Telecom e na América Latina, o mercado externo aumente o seu peso no volume de negócios da companhia.
No presente semestre, o mercado internacional representou cerca de 5% da facturação da tecnológica. A ParaRede ainda tem uma operação em Espanha, através de duas empresas.
ParaRede reduz força de trabalho a metade e custos com pessoal caem 21,2%
Desde o final de 2001, quando a empresa contava com 580 trabalhadores, a ParaRede já cortou mais de metade da sua força de trabalho. Em Junho deste ano a empresa tinha 234 trabalhadores, tendo os custos com pessoal descido 21,2% no primeiro semestre.
Para esta queda, segundo a empresa, contribuíram os «efeitos benéficos do plano de reestruturação implementado nos últimos anos» e «a adopção de políticas salariais ajustadas às condições de mercado actuais, bem como a variabilização dos custos fixos e que se materializou num aumento dos níveis de subcontratação de serviços sem prejuízo da qualidade dos deliverables».
Já os custos com Fornecimentos e Serviços Externos registaram um crescimento de 28,7%, «o qual se encontra influenciado pela expansão da componente de subcontratos». A empresa assegura que verificou-se «um decréscimo dos custos de funcionamento, excluindo subcontratos, de 22,8% face ao período homólogo do ano anterior».
Quarto trimestre consecutivo com EBITDA positivo
O EBITDA da empresa foi de 1,17 milhões de euros, contra 1,92 milhões de euros negativos no período homólogo, permitindo uma melhoria na margem EBITDA para 7,3%.
Paulo Ramos está confiante que, será possível «mais rapidamente» atingir uma margem de dois dígitos no EBITDA, sendo que a empresa tinha estabelecido que esse objectivo seria atingido até ao final de 2005.
Já os resultados operacionais (EBIT) são ainda negativos em 1,21 milhões de euros, devido a amortizações no valor de 2,38 milhões de euros. Estas desceram 40% face ao período homólogo
No segundo trimestre do ano a ParaRede observou o quarto trimestre consecutivo de EBITDA positivo, «confirmando que o equilíbrio operacional foi definitivamente alcançado e consolidado trimestre após trimestre», diz a empresa.
As acções da ParaRede fecharam a descer 2,5% para os 0,39 euros.
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