Autor: Forever
Data: 27-09-2004 12:25
Eu não disse, nem sou apologista de grandes défices, o que eu disse ou queria dizer, é que a Europa pelo facto de ter de controlar permanentemente, um défice orçamental, se coloca em desvantagem perante os EUA ou o Japão que o podem fazer quando melhor lhes apetecer e acharem oportuno.Normalmente quando os paises entram em recessão, a necessidade de diminuir despesas para manter o défice empurra ainda mais o país para o abismo. Mas quando os paises estão num ciclo de crescimento, com as receitas a aumentar, aí sim, poder-se-ia fazer uma política mais restritiva e aproveitar para diminuir o défice o mais possível. Ora quem impôs o PEC, impô-lo todos os anos sem abrir excepções em períodos maus. Sou apologista que se poupe no tempo de vacas gordas, para fazer face a problemas no tempo de vacas magras. Enfim, haver uma certa autonomia no controle das despesas, sem causar sangue, isto é, mais desemprego como acontece em períodos difíceis. Nós, em Portugal, tivemos tempos de vacas gordas alguns anos da década de noventa e em vez de diminuirmos o défice, agravamo-lo, quando de facto podíamos tê-lo diminuido facilmente sem danos.
Mas esta problemática está em discussão ou pretende ser discutida na Comissão Europeia, assim mesmo como a exponho, não é impertinência ou lembrança minha. Fala-se em aumentar o limite de 3% ou aliviar os procedimentos em caso de recessão ou dificuldades imprevistas de qualquer país. O Durão parece que vai mexer nisso.Para não lhe dizer compreendeu? como da outra vez, digo-lhe, estamos de acordo? Ou então como o da telenovela: Estou certo ou estou errado?
Espero que concorde que nestas coisas não há "maluqueiras" isso é forte de mais, e fazer de imbecis, quem controla a economia. Há, sim, maneiras diferentes, ou ângulos diferentes de apreciação .Em economia normalmente não há um só lado da moeda, em determinada situação económica.Pode-se sempre tirar uma ilação boa e ao mesmo rempo outra má, de uma determinada situação que por vezes nos parece apenas má. Não há normalmente verdades únicas, nem béns ou males absolutos.
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