Acções da Cofina disparam para máximo de quase quatro anos
As acções da Cofina seguiam a valorizar 7,59%, para os 3,40 euros, que corresponde ao valor mais elevado desde 19 de Outubro de 2000. Os títulos reagiam com ganhos à notícia de que a empresa está a estudar separar os negócios de media e de indústria em «holdings» distintas.
As acções da Cofina seguiam a valorizar 7,59%, para os 3,40 euros, que corresponde ao valor mais elevado desde 19 de Outubro de 2000. Os títulos reagiam com ganhos à notícia de que a empresa está a estudar separar os negócios de media e de indústria em «holdings» distintas.
Os títulos da Cofina negociavam nos 3,40 euros, com mais de 50 mil acções negociadas, acumulando agora uma valorização de 36% este ano. A última vez que a empresa de Paulo Fernandes tinha cotado nos 3,40 euros foi na sessão de 19 de Outubro de 2000, o que representa um máximo de quase quatro anos.
As empresas de media nacionais têm liderado os ganhos na bolsa nacional nas últimas semanas, beneficiando das perspectivas animadoras para o sector. A Impresa subia 0,92%, na oitava sessão consecutiva de ganhos.
A Cofina anunciou ontem que vai estudar a realização de um «spin-off» dos negócios de media e de indústria em duas «holdings» distintas, com o objectivo de dar maior visibilidade às participações dos accionistas. Esta medida surge como alternativa à colocação da Investec em Bolsa.
Num comunicado a Cofina [Cot] refere que «está a analisar a oportunidade de reorganização empresarial do Grupo, através da separação das participações detidas nas duas grandes áreas em que desenvolve a sua actividade – indústria e media e conteúdos».
Na área dos media a Cofina controla a Investec, enquanto na Indústria é a accionista maioritária da Celulose do Caima e da F. Ramada.
A empresa de Paulo Fernandes afirma que o Conselho de Administração da empresa vai tomar uma decisão sobre esta matéria no prazo máximo de 30 dias, e que «esta oportunidade, agora em estudo, surge como alternativa à projectada cotação da Investec (sector de media do Grupo) e tem como principal objectivo conferir maior valor às participações dos accionistas».
«A projectada separação das actividades principais do Grupo permitirá, se as conclusões do estudo apontarem para essa decisão, a diminuição do desconto que actualmente é atribuído às acções da empresa pelo facto de ser um conglomerado», refere o mesmo comunicado. Os analistas financeiros, habitualmente, dão um desconto de 30% às «holdings» cotadas em bolsa, como é o caso da Cofina.
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