Autor: João Henriques
Data: 30-09-2004 14:44
O euro aproximou-se hoje em grande força de uma zona de resistência mais forte, o último máximo relativo antes de ter caminho aberto para novos máximos do ano.
Tem sido interessante de acompanhar o euro, mas nem sempre fácil. Não chegou a comprovar um H&S, aqui tantas vezes referido por mim e outros membros, conseguindo sempre aguentar-se acima de 1,2 nos últimos meses, mesmo com a divulgação de dados económicos positivos para a economia norte-americana e a subida gradual das taxas de juro norte-americanas e diminuição da diferença para as taxas de juro da zona euro.
Não se pode ainda por de lado uma lateralização com a reacção em baixa a 1,245. Há quem acredite que com as eleições à porta, a equipa de Bush não deixará o dólar perder valor, para não vir este a ser mais um assunto que domine negativamente a sua campanha.
Eu continuo a acreditar que a desvalorização do dólar continua a ser o melhor caminho, e penso que depois do artigo que escrevi esta semana, essa teoria fica ainda mais fundamentada. Mas tem de ser uma desvalorização gradual e controlada que não destabilize os mercados financeiros e que vá calmamente impulsionando as exportações norte-americanas, permitindo o consumo diminuir o seu peso no crescimento económico e acima de tudo criar um aumento de poupança, poupança essa, que é uma peça talvez fundamental, para que o investimento empresarial cresça.
João Henriques
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