CA da Cofina aprova cisão da empresa e cotação da «holding» industrial em bolsa
A Administração da Cofina aprovou hoje o projecto de cisão. A Cofina SGPS ficará com a área de «media» e conteúdos, e uma nova «holding», a ser criada a partir da Celulose do Caima, e que também será admitida em bolsa, agregará as participações industriais do grupo. Este projecto deverá estar concluído em Fevereiro de 2005.
A Administração da Cofina aprovou hoje o projecto de cisão. A Cofina SGPS ficará com a área de «media» e conteúdos, e uma nova «holding», a ser criada a partir da Celulose do Caima, e que também será admitida em bolsa, agregará as participações industriais do grupo. Este projecto deverá estar concluído em Fevereiro de 2005.
O Conselho de Administração da Cofina [Cot] aprovou hoje um projecto de cisão do grupo, e um conjunto de operações acessórias inseridas num projecto de reestruturação empresarial.
Segundo um comunicado enviado à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a reorganização projectada «tem como objectivo a separação das participações detidas pelo Grupo Cofina nas duas grandes áreas em que desenvolve a sua actividade – indústria e media e conteúdos».
Cisão facilita a entrada de fundos especializados
Com esta operação, a empresa liderada por Paulo Fernandes procura «o desenvolvimento de cada uma das áreas com uma maior transparência face ao mercado e facilitando a entrada direccionada de fundos especializados e investidores estratégicos em cada um dos negócios».
Para concretizar a operação, a empresa destacará do grupo a Celulose do Caima, procedendo após operações acessórias, à criação de uma nova «holding» que agregará os activos da Caima, da F. Ramada e da Vista Alegre Atlantis.
As acções representativas do capital social da nova «holding» serão objecto de pedido de admissão à negociação na Euronext Lisbon.
O primeiro passo rumo à reestruturação foi dado hoje, com os accionistas da Celulose do Caima a aprovarem, em assembleia-geral (AG), a perda de qualidade de sociedade aberta, ou seja a saída da bolsa nacional da referida empresa.
Área dos «media» fica na Cofina SGPS
As participações relativas às empresas de «media» e conteúdos do grupo serão detidas através da Cofina, mantendo-se as acções representativas do seu capital social admitidas à negociação no mercado de cotações oficiais gerido pela Euronext Lisbon.
Para concretizar a operação, a empresa, «nos próximos dias», terá de apresentar o registo comercial do projecto, e a AG da Cofina terá ainda de proceder à apreciação da proposta em finais de Dezembro de 2004.
Com a luz verde por parte dos accionistas, a Cofina avançará com a escritura pública do projecto, que segundo o comunicado do grupo, deverá ser outorgada em finais de Fevereiro de 2005.
A Cofina, através da Investec, é dona do Jornal de Negócios Online e do Jornal de Negócios.
Acções da Cofina em seis meses
Acções ganham 22% desde o anúncio de um eventual «spin off»
As acções da empresa encerram hoje em subida de 0,26% para 3,86 euros. Desde o passado dia 28 de Setembro, altura em que a Cofina disse estar a estudar uma alternativa à colocação da Investec em bolsa, os títulos da «holding» amealharam um ganho de superior a 22%.
Na altura, a Cofina afirmava que a projectada separação das actividades permitirá a diminuição do desconto que actualmente é atribuído às acções da empresa pelo facto de ser um conglomerado. Os analistas financeiros, habitualmente, dão um desconto de 30% às «holdings» cotadas em bolsa, como é o caso da Cofina.
Numa avaliação recente, o banco espanhol Santander avaliava a área dos «media» do grupo em 205 milhões de euros, calculando em 65 milhões de euros o valor dos negócios industriais do grupo. À cotação actual, o mercado está a avaliar a Cofina em 198 milhões de euros.
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