Gescartão sobe pela oitava sessão e cota no máximo de 11,23 euros
A Gescartão negociava em subida de 2,19% para um novo máximo histórico de 11,23 euros, com os investidores a acreditarem no rompimento da parceria entre a Sonae e a Europac. A imprensa dá conta da possibilidade da Sonae abandonar a Gescartão com uma contrapartida de 14 euros por acção.
A Gescartão negociava em subida de 2,19% para um novo máximo histórico de 11,23 euros, com os investidores a acreditarem no rompimento da parceria entre a Sonae e a Europac. A imprensa dá conta da possibilidade da Sonae abandonar a Gescartão com uma contrapartida de 14 euros por acção.
A edição de hoje do «Diário Económico», citando fontes não identificadas ligadas ao processo, noticia que a Sonae SGPS [Cot] estará disposta a vender Gescartão a um preço de 14 euros por acção. O mesmo jornal avança que os espanhóis da Europac estão dispostos a oferecer apenas 12 euros por acção.
A posição divergente sobre a construção da nova fábrica de papel reciclado em Viana é um dos pontos em que as estratégias da Europac e da Sonae divergem. A Europac e a Sonae Indústria [Cot] controlam, através da «joint venture» Imocapital, 65% do capital da Gescartão [Cot].
No final da semana passada, o novo presidente executivo da Europac, Enrique Isidro, anunciou que está disposto a comprar os 32,5% que a Sonae detém na Gescartão, através da Imocapital, na mesma altura em que Belmiro de Azevedo aventou para a possibilidade de usar o encaixe conseguido na Portucel para reforçar a presença na empresa de papel «kraft» e embalagens de cartão.
No entanto, tal como avança o «Diário Económico», a solução deverá passar pela saída da Sonae. Esta é pelo menos a opinião manifestada pelos analistas.
Numa nota emitida hoje aos clientes, os analistas do Millennium bcp investimento dizem continuar a acreditar que «que a venda deste activo por parte da Sonae faz sentido dado que, após a venda da Portucel, a presença da Gescartão dentro do "portfolio" de activos da Sonae perdeu algum sentido».
Os títulos da empresa de papel «kraft» e embalagens de cartão, negociavam em subida de 2,18% para 11,23 euros, preço que eleva para 45% a valorização das acções em 2004.
Face ao preço de 6,50 euros da última fase de privatização, que marcou a estreia da Gescartão em bolsa, as acções estão mais caras em 73%.
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