A Portugal Telecom (PT) deverá ter findado os primeiros nove meses de 2004 com lucros de 461 milhões de euros, valor que representa uma subida de 65% face aos 279,3 milhões de euros conseguidos em idêntico período de 2003, segundo uma sondagem de 13 analistas efectuada pelo Jornal de Negócios.
A Portugal Telecom (PT) deverá ter findado os primeiros nove meses de 2004 com lucros de 461 milhões de euros, valor que representa uma subida de 65% face aos 279,3 milhões de euros conseguidos em idêntico período de 2003, segundo uma sondagem de 13 analistas efectuada pelo Jornal de Negócios.
Os analistas justificam a subida com uma base de comparação favorável, já que em 2003 os lucros da operadora foram negativamente afectados pelos custos assumidos com a redução de pessoal.
No último trimestre, o CaixaBI prevê ainda custos com a redução de pessoal nas comunicações fixas de 50 milhões de euros, um encargo que fica amenizado com a mais-valia de 23 milhões conseguida com a alienação da Mascom. Uma taxa de imposto efectiva mais favorável também deverá ajudar os resultados.
Em termos operacionais, as contas da empresa deverão denotar uma melhoria, com os analistas a preverem uma subida das receitas do grupo em 5% para 4,455 mil milhões de euros, enquanto o EBITDA (resultados antes de juros, impostos, depreciações/amortizações) deverá aumentar em 4,8% para 1,775 mil milhões de euros.
As contas da PT serão desvendadas na terça-feira, antes da abertura dos mercados.
No trimestre, os analistas prevêem lucros de 138 milhões de euros, abaixo dos 161 milhões do segundo trimestre, com a empresa a ser afectada negativamente pela pressão concorrencial no Brasil que tem condicionado a margem da Vivo.
O negócio móvel em Portugal (TMN) e a TV Cabo (PTM) deverão continuar a dinamizar os lucros. Para o negócio das telecomunicações fixas, os analistas esperam uma estabilização das receitas, com uma contribuição positiva do ADSL.
No trimestre, o Santander estima que as vendas resultantes do ADSL representem 5% dos total da facturação do negócio fixo, contra os 2% do terceiro trimestre de 2003.
As acções da PT seguiam a descer 0,11% para os 8,92 euros.
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