EDP perde 2,50% após revelar condições do aumento de capital
A Energias de Portugal (EDP) recuava hoje 2,50% depois de ontem ter revelado os pormenores do maior aumento de capital alguma vez realizado em Portugal, de 1,2 mil milhões de euros. A eléctrica vai emitir 656.537.715 acções, a 1,84 euros cada uma, um preço que representa um desconto de 23,3% face ao fecho da sessão de ontem.
A Energias de Portugal (EDP) recuava hoje 2,50% depois de ontem ter revelado os pormenores do maior aumento de capital alguma vez realizado em Portugal, de 1,2 mil milhões de euros. A eléctrica vai emitir 656.537.715 acções, a 1,84 euros cada uma, um preço que representa um desconto de 23,3% face ao fecho da sessão de ontem.
A Energias de Portugal (EDP) [Cot] recuava 2,50%, para 2,34 euros.
Em comunicado, a eléctrica anunciou ontem que o conselho de administração da EDP deliberou hoje a realização de um aumento de capital social em 656,5 milhões de euros, que será realizado através da emissão de 656.537.715 acções, com um preço de subscrição de 1,84 euros.
Este valor representa um desconto de 23,3% face à cotação de ontem da empresa na Euronext Lisbon: 2,40 euros.
Com o aumento de capital, o maior já feito até hoje por uma empresa portuguesa e que representa 21,88% do actual capital da EDP, a companhia liderada por João Talone vai encaixar 1,2 mil milhões de euros, dinheiro que será aplicado na aquisição de 56,2% do capital da Hidrocantábrico, numa operação através da qual a eléctrica portuguesa passará a controlar 95,7% do capital da empresa espanhola
As acções da EDP transaccionam a 8 de Novembro pela última vez com os direitos para participar no aumento de capital, pelo que a 9 de Novembro vão sofrer o ajuste técnico pelo facto de negociarem destacadas dos direitos.
Cada acção vai resultar num direito, que por sua vez tem direito a subscrever 0,22 novas acções da eléctrica nacional.
Os direitos vão negociar em bolsa entre 12 a 19 de Novembro e o período de subscrição das acções decorre entre 12 e 25 de Novembro.
O Estado português vai aproveitar a operação para reduzir a posição na eléctrica para cerca de 15%. Os outros accionistas de referência da EDP, como o BCP, a Brisa e a CGD, anunciaram que iriam aguardar as condições do aumento de capital, para decidirem se iriam participar no aumento de capital.
Em entrevista recente, Jorge Jardim Gonçalves, presidente do BCP, definiu em entrevista recente que a participação do seu grupo na EDP é considerada «estratégica».
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