Brisa prevê subida de 10% no dividendo e aumento de 2,2% nas tarifas
A Brisa prevê que o dividendo do exercício de 2004 cresça 10%, em linha com a subida dos seus lucros recorrentes, disse Vasco de Mello, «chairman» e CEO da Brisa. As tarifas nas auto-estradas em 2005 devem subir e a companhia ainda não decidiu se vai ao aumento de capital da EDP.
A Brisa prevê que o dividendo do exercício de 2004 cresça 10%, em linha com a subida dos seus lucros recorrentes, disse Vasco de Mello, «chairman» e CEO da Brisa. As tarifas nas auto-estradas em 2005 devem subir e a companhia ainda não decidiu se vai ao aumento de capital da EDP.
Segundo uma notícia da Reuters, a mesma fonte acrescentou, no encerramento do Investors' Day da Brisa, que a empresa deverá atingir os objectivos previstos para 2004, com o «like for like» do tráfego médio diário a crescer 2%, os custos a subirem 4%, ou seja abaixo do crescimento das receitas, enquanto os investimentos baixarão relativamente ao previsto.
A Brisa prevê uma subida das tarifas à volta de 2,2% em 2005, manter o crescimento dos custos abaixo do das receitas e um significativo crescimento não orgânico, com a abertura ao tráfego de novos troços da A10 e A13 e a entrada em actividade da A17.
A empresa mantém-se atenta à possibilidade de lançar ADR no mercado americano, no próximo ano, tendo como ‘target’ os fundos de investimento federais americanos, tendo Vasco de Mello (na foto) adiantado que ainda não decidiu se vai acompanhar o aumento de capital da EDP, onde tem uma posição de 2%, que é para alienar.
«O dividendo deve crescer em linha com o 'profitability' que esperamos seja, em 2004, superior a 10%, ou seja manter um dividendo significativo e com um «dividend yield» claramente acima do dos nossos concorrentes», disse Vasco de Mello, segundo a Reuters. A Brisa distribuiu um dividendo de 23 cêntimos referente ao exercício de 2003, com um «dividend yield» de 4,3%.
«Vamos fazer, em 2005, um aumento das tarifas de portagem da rede da Brisa em média 2,2%», disse Vasco de Mello, acrescentando que no próximo ano se manterá o objectivo de manter o crescimento dos custos abaixo das receitas.
Sobre a EDP, Vasco de Mello disse que só hoje foram conhecidas as condições do aumento de capital e, por isso, ainda não há uma decisão se a Brisa acompanhará, mostrando a intenção de alienar esta participação, que estão fora do «core business».
«Vamos ver desenvolvimentos nesta área (desinvestimento na EDP)», disse Vasco de Mello, que, no entanto, abre a porta a estudar oportunidades em infra-estruturas de transporte que possam surgir tanto ao nível do comboio de alta velocidade e da privatização dos aeroportos.
As acções da Brisa seguiam a desce 0,31% para os 6,43 euros.
Brisa prevê subida de 10% no dividendo e aumento de 2,2% nas tarifas
notíCIas_pt
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05-11-2004 11:07
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