Autor: Francisco Monjardino
Data: 10-11-2004 10:33
Já têm tudo acertado, não vão andar a vender e comprar direitos no mercado.
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CGD mantém posição no capital da EDP após aumento de capital
A Caixa Geral de Depósitos anunciou hoje que vendeu uma posição de 4,75% no capital da Energias de Portugal (EDP), à Parpública, mas vai comprar ao Estado (Parpública e Direcção Geral do Tesouro) os direitos de subscrição, no aumento de capital, necessários para repor a posição anteriormente detida na eléctrica nacional.
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Nuno Carregueiro
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A Caixa Geral de Depósitos anunciou hoje que vendeu uma posição de 4,75% no capital da Energias de Portugal (EDP), à Parpública, mas vai comprar ao Estado (Parpública e Direcção Geral do Tesouro) os direitos de subscrição, no aumento de capital, necessários para repor a posição anteriormente detida na eléctrica nacional.
Num comunicado a instituição financeira estatal diz que conclui hoje a venda de 142.516.830 acções ordinárias, escriturais, nominativas e não reprivatizadas representativas de 4,75% do capital social da EDP, à Parpúbica.
Após esta operação a CDG reduz a posição directa e indirecta na EDP para 0,13% do capital, enquanto a Parpública – empresa que gere as participações empresariais do Estado - reforça para 11,89%.
Contudo, depois desta operação, a Caixa Geral de Depósitos vai comprar ao Estado português e à Parpública, os direitos necessários para, no aumento de capital, subscrever o número de acções necessário à aquisição de uma participação no novo capital social da EDP igual, em termos percentuais, à que agora alienou à Parpública».
Assim, depois desta operação, a instituição financeira estatal passa a deter a mesma posição no capital da EDP, enquanto o Estado cumpre o compromisso de não acorrer ao aumento de capital da companhia.
Para além da posição na EDP através da Parpública, o Estado português está ainda presente no capital da EDP através da Direcção-Geral do Tesouro, que tem actualmente cerca de 568,9 milhões de títulos da EDP, correspondente a 19,12% do capital social.
No âmbito desta operação, a DGT vai encaixar 452,9 milhões de euros na quinta fase de privatização da EDP, através da venda directa de uma tranche máxima de 6,84% à própria eléctrica, que após a compra, terá um prazo máximo de 15 dias para alienar à Cajastur.
Segundo cálculos do Jornal de Negócios, os direitos correspondentes à nova posição do Estado na EDP são suficientes para a CGD subscrever acções no aumento de capital de modo a continuar a controlar perto de 5% da eléctrica.
No fim da operação, o Estado ficará com uma posição de cerca de 15% no capital da eléctrica.
fonte: canal de Negócios
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Francisco Monjardino
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