Grupo José de Mello compra 5% da Brisa por 196 milhões
O Grupo José de Mello anunciou hoje que comprou 5,06% dos direitos de voto da Brisa, por um total de 196 milhões de euros, ao Fundo de Pensões da Caixa Geral de Depósitos.
O Grupo José de Mello anunciou hoje que comprou 5,06% dos direitos de voto da Brisa, por um total de 196 milhões de euros, ao Fundo de Pensões da Caixa Geral de Depósitos.
Com esta aquisição o Grupo José de Mello reforça a posição de controlo na concessionária de auto-estradas para 30,87%, atingindo assim «o objectivo estratégico que desde cedo definiu quanto ao nível da sua posição accionista na Brisa». As acções adquiridas são as Brisa Privados [Cot]. A Brisa tem dois tipos de acções cotadas em bolsa, a tranche Brisa Privatização e a tranche Brisa Privados, com 61.741.070 acções admitidas.
Este negócio foi efectuado hoje em bolsa, às 10h16, a 6,50 euros por cada título, envolvendo um total de 195,9 milhões de euros.
Os títulos da Brisa Privatização seguiam a subir 0,93% para os 6,50 euros e os títulos Brisa Privados valorizavam 1,56%, também para 6,50 euros, equivalente a um máximo histórico. Ontem tinham valorizado 4,92%.
Directamente o Grupo José de Mello controla 10,45% dos direitos de voto da Brisa, mas são-lhe imputados ainda os 5,03% detidos pela Egadi, os 4,96% detidos pela Window Bleu e os 4,73% detidos pela Impegest.
Acções da Brisa em seis meses
Negócio pode indiciar venda do fundo de pensões da CGD
A venda desta posição pode indiciar que o Governo se prepara para avançar com a liquidação do fundo para poder integrá-la na Caixa Geral de Aposentações por forma a contabilizar receitas extraordinárias para reduzir o défice orçamental deste ano.
Com esta saída da Brisa, o fundo de pensões dos trabalhadores da Caixa Geral de Depósitos perde um dos seus maiores activos em acções num só bloco. O fundo detém ainda 1,43% no Banco BPI e 4,54% da Novabase.
«A Comissão de Trabalhadores (CT) continua preocupada com a situação porque não vê nenhuma tomada de posição sobre a matéria: o ministro não diz nada, o Governo não diz nada nem a administração da CGD diz coisa alguma», lamentou ao Jornal de Negócios Online Palmira Areal, membro da Comissão de Trabalhadores da CGD.
«Esta venda traduz uma falta de transparência atroz neste processo», acrescentou a mesma fonte, salientando que ainda aguarda uma reunião com a administração para saber qual a tomada de posição.
O Jornal de Negócios Online apurou que a administração da CGD, liderada por Vítor Martins foi recebida pelo ministro das Finanças na semana passada, sem que qualquer das partes confirmasse o encontro.
Nessa reunião, revelam fontes próximas do processo, terá sido discutida a possibilidade da extinção do fundo de pensões dos trabalhadores da CGD para contabilizá-lo como receita extraordinária do Estado este ano.
O ministro das Finanças, Bagão Félix, admitiu a liquidação do fundo como uma de várias hipóteses de gerar receitas extraordinárias, mas ainda não avançou uma decisão final.
Grupo José de Mello compra 5% da Brisa por 196 milhões
notíCIas_pt
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12-11-2004 11:05
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