O euro negociava em novo máximo histórico depois do secretário do Tesouro dos EUA, John Snow, indiciar que não vai apoiar nenhum acordo com as maiores economias do mundo com o objectivo de fazer valorizar o dólar.
O euro negociava em novo máximo histórico depois do secretário do Tesouro dos EUA, John Snow, indiciar que não vai apoiar nenhum acordo com as maiores economias do mundo com o objectivo de fazer valorizar o dólar.
O euro [Cot] ganhava 0,68% para os 1,3044 dólares, depois de ter atingido os 1,3047 dólares e fixado novo máximo histórico.
«A história de esforços de imposição de valorizações nas moedas é, no mínimo, não compensadora e acidentada», afirmou Snow em resposta a uma questão colocada sobre um possível acordo com a Europa no sentido de gerir a queda do dólar, citado pela Bloomberg.
Snow reiterou hoje que os EUA querem um «dólar forte» e que vão baixar o défice orçamental, ao mesmo tempo que implorou aos responsáveis europeus para acelerarem o crescimento económico para ajudarem a maior economia mundial a reduzir o défice da balança comercial, que se encontra a níveis recorde.
«A expansão económica não está tão estável como poderia», afirmou hoje Snow em Londres, dois dias antes de se reunir com os ministros das finanças da UE, encontro a realizar na próxima sexta-feira em Berlim.
Snow disse que os europeus são em parte culpados pelo crescimento do défice da balança comercial e pelo actual défice dos EUA. Segundo o responsável os investidores apontam a Europa como uma razão para que o dólar tenha desvalorizado 9,3% face ao euro no último euro.
O responsável do Tesouro norte-americano disse recentemente que a Alemanha e a França precisam de aumentar as taxas de crescimento, que estão entre os níveis mais baixos do grupo dos sete países mais industrializados (G7).
Snow rejeitou especular sobre a administração de Bush não se importar com a queda do dólar por tornar os bens norte-americanos mais competitivos. Ele reiterou a ideia de que os EUA desejam uma moeda forte.
«Deixem-me ser claro: a nossa politica é para um dólar forte», afirmou o responsável que acrescentou: «a nossa política mantém-se inalterada porque um dólar forte é do interesse nacional e internacional».
Os responsáveis pelas Finanças da Europa têm-se mostrado preocupados com a valorização do euro que torna as exportações mais caras. As exportações são responsáveis por um quinto da economia da Zona Euro, duas vezes mais do que nos EUA.
O Clubeinvest.com informa que nenhuma da informação
aqui facultada deverá ser entendida como conselho ou recomendação
de qualquer tipo de transacção ou investimento.