já num post do Cyber afirmava isso e eu disse que, no Forex as coisas não se passam bem assim. Estavamos nos 1.27 e a afirmar que o topo se encontrava nos 1.2850...
Pois é, mas o euro não fechou nos mínimos e hoje teremos a prova dos nove.
A verdade é que, apesar dos dados económicos positivos(?) dos States, o euro continuou a sua marcha, rompendo um triângulo ascendente e, até à hora, sem ter recuado para fazer retest (talvez nem sequer o venha a fazer)
Com o défice da Conta Corrente americana perto dos -700 biliões de USD e o défice do Federal Budget nos -400 biliões, não há razões de fundo para uma inversão neste ponto, que, além de contribuir para diminuir os respectivos défices, tornam os produtos americanos mais competitivos e, ao mesmo tempo, conseguem afugentar o risco de deflação por força do aumento do preço dos produtos importados. E apesar do Jonh Snow ter afirmado que defendia um dólar forte, eu pergunto: se pesados os fundamentais das economias se chegar à conclusão que o valôr correcto do euro/dólar seria, suponhamos, os 1.45, será que nos 1.35 não teremos um dólar forte ? ( é verdade, ele também afirmou que deveria ser o mercado a definir a paridade, o que Herr Wim reiterou há dias...)
Para financiar o actual défice, os States necessitam, segundo cálculos do Institute for International Economics em Washington, da entrada de cerca de 5 biliões diários (!). Ora, segundo o relatório do TICS relativo a Setembro, a entrada de capitais, apesar de ter subido de 59 para 63 biliões, fica em cerca de 1,8 biliões diários. Ainda por cima, o fluxo tem vindo a diminuir desde Janeiro, quando entraram 92 biliões. Para voltar a atingir tais valôres, o fluxo tem que aumentar cerca de 50%... Ainda por cima o relatório refere que tem havido uma diminuição da entrada de capital privado estrangeiro, havendo, no entanto, uma maior entrada por parte de vários Bancos Centrais.
A somar a tudo isto, e já na questão técnica da coisa, deve ser referido que os 1.30 eram uma resistência mais psicológica que outra coisa. Na verdade, os máximos históricos foram rompidos no dia 5, com o euro a transacioanar sistematicamente acima destes valôres, que deverão agora ser considerados um suporte de referência.
Não houve reacção às declarações da "malta" do BCE, até porque o mercado sabe que só uma acção concertada entre FED, BCE e, eventualmente, BoJ, poderia produzir efeitos, cenário afastado para o curto prazo.
O mercado espera o euro nos 1.35, logo não irá haver tomada de mais valias precipitadas nesta altura.
Como mercado que o Forex é, com curtos e longos no terreno, e devido ao factor alavancagem/margin calls, com o euro a continuar a subir, poderemos assitir a um grande short squeeze que poderá colocar o EUR/USD nos 1.32 num abrir e fechar de olhos.
Um último pormenor: há uns dias sairam os indicadôres económicos japoneses, que indicam um claro arrefecimento económico ao contrário do que era esperado no início deste ano. E no entanto, o dólar mergulhou para valôres mínimos de há 4 anos...
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