Regressa o clima de crispação entre Finanças e Banco de Portugal
Foi preciso passarem mais de 10 anos, mas, aparentemente, as relações tensas entre o Governo e o Banco de Portugal voltaram para a ordem do dia. No centro da polémica está o Boletim Económico de Setembro do Banco de Portugal, divulgado no dia anterior à discussão da proposta orçamental, e as declarações de Vítor Constâncio, rejeitando a existência de margem para descida de impostos.
Foi preciso passarem mais de 10 anos, mas, aparentemente, as relações tensas entre o Governo e o Banco de Portugal voltaram para a ordem do dia. No centro da polémica está o Boletim Económico de Setembro do Banco de Portugal, divulgado no dia anterior à discussão da proposta orçamental, e as declarações de Vítor Constâncio, rejeitando a existência de margem para descida de impostos.
A maior crítica ao governador acabaria por vir do ministro das Finanças. Bagão Félix foi confrontado com a opinião de Constâncio e começou por responder que os bancos centrais têm posições normalmente "ortodoxas", acrescentando que "vemos essa ortodoxia com muito respeito e credibilidade", nomeadamente quando fazem declarações, por exemplo, sobre a evolução do preço do petróleo".
Porém, o ministro salientou que "acolhemos sempre bem essas observações, embora não as tenha ouvido em anteriores governações socialistas com a clareza de agora", acusando assim o governador de partidarismo.
Regressa o clima de crispação entre Finanças e Banco de Portugal
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19-11-2004 03:06
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