Santana garante concretização do modelo do sector energético
Portugal vai avançar com um plano B que não vai pôr em causa o modelo do sector energético previsto na reestruturação que recebeu na semana passada um chumbo dos serviços da Concorrência da Comissão Europeia.
Portugal vai avançar com um plano B que não vai pôr em causa o modelo do sector energético previsto na reestruturação que recebeu na semana passada um chumbo dos serviços da Concorrência da Comissão Europeia.
A garantia foi dada ontem pelo primeiro-ministro, Santana Lopes, numa visita ao polo químico de Estarreja. «O caminho está traçado e temos um plano B que não porá em causa o modelo definido para o sector» – que pressupõe a integração da distribuição de gás na EDP. Santana Lopes, e o ministro das actividades Económicas, Álvaro Barreto não avançam detalhes, mas garantem que, mesmo com o chumbo de Bruxelas, o mercado ibérico de electricidade (Mibel) avançará porque é indispensável e urgente, nas palavras de Álvaro Barreto.
Mas o ministro deixa o aviso «não se pode abrir o mercado com a EDP fragilizada». A eléctrica nacional, que mantém um silêncio sepulcral sobre a matéria, vai esta semana rever com a Comissão a proposta de concentração que não foi aceite na semana passada. Mesmo que se confirme o chumbo, cenário visto como o mais provável, o mercado parece acreditar no Plano B.
A compra de 51% da GDP pela Parpública e de 49% pela ENI, com uma opção de venda à EDP que assumiria a gestão da posição da holding do Estado é um cenário.
Outra alternativa passa por manter a Galp na GDP com 51% e transferir a posição da ENI da petrolífera para a empresa de gás. A EDP e a REN ficariam accionistas da Galp e a Petrocer entrava directamente na Petrogal.
Santana garante concretização do modelo do sector energético
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23-11-2004 02:56
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