Neste 3ºtrimestre, agravaram-se, para o nosso sector da construção, os efeitos da persistente degradação da economia, destacando-se o drástico corte no investimento público, o aumento dos custos de produção e ainda maiores dificuldades de cobrança.
Esta situação reflecte-se nas contas da Sociedade e do Grupo e só o elevado valor de algumas obras em curso em Angola e outra nos Estados Unidos permitiu realizar um volume de negócios consolidado 8% acima do valor obtido nos 9 primeiros meses de 2003. Mas este ligeiro crescimento do VN não foi acompanhado por melhores resultados operacionais, que baixaram relativamente ao período homólogo um ano antes. Esta quebra foi só parcialmente contrariada pela melhoria dos resultados financeiros, pelo que Setembro fechou com o resultado líquido consolidado de - 3.922 mil euros (incluindo interesses minoritarios)
A contribuição das diferentes áreas de negócio para os proveitos operacionais consolidados manteve sensivelmente o perfil anterior, cabendo 84,9% à construção, 14,5% à indústria, 0,5% à imobiliária. Recordamos que a área das concessões é consolidada por equivalência patrimonial, pelo que a sub-holding respectiva releva proveitos operacionais nulos. De notar, ainda, que a maioria das empresas desta área se encontra em fase de investimento.
O grau de deterioração dos prazos de recebimento pode ser aferido pelo facto de o valor de saldos de clientes em "factoring" ter quase duplicado de Dezembro a Setembro, tendo já ultrapassado 50 milhões euros.
A adaptação à conjuntura conduz-nos a uma crescente importância das operações no estrangeiro, como referimos acima a propósito do VN. As novas frentes na Costa Rica e na Roménia, com proveitos já assegurados em 2005, vão acentuar esta tendência, sendo previsível que o exercício corrente feche com cerca de 60% da carteira no mercado externo.
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