Acções da Impresa disparam mais de 6% após realizar «Investor Day»
As acções da Impresa atingiram hoje uma valorização máxima de 6,67%, atingindo um máximo desde Março de 2001 acima dos 5 euros, e os operadores afirmam que os títulos ainda têm potencial de valorização. A empresa realizou ontem o seu «Investor Day», onde avançou aos analistas as previsões para 2005 e disse que quer controlar 100% da SIC.
Os títulos da companhia de Pinto Balsemão [Cot] seguiam a valorizar 4,24% para os 5,16 euros, mas chegaram a cotar nos 5,28 euros, o valor mais elevado desde Março de 2001.
Desde que anunciou que estava em negociações para comprar a posição que o BPI detém na SIC, que os títulos da companhia acumulam um ganho de cerca de 16%.
Para o operador Hugo Martins da Probolsa «nota-se interesse comprador na Impresa no mercado», ou seja «deverá haver algum investidor interessado em adquirir uma posição de 1%, 2% ou até de 5%» no capital da companhia.
Outros operadores também apontam para a possibilidade de um investidor externo «interessado numa posição na Impresa, o que demonstra dinamismo». Há ainda quem explique que quando alguma empresa compra acções das suas participadas «é porque acredita muito nela própria».
Neste sentido, por todas estas indicações, Hugo Martins acredita que as acções desta empresa «têm tendência a valorizar ainda mais».
Acções da Impresa em três meses
BPI pode subir preço-alvo da Impresa para 6,52 euros
Ontem a Impresa realizou o seu encontro anual com investidores e analistas – o Investor Day – onde confirmou que, para além da posição detida pelo Banco BPI, está também a negociar a aquisição das participações de accionistas minoritários na estação de televisão, que ascende a 8%. O objectivo é passar a controlar 100% do capital da SIC, que é o activo mais valioso para a empresa de Pinto Balsemão.
Segundo o «Iberian Daily» do banco de investimento do BPI, a Impresa disse que o preço do negócio deverá ser feito com base numa avaliação da SIC utilizando o múltiplo de oito vezes o EV/EBITDA da estação de televisão este ano.
Tendo em conta esta múltiplo e as estimativas do BPI para as contas da SIC, o banco de investimento diz que a Impresa terá de gastar entre 351 e 325 milhões de euros para reforçar na SIC para os 100%, face aos 51% actuais.
Caso o negócio se confirme a este preço, o BPI diz que subirá o preço-alvo da Impresa para 6,52 euros, face aos 5,45 euros actuais, aumentando também a recomendação de «acumular» para «comprar».
Lucros de 2005 entre 12 e 14 milhões de euros
Na reunião com investidores e analistas a Impresa avançou também as suas projecções para 2005. Segundo o departamento de «research» do BPI, a empresa estima um crescimento entre 6 a 8% no mercado publicitário.
As receitas no negócio de televisão deverão aumentar 8% e a SIC deve terminar o ano com uma margem EBITDA de 29 a 30%, beneficiando da subida das receitas e do controlo de custos. As receitas devem aumentar para 177,5 milhões de euros, em linha com as previsões dos analistas do BPI.
No negócio das revistas o ano de 2005 deverá ser marcado pelo lançamento de cinco novos produtos, mas as margens devem ser penalizadas pela subida dos custos. A Edimpresa deve atingir receitas de 85 milhões de euros e uma margem de EBITDA entre 15 e 16%.
Nos jornais as receitas devem crescer 7,5% para 60 milhões de euros e a margem EBITDA ficar nos 25 a 26%.
Em termos consolidados a Impresa espera terminar o próximo ano com receitas de 276 milhões de euros, uma margem EBITDA de 26% e lucros entre 12 e 14 milhões de euros. O BPI aguarda lucros de 13,8 milhões de euros em 2005.
O banco de investimento do BPI diz que as estimativas da Impresa não trouxeram grandes surpresas, pelo que decidiu reiterar o preço-alvo de 5,45 euros para as acções da empresa, no final de 2005. Contudo, alerta que esta valor subirá para 6,52 euros quando o negócio da SIC for concretizado.
Já o Millennium bcp investimento diz que os números divulgados pela Impresa para os resultados «são positivos, na medida em que estão acima do consensus de mercado, sendo por isso de esperar uma reacção positiva».
Acções da Impresa disparam mais de 6% após realizar «Investor Day»
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26-11-2004 06:02
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