E espero que não leves a mal o que vou dizer, pois sei que vou ser polémico, mas vou aproveitar apenas o teu exemplo familiar que acabas de descrever.
A velha ideia de que o estado há-de resolver os meus problemas a funcionar em pleno.
A tua esposa está insatisfeita com o local onde lecciona. Pelo que descreves, e apenas com base nisso, posso estar a falhar por falta de informação, está à espera que o estado abra vagas em Lisboa para alterar a vida dela/vossa. Onde está o empreendorismo????? Eu tenho um problema. Estar fora de Lisboa. Resolvo o problema ou procuro alternativas? Não! O estado há-de abrir uma vaga para eu me candidatar e resolver o meu problema. Percebes o espírito da coisa.... muito longe do empreendorismo. Mas isto é um mal quase que diria genético de anos e anos de passarmos responsabilidade para o lado.
Por outro lado, o servente que falas esse sim é um empreendedor. Sabendo da dificuldade em se arranjar bons serventes, aproveita-se do facto e instala-se por conta própria ganhando mais do que muita gente que muito se esfolou a estudar, eu inclusivé. esse sim é o verdadeiro empreendedor. Podia ficar à espera do estado para lhe pagar sub. de desemprego ou de efectuarumas obras publicas. Mas foi trabalhar por conta própria. Arriscou!
Não sei se já tinhas visto isto nesta perspectiva. :-D
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