França restringe investimento estrangeiro em sectores estratégicos
A França planeia restringir os investimentos estrangeiros em algumas indústrias, considerando que a regulação actualmente existente não é suficiente para proteger os interesses estratégicos daquele país.
A França planeia restringir os investimentos estrangeiros em algumas indústrias, considerando que a regulação actualmente existente não é suficiente para proteger os interesses estratégicos daquele país.
Em entrevista concedida à Bloomberg, Alain Juillet, presidente da Direction Générale de la Securité Exterieure, agência de segurança económica francesa, afirmou «não queremos bloquear operações, mas precisamos de preservar o interesse nacional da segurança pública e de defesa nacional».
Juillet, que exerce as suas actuais funções desde Dezembro de 2003, deverá apresentar em Janeiro próximo um relatório sobre esta matéria do governo francês.
O presidente da direcção geral de segurança económica foi nomeado depois de um parlamento francês alertar para ameaças a interesses do país decorrentes de interesses estrangeiros adquirirem participações em companhias consideradas estratégicas.
As indústrias estratégicas são já protegidas em França, país que recebeu cerca de 47 mil milhões de dólares (35,42 mil milhões de euros) de investimento estrangeiro no ano passado, só ultrapassada pela China, de acordo com os dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económicos (OCDE).
Ainda este ano, o governo francês travou uma potencial oferta sobre a farmacêutica Aventis, realizada pela rival suíça Novartis, preferindo apoiar a aquisição pela igualmente francesa Sanofi-Synthelabo. De acordo com Juillet, a intenção dos responsáveis políticos franceses é de colocar em acção um sistema que conceda ao Estado uma maior participação na análise destes casos.
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