Bolsa despede-se de 2004 a subir suportada por PT, BCP e Brisa
A bolsa nacional fechou a última sessão de 2004 a valorizar 0,37%, beneficiando dos ganhos das acções da Portugal Telecom, Banco Comercial Português e Brisa, motivadas sobretudo pelas recomposições de carteiras no final de ano. A Reditus corrigiu parte dos ganhos das últimas sessões com uma queda de 13,21%.
A bolsa nacional fechou a última sessão de 2004 a valorizar 0,37%, beneficiando dos ganhos das acções da Portugal Telecom, Banco Comercial Português e Brisa, motivadas sobretudo pelas recomposições de carteiras no final de ano. A Reditus corrigiu parte dos ganhos das últimas sessões com uma queda de 13,21%.
O PSI-20 terminou a última sessão de 2004 nos 7.600,16 pontos, com sete títulos a subir, sete em queda e os restantes seis inalterados.
Tal como nas restantes sessões da semana, também hoje as oscilações foram fracas e a liquidez reduzida, numa sessão com pouco interesse, com muitos investidores ausentes do mercado para gozarem o fim de ano.
A liquidez do índice foi de 41,2 milhões de euros, e a grande parte das movimentações nas cotações é explicada pela recomposição de carteiras, num movimento habitual no final de ano.
A sessão foi mais curta, terminando às 13h00, tal como nas outras praças da plataforma da Euronext e em Londres. O CAC de Paris e o FTSE de Londres terminaram o ano em queda, mas também com oscilações pouco expressivas. As bolsas de Frankfurt e Madrid não negociaram hoje, enquanto Wall Street estará a funcionar normalmente.
A Portugal Telecom, o BCP e a Brisa foram os títulos que mais impulsionaram o PSI-20, com a concessionária de auto-estradas a subir 0,9%, o banco a crescer 0,53% e a operadora de telecomunicações a valorizar 1,34%, para os 9,10 euros.
O preço das portagens das auto-estradas exploradas pela Brisa vão aumentar em média 1,83% a 1 de Janeiro, abaixo da inflação prevista para 2005 e na menor subida de sempre. O BCP recebeu quinta-feira a aprovação, da Autoridade da Concorrência, para vender parte da Seguros e Pensões à Caixa Geral de Depósitos.
Ainda no Grupo PT, a PT Multimédia voltou a fechar em queda, cedendo 0,59% para os 18,49 euros, continuando a corrigir dos ganhos registados quando anunciou a operação de «share buybak» de 10% do seu capital social.
Também a suportar a despedida de 2004 com ganhos na bolsa nacional, esteve o Banco Espírito Santo, com um ganho de 0,23% para os 13,30 euros, mas, em sentido inverso, o Banco BPI foi quem mais pressionou o PSI-20, ao ceder 0,33% para os 2,98 euros.
A Impresa caiu 1,69%, até aos 5,80 euros, corrigindo do novo máximo desde 2001 fixado na quinta-feira.
A Teixeira Duarte registou uma valorização de 1%, para os 1,01 euros, na última sessão em que companhia integrou a carteira do índice. A empresa, através da sua «holding» Tedal SGPS, aumentou a sua participação na Cimpor, passando a deter uma posição correspondente a 20,59% do capital social e 20,74% dos direitos de voto.
A Portucel, que também vai abandonar o PSI-20, fechou inalterada. Já os títulos que vão passar a integrar a carteira do índice, a Novabase e a Reditus, despediram-se de 2004 em queda.
A empresa liderada por Rogério Carapuça caiu 0,48% e a Reditus desceu 13,21%, até aos 4,10 euros. A empresa de Moreira Rato vinha de uma subida de 58,5% em cinco sessões e chegou a cotar ontem acima do valor nominal de 5 euros, pelo que os operadores já aguardavam uma correcção no papel.
Bolsa despede-se de 2004 a subir suportada por PT, BCP e Brisa
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31-12-2004 08:02
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