Olá César
Apreciei bastante, como de costume a tua visão. No entanto, a minha é ligeiramente diferente.
No 1º caso, a probabilidade de queda estava sinalizada desde 17/1 e a negra de 24 veio confirmar o banquete dos ursos. E aqui é que divergimos pois parece-me que a gravidade é que fez a festa, ié, caiu porque, face também às incertezas geopoliticas os compradores não entraram.
No 2º caso, os compradores entraram também por motivos técnicos: o $ foi ao target do H&S já com várias divergências. Não me parece que as expectativas de fim de guerra tenham tido grande coisa a ver com isto, parece-me até irracional pensar que um conflito desta natureza se resolva em dias - creio mesmo que nem o Rumsfeld, na sua alucinação, o pensou.
Portanto, o caminho lógico era para cima. Numa coisa estou de acordo, a guerra está suficientemente presente nos investidores para os levar a, perante tanta incerteza, não fazer (ainda) minimos.
E chegámos onde tinhamos que chegar. A partir de agora é que se põe a grande questão: tal como em Janeiro, que vão decidir os compradores? Eheheheh...ficar inertes e deixar de novo a gravidade trabalhar? Pode ficar feio, tanto o cântaro vai à fonte que acaba por partir, e aquele fundo já aguentou 3 toques...
Andar para baixo e para cima dentro deste range, aproveitando o que o mercado puder dar?...provavelmente, até que aconteça alguma coisa que defina melhor caminho
Aguentar-se sobre a neckline e romper a enormidade de resistências que tem por aí acima? Só com bastante combustivel, que está caro, a arder e o Bush não apostou nas renováveis LOL
De modo que os sentimentos de mercado, ratios Bull/Bear dizem -me pouco nesta fase do campeonato porque traduzem-me mais posições teóricas face ao mercado do que acções concretas de estar efectivamente investido (curto ou longo) e são estas ultimas que fazem o caminho.
E parece-me que esta é que é a realidade, por isso vivamos o dia a dia, tentando espremer do mercado aquilo que limitadamente, ele nos deixar tirar.
Com a alteração dos factos mudarei de opinião
Abraço
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