Existem muitas dúvidas em relação ao que os metais podem fazer no futuro e, também há relação entre o valor dos metais e das empresas. Será que o mundo se vai tornar inflacionário ou deflacionário. Em 1971, com o fim do sistema de Bretton Woods, o ouro veio a ser um muito bom investimento por causa da inflação e porque as finanças dos Estados Unidos estavam em mau estado, o país vivia em estagflação (inflação sem crescimento económico).
No princípio dos anos 90 depois da recessão o ouro voltou a subir porque ao crescimento económico está associado a inflação, mas a verdade é que na década de 90 a economia dos Estados Unidos cresceu com a inflação e as contas públicas controladas, as políticas monetárias foram dirigidas para que o dólar fosse uma moeda muito forte, e os bancos centrais permitiram o short de ouro com as suas próprias reservas que eram emprestadas com juros muito baixos. Tivemos assim a continuação de um mercado negativo nos metais que já vinha do início de 1980.
Mas a actual situação económica é reversiva do que aconteceu no final dos anos 90, o dólar está a cair, existe uma descrença cada vez maior na economia dos Estados Unidos, que apesar de tudo assentou o seu crescimento, não só na inovação, mas também no acesso fortíssimo ao crédito. Face a uma economia global que viveu ao redor dos EUA, não existem alternativas de investimento, por isso, os metais são novamente procurados.
Eu acredito que mesmo que entremos em deflação os metais deverão ser uma boa alternativa de investimento, porque as pessoas deixam de acreditar na moeda e procuram o que em muitos séculos foi a verdadeira moeda de troca: o ouro.
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