O indicador de confiança dos consumidores norte-americanos caiu mais do que o esperado no mês de Fevereiro, porventura reflectindo o impacte de um clima de pré-guerra contra o Iraque.
O índice cotou-se nos 64 pontos, menos 14,8 pontos do que no mês de Janeiro, fixando-se no valor mínimo atingido em Outubro de 1993, o que poderá constituir um mau prenúncio para o comportamento do Produto Interno Bruto no primeiro trimestre do ano.
A queda do indicador da Conference Board foi a pior desde o mês de Setembro de 2001, por altura dos atentados terroristas contra as torres gémeas de Nova Iorque e o edifício central do Pentágono, em que o índice recuou 17 pontos.
A confiança dos consumidores está também a ser minada pelo pessimismo resultante da queda do rendimento imobiliário e a subida do preço da gasolina, que não pára de subir desde Junho de 2001.
"Os consumidores estão a sentir-se pessimamente", desabafa o economista-chefe Joshua Shapiro, da empresa de consultoria Maria Fiorini Ramirez, citado pela Bloomberg.com. Os consumidores também acham que os seus rendimentos irão cair no prazo de seis meses, o que manifesta sérios receios sobre o futuro da economia e os efeitos de uma guerra no dia-a-dia dos americanos.
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