Apesar do reconhecimento que o esforço das autoridades para influenciarem o comportamento das suas moedas, estão votados ao fracasso, estas, todavia, vão tentando de algum modo, deixar orientações ao mercado sobre a direcção desejada.

O Banco do Japão tem intervido no mercado cambial contra a apreciação do iene, embora aparentemente sem sucesso.

As autoridades europeias, nos últimos anos, declararam repetidas vezes, que o euro se encontrava depreciado, sem que a evolução da moeda mudasse. Diga-se que a preocupação das autoridades do BCE nunca foi de grande preocupação.

Os EUA continuavam a mandar mensagens sobre o seu interesse no Dólar forte, embora a moeda continuasse a depreciar-se nos mercados cambiais.

Nota-se, nas últimas declarações do secretário do Tesouro dos EUA, a confissão do reconhecimento na incapacidade do controle do dólar e sobretudo uma iintenção da Administração BUSH em deixar o dólar depreciar-se. O objectivo, como se sabe, é dinamizar a actividade económica, ajudando a acelerar a actividade produtiva em 2004, ano de reeleição de Bush.

O Dólar por razões económicas e elevados défices, ainda tem espaço para continuar a deslizar suavemente, com algumas inflexões, não sendo necessário qualquer empurrão do FED.

Deve notar- se e salientar-se, que uma queda muito forte e abrupta da moeda americana, pode despoletar uma crise muito séria, em vez de ser benéfico para a economia americana e mundial. É que até agora todo o mundo e investidores em geral acreditam que os EUA querem o deslize suave do dólar para assim potenciar a correcção do seu défice externo por via de incremento das exportações.

Em face dessa crença os empresários e investidores procuraram cobertura para as suas posições em dólares. Contudo se notarem uma descida acentuada do dólar, podem abandonar as suas posições em dólares produzindo uma debandada do mercado de capitais dos EUA. Seria um desastre, porque os investidores não residentes (maioritariamente asiáticos) representam 45% do mercado de Treasuries, cerca de 35% de dívida das empresas e 12% de acções. A venda destes activos mergulharia a economia numa crise.

É imperceptível e difícil de calcular a linha que define até onde a queda do dólar é benéfica para a economia mundial- Neste momento a variável fundamental que condicional a evolução do dólar é o défice externo. Mas em economia, na actual situação é um pouco difícil de prever o futuro, há algumas indicações de que as expectativas dos agentes poderão estar a mudar, mas não há dúvida que há necessidade de muitas correcções de excessos, como limpeza de balanços e correcção de endividamentos excessivos.

Cumprimentos.

Forever