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Mercados => Mercados Norte Americanos => Tópico começado por: Nyk em Março 26, 2010, 14:15

Título: Mercados Americanos
Mensagem de: Nyk em Março 26, 2010, 14:15
Economia dos EUA cresce menos do que o esperado no quarto trimestre


O produto interno bruto (PIB) dos EUA cresceu 5,6% no quarto trimestre de 2009, um valor que ficou aquém dos dados já divulgados anteriormente e que apontavam para uma expansão económica de 5,9%.

Os números hoje divulgados pelo Departamento do Comércio norte-americano, ainda que revelem um crescimento menor do que o esperado, correspondem ao ritmo de expansão mais elevado dos últimos seis anos.

Esta revisão em baixa reflecte uma quebra maior do que a esperada da construção e de um crescimento menor do que o previsto dos gastos dos consumidores.


Título: Re: Mercados Americanos
Mensagem de: Nyk em Março 26, 2010, 15:01
Wall Street em alta, petróleo avança para 81 dólares


A solução para a Grécia, a subida dos preços do petróleo e o crescimento do PIB norte-americano no final de 2009 motivaram uma abertura positiva em Wall Street.

O índice industrial Dow Jones avançava 0,25% e o tecnológico progredia 0,42%, enquanto o índice S&P 500 valorizava 0,31%.

As praças norte-americanas reagiam assim a uma multiplicidade de factores que estão a animar os mercados accionistas. Em primeiro lugar o facto dos governos europeus terem ontem acertado uma solução para a Grécia, acordo que dissipou muitos dos receios em torno da saúde financeira da zona euro.

A subida dos preços das matérias-primas estão também a puxar por empresas como a Exxon Mobil (0,32%)e a Alcoa (1,2%) e a animar Wall Street. Depois de duas sessões de quedas, o preço do barril de Crude aumentava até aos 81 dólares em Nova Iorque num dia em que o dólar perde terreno para a moeda única europeia, o que torna o investimento em matérias-primas mais apelativo.

A marcar a sessão está ainda o relatório do Governo que mostrou um crescimento de 5,6% do PIB norte-americano nos últimos três meses de 2009. O valor, embora ligeiramente inferior ao inicialmente estimado, representa, ainda assim, o melhor desempenho da maior economia do mundo em seis anos.

Título: Re: Mercados Americanos
Mensagem de: Nyk em Março 26, 2010, 15:05
Compromisso de ajuda à Grécia sustenta Wall Street


Os principais índices bolsistas norte-americanos abriram em alta, sustentados sobretudo pelo facto de os líderes europeus terem prometido ajuda financeira à Grécia em último recurso.

O índice industrial Dow Jones segue a ganhar 0,28%, fixando-se nos 10.871,8 pontos. O S&P 500 avança 0,37% para se estabelecer nos 1.170 pontos.

O índice tecnológico Nasdaq valoriza 0,46% para 2.408,50 pontos.

A Alcoa e a Exxon Mobil seguem a subir, animadas pela recuperação do índice de matérias-primas CRB Reuters/Jefferies.

A Apple também ganha terreno, depois de o Crédit Suisse ter dito que as acções da tecnológica poderão disparar para os 300 dólares. As acções da fabricante do iPod seguem a subir quase 1% para 228,66 dólares.

Em contrapartida, a Oracle está em queda, devido à apresentação de lucros que ficaram aquém das estimativas dos analistas.

"A retoma económica deverá continuar, se bem que o ritmo pareça estar a abrandar", comentou à Bloomberg um estratega da Van Lanschot Bankiers, Michel van der Stee.

Título: Re: Mercados Americanos
Mensagem de: Nyk em Março 26, 2010, 15:10
Confiança dos consumidores norte-americanos estabiliza em Março


O índice de confiança dos consumidores norte-americanos estabilizou nos 73,6 pontos, em Março, num mês em que os economistas estavam à espera de uma descida de confiança.

O índice Reuters/Universidade de Michigan manteve-se nos 73,6 pontos, enquanto os economistas consultados pela Bloomberg estimavam uma descida para 73 pontos.

Ainda hoje, os EUA revelaram que a economia cresceu 5,6%, no quarto trimestre, quando os primeiros números tinham divulgado uma expansão de 5,9%.


Título: Re: Mercados Americanos
Mensagem de: Nyk em Março 26, 2010, 15:34
Greenspan está "muito preocupado" com a situação orçamental dos EUA


O antigo presidente da Reserva Federal, Alan Greenspan, disse que a recente subida das "yields" da dívida pública, podem sinalizar futuras subidas dos juros, o que, a acontecer, atrasará a recuperação do mercado imobiliária e abrandará o crescimento do investimento.

O crescimento das taxas de retorno reflectem as preocupações com "a grande ameaça sobre a dívida pública, que nunca tinha sido vista", disse Greenspan em entrevista à Bloomberg TV.

"Estou muito preocupado com a situação fiscal", disse aquele que conduziu a política monetária dos Estados Unidos entre 1987 e 2006. Uma subida das taxas de juro "vai tornar a recuperação do mercado imobiliário muito difícil de implementar e também amortecer a recuperação do investimento de capital".

As obrigações do Tesouro norte-americano viram a sua taxa de rentabilidade crescer em 19 pontos base (1,9 pontos percentuais) numa semana, para 3,88%.

Os "spreads" dos "swaps" da taxa de juro norte-americana (títulos que permitem fixar a taxa de juro associada a um empréstimo) desceram, reflectindo maiores receios relativos a uma eventual subida dos juros.

Título: Re: Mercados Americanos
Mensagem de: Nyk em Março 26, 2010, 18:35
Tensão entre as duas Coreias mergulha Wall Street no vermelho

As bolsas norte-americanas inverteram e seguem em queda, depois de um barco sul-coreano afundar devido a uma explosão, não se excluindo a hipótese de ter sido um ataque da Coreia do Norte, o que faz recear uma escalada de tensões entre as duas Coreias.

O índice industrial Dow Jones segue a ceder 0,08%, fixando-se nos 10.832,60 pontos. O S&P 500 perde 0,19% para se estabelecer nos 1.163,49 pontos.

O índice tecnológico Nasdaq, por seu lado, segue a desvalorizar 0,40% para 2.387,85 pontos.

"Isto tem a ver com uma variável geopolítica. Tem a ver com a Coreia", comentou à Bloomberg um gestor da Knight Equity Markets, Peter Kenny. "O mercado perdeu parte da euforia", acrescentou.

O exército sul-coreano está a deslocar embarcações da Marinha para perto da fronteira marítima com a Coreia do Norte, depois de uma explosão ter feito afundar um barco militar da Coreia do Sul, refere a Bloomberg.

A agência noticiosa Yonhap, da Coreia do Sul, reportou uma explosão na embarcação de 1.200 toneladas e avançou que o exército não exclui a possibilidade de ter sido um ataque por parte da Coreia do Norte.

Título: Re: Mercados Americanos
Mensagem de: Nyk em Março 29, 2010, 14:49
Gastos dos consumidores aumentam pelo quinto mês consecutivo nos EUA


As famílias norte-americanas aumentaram os seus gastos, em Fevereiro, pelo quinto mês consecutivo, o que sugere que a recuperação económica pode acelerar por via do consumo.

Os gastos dos consumidores aumentaram 0,3%, em Fevereiro, de acordo com o Departamento do Comércio norte-americano, uma evolução que ficou em linha com as estimativas dos economistas consultados pela Bloomberg.

Já os salários dos consumidores estabilizaram, no mês em análise.

Título: Re: Mercados Americanos
Mensagem de: Nyk em Março 29, 2010, 15:12
Tesouro dos EUA prepara venda de 7,7 mil milhões de acções do Citigroup


O Departamento do Tesouro dos EUA anunciou hoje um plano para vender 7,7 mil milhões de acções que detém do Citigroup ainda este ano.

"O Tesouro tenciona vender as suas acções ordinárias do Citigroup ao mercado através de várias formas", anunciou em comunicado emitido hoje, citado pela Bloomberg.

"A maneira, o montante e a altura em que as vendas serão realizadas vão depender de vários factores", acrescenta a mesma fonte.

A Morgan Stanley está a assessorar o Tesouro, liderado por Timothy Geithner (na foto), nesta operação, cujas condições serão determinadas "pelas condições de mercado" e "ao longo de 2010".

O governo norte-americano comprou acções ordinárias do Citigroup no âmbito do programa de ajudas à banca. Este banco recebeu um total de 45 mil milhões de dólares através do TARP (o programa de ajudas ao sector bancário lançado devido à crise financeira).

Título: Re: Mercados Americanos
Mensagem de: Nyk em Março 29, 2010, 16:01
Títulos mineiros e tecnológicos sustentam Wall Street


Os principais índices bolsistas dos EUA abriram em alta, sustentados nomeadamente pelo aumento do consumo das famílias norte-americanas em Fevreiro, pelo quinto mês consecutivo, apesar de os rendimentos se terem mantido inalterados.

Os títulos mineiros estão a ganhar terreno, num dia em que os preços dos metais industriais estão em alta. As tecnológicas seguem igualmente no verde, a sustentar sobretudo o Dow Jones e o Nasdaq.

O índice industrial Dow Jones segue a ganhar 0,24%, fixando-se nos 10.876,58 pontos. Os títulos que mais estão a influenciar esta tendência são a Intel, Cisco e Microsoft.

O S&P 500 avança 0,27% para se estabelecer nos 1.169,72 pontos. A contribuir para o movimento estão essencialmente o Apollo Group e Priceline.com.

O índice tecnológico Nasdaq valoriza 0,38% para 2.404,16 pontos. A Apple e a Intel são as acções que mais puxam pelo índice.

Título: Re: Mercados Americanos
Mensagem de: Nyk em Março 29, 2010, 17:19
Birinyi revê em alta valorização anual do S&P 500 para 19%


A Birinyi Associates reviu em alta a valorização anual do índice S&P 500 para 1.325 pontos, ou uma subida de 19%, devido essencialmente aos ganhos da General Electric, Citigroup e Microsoft.

As estimativas da casa de investimento fundada por Laszlo Birinyi implicam um avanço de 14% face ao preço de fecho da semana passada e uma subida anual de 19%. O relatório, citado pela Bloomberg, cita ganhos superiores a 20% da general Eletric e do Citigroup bem como a Microsoft a crescer acima de 30 dólares na semana passada.

O investidor Birinyi disse que a inversão das perdas dia 22 de Março mostra que os mercados estão mais fortalecidos. O índice de referência norte-americano perdeu um máximo de 0,6% depois da maior revisão do sector de saúde em quatro décadas e preocupações com o défice orçamental grego, e também pelo facto de a Tiffany ter registado menos lucros do que a média estimada pelos analistas.

Desde esse dia, o S&P 500 subiu 0,5%, avançando pela quarta semana consecutiva.

"Estamos impressionados com a resiliência do mercado" que está a comportar-se bem, diz a nota de Birinyi acrescentando que "os mercados tendem agora a ser mais facilitadores do que detractores".

A projecção de Birinyi compara com a média de 1.243 pontos esperada pelos analistas consultados pela agência norte-americana. Em Maio do ano passado, o investidor afirmou que as bolsas estão em "bull market". Desde o dia 9 desse mês o índice subiu 72%.

Título: Re: Mercados Americanos
Mensagem de: Nyk em Março 29, 2010, 22:38
Dados económicos animam Wall Street

Os principais índices bolsistas dos EUA encerraram em alta, sustentados pelo aumento do consumo das famílias norte-americanas em Fevreiro, pelo quinto mês consecutivo, e pela melhoria da confiança europeia nas perspectivas para a economia.

Os títulos mineiros ganharam terreno, num dia em que os preços dos metais industriais e do petróleo estiveram em alta. As tecnológicas também se destacaram pela positiva.

O índice industrial Dow Jones fechou a ganhar 0,42%, fixando-se nos 10.895,78 pontos.

O S&P 500 avançou 0,57% para se estabelecer nos 1.173,22 pontos. O Standard & Poor's 500 acumula uma subida de 5,2% desde o início do ano, dirigindo-se assim para a maior escalada num primeiro trimestre desde 1998.

O índice tecnológico Nasdaq valorizou 0,39% para 2.404,36 pontos.

A Caterpillar contribuiu para a subida do Dow Jones, impulsionada pelo aumento de 0,3% do consumo em Fevereiro nos EUA.

A Schlumberger, a Exxon Mobil e a Alcoa lideraram os ganhos entre os títulos de matérias-primas, sustentadas pela forte subida das cotações do petróleo e dos metais.

A Boeing, por seu turno, registou um ganho superior a 2%, depois de anunciar que os testes às asas do seu 787 Dreamliner foram "positivos".

"Os consumidores estão a regressar", comentou à Bloomberg um estratega da Wells Capital Management, James Paulsen. "Os mais recentes dados económicos foram bastante bons, especialmente no que diz respeito ao consumo. Esses dados indicam uma retoma sustentável, o que é positivo para os mercados accionistas. Além disso, a situação na Europa parece ter acalmado, com o aumento da confiança e a expectativa de uma resolução da situação na Grécia", acrescentou.


Título: Re: Mercados Americanos
Mensagem de: Nyk em Março 30, 2010, 15:50
Bolsas dos EUA sobem com o aumento dos preços das casas


Os principais índices norte-americanos iniciaram a sessão em alta, depois de ter sido divulgado que os preços das casas em 20 cidades norte-americanas aumentaram inesperadamente em Janeiro, o que sugere que o mercado imobiliário possa estar a estabilizar.

O Dow Jones sobe 0,05% para 10.901,60 pontos, o Nasdaq avança 0,11% para 2.407,05 pontos e o S&P500 valoriza 0,05% para 1.173,84 pontos.

O dado divulgado antes da abertura da sessão foi recebido como um indicador positivo, numa altura em que as incerteza ainda são elevadas. O mercado aguarda agora pela divulgação do índice de confiança dos consumidores.

Título: Re: Mercados Americanos
Mensagem de: Nyk em Março 30, 2010, 19:38
Confiança dos consumidores dos EUA recupera em Março


A confiança dos consumidores recuperou em Março após a forte queda registada no mês anterior, informou esta terça-feira o Conference Board.
O índice de confiança subiu dos 46,4 para os 52,5 pontos. Em Fevereiro, o índice tinha recuado 10,1 pontos face aos 56,5 pontos de Janeiro.

A maioria dos economistas esperava uma subida mais ligeira, para um valor médio de 51 pontos. A leitura de Fevereiro foi revista em alta face aos 46 pontos inicialmente avançados.

http://diariodigital.sapo.pt/dinheiro_digital/news.asp?section_id=20&id_news=134397
Título: Re: Mercados Americanos
Mensagem de: Nyk em Março 30, 2010, 22:15
Dados económicos animam Wall Street


As bolsas norte-americanas encerraram em alta, uma vez que a melhoria das previsões para o sector industrial e os bons dados económicos hoje divulgados compensaram as preocupações com o facto dos défices governamentais poderem prejudicar a recuperação económica.

O Dow Jones subiu 0,11% para 10.907,42 pontos, o Nasdaq avançou 0,26% para 2.410,69 pontos e o S&P500 fechou estável nos 1.173,27 pontos.

A confiança dos consumidores norte-americanos aumentou, em Março, uma vez que a percepção relativamente ao emprego começou a melhorar. O índice, elaborado pelo Conference Board, avançou para 52,5 pontos no mês em análise, contra 46,4 pontos em Fevereiro e excedeu o esperado pelos economistas consultados pela Bloomberg.

Esta tarde foi ainda revelado que os preços das casas em 20 cidades norte-americanas aumentaram inesperadamente em Janeiro, o que sugere que o mercado imobiliário possa estar a estabilizar. O índice do preço das casas S&P/Case-Shiller subiu 0,3% no primeiro mês do ano, face ao mês anterior em termos sazonais ajustados.

Estes dados animaram a negociação das bolsas norte-americanas, com os investidores a aumentarem as expectativas em relação à recuperação da economia dos EUA.

A impulsionar estiveram empresas como a 3M que subiu 3,5% depois da Morgan Stanley ter dito que os seus lucros poderão superar estimativas.

A animar estiveram também a Home Depot e a Lowe's, impulsionadas pelo dado das casas e da confiança.



Título: Re: Mercados Americanos
Mensagem de: Nyk em Março 31, 2010, 08:18
"Short selling" de casas é nova moda nos EUA



Nos EUA está a tornar-se prática corrente a venda de casas abaixo do montante da dívida ao banco, gerada com a aquisição do imóvel. A prática chama-se "short-selling", embora a operação não tenha semelhança com a utilizada nos mercados financeiros.

O objectivo é evitar que sejam executadas as hipotecas por parte dos bancos. E, aparentemente, todos ficam a ganhar. Ou, melhor dizendo, a perder menos.

Título: Re: Mercados Americanos
Mensagem de: Nyk em Março 31, 2010, 12:39
Confiança vai regressando ao sector automóvel nos EUA


A confiança está a regressar a passos largos ao sector automóvel norte-americano. Só em Março as vendas de carros devem ter subido mais de 25%, impulsionadas pelos incentivos ao sector e os programas de descontos que a Chysler considera "pouco saudáveis".

A Toyota, a maior construtora mundial, espera que as suas vendas cresçam 35% este mês, mesmo depois dos problemas técnicos que a levou a emitir uma recolha mundial de oito milhões de automóveis.

A General Motors, que atravessa uma fase de reestruturação da empresa, aguarda, por seu turno, um crescimento nas vendas na ordem dos 39%. Já as vendas da Chryslers no mercado norte-americano deverão derrapar 3,4%.

Contudo, o presidente-executivo da Chrysler, Sergio Marchionne, critica as duas maiores construtoras nos EUA e no Mundo de estarem a realizar descontos "pouco saudáveis" para a indústria. De recordar que desde o início deste mês a Toyota está a realizar uma campanha de ofertas, que passam pelo subsídio dos contratos de leasing aos clientes.
Título: Re: Mercados Americanos
Mensagem de: Nyk em Março 31, 2010, 14:43
Empresas norte-americanas cortam 23 mil postos de trabalho


As empresas norte-americanas cortaram inesperadamente postos de trabalho, em Março. A redução foi de 23 mil empregos.

De acordo com os dados da ADP Employer Services, as empresas cortaram 23 mil trabalhadores no mês em análise.

Os economistas contactados pela Bloomberg antecipavam um ganho de 40 mil postos de trabalho.

Título: Re: Mercados Americanos
Mensagem de: Nyk em Março 31, 2010, 22:22
Redução de postos de trabalho derruba Wall Street


Os principais índices bolsistas norte-americanos encerraram a sessão em queda, depois de ter sido divulgado que as empresas dos EUA cortaram postos de trabalho em Março, quando se previa que o número aumentasse.

O Dow Jones fechou a perder 0,47% para 10.856,63 pontos, o Nasdaq cedeu 0,53% para 2.397,96 pontos e o S&P500 recuou 0,33% para 1.169,43 pontos.

A ADP Employer Services anunciou hoje que as empresas norte-americanas cortaram 23 mil empregos este mês, quando os economistas contactados pela Bloomberg previam um aumento de 40 mil postos de trabalho.

Este dado veio aumentar os receios em relação ao mercado de trabalho e consequentemente à recuperação da economia dos EUA.

"Os números da ADP decepcionaram os investidores", comentou à Bloomberg um gestor da Oakbrook Investments, Peter Jankovskis. "Os empregos são um elemento fundamental para sustentar o consumo das famílias", acrescentou.

No sector das tecnologias, a Cisco recuou 2,33% para 26,03 dólares e a Microsoft cedeu 1,68% para 29,27 dólares.

A Boeing desvalorizou 1,25% para 72,61 dólares, o Citigroup caiu 0,98% para 4,05 dólares e o Goldman Sachs desvalorizou 0,44% para 170,63 dólares.


Título: Re: Mercados Americanos
Mensagem de: Nyk em Abril 01, 2010, 15:21
Pedidos de subsídio de desemprego desceram nos EUA na última semana


O número de norte-americanos que pediram subsídio de desemprego na semana passada decresceu e levou a média do número de pedidos a descer para o valor mais baixo desde 2008, à medida que a recuperação económica leva as empresas a reterem pessoal.

O número de norte-americanos que pediram subsídio de desemprego desceu em 6 mil pedidos para 439 mil pessoas na semana que terminou a 27 de Março, em linha com as estimativas dos analistas inquiridos pela Bloomberg. O número de pessoas a receber subsídio de desemprego permaneceu pouco alterado, enquanto as pessoas beneficiarem de um prolongamento dos subsídios subiu.

Os empregadores estão a abrandar o número de despedimentos, naquele que constitui um sinal de confiança de que a economia está a emergir da pior recessão desde 1930. Ganhos sustentados do desemprego são necessários para impulsionar a despesa dos consumidores, que contribui para cerca de 70% da economia dos Estados Unidos.

"As empresas que têm precisado de empregados mas se recusaram a contratar vão começar a fazê-lo", disse o presidente da Naroff Economic Advisores, Joel Naroff à Bloomberg. "Mas assim que eles comecem a contratar esses trabalhadores, podem voltar a abrandar o ritmo de contratações. Isso poderia conduzir a ganhos [do emprego] lentos que poderão reaparecer em mais tarde, em 2010"

Título: Re: Mercados Americanos
Mensagem de: Nyk em Abril 01, 2010, 16:41
Actividade industrial nos EUA acelera mais que o esperado


O índice do Institute for Supply Management (ISM), que mede a actividade industrial nos Estados Unidos, acelerou mais que esperado em Março.

O índice subiu para 59,6 pontos no mês passado, contra 56,5 pontos no mês anterior. Uma leitura acima dos 50 pontos indica que o sector está em expansão e os economistas consultados pela Bloomberg aguardavam um registo inferior, nos 57 pontos.

Este dado sugere que as empresas industriais norte-americanas estão a recuperar a bom ritmo, depois dos fortes cortes de produção no ano passado devido à redução da procura.

Também na Zona Euro, Reino Unido e China a actividade industrial deu sinais de aceleração em Março, sugerindo que a economia mundial está em recuperação da maior recessão desde a Grande Depressão.

Título: Re: Mercados Americanos
Mensagem de: Nyk em Abril 01, 2010, 17:47
Há quase 6 anos que a actividade industrial dos EUA não crescia tanto


A actividade industrial na maior economia do mundo registou a maior expansão em Março desde Julho de 2004.

O índice do Institute for Supply Management (ISM), que mede a actividade industrial norte-americana, subiu para 59,6 pontos no mês passado, face aos 56,5 pontos registados em Fevereiro, naquele que é já o oitavo mês consecutivo de expansão.

Esta evolução ficou acima das previsões dos analistas consultados pela Bloomberg, que apontavam para uma subida mais ligeira, para os 57 pontos.

O sector industrial dos Estados Unidos está desta forma a dar mostras de recuperação dos clientes e das exportações.

Título: Re: Mercados Americanos
Mensagem de: Nyk em Abril 01, 2010, 17:50
Gastos na construção dos EUA em mínimos de sete anos e meio


Os gastos na construção nos EUA recuaram em Fevereiro pelo quarto mês consecutivo, atingindo o valor mais baixo em quase sete anos e meio, anunciou esta quinta-feira o Departamento do Comércio norte-americano.
Os gastos na construção caíram 1,3% em Fevereiro, para os 846.230 milhões de dólares anuais.

Em Janeiro, os gastos haviam recuado 1,4%, segundo dados revistos.

A maioria dos analistas esperava uma quebra de 1% em Fevereiro.

Título: Re: Mercados Americanos
Mensagem de: Nyk em Abril 01, 2010, 19:22
Vendas da General Motors sobem 20,6% em Março nos EUA


A construtora automóvel General Motors anunciou hoje que as vendas dos seus veículos nos Estados Unidos aumentaram 20,6 por cento em março, em comparação com o mesmo mês do ano anterior.
Março aparece assim como o sexto mês de recuperação de vendas das quatro marcas principais da General Motors (Chevrolet, Buick, GMC e Cadillac), segundo a construtora americana.

"Os nossos veículos novos estão a ser bem recebidos pelos clientes, por razões que têm a ver com a qualidade, segurança, economia e valores de revenda mais elevados", disse Susan Docherty, vice-presidente de marketing da General Motors.

As vendas da empresa - a maior construtora automóvel dos Estados Unidos - passaram de 156.380 veículos em março de 2009 para 188.546 em março de 2010, com as vendas totais no primeiro trimestre do ano a ficarem nos 477.322 veículos, mais 15,6 por cento que no mesmo trimestre de 2009.

Em março, as vendas combinadas das marcas Chevrolet, Buick, GMC and Cadillac aumentaram 43,3 por cento, para 185.406 unidades. No primeiro trimestre do ano, cresceram 35,6 por cento para as 469.353 unidades.

A General Motors anunciou na passada semana planos para expandir a produção, para dar resposta ao aumento da procura, nomeadamente do SUV Chevrolet Equinox.

Diário Digital / Lusa

Título: Re: Mercados Americanos
Mensagem de: Nyk em Abril 01, 2010, 21:43
Vendas da GM, Toyota e Ford registam forte recuperação nos EUA


A General Motors, Toyota e a Ford apresentaram um aumento das vendas nos Estados Unidos, no mês de Março, graças aos incentivos da indústria automóvel e ao aumento da confiança dos consumidores.

A General Motors (GM) apresentou um aumento de 21% para 188,546 mil veículos vendidos. A Ford anunciou hoje, que teve um aumento nas vendas de 40% para 183,783, enquanto que a Toyota reportou um aumento de 41% para 186,863, apesar da recolha de 8 milhões de veículos em todo o mundo.

"À medida que o mês decorria, as vendas foram diminuindo e no final do mês o número de vendas foi muito fraco. As vendas foram possíveis graças a promoções", disse o analista do Edmunds.com.

Tanto a Honda como a Nissan também reportaram ganhos durante o mês de Março.

De acordo com as previsões dos analistas consultados pela Bloomberg, a venda de automóveis ligeiros e de camiões deverá ter atingido os 12 milhões.


Título: Re: Mercados Americanos
Mensagem de: Nyk em Abril 06, 2010, 21:36
Recuperação económica pode ser travada pelo aumento do desemprego

A Reserva Federal (Fed) dos Estados Unidos disse hoje que apesar dos sinais de recuperação económica, esta pode ser travada pelo aumento do desemprego e da escassez de crédito.

De acordo com as minutas da última reunião da Fed, hoej divulgadas, "embora os recentes dados económicos mostrem que os gastos dos consumidores estejam a aumentar é provável que continuem limitados pelas fracas condições do mercado de trabalho".

Os dados divulgados na sexta-feira pelo Departamento do Trabalho norte-americano mostraram que o número de assalariados aumentou em 162.000 no mês passado, menos do que o previsto, depois de uma queda de 14.000 em Fevereiro, a actividade no sector dos serviços nos Estados Unidos cresceu, em Março, para o nível mais elevado em quatro anos e os contratos de promessa de compra de venda de casas aumentaram, em Fevereiro, inesperadamente, nos EUA.

A Fed anunciou o mês passado que a recuperação "vai ser moderada por um tempo". As baixas taxas do uso de recursos e a inflação controlada "justificam os níveis excepcionalmente baixos dos fundos federais por um período prolongado", segundo a minuta.

A minuta refere ainda que um longo período de taxas baixas "pode durar algum tempo e pode até aumentar se as perspectivas económicas piorarem ou se a tendência para a diminuição da inflação se acentuar".

A expectativa de que a Fed vai manter os juros baixos por mais tempo está a sustentar os ganhos em Wall Street.


Título: Re: Mercados Americanos
Mensagem de: Nyk em Abril 06, 2010, 22:20
Os principais índices bolsistas dos EUA encerraram em alta, com excepção do Dow Jones, impulsionados pelo facto de a Reserva Federal ter dado a entender que deverá manter os juros directores em mínimos históricos para salvaguardar a retoma económica.




A banca valorizou, ao contrário do que aconteceu na Europa - penalizada pela Grécia, essencialmente devido a "upgrades" de analistas.

O índice industrial Dow Jones fechou a ceder 0,03%, fixando-se nos 10.970,22 pontos, a corrigir dos fortes ganhos de ontem. O índice chegou a estar em alta depois de divulgadas as minutas da Fed, mas acabou por perder algum terreno. Recorde-se que ontem o Dow Jones fechou no nível mais alto desde Setembro de 2008.

O S&P 500 avançou 0,17% para se estabelecer nos 1.189,45 pontos, a manter-se assim no mais alto patamar dos últimos 18 meses.

Por seu lado, o índice tecnológico Nasdaq valorizou 0,30% para 2.436,81 pontos.

O SunTrust Banks Inc. subiu perto de 4%, depois de o Crédit Suisse ter dito que a entidade financeira poderá ser alvo de uma OPA.

O Regions Financial Corp disparou 5,6%, sustentado pela revisão em alta do seu preço-alvo por parte do Crédit Suisse.

Em contrapartida, a Massey Energy cedeu terreno devido à explosão numa mina de carvão de West Virginia.


Título: Re: Mercados Americanos
Mensagem de: PSIFD001 em Abril 06, 2010, 22:37
Citação de: Nyk em Abril 06, 2010, 22:20
Os principais índices bolsistas dos EUA encerraram em alta, com excepção do Dow Jones, impulsionados pelo facto de a Reserva Federal ter dado a entender que deverá manter os juros directores em mínimos históricos para salvaguardar a retoma económica.

Os australianos já começaram a subir os juros. E não estam muito preocupados com os problemas da retoma económica.
Título: Re: Mercados Americanos
Mensagem de: Nyk em Abril 07, 2010, 15:58
Economia dos EUA é a que mais vai crescer este semestre

O PIB deverá crescer nos Estados Unidos mais rapidamente no primeiro semestre deste ano do que no Japão, Alemanha, França e na Itália, mas manter-se-á débil na generalidade do mundo desenvolvido, revela hoje a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

A OCDE prevê que o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos cresça 2,4 e 2,3% nos dois primeiros trimestres deste ano, respectivamente, enquanto que o PIB conjunto das três maiores economias da Zona Euro (Alemanha, França e Itália) deverá crescer 1,9% no segundo trimestre, depois de ter crescido 0,9% nos três primeiros meses deste ano.

Para o Japão, a OCDE prevê que o PIB cresça 2,3% no segundo trimestre do ano, contra 1,1% no primeiro trimestre deste ano. 
Título: Re: Mercados Americanos
Mensagem de: Nyk em Abril 07, 2010, 16:05
Greenspan defende papel proteccionista da Fed antes da crise


(http://www.jornaldenegocios.pt/images/images/alan_greenspan_Fed_grd.jpg)

O antigo presidente da Reserva Federal dos EUA, Alan Greenspan, defendeu hoje o papel proteccionista da Fed antes da crise e afirmou também que os reguladores podem reduzir as possibilidades de mais uma turbulência através de uma maior exigência de capital aos bancos.

"A Reserva Federal, muitas vezes em parceria com outras agências bancárias federais, foi bastante activa no papel de proteccionismo dos consumidores nos créditos hipotecários", sublinhou Greenspan em Washington, citado pela Bloomberg, acrescentando que os "regulamentos e as directrizes requerem, contudo, execução, e a estrutura da Fed durante o meu mandato foi muito mais focada na regulação e supervisão do que em execuções".

O Congresso está a considerar as alterações mais profundas à regulação financeira em décadas, nomeadamente uma proposta da administração Obama de limitar a dimensão e operações de "trading" dos bancos com fundos próprios.

Greenspan sugeriu que os padrões de exigência de capital mais elevados poderão ser mais efectivos do que as novas regras.

Na sua intervenção, Greenspan, que esteve à frente da Fed entre 1987 e 2006, sublinhou as regras e directrizes criadas pelo banco central durante o seu mandato. isto numa altura em que são cada vez mais os que defendem que, devido à política de juros baixos, a Fed foi uma das principais responsáveis pela crise no crédito.



Título: Re: Mercados Americanos
Mensagem de: Nyk em Abril 07, 2010, 20:49
Desemprego e execução de hipotecas entre os grandes desafios da economia nos EUA


O presidente da Reserva Federal dos EUA, Ben Bernanke, afirmou hoje que a taxa de desemprego, a execução de hipotecas e a redução de empréstimos às pequenas empresas representam grandes desafios à economia norte-americana, à medida que esta recupera da pior recessão desde a II Guerra Mundial.

"Estamos longe de estar fora" de perigo, explicou Bernanke num discurso em Dallas, citado pela Bloomberg.

Ao mesmo tempo que a crise diminuiu e em que o crescimento económico deverá reduzir o desemprego no próximo ano, os EUA enfrentam obstáculos como a falta de uma recuperação sustentada no mercado habitacional, um sector imobiliário "atribulado", um ritmo de contratações "muito fraco", alertou o presidente da Fed.

Estas declarações reflectem as preocupações dos responsáveis da Fed expressas na reunião do mês passado com o mercado laboral e com condições difíceis na concessão de crédito, que poderão levar a um retraimento nos gastos dos consumidores.

Nessa reunião, Bernanke e os colegas reiteraram que as taxas de juro vão permanecer muito baixas por "um período extenso", embora não o tenha repetido no discurso de hoje, sublinhando, isso sim, que taxas "estimulantes" vão ajudar o crescimento.

"A economia estabilizou e está a crescer novamente, embora não possamos estar totalmente satisfeitos quando um em cada 10 trabalhadores norte-americanos está desempregado e as finanças das famílias permanecem sob grande stress".

Título: Re: Mercados Americanos
Mensagem de: Nyk em Abril 07, 2010, 21:16
Fed deveria ponderar subir os juros para 1%


O presidente da Reserva Federal do Kansas, Thomas Hoenig, disse hoje que o banco central deveria ponderar subir os juros "dentro em breve" para cerca de 1% com o objectivo de impedir "bolhas" nos activos.

"Veria um aumento [da taxa de juro de referência] para os 1% como a continuação da nossa estratégia de retirar os estímulos que foram inicialmente implementados para responder à intensificação da crise financeira que despoletou em 2008", afirmou hoje Thomas Hoenig num discurso em Santa Fé, citado pela Bloomberg.

O responsável da Fed no Kansas tem divergido da política das declarações do banco central este ano, sublinhando que o seu compromisso [da Fed] em manter as taxas de juro baixas "por um período extenso" poderá fazer com que os "desequilíbrios financeiros" se acentuem e aumentar os riscos à estabilidade económica a longo prazo.

"Uma taxa de juro de referência de 1% ainda iria representar uma elevada política acomodatícia", explicou Hoenig, acrescentando que, "a partir daí, mais ajustamentos da Fed deveriam depender do desenvolvimento das condições económicas e financeiras".


Título: Re: Mercados Americanos
Mensagem de: Nyk em Abril 07, 2010, 22:26
Crédito ao consumo leva Wall Street a maior queda desde Fevereiro



As bolsas norte-americanas registaram a maior queda desde Fevereiro, penalizadas pelo facto de ter sido divulgado que o crédito ao consumo caiu mais do que o esperado e pelas renovadas preocupações com a dívida grega.

O índice industrial Dow Jones cedeu 0,66%, fixando-se nos 10.897,74 pontos. O S&P 500 perdeu 0,58% para se estabelecer nos 1.182,56 pontos.

Por seu lado, o índice tecnológico Nasdaq desvalorizou 0,23% para 2.431,16 pontos.

"O S&P500 e os 10 sectores que o compõem estão sobrecomprados e isso está a pesar um pouco no mercado", comentou à Bloomberg um estratega da Stifel Nicolaus & Co, David Lutz. "Também há muitos receios em matéria de dívida soberana. Os custos dos empréstimos na Grécia subiram para um nível recorde", acrescentou.

E se os receios com a dívida grega já estavam a pesar nos índices, o facto da Reserva Federal ter dito que o crédito ao consumo caiu em 11,5 mil milhões de dólares, em Fevereiro, indiciando que os norte-americanos estão relutantes em endividar-se, acentuou as quedas.

Entre as empresas que mais pressionaram estiveram a Alcoa, que deslizou 2,26% para os 14,69 dólares e o JP Morgan, que depreciou 1,35% para os 45,22 dólares.

Título: Re: Mercados Americanos
Mensagem de: Nyk em Abril 08, 2010, 15:01
Pedidos de subsídio de desemprego sobem inesperadamente antes da Páscoa


Houve mais norte-americanos a pedirem subsídio de desemprego do que o esperado na semana passada, em parte devido à maior volatilidade deste dado económico, na semana que precede a Páscoa e as duas seguintes.

O número de novos pedidos de subsídio de desemprego subiu em 18 mil, para 460 mil, na semana que terminou a 3 de Abril, segundo mostram os dados do Departamento do Trabalho divulgados hoje em Washington e citados pela Bloomberg. A semana anterior à Páscoa e as duas seguintes são normalmente "uma altura volátil", segundo a Bloomberg, que cita um analista do governo.

Algumas empresas podem estar ainda relutantes em aumentar o número de postos de trabalho, até verem um crescimento sustentado nas vendas, à medida que os Estados Unidos emergem da maior recessão desde Grande Depressão.

"A tendência é de baixa mas ainda está em níveis que não são consistentes com a criação de emprego", disse o economista-chefe da Maria Fiorini Ramirez, Joshua Shapiro à Bloomberg.

Os economistas tinham previsto que os pedidos de subsídio de desemprego caíssem para 435 mil pedidos, de 439 mil pedidos na semana anterior, segundo as 47 estimativas compiladas pela Bloomberg.


Título: Re: Mercados Americanos
Mensagem de: Nyk em Abril 08, 2010, 15:56
Grécia e desemprego nos EUA penalizam Wall Street


Os principais índices bolsistas dos EUA abriram em baixa, pressionados pela crescente especulação de que a Grécia poderá entrar em incumprimento, o que aumenta os receios em torno da solidez da retoma. O aumento dos pedidos de subsídio de desemprego na semana passada também está a contribuir para a tendência.

O índice industrial Dow Jones segue a ceder 0,12%, fixando-se nos 10.884,5 pontos. O S&P 500 perde 0,06% para se estabelecer nos 1.181,75 pontos.

Por seu lado, o índice tecnológico Nasdaq desvaloriza 0,29% para 2.424,06 pontos.

A Alcoa e a Newmont Mining estão a perder terreno, penalizadas pela queda dos preços dos metais industriais, tal como aconteceu ontem.

A Forest Laboratories afunda perto de 10% depois de não ter conseguido apoio para vender um novo tratamento para doenças pulmonares.

Em contrapartida, o US Airways Group segue a escalar 20%, sustentado pelo anúncio de que está em conversações para uma eventual fusão com a United Airlines da UAL Corp.

"O sentimento em relação ao ambiente marco continua frágil", comentou à Bloomberg um estratega do Barclays Stockbrokers, Henk Potts. "O efeito de contágio é talvez o maior receio quando se pensa na Grécia e na possibilidade de a situação se alastrar a Espanha e Portugal", acrescentou.

Por outro lado, os dados do desemprego também não foram animadores. Na semana passada, mais americanos do que o previsto pediram subsídio de desemprego. O aumento destes pedidos, em 18.000, poderá em parte reflectir a dificuldade de ajustar sasonalmente os dados, devido aos feriados pascais, salientou a Bloomberg.

Título: Re: Mercados Americanos
Mensagem de: Nyk em Abril 08, 2010, 22:30
Vendas a retalho animam Wall Street

Os principais índices bolsistas dos EUA acabaram por encerrar em alta porque o crescimento de vendas a retalho compensou os receios com o incumprimento grego.


O índice industrial Dow Jones subiu 0,27%, fixando-se nos 10.927,07 pontos. O S&P 500 ganhou 0,34% para se estabelecer nos 1.186,45 pontos.

Por seu lado, o índice tecnológico Nasdaq valorizou 0,23% para 2.436,81 pontos.



Os índices norte-americanos abriram a sessão em queda devido à crescente especulação de que a Grécia poderá entrar em incumprimento, o que aumenta os receios em torno da solidez da retoma. O aumento dos pedidos de subsídio de desemprego na semana passada também pressionou.

No entanto, o dado referente às vendas animou Wall Street.

Por isso, a impulsionar estiveram empresas como a Home Depot, que subiu 1,26% para os 33,02 dólares.



A Alcoa também contribuiu para a tendência com uma valorização de 1,09% para os 14,90 dólares.

Título: Re: Mercados Americanos
Mensagem de: Nyk em Abril 09, 2010, 17:45
Fed revela que bancos dos EUA manipulam o nível de risco


A Reserva Federal dos Estados Unidos (Fed) afirmou hoje que os grandes bancos norte-americanos manipularam o nível de risco nos últimos cinco trimestres, antes de publicarem as suas contas públicas.

Segundo avança o "The Wall Street Journal", a Fed acusou 18 bancos, entre eles, Goldman Sachs Group, Morgan Stanley, J.P. Morgan Chase & Co., Bank of America Corp. e Citigroup, de terem manipulado os níveis de dívida através da compra de fundos para reduzirem em média 42% no fim de cada um dos últimos cinco trimestres.

A excessiva dívida dos bancos foi uma das principais causas que despoletou a crise financeira, e que levou à falência de grandes bancos em 2008, como foi o caso, do Bear Stearns Cos e do Lehman Brothers. Desde então, os bancos tornaram-se mais apreensivos na divulgação dos altos níveis de risco e de dívida.

Segundo o jornal, esta prática pode dar uma visão distorcida, aos investidores, do nível de risco que as empresas financeiras assumem durante a maior parte do tempo.

Alguns bancos já assumiram a redução temporária da sua dívida e representantes do Goldman, Morgan Stanley, JP Morgan e Citigroup decidiram não comentar os dados revelados pela Fed. No entanto, outros bancos disseram que as informações que revelaram incluem expressões que indicam que os níveis da dívida podem oscilar durante o trimestre.

Título: Re: Mercados Americanos
Mensagem de: Nyk em Abril 09, 2010, 22:20
Ajuda à Grécia e sinais de melhoria da retoma económica animam Wall Street

(http://www.jornaldenegocios.pt/images/2009_06/nyse_wall_street_bolsas_pq.jpg)
As principais praças bolsistas dos EUA encerraram em alta, impulsionadas pelos sinais de fortalecimento da retoma económica e pelo facto de a União Europeia se ter mostrado preparada para resgatar a Grécia se necessário.

O índice industrial Dow Jones fechou a ganhar 0,64%, fixando-se nos 10.997,35 pontos. O S&P 500 avançou 0,67% para se estabelecer nos 1.194,37 pontos, concluindo assim a sexta semana consecutiva de ganhos.

Por seu lado, o índice tecnológico Nasdaq valorizou 0,71% para 2.454,05 pontos.

A agência Fitch voltou a cortar o rating do crédito da Grécia e os mercados chegaram a reduzir os ganhos com a notícia, mas depois voltaram a subir pois esta medida reforça a ideia de um resgate da Grécia que, segundo alguns analistas, pode acontecer já este fim-de-semana.

A Exxon Mobil terminou a ganhar cerca de 2%, liderando os ganhos dos títulos energéticos, que encabeçaram as valorizações dos 10 grupos industriais listados no Standard & Poor's 500.

A Dish Network e a Abercrombie & Fitch Co. também registaram subidas, sustentadas por revisões em alta das recomendações para as suas acções.

Um dado económico que hoje ajudou a impulsionar as praças do outro lado do Atlântico foi o dos inventários dos grossistas norte-americanos, que aumentaram em Fevereiro. O movimento sugere que as empresas estão a preparar os "stocks" para um aumento da procura, depois de as vendas terem atingido o máximo nível de mais de um ano.


Título: Re: Mercados Americanos
Mensagem de: Nyk em Abril 12, 2010, 22:10
Ajuda à Grécia, especulação sobre resultados e notícias de fusões animam Wall Street


Os principais índices bolsistas dos Estados Unidos encerraram a sessão em terreno positivo, animados pela notícia de um pacote de ajuda à Grécia e por informações relacionadas com aquisições de empresas. O Dow Jones superou os 11.000 pontos.

O índice industrial Dow Jones terminou a ganhar 0,018%, fixando-se nos 11.006,19 pontos. O S&P 500 avançou 0,18% para se estabelecer nos 1.196,49 pontos. Ambos os índices registaram os valores de fecho mais altos desde 26 de Setembro de 2008.

Por seu lado, o índice tecnológico Nasdaq valorizou 0,16% para 2.457,87 pontos.

Os receios de que as bolsas estejam a ganhar demasiado terreno – esta poderá ser a sétima semana consecutiva de subidas – face aos resultados das empresas no primeiro trimestre não foram suficientes para ofuscar o ânimo trazido pela notícia de um pacote de ajuda à Grécia no valor de 45 mil milhões de euros, a taxas de juro inferiores às do mercado.

Além disso, foram divulgadas várias notícias relativamente a aquisições, o que também impulsionou a tendência do outro lado do Atlântico.

A Alcoa, maior produtora de alumínio dos EUA, fechou em alta de perto de 3%, no dia em que apresenta resultados – com agendamento para depois do fecho da bolsa. Será, assim, a primeira empresa cotada no Dow Jones a reportar as contas do primeiro trimestre.

Por seu lado, a Palm esteve a ser animada pela notícia de que o criador do pré-smartphone está à procura de interessados em comprar a empresa. A tecnológica escalou 19% para 6,12 dólares.

Ainda do lado dos ganhos, a DynCorp International disparou 48% depois de aceitar ser adquirida pela Cerberus Capital Management.

A Caterpillar, por seu turno, foi sustentada pelo facto de a Robert W. Baird & Co. ter revisto em alta a recomendação para as suas acções, de "neutral" para "outperform".

A Mirant Corp. e a RRI Energy subiram mais de 14% devido à intenção de fundirem as duas empresas, num negócio de 1,6 mil milhões de dólares.

Do lado das quedas esteve a Clean Energy Fuels Corp. A empresa co-fundada pelo milionário T. Boone Pickens para fornecer gás natural aos veículos motorizados poderá desvalorizar 30% devido ao potencial exercício de uma garantia por Pickens em 2012, referiu a revista "Barrons's", citada pela Bloomberg.

Os restantes títulos do sector energético estiveram generalizadamente em alta.

Esta semana, deverão apresentar também resultados a Intel, JPMorgan, Bank of America e General Electric.


Título: Re: Mercados Americanos
Mensagem de: DUARTINI em Abril 12, 2010, 23:06
O Dow Jones fechou hoje acima dos 11000. Dizem que é um valor importante.
Título: Re: Mercados Americanos
Mensagem de: Nyk em Abril 14, 2010, 20:54

Livro Bege aponta para melhoria económica nos EUA

A actividade económica nos Estados Unidos continuou a melhorar nos últimos meses. Esta é, pelo menos, a conclusão do Livro Bege, um relatório publicado pela Reserva Federal que compila vários indicadores reunidos pelos vários bancos estatais da que compõem a Fed.

(http://www.jornaldenegocios.pt/images/2008_10/bandeira_eua_gr.jpg)
O novo relatório, que apresenta dados recolhidos até ao início de Abril, revela que o consumo das famílias americanas está a ser a principal força a impulsionar a recuperação económica. A melhoria, aliás, foi praticamente transversal a todos os distritos analisados. A excepção foi São Luís, que reportou ainda um abrandamento da economia.

O mercado laboral também já começa a dar alguns sinais de reanimação, com o número de contratos registados a subir. Ainda assim, as pressões salariais continuam "contidas" e em níveis considerados "mínimos".

O turismo regista algumas melhorias e até as vendas de veículos estão a subir, reagindo bem ao crescimento da procura. O sector automóvel, recorde-se, foi um dos mais afectados pela crise económica.

Ainda assim, o volume de crédito continua a cair, com os bancos da Fed a reportarem uma contínua degradação da qualidade do mesmo. E as melhorias que se registam nas compras de casa, nota o Livro Bege, devem-se quase exclusivamente ao "nível baixo" de que partiu a actividade no sector.


Título: Re: Mercados Americanos
Mensagem de: Nyk em Abril 14, 2010, 21:27
Presidente da Fed prevê recuperação moderada da economia americana


O presidente da Reserva Federal (Fed) mostrou-se hoje cauteloso em relação ao ritmo de recuperação da economia e defendeu a importância de serem tomadas decisões difíceis para controlar o elevado défice orçamental.

Falando no Comité de Economia do Congresso, Ben Bernanke admitiu que ser necessário muito tempo para recuperar os empregos perdidos nos últimos dois anos, defendendo que o sector da construção continua a não dar sinais de recuperação.

"Se o ritmo da recuperação for moderado, como admito, será necessário muito tempo para recuperar os oito milhões e meio de empregos perdidos durante os dois últimos anos", declarou Bernanke.

O responsável máximo da Fed defendeu que a expansão da economia depende "do crescimento contínuo da procura privada".

No comité, que está a analisar o processo de retirada de medidas de estímulo à economia, tomadas no auge da crise, Bernanke afirmou que "será necessário tomar decisões difíceis para enfrentar os problemas orçamentais do país, já que adiá-las só tornará as coisas mais difíceis", afirmou.

Bernanke defendeu ainda que os Estados Unidos devem continuar a pressionar a China para que este país reavalie sua moeda, o yuan. "Penso que deveríamos continuar pressionando por mais flexibilidade" sobre a taxa de câmbio do yuan, declarou.

Em relação à cotação actual do petróleo, o presidente da Fed disse ainda que "a 85 dólares" ainda "não é uma ameaça séria para a recuperação" económica.
Título: Re: Mercados Americanos
Mensagem de: Nyk em Abril 14, 2010, 21:41
Bernanke: Obama tem «escolhas difíceis» para equilibrar contas

A retoma económica norte-americana enfrenta «constrangimentos» no imobiliário e nos cortes de despesa estadual, e o equilíbrio das contas do Estado vai exigir «escolhas difíceis» à administração Obama, afirmou esta quarta-feira o presidente da Reserva Federal.
Numa intervenção no Comité Económico do Congresso, em Washington, Ben Bernanke afirmou que um "plano credível" para conter os défices das contas federais teria um efeito favorável nas taxas de juro a longo prazo e aumentaria a confiança dos consumidores e do sector privado.

"Embora os défices significativos sejam inevitáveis no curto prazo, é preciso que os decisores políticos tomem medidas para repor o orçamento federal numa trajectória de sustentabilidade, para manter a confiança do público e dos mercados financeiros", afirmou.

As últimas projecções do Gabinete Orçamental do Congresso indicam que o défice atingirá os 1,4 mil milhões de dólares este ano, recuando ligeiramente nos próximos dois anos, mas mantendo-se até 2020 entre os 4 por cento e 5 por cento do PIB.

"A dada altura, os mercados irão fazer um julgamento, não tanto sobre a nossa capacidade económica, mas pela nossa habilidade e vontade políticas para atingir uma sustentabilidade a longo prazo(...) Nessa altura, as taxas de juro podem subir e isso seria claramente negativo para o crescimento económico e retoma", disse o presidente da Reserva Federal.

A economia, sublinhou, começou a recuperar no segundo semestre de 2009, com a reconstituição de inventários pelas empresas e sinais de expansão da produção, mas "o ritmo da retoma" está a ser afectado por "significativos constrangimentos".

As vendas de casas recuaram em Janeiro e Fevereiro, apesar dos estímulos à aquisição ainda estarem em vigor, a construção de casas continua lenta e o sector do imobiliário comercial está em declínio, afirmou Bernanke.


Apesar de "sinais encorajadores de que os despedimentos estão a abrandar e de que a criação de emprego está em alta", o país ainda está longe de recuperar os 8,5 milhões de empregos perdidos nos últimos dois anos.

Enquanto Bernanke falava em Washington, o Departamento do Comércio anunciava uma subida de 1,6% nas vendas a retalho em Março, em relação ao mês anterior, acima do esperado pelos analistas.

As vendas de automóveis deram o maior contributo para a escalada deste indicador, que representa perto de dois terços da economia norte-americana.

Sobre a situação financeira, Bernanke chamou a atenção para a baixa procura no mercado de crédito.

"Apesar de estarem numa posição financeira mais forte, o crédito dos bancos às empresas e consumidores continua a recuar", afirmou.

Beneficiando de indicadores económicos positivos, o Dow Jones, principal índice da Bolsa de Nova York, encerrou esta semana acima da "barreira psicológica" dos 11.000 pontos pela primeira vez desde 26 de Setembro de 2008.

Diário Digital / Lusa

Título: Re: Mercados Americanos
Mensagem de: Nyk em Abril 14, 2010, 22:23
Nasdaq sobe mais de 1,5% animado pelos lucros da Intel

(http://www.jornaldenegocios.pt/images/2008_08/bolsas_nyse_eua_grd.jpg)

Os principais índices norte-americanos fecharam em alta, animados pelos resultados apresentados hoje, nomeadamente pela Intel, que levou o índice Nasdaq a subir mais de 1,5%. A contribuir para os ganhos esteve ainda a publicação do Livro Bege, que aponta para melhorias da economia dos EUA.

O Dow Jones subiu 0,94% para 11.123,11 pontos, o Nasdaq cresceu 1,58% para 2.504,86 pontos e o S&P500 subiu 1,12% para 1.210,65 pontos.

A Intel subiu 3,29% para 23,52 dólares, animada pelos seus resultados do primeiro trimestre e pela revisão em alta das suas estimativas para as vendas no segundo trimestre e de margens de lucro recorde para a globalidade do ano – o que alimenta o optimismo quanto ao aumento dos gastos em tecnologia.

Ainda no sector tecnológico, a Texas Instruments valorizou 3,98% para 26,90 dólares.

Entre os títulos financeiros, o JPMorgan avançou 4,05% para 47,73 dólares, depois de ter reportado uma receita recorde para as transacções de valores mobiliários e uma redução nas provisões para perdas com o crédito.

O sentimento positivo alastrou-se pelo sector bancário, com o *Citirgoup* a crescer 6,93% para 4,94 dólares e o Goldman Sachs a avançar 3,16% para 184,92 dólares.

O anúncio de que as vendas a retalho de Março, nos EUA, aumentaram mais do que o previsto pelos economistas, também está a ajudar à tendência altista.

A actividade económica nos Estados Unidos continuou a melhorar nos últimos meses. Esta é, pelo menos, a conclusão do Livro Bege, um relatório publicado pela Reserva Federal que compila vários indicadores reunidos pelos vários bancos estatais da que compõem a Fed. Este dado contribuiu para que os principais índices bolsistas dos EUA acentuassem os ganhos.

1 euro = 1,3658 dólares

Título: Re: Mercados Americanos
Mensagem de: Nyk em Abril 15, 2010, 22:32
Resultados animam Wall Sreet

As principais praças norte-americanas fecharam em alta animadas pelos bons resultados das empresas no primeiro trimestre.

O índice industrial Dow Jones subiu 0,19%, fixando-se nos 11.144,57 pontos. O S&P 500 somou 0,08% para se estabelecer nos 1.211,67 pontos.

Por seu lado, o índice tecnológico Nasdaq valorizou 0,43% para 2.515,69 pontos.

Os índices chegaram ainda cair porque, como comentou à Bloomberg um estratega da GFT, David Morrison "as questões em torno do financiamento da Grécia continuam a deixar os mercados financeiros em suspenso".

No entanto o sector tecnológico impulsionou as bolsas no dia em que a Google, que apresenta resultados, subiu 1,07% para os 595,30 dólares. Já a Intel avançou 3,02% para os 24,21 dólares e a Dell ganhou 1,81% para os 16,86 dólares.

Título: Re: Mercados Americanos
Mensagem de: Nyk em Abril 16, 2010, 22:08
Wall Street intensifica quedas depois de SEC acusar Goldman Sachs de fraude


As principais praças norte-americanas encerraram em baixa, pressionadas pelo anúncio de que a autoridade reguladora dos mercados de capitais nos EUA (SEC) acusou o Goldman Sachs e um dos seus vice-presidentes de defraudarem os investidores. Esta notícia intensificou os receios de que os efeitos adversos da crise financeira ainda não tenham terminado.

As bolsas tinham já aberto em queda, penalizadas pela desvalorização dos títulos da Google, cujos resultados ficaram aquém do estimado. A tecnológica ofuscou assim os resultados acima do esperado da General Electric e do Bank of America.

O índice industrial Dow Jones fechou a ceder 1,12%, fixando-se nos 11.020,02 pontos. O S&P 500 caiu 1,61% para se estabelecer nos 1.192,19 pontos.

Por seu lado, o índice tecnológico Nasdaq desvalorizou 1,37% para 2.481,26 pontos.

O Goldman Sachs mergulhou 16%, naquela que foi a descida mais acentuada dos últimos 15 meses, depois de a Securities and Exchange Commission ter processado o banco por defraudar e omitir factos sobre obrigações de dívida indexada a crédito hipotecário de alto risco.

Os restantes títulos financeiros foram contagiados negativamente, com os 27 títulos deste grupo listado no S&P a cederem terreno. O JPMorgan, Bank of America e Morgan Stanley declinaram cerca de 4%. O Bank of America abriu a subir mais de 1%, depois de apresentar resultados superiores ao estimado, mas acabou por ser arrastado pelo processo da SEC intentado contra o Goldman Sachs.

A Google, detentora do mais popular motor de busca da Internet, afundou perto de 7%, depois de ontem ter reportado lucros abaixo das estimativas dos analistas.

"Os resultados da Google decepcionaram, pois esperava-se que fossem melhores. Os investidortes estão receosos em relação ao custo da expansão da empresa", comentou à Bloomberg um operador da Equinet, Thomas Nagel.

A ConocoPhillips e a Exxon Mobil também fecharam em queda, pressionadas pela descida dos preços do petróleo.

Título: Re: Mercados Americanos
Mensagem de: DUARTINI em Abril 17, 2010, 04:57
:) bom post nyk. Aprecio muito. Good news. Correcta. Nem mais nem menos. :) É a verdade.

Ou não. :) Mas pronto. Seguido ao Golden Sachs. Vem o Merril Linch.

Let´s linch the landlord. Great song. Segunda espero tirar umas coroas vezes 3. Ou não. Os shorts vão mas é todos lixar e não é bom resfrear os animos pessoal?

AIG a subir imenso nas ultimas semanas. ABK não sei não. Vai na volta acontece-lhe o mesmo que ao CIT. Mega restruturação com ele.

Depois saiam da frente do touro meus amigos. Que ele vai levar tudo à frente.

FAZ tudo. All in.-
Título: Re: Mercados Americanos
Mensagem de: DUARTINI em Abril 17, 2010, 04:59
Depois AIG. Abraço e bons negócios a todos os meninos e meninas. Que o duartinho vai-se deitar.
Título: Re: Mercados Americanos
Mensagem de: DUARTINI em Abril 19, 2010, 17:48
No seu conjunto tirando o Citi Group e poucas mais, do sector financeiro estão a afundar. Na sexta feira passada saiu a tal noticia referente ao golden sachs. Os investidores gostam pouco de indecisões e dúvidas pelo que foi por esse motivo que entrei no ETF FAZ esta ultima sexta-feira. Penso que será para continuar ao longo desta semana este afundanço. Considero positivo. Fartou-se de subir estes 2 últimos meses. Pelo que será de bom tom haver um resfrear de subida.
Título: Re: Mercados Americanos
Mensagem de: DUARTINI em Abril 19, 2010, 22:54
Foi de bom tom durante o dia. Mas depois o mercado decidir subir por aí acima feito doido. Amanhã o mais certo vai ser eu sair durante o dia. Pois não sei onde poderá parar. Será que o Dow Jones vai até aos 15000?
Título: Re: Mercados Americanos
Mensagem de: DUARTINI em Abril 20, 2010, 22:50
Durante o dia sai do ETF FAZ pois não sei quando poderá parar esta queda. Este ETF´é bom quando existe tendência bem definida como bear. Neste momento não é isso que acontece. Poderão existir ressaltos mas em tempos bear não estamos. Mesmo. Se a noticia referente ao golden sachs fosse dada o ano passado. Ui ui. Era mais um.
Título: Re: Mercados Americanos
Mensagem de: Nyk em Abril 29, 2010, 08:58
Roubini diz que "a Grécia é só a ponta do iceberg"


Nouriel Roubini, professor da Universidade de Nova Iorque que previu a crise no crédito, considera que a crise na Grécia representa apenas a "ponta do iceberg" do problema da dívida soberana, que irá provocar uma alta na inflação e falências e pode chegar aos Estados Unidos.

Os investidores estão "a sair da Grécia, Espanha, Portugal, Reino Unido e Islândia", afirmou Roubini durante uma conferência na Califórnia, acrescentando que "infelizmente, nos Estados Unidos os investidores ainda não estão a sair".

O economistas mostra-se preocupado com a subida da dívida soberana em diversos países e adianta que se o problema não for combatido, os países vão entrar em incumprimento ou registar uma forte subida da inflação, uma vez que os governos irão monetizar a sua dívida e imprimir moeda para combater os défices orçamentais.

"Os mercados hoje estão preocupados com a Grécia", mas a "Grécia é apenas a ponta do iceberg, ou o canário na mina de carvão, para problemas orçamentais de escala muito maior", refere Roubini, acrescentando que aumentar impostos "não será suficiente" para resolver o problema.

Reiterou que a Grécia poderá ser forçada a sair do euro, o que tornará a moeda única uma divisa com menor liquidez e considerou que "fará sentido" constituir uma zona euro mais pequena.

Roubini prevê também que o problema da dívida chegue aos Estados Unidos. "O risco de algo de sério acontecer aos Estados Unidos no espaço de dois ou três anos vai ser significativo", uma vez que "em Washington não há vontade de fazer nada", a menos que sejam forçados pelos mercados.



Título: Re: Mercados Americanos
Mensagem de: Nyk em Maio 13, 2010, 12:50
Acusação à Goldman Sachs e Morgan Stanley estende-se a outras firmas de Wall Street

(http://www.jornaldenegocios.pt/images/2009_11/bolsa_mercados_eua_wall_street_fachada_natal_selo.jpg)

O ministério público norte-americano está a preparar acusações semelhantes à do processo em que a Goldman Sachs é acusada de defraudar os investidores em negócios relacionados com o crédito hipotecário a outras firmas de Wall Street, para além do Morgan Stanley.

O J. P. Morgan Chase, o Citigroup, o Deutsche Bank e o UBS também receberam intimações da SEC, numa investigação aprofundada aos negócios que envolveram activos relacionados com créditos hipotecários, segundo o Wall Street Journal que cita uma fonte não identifica. Também o Goldman Sachs e o Morgan Stanley se encontram sob a mesma investigação, segundo tem sido reportado pela imprensa.

O gabinete do Ministério Público de Manhattan e a SEC estão a trabalhar em proximidade, segundo apura o jornal norte-americano, para apurar o comportamento dos bancos de investimento de Wall Street. As firmas são acusadas de criar pacotes de dívida hipotecária securitizada (CDO's), projectados para falhar e em conjunto com clientes que apostavam na descida do valor destes pacotes. Estes eram depois vendidos a clientes que tinham uma visão optimista para o mercado de obrigações, sem lhes dizer que a contraparte tinha participado na elaboração do investimento em que estavam a investir.

É possível que a acusação acabe por não resultar na condenação de nenhum das firmas investigadas, segundo o jornal. O ministério público está apenas a recolher provas, num caso em que a Goldman Sachs se defende dizendo que assumiu uma posição neutra no negócio e que não tem obrigação de informar investidores "sofisticados" de quem está do outro lado da transacção que estão a mediar.

"É difícil saber em que negócios específicos os investigadores se estão a focar", diz o site do Wall Street Journal. "Quase todos os principais bancos de Wall Street criaram e negociaram CDO's, com diferentes detalhes".



Título: Re: Mercados Americanos
Mensagem de: zimermann em Maio 13, 2010, 15:47
13/05/2010 09h39 
Procurador investiga se 8 bancos enganaram agências de rating 
Fonte: Agência Estado
   
     

O procurador-geral do Estado de Nova York, Andrew Cuomo, está investigando oito bancos para determinar se eles forneceram às agências de classificação de risco informações falsas a fim de aumentar os ratings dos ativos hipotecários, afirmou o jornal The New York Times, citando duas pessoas com conhecimento da investigação. Os bancos que estão sendo investigados são Goldman Sachs, Morgan Stanley, UBS, Citigroup, Credit Suisse, Deutsche Bank, Crédit Agricole e Merrill Lynch - que agora pertence ao Bank of America Corp. -, de acordo com o jornal.

O NYT afirmou que as agências que fizeram a avaliação dos ratings dos ativos hipotecários são Standard & Poor's, Fitch Ratings e Moody's Investors. Os porta-vozes do Morgan Stanley, Credit Suisse e Deutsche Bank não quiseram comentar o assunto, enquanto os outros bancos não responderam imediatamente aos pedidos de comentários, afirmou o jornal.

De acordo com o NYT, o porta-voz do Goldman Sachs, Samuel Robinson, disse que "qualquer sugestão de que o Goldman Sachs influenciou indevidamente as agências de rating não tem fundamento. Nós confiamos na independência dos processos de avaliações da agências e dos ratings atribuídos por elas". As informações são da Dow Jones.