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Governo avança com nacionalização do BPN

Iniciado por tiagodandre, Novembro 02, 2008, 17:20

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tiagodandre

Publicado 02 Novembro 2008  14:29
Governo avança com nacionalização do BPN
O ministro das Finanças anunciou ao início da tarde a intenção de nacionalizar o Banco Português de Negócios.



No final de um Conselho de Ministros extraordinário, Fernando Teixeira dos Santos explicou que o Governo vai propor à Assembleia da República a nacionalização do Banco Português de Negócios.

O Governo propõe que seja a Caixa Geral de Depósitos a ficar com a gestão do banco hoje gerido pela equipa de Miguel Cadilhe e que acumula perdas acumuladas próximas dos 700 milhões de euros.

Teixeira dos Santos justificou a intervenção com a situação "anómala" mas também "delicada" em que se encontra o BPN.

"O Governo viu-se obrigado a decidir propor hoje à Assembleia da República a nacionalização do Banco BPN. O Governo tomou esta decisão tendo em vista assegurar aos depositantes que os seus depósitos estão perfeitamente seguros", declarou Teixeira dos Santos.

Teixeira dos Santos adiantou que o BPN será a partir de segunda-feira acompanhado no seu funcionamento por dois administradores do Banco de Portugal.

A gestão do BPN será entregue à Caixa Geral de Depósitos, encarregue de "gerir e apresentar um plano de desenvolvimento".

Questionado sobre o valor das perdas acumuladas, Teixeira dos Santos indicou que somam 700 milhões de euros, das quais, 360 milhões são associadas a operações com o Banco Insular, de Cabo Verde.

O ministro, que prestará, com o Governador do Banco de Portugal, mais informações sobre a proposta em conferência de imprensa hoje à tarde, frisou que o Banco Português de Negócios "tem vindo a ter problemas de liquidez" e apresenta "uma situação de iminente ruptura de pagamentos".

Teixeira dos Santos disse que o banco "não tem vindo a cumprir" com os rácios exigíveis de solvabilidade e que "um conjunto de perdas acumuladas fazem com que os capitais próprios se revelem negativos".

O ministro disse que as perdas acumuladas, que atingem os 700 milhões de euros, "tem a ver com o conjunto de operações que foram investigadas" nomeadamente, com o banco Insular, de Cabo Verde. Operações que, frisou Teixeira dos Santos, deram indícios de ilicitude e ilegalidade e que foram comunicadas à Procuradoria-Geral da República, que iniciou a investigação.

Considerando que a situação do BPN é "excepcional, delicada e anómala", o ministro das Finanças adiantou que aquele banco propôs ao Governo uma solução que foi rejeitada pelo executivo devido ao ónus que traria para os contribuintes.



Executivo propõe que a gestão do banco seja entregue à CGD 2008-11-02 14:12
Governo anuncia nacionalização do BPN

O Governo vai propor ao Parlamento a nacionalização do Banco Português de Negócios (BPN), face às dificuldades registas pela instituição nos últimos tempos, com perdas acumuladas próximas de 700 milhões de euros. O ministro das Finanças Teixeira dos Santos classificou a situação do banco liderado por Miguel Cadilhe como "delicada", "excepcional" e "anómala."

Mafalda Aguilar

"O Governo viu-se obrigado a propor hoje à Assembleia da República a nacionalização do BPN. O Governo tomou esta decisão tendo em vista, acima de tudo, assegurar aos depositantes que os seus depósitos estão perfeitamente seguros", afirmou Teixeira dos Santos, em conferência de imprensa, no final da reunião extraordinária do Conselho de Ministros desta manhã.

O ministro adiantou que, a já partir de amanhã, o BPN, passará a ser acompanhado no seu funcionamento por dois administradores do Banco de Portugal, "que irão zelar pelo funcionamento desta instituição."

Uma vez concretizada a nacionalização do BPN, a sua gestão será entregue à Caixa Geral de Depósitos (CGD), indicou Teixeira dos Santos, acrescentando que o banco estatal irá também apresentar um plano de desenvolvimento para o futuro da instituição.

Questionado pelos jornalistas sobre o valor acumulado das perdas do BPN, o governante disse que, de acordo com uma auditoria que foi feita, as perdas totalizam cerca de 700 milhões de euros, sendo cerca de 360 milhões de euros associados às operações no âmbito do Banco Insular, sedeado em Cabo Verde.

Segundo Teixeira dos Santos, o BPN apresentou no final da semana uma situação de iminente ruptura de pagamentos, tendo acumulado ao longo dos anos perdas relacionadas com um conjunto de operações, especialmente envolvendo o Banco Insular, que foram objecto de investigação por parte do Banco de Portugal e comunicadas por esta instituição à Procuradoria Geral da República (PGR), que já iniciou o seu trabalho de averiguação. Em virtude das dificuldades de liquidez, o BPN beneficiou nas últimas semanas de apoios extraordinários de liquidez assegurados pela CGD e pelo Banco de Portugal, revelou o ministro.
"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

"Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros." (Benjamin Franklin)

bluexip

numa reunião extraordinária de ministros que supostamente seria para discutir o pagamento de dividas do estado aos contribuintes e num fim de semana... estamos a aprender uns truques :)

700 M€ é uma quantia jeitosa... coloca Portugal na primeira liga  ::)

cumprimentos,
bluexip
Ever wonder why fund managers can't beat the S&P 500? 'Cause they're sheep, and sheep get slaughtered.
- Gordon Gekko in Wall Street

cyborg

boas a todos

Onde há fumo há fogo... sempre ouvi dizer... já há algum tempo que se falava disto e agora confirmou-se !!!

700 M€ ... bailout tuga !!!!  ;D

cunps
www.dreamtech.pt

bons negócios

fernandex

Boas!

Não dizem é se a nacionalização tem ou não o consentimento dos accionistas e administradores do BPN. Isto foi negociado entre as partes interessadas ou é um "takeover" hostil? :) Esse é um ponto muito importante, em termos políticos...

Cumprimentos, Fernandex.
"Natura non facit saltum" (máxima romana).

lindaapastora

Boa tarde

em princípio foi hostil.

o ministro das finanças não aceitou o plano proposto pelo sr.dr.Miguel Cadilhe,
pretendia que o estado (todos nós) adquirisse um "porradão" de acções sem
direitos.
o homem tem olho para o negócio.

lindaapastora
(terra linda)
bons negócios a todos

lindaapastora

www.malukosnabolsa.blogspot.com


-Os pontos aqui referidos representam apenas e neste momento a forma como vejo o mercado, poderei estar equivocado.  Em situação alguma deverão ser tidos como orientação de investimento

Economista

Boa noite

Segundo palavras do Sr Ministro, os depositantes podem estar "descansados" devido a q os seus depósitos estão seguros, agora pregunto-me, quem tem contas off-shore tambem pode estar descansado? É que não tem muito tempo vi-se na Tv políticos muitos respeitados a falar mal destes tipo de depósitos... É que há muito emigrante q confiam no sistema financeiro português e depositam as suas poupanças em bancos portugueses... Tambem podem estar descansados?

Bom começo de semana e Bn

lindaapastora

Citação de: Economista em Novembro 02, 2008, 22:35
Boa noite

Segundo palavras do Sr Ministro, os depositantes podem estar "descansados" devido a q os seus depósitos estão seguros, agora pregunto-me, quem tem contas off-shore tambem pode estar descansado? É que não tem muito tempo vi-se na Tv políticos muitos respeitados a falar mal destes tipo de depósitos... É que há muito emigrante q confiam no sistema financeiro português e depositam as suas poupanças em bancos portugueses... Tambem podem estar descansados?

Bom começo de semana e Bn


Eu não sou "economista" mas o que é que contas em bancos off-shore têm a ver com contas no BPN?

lindaapastora
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-Os pontos aqui referidos representam apenas e neste momento a forma como vejo o mercado, poderei estar equivocado.  Em situação alguma deverão ser tidos como orientação de investimento

fernandex

Pois... Parece que foi "hostil"... Do ponto de vista político e dos princípios que, supostamente, regem a organização do nosso sistema económico, parece que se está a seguir um caminho bastante perigoso.

Não seria preferível negociar e tentar chegar a um consenso com os accionistas e administradores do BPN? E, caso não fosse possível esse consenso, não seria preferível deixar cair o banco? Afinal trata-se de um banco pequeno e que se sabia ter problemas, que vêm sendo investigados (pelo B. Portugal e mesmo o Min. Público) desde 2002 (o que é que o B. Portugal tem andado a fazer?... No BCP não se apercebeu de nada, agora no BPN também não... E a revisão de contas, serve para alguma coisa, para além de dar a vida a ganhar aos ROCs?), pelo que, acho que não seria muito significativo o impacto da sua falência no sistema financeiro português. Não sei até que ponto não seria preferível deixar cair o banco, garantindo que os depositantes seriam os credores prioritários e caso os activos não fossem suficientes para cobrir os depósitos, o Estado honraria a sua promessa e asseguraria o restante aos depositantes.

Cumprimentos,
Fernandex.
"Natura non facit saltum" (máxima romana).

Economista

Tem muito a ver.. O BPN tem; como todos os bancos portugueses; contas em paraisos fiscais, ou seja, contas off-shore, nomeadamente em Cabo Verde, nas Bahamas, Ilhas Cayman... Pelo menos estes que eu saiba.

A minha dúvida é se estes depositantes podem estar "descasados"

lindaapastora

Citação de: fernandex em Novembro 02, 2008, 22:54
Pois... Parece que foi "hostil"...

Não seria preferível negociar e tentar chegar a um consenso com os accionistas e administradores do BPN? E, caso não fosse possível esse consenso, não seria preferível deixar cair o banco?

Afinal trata-se de um banco pequeno e que se ), pelo que, acho que não seria muito significativo o impacto da sua falência no sistema financeiro português.

o Estado honraria a sua promessa e asseguraria o restante aos depositantes.

Cumprimentos,
Fernandex.

A decisão foi hostil e em resultado do estado não aceitar a proposta do BPN
notícia do Jornal de Negócios em:
http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=338980

Sobre o governo deixar ir à falência o banco, penso ser muito mau para o mercado,nesta altura, iria criar um clima de desconfiança na banca e isso não seria nada agradável.  Se esta situação tivesse sido despoletada há mais tempo,
antes dos lemons & cª,possìvelmente o desfecho não seria o mesmo.
A dimensão do banco, nesta altura, não deve ter grande peso na decisão, o impacto, esse sim.

O estado só pode honrar a promessa desta forma. Se o banco fosse há falência,
os primeiros prejudicados eram os depositantes que tivessem depósitos superiores ao limite da indemenização.

cumprimentos
lindaapastora
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-Os pontos aqui referidos representam apenas e neste momento a forma como vejo o mercado, poderei estar equivocado.  Em situação alguma deverão ser tidos como orientação de investimento

BEIRA

Só queria deixar algumas perguntas no ar:

1- Que irá acontecer aos COMPETENTES administradores, que levaram o banco a esta situação?

2- O seu património fabuloso (dos administradores) conseguido através de chorudos e imensuráveis comissões que lhe acontecerá?

3- Porque razão o Banco de Portugal não intreviu mais cedo, pois pelas próprias palavras do Governador à meses que sabiam de inúmeras situações irregulares?

4- Porque como sempre têm os contribuintes que repor o dinheiro que tilinta no bolso de alguns?

5- Porque razão o principal partido da oposição não pediu responsabilidades?

6- Aguém consegue ver alguma diferença entre este país e uma qualquer Républica das Bananas, da América Central?


lindaapastora

Citação de: Economista em Novembro 02, 2008, 23:33
Tem muito a ver.. O BPN tem; como todos os bancos portugueses; contas em paraisos fiscais, ou seja, contas off-shore, nomeadamente em Cabo Verde, nas Bahamas, Ilhas Cayman... Pelo menos estes que eu saiba.

A minha dúvida é se estes depositantes podem estar "descasados"

"Economista"

Penso que os clientes do BPN ou de qualquer outro banco quando estão a desviar o seu dinheiro para bancos off-shore, estão a fazê-lo normalmente para beneficiarem da tributação fiscal, ou melhor para fugirem ao fisco, sabem bem os riscos que correm.
Mais, não são depositantes com saldos de 5.000 ou 50.000€ que vão colocar as economias em paraísos fiscais, é peixe graúdo.
O pessoal que trabalha só sabe que existem off-shores por ouvir falar nas broncas que são relatados na comunicação social,sempre associado a corrupção.

Cumprimentos
lindaapastora
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Economista

Não so é peixe graudo, basta que si tenha emigrado para o Brasil, Venezuela (o outro sitio qql) e decida mandar o dinheiro para Portugal (Por exemplo remessas de emigrantes), si xega a uma agencia cá em Portugal, apresenta o certificado de residencia do extrangeiro, o compravativo da proveniencia dos rendimentos q quer depositar e diz q quer abrir uma conta off-shore, seja do montante q for (Não sei qual é o mínimo q o BPN exige para este tipo de depósitos).

O BPN tem sede em Cabo Verde, o dinheiro desse emigrante (Neste caso si, seja muito ou pouco) é enviado para a sede do BPN nesse paraiso fiscal e ganha os seu juro. Como vé, não ha aqui nada de ilícito, não há dinheiro lavado, nem sujo nem seja la o que for. O Estado português permite e alias, insentiva a q os seus emigrantes o fazam, pq? Pq dessa forma permitem q instituições nacionais obtenham lucros q doutra forma iriam a instituições extranjeiras. Ha outros incentivos, nomeadamente contas emigrantes com benesses fiscais + falar disso ja seria me desviar do asunto..

O problema esta no facto de q quando se fala em contas off-shore, as pessoas pensam logo em aldravices, ricos sem escrupulos a tentarem fugir ao fisco, ha desses tambem, + a minha duvida não com esses, é se os depositos ca em Portugal dos emigrantes (Brasil, Venezuela, Africa do sul...); titulados como off-shore estarão "seguros".

Espero ter-me explicado bem
Abraço

Buysantander

Menos um banco no mercado, Buysantander está satisfeito por o BPN ter acabado.
Buysantander espera que a rede de balcões do BPN seja integrada na CGD e que terminem de vez com o BPN.

O Fim das actividades do BPN trará mais transparência ao sector. O mercado bancário agradece.

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