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BCP - (MBC.LS)

Iniciado por Pedro Miranda, Setembro 03, 2007, 06:06

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MikeC

Citação de: MikeC em Dezembro 09, 2008, 20:22
Citação de: anonimo111 em Dezembro 04, 2008, 14:58
Ciclo.
Ainda que tenha algum receio sobre possiveis quedas no valor das tuas acçoes do BCP, quero recordar-te ou dizer-te umas breves palavras.
PodeM muito bem e como dizes , descer ainda a cotação do BCP, mas lembra-te que falamos do maior banco privado Portugues e o mais bem gerido, veja-se que É O bcp QUE vai fazer o maior emprestimo ao BPP.
A participaçao que o BCP tem no BCP DA Romenia, sÓ por si vale mais que o BCP Portugal , á cotação actual, claro, UM ABSURDO, NÃO É?
O BCP vale em termos patrimoniais , 5,60 euros por cada acçao.Enfrentamos nesta altura uma burra duma crise que nao nos diz respeito e que a medo está a fazer descer todas as cotações das empresaS cotadas em bolsa,pode-se chamar que é uma fase abupta de descidas do valor das acçoes a nivel mundial.
Mas , tambem é bom lembrar que nao á mal que sempre dure nem bem que nunca acabe, percebes...?com acçoes do BCP a 0,90 euros, estas numa posição muito mas muito confortavel a medio prazo.


Não me leves a mal mas esse é um dos maiores erros possíveis.
Aliás eu diria mesmo vários:
1. Eu sei que existe o mito que, a longo-prazo as acções rendem sempre. O problema reside no início da última frase, tal coisa é um MITO.
2. Outro erro está em achares que a médio-prazo tudo estará bem. Se a cotação entretanto vier a 30 centimos e depois sim subir para 1 euro e meio então ganhaste dinheiro, mas também perdeste porque a tua entrada foi de um mau timing.
3. Desde o início do bear ouvi todo o tipo de justificações para estarmos no fundo do BCP:
    a. O berardo aguenta
    b. 2 euros é o limite
    c. 1 euro é o limite
    d. Antes era mal gerido,a agora já não o é.

A questão aqui é que NADA indica que chegamos ao fundo nem que vem ai uma inversão de tendência. Não vale a pena andar com pressas porque o mercado é quem decide o que se vai passar.

Mais uma vez digo para não me levares a mal. Apenas acho que estás a cometer um erro e, Honestamente, Deus queira que venha mesmo ai o bull market.

Em termos técnicos permanece dentro do canal, sem nada que indique uma inversão de tendência . Encontra-se dentro do canal (a cinzento e azul), e enquanto não sair dai considero um verdadeiro casino.

Abraços


Amigo devias ter lido o que escrevi acima. O que o mercado decide jamais foi, é ou será demagogia. Se o mercado decidir que vale zero, então é porque vale menos zero. A minha opinião pessoal, e até a tua, sim valem zero, pois o valor é o mercado que determina.  Enquanto o mercado não estabilizar: esperto, lógico e inteligente aquele que não fizer posições longas.

Musicbox a ti deixo te o mesmo conselho que o Amigo. posições longas agora são um suicídio técnico, fundamental, financeiro, económico, ou como quiseres chamar. O gráfico fala por sim (é so para vos assustar porque nada mudou desde o último gráfico que coloquei aqui).

Abraços

tiagodandre

(Actualidade e Act. Gráfica)


Por prestar informação falsa 2008-12-13 08:00
Banco de Portugal e CMVM avançam com acusações no caso BCP
A CMVM notificou o BCP por, segundo o regulador, este ter prestado informação falsa ao mercado. O banco vai contestar. O Banco Portugal também notificou os administradores.

O conselho directivo da CMVM, reunido na quarta-feira, deliberou deduzir acusação contra o Millennium bcp por prestação de informação não verdadeira ao mercado (o que é considerado uma contra-ordenação grave). O regulador do mercado de capitais notificou ontem  o banco. O BCP tem agora 20 dias úteis para contestar junto da CMVM, seguindo-se o prazo para a análise dessa contestação.

Brevemente serão notificadas pessoas singulares do banco no âmbito de responsabilidades individuais, dos quais podem resultar inibições de actividade.

Na reunião de quarta-feira, o conselho directivo da CMVM deliberou ainda fazer novas denúncias ao Ministério Público relativas a possíveis ilícitos criminais verificados no BCP. Recorde-se que, em Junho, o supervisor do mercado de capitais já havia denunciado indícios de manipulação de mercado, com  recurso a 'off-shores'.

Banco de Portugal notifica
O Banco de Portugal confirmou ao Semanário Económico que "o conselho de administração do Banco de Portugal deliberou ontem dar por concluído o processo de acusação no processo do BCP, tendo seguido hoje as notificações respectivas". A mesma fonte recusou-se a revelar o número de pessoas acusadas ou quais os ilícitos invocados. Mas, segundo a imprensa, daqui poderão ocorrer inibições profissionais.

O Diário Económico sabe que está em curso o processo de notificação dos ex-administradores do BCP por parte do Banco de Portugal.

Em Maio deste ano o BdP já tinha notificado o BCP no âmbito de outros processos de contra-ordenação, nomeadamente no que se refere à comunicação de crédito a familiares dos administradores. A acusação do supervisor referia que o BCP "actuou com dolo e com plena consciência da ilicitude dos factos por si praticados". O banco hoje liderado por Carlos Santos Ferreira contestou então para o Tribunal de Primeira Instância Criminal. O BCP recorreu das dez contra-ordenações a várias instituições do grupo, relativas ao fornecimento de listagens incompletas de empresas detidas por familiares de membros dos órgãos sociais. O BdP acusava a existência de onze sociedades nesta situação, pertencentes ou com ligações ao filho de Jardim  Gonçalves.

Garantias do Estado

BCP emite obrigações
O Millennium BCP vai pagar ao Estado 14,22 milhões de euros por ano em comissões devidas pela garantia pessoal do Estado para uma uma emissão de obrigações no valor máximo de 1,5 mil milhões de euros.

Trata-se de uma emissão a três anos  com uma taxa de 0,948% ao ano, pelo que, ao fim dos três anos, o BCP pagará ao Estado 42,66 milhões de euros.

O montante máximo de 1,5 mil milhões de euros destina-se a manter uma estrutura de financiamento equilibrada no âmbito do programa de financiamento para 2008 e assegurar o desenvolvimento da actividade de crédito a particulares e empresas, em especial PME. As entidades envolvidas na emissão são o Barclays, o HSBC, o BCP Investimento e a Morgan Stanley.

A CGD também emitiu recentemente com garantia Estado a uma taxa de 3,875%.



Banca 2008-12-15 00:05
Banco de Portugal acusa nove ex-gestores do BCP
Notificações foram entregues, sexta-feira à noite, pelo Banco de Portugal a sete ex-administradores, a dois directores-gerais e ao próprio BCP.

São nove os notificados pelo Banco de Portugal (BdP) no caso BCP. Os três antigos presidente do banco, juntamente com cinco ex-administradores e dois directores-gerais receberam na sexta-feira à noite a notificação do supervisor bancário, apurou o Diário Económico. A saber: Jorge Jardim Gonçalves, Paulo Teixeira Pinto, Filipe Pinhal, Christopher de Beck, António Rodrigues, Alípio Dias, António Castro Henriques e ainda os directores-gerais Luís Gomes e Filipe Abecassis. Nenhum destes notificados quis, para já, fazer qualquer comentário.

Apenas quatro dos ex- administradores do BCP passíveis de serem notificados pelo BdP ficaram de fora. Francisco Lacerda, Boguslaw Kott, Alexandre Bastos Gomes e Alexandre Magalhães não foram notificados.

Estas notificações individuais juntam-se à do BCP, notificado também enquanto sociedade pelo BdP e pela CMVM. Num comunicado emitido na madrugada de sábado, o banco opta por não emitir, para já, grandes considerações. Confirma apenas que em causa, nas notificações, estão "alegadas irregularidades relacionadas com o financiamento de aquisição de acções emitidas pelo banco por sociedades com sede em jurisdições externas". E que o BCP "não prescindirá do integral e completo esclarecimento dos factos a respeito dos quais têm vindo a ser produzidas imputações susceptíveis de afectar o seu bom nome e reputação". De fora estão também Pedro Líbano Monteiro, João Talone, Miguel Cadilhe e Rui Barata, que tinham abandonado a gestão do BCP no final de 2001.

No centro desta investigação do esteve a utilização de sociedades 'offshore' para a compra de acções próprias e os actos subsequentes destinados alegadamente a ocultar perdas, nomeadamente através da Comercial Imobiliária. As notificações referem, por isso, possíveis ilícitos como o de "prestação de informação falsa", "contabilidade incorrecta" ou o de terem sido ultrapassados níveis legais de detenção de acções próprias.

Do extenso documento de notificação, que "ronda as 300 páginas", que chegou sexta-feira à noite às mãos dos implicados neste processo, deverão resultar diferentes graus de punição. Tal dependerá do grau de responsabilidade nas irregularidades apuradas pelo Banco de Portugal, que não se espera que seja igual para todos os notificados.

No entanto, as notificações agora feitas foram relativamente "homogéneas". Nestas, dá-se conta da razão de ser da notificação, das conclusões do BdP e dos ilícitos em causa. Não há nesta fase, refere fonte próxima, "distinção de imputação de responsabilidades". O BdP não fez comentários.

Um processo lento
O BCP e restantes notificados têm trinta dias, ou seja, até finais de Janeiro, para apresentarem a sua defesa. O tempo que irá decorrer até à acusação final por parte do Banco de Portugal promete, no entanto, ser bem mais demorado. O exercício do contraditório por parte dos arguidos passa pela formulação da contestação, apresentação de provas que ponham em causa a notificação e mesmo, se necessário, pela indicação de testemunhas. O BdP terá, por isso, de receber analisar toda a documentação entregue, de ouvir todas testemunhas que os notificados entenderem apresentar e, só depois disso, formular a acusação final.

A notificação pode, por isso, no limite, não resultar em qualquer condenação. E mesmo depois da decisão final do BdP, os arguidos contam ainda com a possibilidade de recurso para as instâncias judiciais.



BCP 2008-12-15 00:05
Coimas podem atingir 2,5 milhões de euros
Inibição do exercício da prática bancária pode ir até 10 anos.

Os ex-administradores do BCP,  envolvidos no processo de investigação a alegadas irregularidades cometidas até 2007, arriscam-se a pagar coimas que podem chegar a um milhão de euros por infracção, segundo a actual lei do Regime Geral das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras. Além disso, é também provável que alguns venham a ser inibidos do exercício de funções. Ao abrigo da lei actual, podem ser aplicadas sanções acessórias, nomeadamente a "inibição do exercício de cargos sociais e de funções de administração". A inibição pode ser aplicada por um período de seis meses a três anos, ou de um a 10 anos, no caso das infracções especialmente  graves.

O BCP também foi notificado e poderá ser condenado a uma coima máxima de 2,5 milhões de euros por cada infracção especialmente grave.

No âmbito deste processo, as coimas aplicáveis são de 750 euros e 750 mil euros no caso do infractor ser um banco ou outra pessoa colectiva; e entre 250 euros e 250 mil euros no caso do condenado ser um indivíduo apenas. Para as infracções "especialmente graves", categoria onde pode cair a prática não autorizada de actividades bancárias ou financeiras ou a gestão ruinosa de activos por parte de dirigentes bancários, as multas podem oscilar entre 2,5 mil e 2,5 milhões de euros (pessoa colectiva); e mil e um milhão de euros (pessoa singular).

A determinação das sanções a aplicar terá também em consideração a gravidade da infracção. No caso das pessoas singulares, é tido em conta o "nível de responsabilidades e esfera de acção no ente colectivo em causa, beneficio, ou intenção de o obter, do próprio, de cônjuge, de parente ou de afim até ao terceiro grau", assim como "especial dever de não cometer infracção". No entanto, a lei vai ainda mais longe avaliando também "a situação económica do arguido" e a "conduta do anterior arguido".
"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

"Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros." (Benjamin Franklin)

manuelbelinha

Bom dia

A CMVM não vai meter na cadeia ninguém do BCP..hahahahah
O Joaão Ratão..Rendeiro de BPP já se pôs a andar
Só o Oliveira e Costa do BPN está la dentro
mas por pouco tempo..eqntoto nos state são 20 anos de cadeia
para o ladrão do MADOFF e outros.
Assim vai a justiça em Portugal..

Cumprimentos



npl

#933
Meus caros,
neste momento existem quase 4700 milhões de acções do BCP emitidas.

Lucros do BCP:

No ano de 2006->787
No ano de 2007->563
No ano de 2008->???   devem andar à volta de 400 milhões.

Dizem que a posição na Roménia vale mais que o valor do BCP em Bolsa.

Todavia a mim parece-me que o valor dum Banco depende básicamente da rentabilidade(juros) que o seu activo(Capital) gera.

Ora é fazer as contas.

400 milhões € de lucros  para uma capitalização à volta de 3.750 milhões € dá quase um PER de 10...

Se os lucros recorrentes andarem à volta de 750 milhões dá um PER de 5.

Isto não me parecem valores baratos para um banco nos dia que correm.

Cumprimentos.
Napoleon: «L'art d'être tantôt très audacieux et tantôt très prudent est l'art de réussir.»

lindaapastora

boa noite

notícia da  "sic"

O  "BCP" vende a participação que tinha no  BPI  (87 milhões de acções)

cumprimentos
lindaapastora
(terra linda)
bons negócios a todos

lindaapastora

www.malukosnabolsa.blogspot.com


-Os pontos aqui referidos representam apenas e neste momento a forma como vejo o mercado, poderei estar equivocado.  Em situação alguma deverão ser tidos como orientação de investimento

lindaapastora

A venda da participação no BPI  permite um encaixe de mais de
160 milhões de €.
cumpr.
lindaapastora
(terra linda)
bons negócios a todos

lindaapastora

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-Os pontos aqui referidos representam apenas e neste momento a forma como vejo o mercado, poderei estar equivocado.  Em situação alguma deverão ser tidos como orientação de investimento

tiagodandre

Como o lindaapastora já tinha dito...

Encaixe de 164 milhões de euros 2008-12-17 20:29
BCP vende posição no BPI a empresa de Isabel dos Santos por 164 milhões (ACT.)

O BCP vai alienar a posição de 9,69% que detém Banco BPI à Santoro, uma empresa controlada por Isabel dos Santos, filha do presidente angolano. Em comunicado à CMVM, o banco liderado por Santos Ferreira confirma a notícia avançada em primeira-mão pelo Diário Económico e o encaixe de 164 milhões de euros.

António Costa

Com esta compra, Angola reforça a sua posição no mercado bancário português, já que a Sonangol é o maior accionista do banco liderado por Santos Ferreira, com uma posição de 10%.

A Santoro também controla 25% do capital do Banco BIC Portugal, presidido por Mira Amaral.

O Banco Comercial Português (BCP) é dono de 9,69% do capital do Banco BPI, uma posição que está a avaliada, a preços de mercado, está avaliada em 127 milhões de euros.

Em comunicado enviado à CMVM, que confirma a notícia avançada em primeira-mão pelo Diário Económico, o BCP diz que acordou vender as acções ao preço unitário de 1,88 euros.

Este preço significa um encaixe de 164 milhões de euros para o BCP, ou seja, um prémio de 33% face à cotação actual do BPI.

Carlos Santos Ferreira já tinha dado indicações de que iria desfazer-se da posição que o BCP mantinha no BPI, uma participação que estava a pesar nas contas da instituição.

Na última apresentação de resultados, o BCP anunciou que a imparidade com acções do BPI era de 248,7 milhões de euros no final de Setembro.

Após esta operação de venda, o BPI e o BCP deixam definitivamente de ter participações cruzadas.

O banco liderado por Fernando Ulrich também chegou, na altura da OPA, a ter cerca de 10% do capital do rival BCP, uma posição que foi alienando no mercado, até deixar de ter uma posição qualificada.

No comunicado enviado à CMVM, o BCP também diz que deixou de deter uma posição qualificada no rival BPI.


Banco Comercial Português, SA informa sobre alienação de acções do Banco BPI
http://web3.cmvm.pt/sdi2004/emitentes/docs/FR21560.pdf
"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

"Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros." (Benjamin Franklin)

anonimo111

Quer dizer que amanha o BPI vai aos 1,88  e o BCP segue a subida? será?

ppferraz

Citação de: anonimo111 em Dezembro 17, 2008, 22:28
Quer dizer que amanha o BPI vai aos 1,88  e o BCP segue a subida? será?

Era bom, era.....

BN
"Mais vale ser rico e saudável que pobre e doente"

lindaapastora

Citação de: anonimo111 em Dezembro 17, 2008, 22:28
Quer dizer que amanha o BPI vai aos 1,88  e o BCP segue a subida? será?

Quer dizer que nos bancos perceberam  o recado do governo.

Continuando a dificultar a concessão de crédito,a empresas e a particulares, não iriam
ter mais aval do estado para obterem empréstimos.

Tendo estes pesos nas contas, tanto de um como de outro, conseguiram um bom encaixe.

O mercado está tão anestesiado com notícias que possìvelmente esta até passa ao lado.

cumpr.
lindaapastora
(TERRA LINDA)
bons negócios a todos

lindaapastora

www.malukosnabolsa.blogspot.com


-Os pontos aqui referidos representam apenas e neste momento a forma como vejo o mercado, poderei estar equivocado.  Em situação alguma deverão ser tidos como orientação de investimento

manuelbelinha

Bom dia

Mais um bom negócio para a filha de Angola..

MikeC

Citação de: lindaapastora em Dezembro 17, 2008, 23:23
Citação de: anonimo111 em Dezembro 17, 2008, 22:28
Quer dizer que amanha o BPI vai aos 1,88  e o BCP segue a subida? será?

Quer dizer que nos bancos perceberam  o recado do governo.

Continuando a dificultar a concessão de crédito,a empresas e a particulares, não iriam
ter mais aval do estado para obterem empréstimos.

Tendo estes pesos nas contas, tanto de um como de outro, conseguiram um bom encaixe.

O mercado está tão anestesiado com notícias que possìvelmente esta até passa ao lado.

cumpr.
lindaapastora
(TERRA LINDA)


Honestamente, acho que é tudo bluff do ministro. Os bancos não emprestam só por terem medo, também porque a maior parte dos créditos pedidos são de para projectos que nem projectos deveriam ser chamados. Em cada esquina existem 3 cafés, 3 lojas de roupa e 5 lavandarias e remendos. Portugal não vive só uma crise financeira e económica...é também uma crise de ideias.

Abraço

talexandre

Mais um fenómeno estranho nos últimos minutos: descida de cerca de 3 cêntimos nas últimas negociações???  ???  ???

xubi2

Administrações do BCP podem ter recebido 100 milhões de euros de prémios indevidos       



As administrações do BCP podem ter recebido mais de 100 milhões de euros de prémios indevidos, entre 2000 e 2007, noticia o jornal Sol deste Sábado.
De acordo com o jornal, o Ministério Público suspeita que as administrações do BCP mantiveram as cotações do banco em alta usando 17 sociedades offshore clandestinas.
Através dessas sociedades offshore não declaradas ao mercado, as administrações do BCP terão conseguido manter as cotações do banco em alta, o que permitiu que os administradores recebessem os 100 milhões de prémios entre 2000 e 2007.

Segundo o jornal, o inquérito foi aberto pelo Ministério Público na sequência das queixas de Joe Berardo e entretanto esta semana nasceram suspeitas de um novo crime, abuso de informação privilegiada, através da Comissão dos Mercados de Valores Mobiliários (CMVM).


tiagodandre

Acusação do Banco de Portugal ao BCP 2008-12-22 00:05
'Offshores' empolaram as contas do BCP em 520 milhões
O Diário Económico teve acesso à acusação do Banco de Portugal no caso BCP.


"O Banco de Portugal (BdP) concluiu que o BCP promoveu a criação de um grupo de sociedades em centros 'offshore', que manteve sob o seu exclusivo domínio e com a gestão efectiva delas, com o estrito objectivo de estas procederem à aquisição de valores mobiliários relativos ao BCP e a outras instituições do grupo" refere o documento da acusação do Banco de Portugal ao BCP e ex-administradores, a que o Diário Económico teve acesso. A instituição liderada por Vítor Constâncio conclui que o banco terá ocultado, deliberamente, ao BdP a existência de dezassete dessas sociedades (as quais só seriam conhecidas pela equipa de Vitor Constâncio no decurso das averiguações agora concluídas), e nunca tendo reflectido na sua contabilidade a relação de controlo que sempre manteve com aquelas entidades.

A história remonta a 1999, altura em que a  partir da sucursal de Cayman do BCP viriam a ser constituídas, as dezassete sociedades, das quais cinco por iniciativa do antigo BPA, então incorporado em 2000 (Junho) no BCP. O capital destas dezassete sociedades era detido por quatro 'holdings' sediadas nas ilhas britânicas: Meadowcroft; Osterdal; Daman Group; e Geafield Holding.

As quatro 'holdings' que detinham as dezassete (e por isso é o prejuízo destas) registaram um resultado negativo acumulado de 413 milhões de euros, ao longo de quatro anos (até 2004).  Em 1999 tiveram 62 mil euros de lucro; valor que subiu em 2000 para os 9,4 milhões de euros. Mas em 2001 o prejuízo ascendeu a 20,6 milhões, montante que subiu estrondosamente em 2002 (256,9 milhões de prejuízo). É um facto que o BCP não contabilizou as perdas, mas também não contabilizou os lucros das 'offshores' nas suas contas de 1999 e 2000.

O Banco de Portugal parte das provisões para fazer face às perdas das 'offshores' (primeiro das dezassete, depois das quatro de Goes Ferreira) para calcular o empolamento das contas. Assim em termos de resultados consolidados, em 2001 os lucros do BCP terão sido empolados em 58,9 milhões; em 2002 em 66 milhões e em 2003 em 193,3 milhões. Em 2004 (já com as 'offshores' fora do banco), os lucros foram de 513 milhões e o BdP considera que deveriam ter sido de 301,8 milhões. Ao longo de quatro anos o BCP deveria ter constituído provisões de 520 milhões. Nos dois primeiros anos de existência aqui analisados, as 'offshores' ainda apresentaram lucros, mas a partir de 2001 (por via da desvalorização dos títulos em bolsa, fruto do 'crash' bolsista após o ataque terrorista de 11 de Setembro) as dezassete não pararam de acumular prejuízos.

Depois há a parte da receita que veio dos créditos concedidos às 'offshores'. Em termos de juros, foram cobrados entre 1999 a 2004 cerca de 63,99 milhões em juros dos descobertos, que foram debitados nas contas das sociedades pelo banco quando não deveriam ter sido, segundo o BdP. Já em comissões, e no mesmo período, o BCP recebeu 446 mil euros. Em cada ano, segundo o BdP, estas teriam que ser consideradas nulas, uma vez que o beneficiário do crédito seria o próprio banco. As contas de Constâncio estão entretanto a ser reanalisadas pelos visados da acusação e há alguns que questionam a veracidade desses números, por as "contas não estarem bem feitas, há itens somados duas vezes", refere um dos ex-administradores do BCP.


Três  accionistas chegam às 'offshores'
As 'offshores' chegaram a ter cerca de 5% do BCP, quando em Novembro de 2002 se dá o contrato com o ABN de venda das acções e da emissão de 'equity linked notes', com base nessas acções. A partir do fim de 2003 até Abril de 2004 as 'offshores' passaram a ter três 'beneficial owners' (donos), Frederico Moreira Rato, Bernardino Gomes e Ilídio Monteiro. Ainda em 2004 são transferidas para a Edificio Atlântico de Miguel Paupério naquilo que o BdP chama de processo de "dissimulação das perdas num contexto não financeiro".

Durante os anos 1999 a 2003 as dezassete sociedades viriam a ser beneficiárias de avultados financiamentos concedidos exclusivamente pela sucursal de Cayman, através de descobertos em contas de depósito bancário, destinado a financiar a única actividade prosseguida por aquelas sociedades: a negociação de títulos relacionados com o grupo BCP (BPA, BCP, ADR, BPSM, Banco Mello e Império). Os resultados, positivos ou negativos dos investimentos das 'offshores' estavam reflectidos nas respectivas contas de depósitos à ordem. Os empréstimos às sociedades serviram também para a realização do capital social das 'offshores', refere o documento.

Até Dezembro de 2003, altura em que os créditos chegaram aos 489 milhões de euros, as acções que cobriam esses empréstimos não ultrapassavam 100,5 milhões. Quando os três accionistas assumiram as 'offshores', o crédito às sociedades estava já em 590 milhões de euros e o valor dos títulos não chegava a 20% desse crédito.   

Segundo o BdP os resultados do BCP deveriam ter sido corrigidos nos respectivos anos para reflectir a actividade destas sociedades. O que não aconteceu. Mas os juristas da defesa argumentam que só em 2005 é que entraram em vigor as normas que obrigavam à consolidação dos veículos sempre que o risco dos activos fosse predominantemente o banco.


"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

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