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MACROECONOMIA- a Bolsa não é tudo amigos!

Iniciado por MikeC, Janeiro 21, 2009, 00:05

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MikeC

Dizem as más línguas que os economistas são como a Maia, fazem previsões que raramente dão certas. Confesso que não sou assim tão céptico, mas julgo essencialmente que quem percebe de bolsa tem, obrigatóriamente, de perceber e ter umas noções de economia, mais precisamente de macroeconomia.
O objectivo deste tópico é colocarmos aqui as notícias macroeconómicas, bem como discutir os seus diversos efeitos para a economia real e para os mercados financeiros. Eu sei, eu sei, a bolsa antecipa a economia vão vocês dizer. Mas se o país entrar em bancarrota não há bolsa que se aguente de certeza, já para não falar que deve fazer parte da cultura de cada um de nós.

Assim sendo fica lançada a discussão. Espero que utilizem este tópico que eu não quero ser tipo tiagopt que vos trata como se fossem seus filhos, ou seja, coloquem aqui as notícias macroeconómicas que acharem relevantes, seja em inglês, espanhol ou português (mais não porque não sei falar mais nenhuma  8)).

Abraço

MikeC

Fica aqui a primeira notícia, nuestros hermanos estão aflitos. Imaginem como nós vamos ficar:


Citação
O corte de "rating" efectuado ontem pela Standard & Poor's a Espanha deverá custar ao país cerca de 11,2 mil milhões de euros para as emissões de dívida que se realizem até 2011, de acordo com as contas feitas pelo jornal espanhol "Expansión".

A agência de "rating" Standard & Poor's cortou ontem risco de crédito da dívida a longo prazo de Espanha de AAA para AA+, com uma perspectiva "estável", depois de na semana passada ter colocado a dívida do país sob vigilância.

Com esta revisão em baixa do "rating", o país vizinho vai passar a pagar juros mais elevados quando recorrer a empréstimos junto de instituições financeiras internacionais.

Segundo a notícia avançada pelo jornal espanhol, que questionou várias entidades financeiras independentes, as emissões líquidas do Tesouro espanhol até 2011 vão custar cerca de 11,2 mil milhões de euros (durante o período total de vida dessa dívida), face ao que teria custado emitir a mesma quantidade de dívida quando o país tinha o "rating" mais elevado, de "AAA".

Para os contribuintes, o jornal adianta que a revisão em baixa do "rating" a Espanha, vai custar cerca de 615 euros por pessoa.


Para um país endividado como o nosso imagem o que não irá custar a descida do nosso rating.

Abraço

AnaLucescu

#2
George Soros considera que plano económico dos EUA é insuficiente
George Soros, reconhecido investidor e dono de uma das maiores fortunas do mundo, afirma que o plano que está a ser preparado pelo governo dos EUA não é suficiente para reverter a situação económica daquela que é a maior economia do mundo.

George Soros, reconhecido investidor e dono de uma das maiores fortunas do mundo, afirma que o plano que está a ser preparado pelo governo dos EUA não é suficiente para reverter a situação económica daquela que é a maior economia do mundo.

O pacote de 850 mil milhões de dólares de estímulo à economia, que deu entrada na Câmara dos Representantes na semana passada, é, segundo Soros, necessário, mas "não é suficiente para dar a volta à situação" económica dos EUA.

Segundo a agência noticiosa Reuters, Soros acrescentou que o Plano Paulson, de 700 mil milhões de dólares, está a ser implementado de uma forma "fortuita e caprichosa", sem "planeamento adequado".

Este tem curso em Economia e costuma acertar
noi sîntem unul

ppferraz

Artigo publicado no Diário Económico

Apesar do silêncio ensurdecedor que se faz sentir, o previsível descalabro das contas públicas dos Estados Unidos é assustador.

A nova administração dos Estados Unidos da América (EUA) liderada por Barack Obama tem hoje o seu primeiro dia de trabalho oficial. Como tem sido amplamente divulgado pelo presidente e seus assessores, a prioridade do Governo será endireitar a economia.

A receita é a injecção de milhares de milhões de dólares no circuito económico norte-americano, seja para investimento público, seja para limpar os balanços dos bancos e outros sectores em dificuldade ou simplesmente ajudar os desempregados e endividados. Para colocar a economia nos carris estão ainda previstos cortes de impostos para as empresas e famílias.

O resultado do 'cocktail' composto pelo acréscimo dos gastos e pela diminuição das receitas será o aumento exponencial do défice público dos EUA. Isto num contexto em que o orçamento já estava sob pressão devido à subida dos encargos com as reformas e a saúde da geração do 'baby boom'.

Segundo uma comissão orçamental independente que funciona junto do Congresso dos EUA, o buraco orçamental do primeiro ano da era Obama deverá atingir 1,2 biliões (à portuguesa, com doze zeros) o equivalente a mais de sete por cento do produto interno bruto (PIB), o mais elevado da história do país.

Como os défices serão financiados através da emissão de dívida pública, esta também vai disparar, aproximando-se dos 60 por cento do PIB já em 2010, de acordo com os suíços da UBS.

Se estes números do défice e da dívida são por si só preocupantes, há quem diga que podem estar subavaliados. Caso a economia não recupere, a nova administração poderá ser obrigada a reforçar a dose, com novos aumentos de despesa e/ou cortes de impostos, exemplificam.

Apesar do silêncio ensurdecedor que se faz sentir sobre os perigos da instabilidade orçamental, o previsível descalabro das contas públicas dos EUA é assutador. No curto prazo, mais défice pode significar mais emprego, mas a longo prazo é sinónimo de inflação e juros mais altos.

Pode ser inconveniente, mas é a verdade.

E não o é apenas para os norte-americanos. Afinal de contas, quando a maior economia do mundo se constipa, o resto do mundo arrisca, no mínimo, uma gripe. Como, aliás, prova a actual crise que, é bom recordar, começou do outro lado do Atlântico.

O próprio Obama já reconheceu que a longo prazo terá de enfrentar o problema do défice, mas ainda não disse como. Esperemos para ver.

[email protected]
____

Carlos Rosado de Carvalho, Jornalista

"Mais vale ser rico e saudável que pobre e doente"

MikeC

Citação de: ppferraz em Janeiro 21, 2009, 03:34
Artigo publicado no Diário Económico

Apesar do silêncio ensurdecedor que se faz sentir, o previsível descalabro das contas públicas dos Estados Unidos é assustador.

A nova administração dos Estados Unidos da América (EUA) liderada por Barack Obama tem hoje o seu primeiro dia de trabalho oficial. Como tem sido amplamente divulgado pelo presidente e seus assessores, a prioridade do Governo será endireitar a economia.

A receita é a injecção de milhares de milhões de dólares no circuito económico norte-americano, seja para investimento público, seja para limpar os balanços dos bancos e outros sectores em dificuldade ou simplesmente ajudar os desempregados e endividados. Para colocar a economia nos carris estão ainda previstos cortes de impostos para as empresas e famílias.

O resultado do 'cocktail' composto pelo acréscimo dos gastos e pela diminuição das receitas será o aumento exponencial do défice público dos EUA. Isto num contexto em que o orçamento já estava sob pressão devido à subida dos encargos com as reformas e a saúde da geração do 'baby boom'.

Segundo uma comissão orçamental independente que funciona junto do Congresso dos EUA, o buraco orçamental do primeiro ano da era Obama deverá atingir 1,2 biliões (à portuguesa, com doze zeros) o equivalente a mais de sete por cento do produto interno bruto (PIB), o mais elevado da história do país.

Como os défices serão financiados através da emissão de dívida pública, esta também vai disparar, aproximando-se dos 60 por cento do PIB já em 2010, de acordo com os suíços da UBS.

Se estes números do défice e da dívida são por si só preocupantes, há quem diga que podem estar subavaliados. Caso a economia não recupere, a nova administração poderá ser obrigada a reforçar a dose, com novos aumentos de despesa e/ou cortes de impostos, exemplificam.

Apesar do silêncio ensurdecedor que se faz sentir sobre os perigos da instabilidade orçamental, o previsível descalabro das contas públicas dos EUA é assutador. No curto prazo, mais défice pode significar mais emprego, mas a longo prazo é sinónimo de inflação e juros mais altos.

Pode ser inconveniente, mas é a verdade.

E não o é apenas para os norte-americanos. Afinal de contas, quando a maior economia do mundo se constipa, o resto do mundo arrisca, no mínimo, uma gripe. Como, aliás, prova a actual crise que, é bom recordar, começou do outro lado do Atlântico.

O próprio Obama já reconheceu que a longo prazo terá de enfrentar o problema do défice, mas ainda não disse como. Esperemos para ver.

[email protected]
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Carlos Rosado de Carvalho, Jornalista



Este é, para mim, o tema mais interessante de todos. O silêncio relativamente a esta matéria não existe apenas no EUA, pois a questão é muito mais importante nos países europeus, onde o descalabro das contas públicas já impera à anos. Os Estados Unidos ainda vão tendo uma capacidade de recuperação muito superior a média europeia, pois países como Portugal, Itália,Grécia e França são conhecidos pelas suas derrapagens orçamentais, algo muito próprio da nossa cultura (ou falta dela) económica.
Julgo que se está a criar um problema que irá afectar as gerações futuras, adiando consecutivamente questões importantíssimas como as da Segurança Social. Não é só os EUA que irão ter problemas com os baby boomers, todos nós seremos atingidos por essa questão "social", mas também económica.
A verdade é que o dinheiro que se está a pensar gastar agora não existe, pelo que vamos ter que inventá-lo (como nos EUA) ou pedir (ainda mais) emprestado, com as devidas consequências no futuro. Obviamente que as agências de rating, ávidas de recuperar a credibilidade e estatudo de Deuses que antes tinham, rapidamente agiram, preparando-se para descer o rating dos países acima mencionados. Essas descidas são catastróficas para a economia europeia, já imaginaram o que seria se cada português ficasse com um custo de 615 euros como mencionado no primeiro artigo aqui publicado sobre a economia espanhola?
A minha solução seria aproveitar este clima económico depressivo e implementar medidas económicas estruturais, pois o nosso problema não é nem nunca foi a crise do subprime, pois essa apenas veio agravar e colocar a nu dificuldades que imperam há décadas. Questões como reduzir o peso do estado na economia (e não aumentar por amor de Deus) onde somos os piores da Europa, reformar o sistema educativo (a bem ou a mal os professores têm que ser avaliados, perdoa-me artista) e a Segurança Social têm que começar a ser resolvidos.
Enfim, espero que mais gente participe nesta discussão para eu não ficar a falar sozinho :'(.

Abraço

MikeC

CitaçãoA Standard & Poor's cortou hoje o "rating" da dívida pública da República Portuguesa, de AA- para A+, afirmando que as reformas estruturais delineadas pelo Governo são insuficientes para o país continuar a merecer a notação anterior.

Este corte – o terceiro efectuado a países da Zona Euro no espaço de uma semana – surge depois da agência de notação financeira ter colocado, na semana passada, a dívida pública em "vigilância negativa".

O corte do "rating" é negativo para Portugal, pois deverá implicar juros mais elevados para o país se financiar no exterior.

No documento hoje divulgado, a S&P explica a redução, de apenas um nível, por acreditar que "as reformas estruturais avançadas pelo Governo, relacionadas com a economia e as Finanças Públicas são insuficientes para" Portugal convergir com os países que actualmente têm um "rating" de AA.

Portugal passa assim a ter um "rating", de apenas "A+", em linha com a Itália e Chipre e, na Zona Euro, apenas superior ao da Grécia.

Este ano, a S&P já cortou os "ratings" de Espanha e da Grécia e tinha ameaçado, além de Portugal, a Irlanda.

O "rating" de longo prazo baixou um nível, passando de "AA-" para "A+". O notação para a dívida de curto prazo desceu de "A-1+" para "A-1" e o "outlook" é agora de"estável".

"Na nossa opinião, Portugal enfrenta desafios maiores e mais difíceis numa altura em que tenta aumentar a competitividade e aumentar a persistente baixa taxa de crescimento", refere o analista da S&P, Trevor Cullinan.

Tal cenário, em conjunto com um elevado nível de dívida pública, "leva-nos a acreditar que Portugal não será capaz de efectuar as reformas estruturais que são necessárias para continuar" no grupo dos países com 'rating" de duplo A, acrescenta a mesma fonte.


Listagem dos "ratings" atribuídos pela S&P:

AAA
AA+
AA
AA-
A+
A
A-
BBB+
BBB
BBB-
BB+
BB
BB-
B+
B
B-
CCC+
CCC
CCC-
CC
C
D

Já se estava um bocado à espera. Seria interessante saber quanto é que isso vai custar a cada contribuinte português anualmente.

Abraço

MikeC

In Negócios, demonstra bem a crise em que vivemos.

Abraço


CitaçãoOs presidentes executivos estão menos confiantes e mais receosos. Receiam os impactos da recessão económica, a ruptura dos mercados de capitais e o excesso de regulação. Estas são as principais conclusões de um estudo da PricewaterhouseCoopers apresentado em Davos.

"Esmagada pela recessão, a confiança dos CEO quanto às perspectivas de crescimento dos seus negócios decresceu significativamente e os gestores esperam que a recuperação seja lenta e gradual ao longo dos próximos anos", revela a 12ª edição do CEO Survey realizado pela consultora. Este ano a confiança dos executivos atingiu o nível mais baixo de sempre.

Mais de um quarto dos CEO estão pessimistas quanto às previsões de crescimento para este ano. Apenas 21% estão muito confiantes, o que compara com os 50% de 2008. Ou seja, apenas um em cada cinco dos 1.124 CEO está muito confiante e acredita que as receitas vão crescer em 2009.

"Não podemos subestimar os desafios que a economia global enfrenta", disse Stephen Roach (foto ao lado), presidente do Morgan Stanley Ásia, esta manhã em Davos, antecipando que a economia mundial vai contrair-se, em 2009, pela primeira vez, desde a II Guerra Mundial.

O estudo da PricewaterhouseCoopers revela que o "pessimismo foi transversal a todas as regiões geográficas, industriais e níveis de desenvolvimento económico".

"As perspectivas são muito sombrias", refere Howard Davies, director da London School of Economics e antigo membro do Banco de Inglaterra. "As coisas não estão bem e os estudos mostram que estão a piorar", acrescenta Davies.

Justin Li, economista-chefe do Banco Mundial, fala numa "recessão prolongada" e defende que injectar capital nos bancos não vai reanimar a economia. "Precisamos de ter políticas orçamentais coordenadas", defende.

Crise global de confiança

"A rapidez e a intensidade da recessão tiveram um forte impacto nas mentes dos CEO e criaram uma crise global de confiança", disse o CEO Global da PricewaterhouseCoopers, Samuel A. DiPiazza.

"Os CEOs estão mais preocupados com a sobrevivência imediata das suas empresas. Mesmo nas economias emergentes, as empresas estão agora a braços com problemas como a indisponibilidade de crédito, o abrandamento dos mercados de capitais e o colapso da procura. A severidade e a duração da recessão são difíceis de prever e os CEO estão a avaliar os desafios de gerir com sucesso no meio da crise ao mesmo tempo que se mantêm preparados para o momento de viragem económica", acrescentou DiPiazza.

O impacto da recessão nas principais economias mundiais é a principal preocupação para 85% dos CEO, seguido da ruptura dos mercados de capitais (72%), excesso de regulação (55%), os custos energéticos (50%) e a disponibilidade de talento (46%).

vitorrslopes

OIT prevê mais 50 milhões de desempregados no mundo em 2009

Em apenas três meses, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) viu-se obrigada a rever em forte alta a sua previsão para o desemprego no mundo em 2009, devido à crise económica e financeira mundial. Em Outubro, a organização alertava que mais 20 milhões de pessoas perderiam os seus postos de trabalho ao longo do corrente ano, passados três meses, o cenário mais pessimista aponta para mais do dobro: 50 milhões podem cair no desemprego.

No relatório hoje divulgado sobre o emprego em 2009, a OIT alerta que o número de trabalhadores que este ano cairá no desemprego deverá aumentar entre 18 e 30 milhões.

Contudo, num cenário mais pessimista e caso a situação económica continue a deteriorar-se, o aumento face a 2007 poderá chegar aos 50 milhões de trabalhadores, atirando para o desemprego um total de 230 milhões de pessoas em todo o mundo.

Além do forte aumento do desemprego, a OIT estima ainda que o número de trabalhadores com empregos vulneráveis cresça "consideravelmente," e possa atingir 53% do total da população empregado. O mesmo acontecerá com o número de trabalhadores que vivem com menos de dois dólares por dia. A organização estima que 45% dos empregados vivam abaixo do limiar da pobreza no corrente ano.


"A mensagem da OIT não pretende ser alarmista, mas sim realista. Estamos perante uma crise global no emprego. Muitos governos sabem disso e estão a tomar medidas, mas são necessárias acções mais decisivas e coordenadas ao nível internacional para evitar uma recessão social global" frisou o director-geral da OIT, Juan Somavia.

vitorrslopes

Zona Euro vai recuar 2% neste ano e demorará mais tempo a recuperar que o resto do mundo

O Fundo Monetário Internacional (FMI) voltou hoje a rever em forte baixa as suas previsões para a evolução das principais economias mundiais, antecipando que a Zona Euro, na qual se insere Portugal, vai enfrentar uma recessão particularmente profunda e longa, atirando para 2011 o horizonte de uma retoma no Velho Continente.

Confirmando a acentuada degradação da conjuntura económica nos últimos meses, os novos números são os mais sombrios até agora divulgados, traduzindo "tesouradas" consideráveis nos valores que, há apenas três meses, haviam sido avançados pela instituição sedeada em Washington.

No caso da Zona Euro, é esperado um recuo do PIB de 2%, o qual será seguido por uma quase estagnação em 2010 (0,2%). Em Novembro, o FMI antecipava uma recessão menos cavada (-0,5%) e uma retoma menos tímida em 2010 (0,9%).

A Alemanha sobressai pela negativa: dos quatro países do euro para os quais o Fundo apresenta dados desagregados, é quem sofre a maior revisão em baixa, com a nova previsão a confirmar o pior cenário do Governo, de um recuo de 2,5%. Em 2010, a maior economia europeia e maior exportador mundial terá um crescimento residual de 0,1%. Destaque ainda para Espanha e Itália que, segundo o FMI, vão permanecer em terreno negativo nestes próximos dois anos, com recuos de 1,7% e 0,1%, e 2,1% e 0,1%, respectivamente.

Ainda que muito próximos, estes valores são mais negativos do que os antecipados há menos de duas semanas pela Comissão Europeia, que apontavam para uma contracção de 1,9% do PIB na Zona Euro (seguida de uma recuperação de 0,4% em 2010).

Na comparação entre as duas instituições, o FMI é mais pessimista quanto ao comportamento da economia alemã, e menos em relação, por exemplo, a Espanha, principal cliente das exportações portuguesas.

Tal como Bruxelas, o Fundo prevê, porém, que a economia vizinha, fundamental para alavancar uma recuperação em Portugal, seja das poucas (a outra é a Itália) que se manterá no "vermelho" também em 2010. Recorde-se que a Comissão Europeia prevê para 2009 uma contracção da economia portuguesa de 1,6%, o dobro do estimado pelo Governo, no pressuposto de uma contracção de 1,9% na Zona Euro e de 2% em Espanha.

Já os Estados Unidos – epicentro do "furacão" financeiro que lançou a economia global na mais severa recessão desde a II Guerra Mundial – deverão ressentir-se fortemente neste ano das ondas de choque lançadas sobre a economia real, tendo o Fundo, no curto espaço de três meses, mais do que duplicado a sua previsão de quebra do PIB (passou de -0,7% para – 1,6%). Em contrapartida, porém, a maior economia do mundo deverá regressar em 2010 a taxas de crescimento próximas do potencial (1,6%).

Novas previsões do FMI

(variação anual do PIB, em %) 2009 2010
Mundo 0,5 3
Economias avançadas -2 1,1
Estados Unidos -1,6 1,6
Zona Euro -2 0,2
Alemanha -2,5 0,1
França -1,9 0,7
Itália -2,1 -0,1
Espanha -1,7 -0,1
Japão -2,6 0,6
Reino Unido -2,8 0,2
Rússia -0,7 1,3
China 6,7 8
Brasil 1,8 3,5

bluexip

http://aeiou.expresso.pt/as_licoes_da_deflacao_no_japao=f494405

interessa mais o comentário feito pelo nihon pois a peça jornalistica deixa um pouco a desejar...

tinha a ideia que keynes é que tinha pela primeira vez sugerido a ideia da armadilha da liquidez...

curiosamente, o Japão, se não estou em erro, quer começar a comprar acções das empresas  ::)

entretanto já se fala na criação de um bad bank nos EUA...

a confusão é muita e os disparos são para todo o lado. algum há-de acertar e no fim tudo passará.


cumprimentos,
bluexip
Ever wonder why fund managers can't beat the S&P 500? 'Cause they're sheep, and sheep get slaughtered.
- Gordon Gekko in Wall Street

MikeC

Sugiro uma cuidadosa leitura desta artigo, fornecido pelo negocios.pt! Este é um cenário, no mínimo, possível para o país em que vivemos. Até agora tem sido, subtilmente, abafada a discussão sobre este tema.

CitaçãoOrçamento extraordinário
Irlanda prepara-se para aumentar impostos e cortar despesas
O governo irlandês poderá anunciar hoje um agravamento dos impostos no país, bem como um corte das despesas, no orçamento de emergência extraordinário para travar o défice da Irlanda, que é o maior da Zona Euro.

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Patrícia  Abreu
[email protected]


O governo irlandês poderá anunciar hoje um agravamento dos impostos no país, bem como um corte das despesas, no orçamento de emergência extraordinário para travar o défice da Irlanda, que é o maior da Zona Euro.

O ministro das Finanças da Irlanda, Brian Lenihan, que está a preparar o seu segundo discurso de orçamento em seis meses, adiantou que o país enfrenta "uma crise nacional muito grave", com o défice a superar 13% do PIB, quatro vezes o limite imposto pela União Europeia.

De acordo com a Bloomberg, o ministro poderá anunciar ainda um plano para remover activos tóxicos do balanço dos maiores bancos do país.

A Irlanda, que foi um dos países europeus mais afectados pela crise financeira, enfrenta assim um buraco nas contas públicas no valor de 23 mil milhões de euros. No quarto trimestre a queda do PIB superou os 7%.

Devido aos problemas das contas públicas, a agência de "rating" Standard & Poor's baixou a recomendação para a república da Irlanda no mês passado, tornando-se o quarto país europeu a ver a seu "rating" revisto em baixa este ano.

Segundo uma notícia avançada pelo "Sunday Business Post", no passado dia 5 de Abril, o Executivo irlandês poderá anunciar hoje, entre outras medidas, uma subida dos impostos para álcool e tabaco.

A União Europeia, que impõe um limite de défice de 3% do PIB, deu no mês passado à Irlanda quatro anos para repor as contas do país e cumprir as regras impostas pela comunidade europeia.



Cucas


Boa tarde,

Não tinha reparado neste tópico iniciado pelo Mike em Janeiro. A partir de agora usarei este espaço para colocar as notícias referentes a economia que julgue interessantes. O espaço "artigos de interesse geral" fica reservado apenas para notícias relativas a bolsa.

Aqui vão alguns artigos de hoje:

Fresh Signs of Economic Bottom May Take More Time

http://www.cnbc.com/id/30069895

Economy Falling Years Behind Full Speed

http://finance.yahoo.com/banking-budgeting/article/106874/Economy-Falling-Years-Behind-Full-Speed

Abraço, Cucas
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MikeC

Cucas o primeiro artigo é interessantissimo! Quando é assim mais vale pormos o artigo todo aqui, em vez de apenas o link. Isto na minha opinião claro. E obrigado pelos artigos desde já. Já te dei um ponto pelo que vais ter que esperar uma hora até poder dar-te outro pontito.

Abraço,
Miguel Costa

Cucas


Boa noite, malta!

Obrigado Miguel, mas o melhor ponto que posso ter é saber que as informações que partilho são úteis ou interessantes para os colegas. ;)

Em relação ao link faz todo o sentido o que dizes e só não o faço na maior parte das vezes por serem artigos muito extensos e com imagens pelo meio. Procuro que os artigos tenham títulos esclarecedores sobre o conteúdo do mesmo. Vou começar a publicar na integra os artigos mais "premium" para facilitar ou então o inicio do texto.

Para finalizar o dia resolvi publicar um artigo sobre a China.

China's Export Engine Shows Signs of Life

By: Reuters | 08 Apr 2009 | 02:03 AM ET

"Over the past half year, the global financial crisis has wrenched asunder the gritty factory towns in China's Pearl River Delta, but some signs on the ground suggest the workshop of the world is cranking up again.

The slump is not over for the area that churns out a third of China's exports. Many executives estimate that a collapse in orders, mainly from the United States and Europe, has wiped out 20-40 percent of their business.

Thousands of factories in low-margin sectors have closed, and the government's latest guess is that 23 million migrant workers have lost their jobs.

But at least the nightmare scenario of widespread social unrest now looks increasingly unlikely. And industrial Darwinism has left leaner factories poised to take up the slack when the West rediscovers its appetite for cheaply made Chinese goods.

"Generally we believe that we're probably at the bottom and that it's stabilized," said Steve Smith, general manager of Measurement Specialties [MEAS  4.49    -0.01  (-0.22%)   ], which makes sensors for an array of automobile, industrial and medical applications.".......

Artigo completo: http://www.cnbc.com/id/30099865

Abraço, Cucas
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Cucas

Boa noite,

Aqui vai um artigo para começar a semana....

Economists See a Rebound in September

By PHIL IZZO

Economists in the latest Wall Street Journal forecasting survey expect the recession to end in September, though most say it won't be until the second half of 2010 that the economy recovers enough to bring down unemployment.

Gross domestic product was predicted to contract in the first and second quarters of this year by 5.0% and 1.8%, respectively, on a seasonally adjusted annualized rate. A return to growth -- a modest 0.4% -- isn't expected until the third quarter. In the fourth quarter of 2008, the most recent period for which data are available, the economy contracted 6.3%.

"The end of the decline isn't the beginning of the recovery," said David Resler of Nomura Securities Inc. "It's like a boxing match. Even if you win the fight, it's not going to feel as good when you get out of the ring as when you went in."....

artigo completo: http://online.wsj.com/article/SB123921340472201877.html

Abraço, Cucas
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