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Café Bolsa

Iniciado por xubi2, Janeiro 22, 2009, 00:24

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xubi2

Pois sobe pois desce e ninguém consegue dar a direcção certa dos mercados a curto prazo, apenas sobram os indicadores que desde muito são de mal a pior e volta e meia e mesmo assim os mercados ainda sorriem e como se pode ver hoje foram várias as vezes que os índices passaram de terreno positivo a negativo, ou vice-versa, o que deixa claro, mais uma vez, que a volatilidade está muito presente, e parece que vai continuar assim por muito tempo.

Hoje, pelo menos, parece que alguns índices europeus encontraram suporte: o CAC francês tocou no mínimo de 2008, os 2.840 pontos que chegou a atingir em Novembro, e onde se travaram as ventas; algo parecido aconteceu no caso do IBEX espanhol, pois o mínimo de hoje, os 8.077 pontos, é precisamente onde passa a directriz altista de curto prazo.

Estes níveis poderão dar lugar a uma retoma técnica nas próximas sessões, mas com os novos detalhes que conheceremos nos próximos dias do plano Obama...

CitaçãoTimothy Geithner, novo secretário do Tesouro norte-americano, revelou esta tarde no Comité Económico do Senado que o plano económico da nova Administração vai ser apresentado nas "próximas semanas". "Vai ser muito difícil repor a confiança nos mercados mas vamos fazer o que for preciso", garantiu Geithner.

Timothy Geithner, que substituiu Henry Paulson no cargo de secretário do Tesouro, garantiu esta tarde que a nova administração vai fazer o que for preciso para repor a confiança nos mercados. "O maior risco para a economia é fazer muito pouco", afirmou o responsável perante Comité Económico do Senado, que deverá ainda hoje confirmar o nome de Geithner para o cargo de Secretário do Tesouro.

"Senadores, o custo da crise vai ser maior, se não agirmos com força suficiente. Numa crise desta magnitude, o curso mais prudente é o curso mais poderoso", defendeu o responsável.

"A crise que atravessamos é global e requer uma resposta global", disse no novo responsável, que até agora desempenhou o cargo de presidente da Reserva Federal de Nova Iorque.

... para resgatar o sector financeiro ou da publicação dos resultados de 2008 da grande maioria das empresas, no mercado pode acontecer qualquer coisa. Não é assim com os discursos de Trichet,
CitaçãoO presidente do Banco Central Europeu disse hoje que o facto de alguns países estarem a ser alvo de reduções dos "ratings" de crédito e aumentos dos défices públicos não ameaça a União Monetária constituída há dez anos.

"Numa muito vasta economia, não é fora do normal que haja diversidade", disse Trichet ao Parlamento Europeu, hoje em Bruxelas, acrescentando que "não diria de todo que existe alguma coisa que ponha em questão a área do euro".

A Standard & Poor's reviu em baixa os "ratings" de crédito da Espanha e da Grécia e disse que os da Irlanda e de Portugal estão sob ameaça.

A diferença entre as "yields" das obrigações entre as economias mais forte e mais fraca da região do euro aumentou com a crise financeira global a colocar pressão sobre os défices tornando a política monetária uniforme do BCE menos efectiva.

"Estou confiante que a pressão das circunstâncias e a realidade irão fazer o seu trabalho", disse Trichet acrescentando que, em todo o caso, "não há nenhum salvamento" da Zona Euro.
que continuam sem surpreender a ninguém: hoje apenas se limitou a destacar que actualmente existe um menor risco de inflação, já que a sua evolução está em linha com o objectivo de estabilidade.

Eu vou falar de instabilidade:

De acordo com a OCDE, o cenário mais provável para a actividade económica da Zona Euro é de "novas contracções no quarto trimestre de 2008 e na primeira metade de 2009".

A queda da procura externa, a instabilidade nos mercados financeiros e a contracção dos mercados imobiliários dos Estados-membros vão melhorar ao longo do tempo, devendo a recuperação da economia ser gradual, refere a organização internacional.  Como se pode ver nos gráficos a desaceleração do índice financeiro dos EUA desde o Verão passado..



A descida da inflação ao longo de 2009, uma melhoria dos mercados financeiros e os efeitos dos pacotes de estímulo adoptados pelos governos deverão ajudar a impulsionar uma "eventual expansão", continua a OCDE.

No final da segunda metade de 2010, está previsto que a economia comece a crescer mais rapidamente do que o seu potencial (nível em que a economia estaria a usar todos os seus recursos disponíveis), referem os mesmos analistas, que repetem as previsões de crescimento apresentadas a 25 de Novembro de 2008.

A Zona Euro deve ter crescido 1% em 2008 e contrair-se em 0,6% em 2009, devendo registar em 2010 um crescimento de 1,2%.

A OCDE admite que a dimensão e a duração da recessão podem ser limitadas se as medidas de alívio fiscal discutidas pela Comissão Europeia forem implementadas pelos países. No entanto, a OCDE deixa um aviso: essas medidas de ajuda devem ter atempadas, bem dirigidas e temporárias, sempre tendo por cenário de fundo um objectivo de sustentabilidade de médio prazo das finanças públicas

Claro que nos por cá vamos ver como vão fazer os outros paises e depois iremos copiar por alguém, ou então somos criativos e se correr mal arranjasse um bode expiatório e esta tudo bem na mesma..

No comunicado o Governo adianta que "mantém-se firmemente empenhado em implementar com vigor as medidas adoptadas para combater a crise, estimulando o investimento e a economia, defendendo o emprego e apoiando os desempregados.

Segundo o ministro das finanças, o Governo estima que o impacto do pacote de
Citaçãomedidas anti-crise, lançado pelo Executivo em Dezembro, ascenda a 0,7% PIB, o que justifica o diferencial de 0,8% entre as previsões da CE e as do Governo sobre a contracção da economia portuguesa.
cá esta um exemplo de um bode expiatório..

Bem deixo aqui um breve cenario daquilo que se passa na economia e que em jeito de conversa de Café irei tentar expor com toda a regularidade que me for possível.. vou deixar também alguns gráficos para ajudar a relatar a historia dos mercados mas prever direcções é que é mais difícil.. mas mandem palpites!

xubi2

Boa noite fórum!

Queria só vir servir um café com cheirinho..

Primeiro nada de novo, resultados e indicadores decepcionantes.. Outro dia decepcionante em que, depois de terem estado a subir mais de um 1% durante grande parte da sessão, os índices europeus foram arrastados por dados económicos piores do que o esperado do outro lado do Atlântico:

Pedidos iniciais de subsídio de desemprego e construção de casas.

Além disso, a gigante tecnológica Microsoft publicou resultados negativos e anunciou o despedimento de 5.000 trabalhadores, os primeiros da sua história.

Na Europa, não ficamos atrás na recessão, já que as encomendas à indústria na Zona Euro registaram uma contracção homóloga de 26,2%, em Novembro, face à queda de 20% esperada. A evolução da sessão de quinta-feira dá mais credibilidade à teoria que as subidas da manhã se tratavam mais uma retoma técnica que do início de um movimento altista, ainda que a magnitude das novas medidas adoptadas pela Administração Obama, que conheceremos nos próximos dias, poderão dar a volta à omolete.
 

Segundo estou a dar pela falta do nosso amigo Paionense, onde estão as suas AT`S.. será que está bom  de saúde? Ou eu ando desatento?

Boa noite
Cumprimentos

xubi2

#2
Instabilidade política seria uma tragédia para Portugal"
Mónica Silvares
24/01/09 00:05

em semanerio economico. 

Ferro Rodrigues afirma, em entrevista, que nenhum país está protegido de uma tragédia económica e social. E Portugal é, neste quadro, um elo fraco.

A crise económica e financeira está longe de terminar. O agravar do desemprego é um dos principais problemas que vai afectar Portugal e que estará na origem da grave crise social que poderá dilacerar o país. Esta é a opinião de Ferro Rodrigues.
O embaixador de Portugal junto da OCDE, em entrevista ao Semanário Económico, defende medidas na área do investimento e deixa a descida de impostos para mais tarde. Portugal não tem grande margem de manobra nesta área. Sem levantar a ponta do véu sobre eventuais intenções políticas, o antigo secretário-geral do PS apenas deixa um recado: para o futuro do país é fundamental obter uma maioria nas próximas eleições.





Claro que mesmo assim haverá espaço para investimentos públicos.. por menos na segurança social que ai sim ira ser bem preciso para aguentar a onda de desemprego que infelizmente se esta a abater no pais e no mundo. Por isso mesmo com melhoria dos dados económicos por esse mundo fora, a queda no consumo irasse repercutir durante vários tremestes nos resultados das empresas. Neste momento e nos próximos tempos iremos assistir a uma triagem  ao qual só ira sobreviver os mais fortes.

Um aparte...lembrando da entrada do Buffett na GE a 22US..

"General Electric vai realizar um aumento de capital de 12 mil milhões de dólares e que chegou a acordo para vender três mil milhões de dólares de acções preferenciais perpétuas ao multimilionário Warren Buffett"

Cumprimentos

B.F.S.

xubi2


É café com cheirinho para a mesa 5..

Posse de Obama:
Derrapagem na Wall Street. E onde estão os credores?


Quando aprenderemos?

por Michel Chossudovsky

Por toda a terra prevalece uma atmosfera de esperança e optimismo. O regime Bush foi-se. Um novo presidente está na Casa Branca.

Enquanto a América estava com o olhos fixados na TV a assistir a posse presidencial de Barack Obama, os mercados financeiros estavam a derrapar.

Uma grande "correcção de mercado" verificou-se. Afastada do olhar público, virtualmente não noticiada, uma nova etapa da crise financeira desdobrou-se.

Imediatamente a seguir à inauguração, o Dow Jones mergulhou, afectando amplamente os preços das acções das principais instituições financeiras.

As cotações dos valores das acções dos principais bancos da Wall Street afundaram. O Citigroup caiu 20 por cento, o Bank of America 29 por cento e o JP Morgan Chase 20 por cento. O Royal Bank of Scotland caiu 69 por cento no pregão de Nova York.

Símbolo, banco  Preço  Mudança 
BAC, Bank of America  5.10  -2.08 
BK, Bank of New York Mellon  19.00  -3.96 
C, Citigroup  2.80  -0.70 
FITB, Fifth Third Bancorp  4.22  -1.21 
JPM, JPMorgan Chase & Co  18.09  -4.73 
Fonte: Yahoo

As dificuldades e as perdas de valor contabilístico dos principais bancos eram conhecidas bem antes da posse do presidente Obama.

Então, por que agora?

Esperava-se que a posse de um presidente Obama proporcionasse confiança aos mercados financeiros. Ocorreu exactamente o oposto.

Não houve nada de espontâneo e acidental neste colapso dos valores das acções dos bancos.

O discurso de Obama fora do Capitólio fora redigido bem antes. O seu conteúdo foi cuidadosamente elaborado.

O presidente Obama fez referência explícita às desgraças da economia global, enquanto enfatizava que: "sem um olhar vigilante, o mercado pode ficar fora de controle".

"Obama advertiu que a recuperação económica seria difícil e que ao país deve escolher "a esperança em relação ao medo, a unidade de propósito em relação ao conflito e à discórdia" a fim de ultrapassar a pior crise económica desde a Grande Depressão" (Associated Press, 20/Janeiro/2009).

Havia altas expectativas na Wall Street. Muitos correctores da Wall Street, que dispunham dos conteúdos do discurso de Obama, estava a "apostar" que as declarações de Obama ajudariam a estabilizar os mercados financeiros.

Aqueles que redigiram o discurso de Obama estavam plenamente conscientes das suas possíveis repercussões financeiras.

"As altas expectativas quanto a pormenores de como a nova administração iria tratar a crescente crise bancária e a economia vacilante foram reduzidas após o discurso da posse" (Reuters, 20/Janeiro/2009).

Coincidentemente, o presidente da Securities and Exchange Commission, Christopher Cox, nomeado por Bush em 2005, renunciou no mesmo dia da posse presidencial, levando ao vácuo na adopção de decisões cruciais de regulamentação financeira. O seu sucessor, Mary Shapiro, só tomará posse a seguir a audiências de confirmação do Senado.

Aqueles que tinham conhecimento prévio e/ou informação interna quanto ao texto do discurso de Obama e que tinham a capacidade para "mover o mercado" no momento certo e no lugar certo, prepararam-se para ganhar na condução das principais acções especulativa nos mercados de acções e de divisas.

Terão estas transacções especulativas sido planeadas antes de 20 de Janeiro

Será que houve um esforço concertado e deliberado para "short the market" no próprio dia da posse presidencial?

Nos mercados de divisas, o movimento foi inverso, o dólar dos EUA estava a subir, o euro, a libra britânica e o dólar do Canadá estavam a afundar. O governador do Banco Central do Canadá escolha a data da posse presidencial para anunciar um corte na taxa de juro aparentemente para "estimular a economia e promover a concessão de empréstimos aos consumidores e negócios". O impacto: o dólar do Canadá declinou dramaticamente em relação à nota verde.

Será que todos os credores foram embora?

Dizem que as maiores instituições financeiras estão em águas perturbadas, endividadas a credores não identificados. Desde o desencadeamento do colapso financeiro, a identidade dos credores permanece um mistério.

Ao longo dos anos, o establishment financeiro estabeleceu hedge funds privados registados no nome de indivíduos ricos. Grandes montantes de riqueza foram transferidos de grandes instituições financeiras para estes hedge funds de propriedade privada, os quais em grande medida escapam à regulamentação governamental.

Por que os bancos estão endividados? A quem? Serão eles as vítimas ou os receptadores? Serão eles os devedores ou os credores?

Os maiores bancos da América têm, ao longo dos anos, filtrado parte dos seus lucros excedentes para vários dispositivos financeiros proxy:   hedge funds, contas registadas em paraísos bancários offshore nos trópicos, etc.

Enquanto estes milhares de milhões de transferências de dólares são conduzidos electronicamente de uma entidade financeira para a outra, a identidade dos credores nunca é mencionada. Quem está a coleccionar estas dívidas multi-bilionárias as quais são, em grande parte, a consequência da manipulação financeira?

O colapso nos valores de mercado das acções dos bancos foi com toda a probabilidade conhecido antecipadamente. Os bancos já mudaram o seu saque para um paraíso financeiro seguro.

Os bancos estão em águas perturbadas depois de terem recebido centenas de milhares de milhões de dólares do dinheiro para o salvamento.

Para onde é que o dinheiro do salvamento está a ir? Quem está a aproveitar-se dos muitos milhares de milhões de dólares do dinheiro do salvamento do governo? Este processo está a contribuir para uma concentração de riqueza privada sem precedentes.

A imprensa financeira reconhece a existência de milhares de milhões de dólares de "dívida interbancária". Mas nem uma palavra é mencionada acerca dos credores.

Para todo devedor há um credor.

Não será este o dinheiro que as elites financeiras guardam para si próprias?

Quem quer que possua estes milhões de milhões finalmente acabará por apanhar as peças. Eles transformarão a sua enorme riqueza de papel aplicando-a na aquisição de activos reais.

O acordar do dia seguinte

E no dia seguinte após as esperanças e promessas da posse presidencial, os americanos da classe média que investiram em acções "seguras" dos bancos perceberão que parte das poupanças de toda a sua vida foi subitamente confiscada.




cumprimentos

xubi2

Banca salva Berardo da falência

Económico


   
----------------------------------------------------------------------------- CGD, BCP e BES deram-lhe condições extraordinárias. Se assim não fosse, as contas das instituições seriam penalizadas, diz o Expresso.

Joe Berardo foi salvo pela banca quando três das quatro instituições a quem devia dinheiro pela compra de mil milhões de euros em acções do BCP (com menos-valias de 800 milhões) aceitaram uma renegociação altamente favorável ao investidor.

A notícia é avançada na edição de hoje do semanário Expresso.

A Caixa, o BCP e o BES (a excepção foi o Santander) aceitaram prolongar o prazo de pagamento do empréstimo e tomaram como garantia 75% da entidade que gere a colecção de arte, além de outros activos do empresário madeirense.

O conjunto destes bens não deverá, no entanto, cobrir mais do que cerca de metade da dívida.

xubi2

#5
Um bocadinho de historia..

por BCP

S&P500: So far, so good...
No momento em que o S&P500, índice de referência do mercado norte-americano, testa os máximos dos últimos seis anos e meio. Decidimos olhar para um conjunto de dados com o objectivo de detectar eventuais desequilíbrios que pudessem indiciar o início do fim do bull market. Felizmente, para quem está positivo no mercado, ainda não surgiram sinais preocupantes.
Começámos por olhar para um clássico da análise financeira - o PER. Dada a importância do nível de risco associado ao mercado accionista, não pudemos deixar de analisar também o ?prémio de risco?. Retomamos ainda um tema que abordámos no ano passado: a relação entre a evolução do mercado com os resultados das empresas e a taxa de crescimento desses resultados e o nível de taxas de juro do mercado.
Comecemos pelo PER e pela opinião que os analistas têm das empresas do S&P500. O PER não é mais que o rácio entre o preço e os resultados por acção, ajudando a indicar se o preço está caro ou barato. Conseguimos ver que, até 2003, o mercado accionista evoluiu de forma semelhante aos PER?s. Até aos máximos de 2000, o aumento do PER justificou-se com uma forte subida dos preços e uma aceleração (ou mesmo queda) dos resultados. Foi uma altura em que os PER?s se encontravam a valores historicamente altos, sugerindo que os investidores não estavam a comprar acções por acharem que estavam baratas, estando sim a reagir às perspectivas positivas de crescimento dos resultados. Na segunda metade de 1999, os analistas começaram a rever em baixa as recomendações das empresas (para níveis de Neutral), considerando que as acções estavam já sobrevalorizadas. Porém, com o mercado a manter a tendência positiva, este cenário inverteu-se nos meses seguintes, altura em que se começaram a ver novamente recomendações positivas. Com o mercado cada vez mais caro, a psicologia de massas encarregou-se do resto. Em Maio de 2000, ou seja, três meses antes do crash, as revisões em baixa começaram novamente a ganhar terreno. O que se seguiu foi uma forte correcção, que durou cerca de três anos, acompanhada pela inversão do sentido dos PER?s, que se ficou a dever à forte queda dos preços e à fraca variação dos earnings.

A partir de 2003, assistiu-se a um afastamento das duas séries de forma significativa. A forte aceleração dos resultados provocou uma queda dos PER?s para níveis perto daqueles em que se encontravam na década de 90. Se as próximas épocas de resultados forem mais fracas que o esperado, o facto dos PER?s estarem a níveis historicamente baixos poderá servir como ?almofada? para o mercado accionista.














Se juntarmos a esta análise a informação relativa às taxas de juro, conseguimos comparar o prémio de risco que os investidores estiveram dispostos a tomar ao longo dos últimos 10 anos e a evolução do mercado accionista. No gráfico seguinte, vemos que no pico do mercado accionista em 2000, a diferença entre os earnings yield e as taxas de juro das obrigações (10 anos), encontrava-se a níveis, que para além de negativos, eram bastante baixos. Um spread baixo serviu de alerta para um mercado potencialmente caro relativamente a outros activos, tais como as obrigações sem risco. Quando o mercado começou a recuperar das fortes quedas do crash, esta diferença, que corresponde ao prémio de risco, estava nos máximos, sugerindo que um investimento em acções finalmente compensava. No recente bull market , tem-se verificado que este prémio continua a níveis razoáveis, bastante longe dos mínimos de 2000, e a níveis semelhantes aos que se encontravam em 1995, antes da forte subida do mercado, fornecendo mais um sinal de que o mercado accionista ainda tem espaço para subir.















A relação entre as decisões de política monetária e o crescimento dos resultados das empresas pareceu-nos igualmente relevante (ver gráfico abaixo). No período pós-bolha, verificou-se que a queda nas taxas de crescimento dos EPS foi acompanhada por uma queda das taxas de juro. A decisão de baixar taxas começou a dar os seus frutos e, em meados de 2001, observou-se uma recuperação nos resultados das empresas. No início de 2002 a decisão de fazer uma pausa na descida de taxas parece não ter sido bem recebida, que resultou numa reacção negativa dos earnings. Depois disto, o Fed ainda baixou as taxas dos 1.75% para 1%. Com os Fed Funds a níveis historicamente baixos, os EPS animaram novamente, tendo a taxa de crescimento melhorado de 9% para 19%. Em meados de 2004, a Reserva Federal inicia um novo período de subida de taxas (de 1% para 5.25% no verão do ano passado). Este período coincidiu com mais um arrefecimento da taxa de crescimento dos resultados. A pausa na subida de taxas ocorre numa fase em que se observa uma desaceleração dos EPS. Será interessante observar se o comportamento do Fed irá no sentido de descer novamente as taxas (conforme o mercado espera) de forma a voltar a estimular os resultados das empresas.












Actualmente, o crescimento dos EPS estimados encontra-se nos 11%, abaixo da média dos últimos dois anos e fora da banda de dois desvios-padrão, para além de estar abaixo da sua tendência (12.9%) e abaixo da média dos últimos 10 anos (13.2%).
O eventual estimulo por parte do Fed iria ajudar esta série a voltar para dentro da banda e reverter para a média.












No próximo gráfico constata-se que, quando o EPS está acima da sua tendência, a taxa de referência da Reserva Federal norte-americana (Fed Funds) está igualmente acima da sua linha de tendência. A evolução histórica das duas variáveis sugere que, o fim do ciclo de subida de taxas está estreitamente relacionado com um abrandamento no crescimento dos resultados. De ressalvar, no entanto, que um cenário em que o Fed mantenha as taxas de juro ou se decida por um corte de taxas (corte este que seja em linha com a tendência negativa dos últimos 10 anos dos Fed Funds) é compatível com uma nova aceleração do EPS. Actualmente as séries estão muito próximas uma da outra, não revelando nenhum desequilíbrio que nos faça suspeitar que vá ocorrer uma correcção acentuada nos earnings e, por sua vez, no mercado accionista.





















Cumprimentos

xubi2

Interessantes velas em forma de martelo




Numa sessão na Europa que poderia definir-se como de ida e volta, os principais índices fecharam a semana na parte alta do intervalo em que tinham estado a oscilar durante toda a sexta-feira, deixando, em muitos casos, interessantes velas em forma de martelo. Isto faz-nos apostar numa retoma para próxima semana, pelo menos no curto prazo, e se as notícias económicas deste fim-de-semana não disserem o contrário. Por outro lado, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou que o Congresso está "no bom caminho" para aprovar antes de 16 de Fevereiro o plano de estímulos que tanto se comentou ultimamente. Com o referido plano a Casa Branca quer dar um impulso à economia mediante o investimento em infra-estruturas e novas tecnologias e a redução de impostos, o que o presidente se comprometeu a dar prioridade. Actualmente, o projecto prevê injectar 825.000 milhões de dólares (645.000 milhões de euros) na economia durante dois anos.

xubi2

#7
Crise... qual crise!!!


Saldo em conta corrente do Brasil é o melhor desde 1947

Balanço de pagamentos é o registro contábil de todas as transações de um país com outros países do mundo. Ele é formado pela balança de transações correntes e a balança de capitais.



A balança comercial (exportações - importações), a balança de serviços (Fretes pagos e recebidos de navios estrangeiros, juros de empréstimos estrangeiros, lucros remetidos e recebidos do exterior, etc.) e as transferências unilaterais (donativos) formam a balança de transações correntes.

Já a balança de capitais é representada pelo capital das firmas estrangeiras que ingressam no País, o capital estrangeiro que ingressa sob a forma de empréstimos, os empréstimos do FMI, etc.).

O chefe do Departamento Econômico (Depec) do Banco Central, Altamir Lopes, informou hoje que o superávit de US$ 1,758 bilhão em transações correntes em março é o melhor resultado para o mês desde o início da série histórica deste indicador, em 1947. Segundo ele, o superávit acumulado em 12 meses até março,de US$ 12,713 bilhões, ou 2,05% do PIB, também é o melhor da série.

Ele também destacou que, em conseqüência dos resultados positivos nas transações correntes, o ingresso de investimentos estrangeiros diretos está em recuperação, como já havia sido previsto anteriormente pelo Banco Central.

Outro destaque apontado pelo chefe do Depec é a redução do endividamento externo do País. De dezembro para janeiro, a dívida externa brasileira teve uma queda de US$ 1,6 bilhão. Um dos motivos para esta queda, disse Altamir, é o fato de a taxa de rolagem dos financiamentos externos estar sendo inferior a 100%, ou seja, as empresas estão preferindo pagar suas dívidas a refinanciá-las.

Altamir Lopes avaliou que todos os indicadores de sustentabilidade das contas externas vem melhorando no cenário atual de superávit nas transações correntes, redução do endividamento externo e recuperação das reservas internacionais brasileiras.

Perspectivas

O superávit em transações correntes do balanço de pagamentos do Brasil com o exterior deve fechar o mês de abril com um saldo acumulado em 12 meses próximo a US$ 15 bilhões. Segundo Altamir Lopes, esse valor leva em conta a previsão de superávit em conta corrente de US$ 1,3 bilhão em abril.

Em função dos resultados obtidos no primeiro trimestre deste ano, ele reconheceu que a previsão de US$ 2,1 bilhão de superávit em conta corrente para 2005 é conservadora e será revista. A revisão, no entanto, só ocorrerá em junho quando o BC divulgará o relatório de inflação do segundo trimestre.


Bom jornalismo se faz no brasil...

xubi2

Por cá o saldo do desemprego tambem sobe..

72 mil despedimentos num dia     
27-Jan-2009 
Só nesta segunda-feira foram anunciados 72 mil despedimentos, na Europa e nos EUA, por oito multinacionais que no total empregam mais de um milhão de trabalhadores. Mas este número não pára de aumentar: já esta terça-feira a IBM anunciou que vai cortar 2 800 postos de trabalho e a Fiat avisou que se não tiver ajuda do governo italiano vai despedir 60 mil pessoas.   
Nos EUA, os anúncios de despedimentos vieram da construtora de bulldozers Caterpillar (20 mil), da farmacêutica Pfizer (19 mil), da operadora móvel Spring Nextel (oito mil), do grupo de bricolage Home Depot (sete mil) e do gigante automóvel General Motors (dois mil). Ao final do dia, e depois de anúncio destes despedimentos em massa, as bolsas de Nova York valorizaram e terminaram positivas.

Na Europa, a onda de despedimentos chegou ao grupo financeiro e segurador holandês ING (sete mil postos de trabalho perdidos), à britânica Corus, a segunda maior fabricante de aço na Europa (3.500 despedimentos) e à Philips, que suprimiu seis mil empregos. A decisão do fabricante de electrónica holandês atingiu Portugal, visto que envolve o encerramento da sua unidade de controlos remotos, em Ovar, que emprega 70 pessoas.

A crise no sector automóvel, que afectou mais uma vez a General Motors, está a ter ecos na Europa, não poupando a Fiat. De acordo com o presidente executivo da empresa, 60 mil postos de trabalho estão em risco se não houver ajuda do governo italiano. O mesmo responsável acrescentou que o sector automóvel necessita de intervenção estatal e mostrou preocupação com a queda de 60 por cento nas vendas em Itália.

Já esta terça-feira, o grupo informático norte-americano IBM anunciou o despedimento de 2.800 trabalhadores. O anúncio não partiu da empresa, mas foi feito na Internet pelo sindicatoAliance@IBM, membro da principal confederação sindical norte-americana.

A IBM tem intenção de suprimir 1.419 empregos na divisão de "software" e 1.449 empregos na venda e distribuição. A administração da multinacional, que publicou há seis dias um benefício líquido melhor do que o previsto, ainda não reagiu a esta notícia.

os bancos vao de vento em poupa, para o charco

...e juntinhos ,melhor que vao aos pares e demora menos..

viva o BCP!!!

Bancos dão sinais que podem antecipar falências


Olhar para indicadores financeiros dos bancos como a qualidade dos seus activos, os seus lucros ou a capitalização bolsista pode permitir antever falhanços financeiros nas instituições como as que têm acontecido na actual crise financeira. É a conclusão deste artigo de Tigran Poghosyan e Martin Čihák publicado pelo Fundo Monetário Internacional que analisa os casos de falências na banca na União Europeia desde a década de 90 até 2008.

[Artigo] Este artigo publicado pelo Fundo Monetário Internacional apresenta uma nova base de dados para os problemas na banca da União Europeia desde a década de 90 até 2008. O objectivo é elencar as várias situações e para tentar compreender os sinais de alerta que as precederam.

[Abordagem] Os autores recorrem ao histórico dos falhanços bancários desde os anos 90 para identificar as suas causas e, ao mesmo tempo, encontrar um conjunto de indicadores e sinais que ajudam a distinguir os bancos financeiramente saudáveis dos que estão com problemas.

[Conclusões] A principal conclusão do estudo, a partir da análise dos casos passados, é que é possível estabelecer limites para identificar os bancos com problemas. Sinais relacionados com a capitalização, os lucros ou a qualidade dos activos são úteis para sinalizar as instituições com maiores fraquezas. Pelo contrário, os rácios de cost to income ou de liquidez não apresentam grande capacidade predictiva.

[Comentário] Conseguir antecipar problemas financeiros nos bancos ou, pelo menos, detectá-los numa fase inicial, pode poupar muitos custos e tornar bastante mais fácil a sua solução. Este artigo do FMI tem a virtude de, a partir da análise dos casos passados nos últimos anos na União Europeia, identificar um conjunto de sinais de alerta. Mas estes só servem, no entanto, se as contas forem reais – o que nem sempre acontece – e também se os auditores e agências de rating desempenharem correctamente o seu papel .

— e.conomia.info


Mas claro com uma baixa de juros..

Novo corte deverá ocorrer em Março

Sera que vao a tempo!!!BCE está pronto para voltar a baixar juros
 

O Banco Central Europeu (BCE) está pronto para voltar a baixar as taxas de juro, afirmou o conselheiro da instituição, Guy Quaden, citado pelo jornal belga «La Libre Belgique».

«Estamos provavelmente prontos para baixar mais. Mas lanço um apelo aos bancos para que reflictam o impacto nos juros que impõem aos investidores e consumidores», adiantou.

No passado dia 15, quando o BCE reuniu e decidiu cortar a taxa de referência de 2,5 para 2%, o presidente da instituição, Jean-Claude Trichet, disse na conferência de imprensa que se seguiu à reunião, que o próximo momento para pensar num novo corte é Março e não Fevereiro.


Claro que sim...lol..


Dívida total de os 13,9 mil milhões

Défice da Zona Euro mais que triplica

Saldo negativo acumulado de 61 mil milhões

O défice da conta corrente da Zona Euro mais que triplicou ao atingir os 13,9 mil milhões de euros no mês de Novembro, de acordo com o Banco Central Europeu (BCE).

No mês anterior, a dívida tinha ficado nos 4,2 mil milhões de euros. O saldo negativo acumulado, ao longo de 12 meses e até Novembro, situou-se nos 61 mil milhões de euros.

[i]com um bocadinho de confiança.. e  compardo ao guito tesouro Americano isto são só uns trocos...[/i]


Euro anula ganhos conquistados com confiança alemã

Divisa europeia continua a cotar abaixo dos 1,32 dólares


A moeda única europeia chegou ao final da tarde praticamente estagnada face à sessão de segunda-feira, apesar de ter chegado a registar ganhos significativos durante a manhã.

O euro chegou a tocar nos 1,33 dólares por unidade, depois de se saber que o índice de confiança alemã, medida pelo instituto IFO subiu inesperadamente no último mês, dos 82,7 para os 83 pontos.

No entanto, ao longo da tarde foi perdendo força até atingir novamente os 1,3160 dólares, praticamente o mesmo nível de segunda-feira à tarde. A culpa recai na falta de perspectivas de melhorias económicas na Europa e EUA, onde os preços das casas caíram 18% em Novembro face ao homólogo, uma descida recorde, e onde a confiança dos consumidores registou também um novo mínimo histórico.

O Banco Central Europeu (BCE) fixou o câmbio oficial nos 1,3174 dólares por euro


Cumprimentos

vidinha

boa noite
são so boas noticias  :D

xubi2

Lateral e volátil

Não nos cansamos de repetir que o início deste ano deixou muito claro que 2009 iria ser muito volátil, tal como o anterior, ainda que talvez com uma diferença: apesar de 2008 ter sido claramente baixista, cremos que este ano será lateral, mas dentro de um amplo intervalo. De resto, a volatilidade continuará a estar bem presente. Ontem foi um claro exemplo disso, já que depois de chegarem a perder mais de 2%, os principais índices europeus encerraram quase inalterados face à véspera. A nível macroeconómico, o índice de confiança do consumidor nos EUA estabeleceu um novo mínimo histórico. Amanhã estaremos muito atentos à reacção das bolsas perante a decisão que sairá hoje da reunião da Fed.

xubi2

Boas
Gostaria so de lembrar que podemos estar a passar por mais uma recuperaçao tecnica! Ainda FALTA sair os resultados do 1T09 das principais cotadas dos EUA , e ai sim podera haver o primeiro sinal de confiança para os mercados globais.
Cuidado com as pexinchas..


E se a Lehman não foi a culpada?


No domingo, terão passado seis meses sobre a decisão do Governo norte-americano de deixar cair a Lehman Brothers. A opção foi tida, desde então, como um dos maiores erros na gestão da actual crise. A ideia de que um gigante do mundo financeiro podia falir, associada às perdas infligidas um pouco por todo o mundo (incluindo o BCE e o BES em Portugal), causaram uma exacerbação das condições nos mercados financeiros de tal ordem que os mercados de crédito congelaram, levando os líderes mundiais a temer pelo coplaso de todo o sistema financeiro. Foram então tomadas medidas drásticas a de apoio ao sistema financeiro e à economia real, as quais, contudo, não evitaram que o comércio internacional congelasse, e que as economias do Mundo, emergentes incluídos, travassem a fundo. A situação é tal, que a questão hoje é saber se a crise será pior que a de 1930. Mas terá isto tudo sido causado pela Lehman?

No final do ano passado Jonh Taylor, o famoso economista que criou a regra de Taylor, defendeu que não foi a queda da Lehman em si que causou o pânico mas antes a pouca preparação do Adminsitração norte-americana para lidar com os problemas que esta causou, lembrando o plano de duas páginas e meia que Bernanke e Paulson apresentaram ao congresso. Um documento que, como eles, pareceu muito pouco consistente.

Na semana passada, quando a Administração norte-americana decidiu dar mais uns milhões à AIG, Willem Buitter, lembrou Taylor para defender que em causa nas decisões da Administração poderá estar não o risco sistémico, mas os interesses de bancos que tinham dinheiro na AIG.

No entanto, a ideia de que a Lehman não foi a causa é muito criticada por James Surowiecki na New Yorker, que a considera perigosa porque serve de argumento para deixar cair mais bancos. Paul Krugman também acha que Taylor está errado e Sam Jones, no FT, também não tem dúvidas de que foi a Lehman.


POR:— e.conomia.info


China preocupada com evolução económica dos EUA       



Pela primeira vez, o primeiro-ministro chinês confessou estar preocupado com o desempenho da economia norte-americana. Wen Jiabao espera que os EUA "cumpram a sua palavra e os seus compromissos, preservando a segurança dos ativos chineses". A China é o maior credor dos EUA e ainda não pôs oficialmente de parte a meta de 8% de crescimento económico em 2009.
 

Da Casa Branca, a resposta surgiu pouco depois, pela voz do assessor económico do presidente Barack Obama. "Existe um compromisso que o presidente deixou bem claro, de que precisamos ser zelosos guardiães do dinheiro que investimos", disse Lawrence Summers, em resposta às preocupações do governo chinês.

Na conferência de imprensa no último dia da sessão legislativa da Assembleia Popular Nacional, o primeiro-ministro chinês disse aos jornalistas que confia "na série de medidas económicas adoptadas pelo presidente Obama para combater a crise financeira".

Os títulos do tesouro norte-americano detidos pelos chineses estão avaliados em mais de 700 mil milhões de dólares, e com a crise financeira e o aumento do défice podem perder parte do seu valor se a inflação disparar. Por outro lado, Obama precisa de financiar o plano de recuperação da economia e a China não pode deixar de comprar a dívida, caso contrário o dólar sairia enfraquecido e o poder de compra dos norte-americanos cairia. Este é um cenário que não seria positivo para o maior mercado de exportação dos produtos chineses, que já sofreu uma quebra de 17% nos primeiros dois meses do ano, comparado com o mesmo período do ano passado.

Um dos objectivos da recente visita de Hillary Clinton a Pequim foi precisamente assegurar a manutenção da entrada de dinheiro chinês na economia dos EUA, garantindo a solidez dos activos. Uma visita criticada pela Amnistia Internacional e outras ONG's por deixar de fora da agenda temas como a democracia e os direitos humanos.

O jornal "Diário do Povo" sintetizou a reunião da Assembleia Popular Nacional sem deixar de responder aos que defendem o fim do poder absoluto do regime. "Deve-se aprender com os avanços da civilização alcançados pela humanidade, mas não serão empregados sistemas como o multipartidarismo, a divisão dos três poderes ou o parlamento bicameral", diz o editorial. "A Assembléia Popular Nacional é a base do sistema político da China, o caminho fundamental e o recurso máximo para que o povo exerça o papel de dono do país", diz o editorial acerca do órgão legislativo chinês que reúne cerca de três mil delegados durante duas semanas na sua sessão anual.

Wen Jiabao reforçou ainda a importãncia do actual pacote de estímulo da economia chinesa, que enfrenta uma crise que só nos últimos meses fez 20 milhões de desempregados na indústria e construção. Ainda assim, o primeiro-ministro acredita que a crise será menos sentida na China do que no Ocidente, por causa da baixa exposição do seu sistema bancário ao colapso dos mercados. Sintetizando a diferença em relação a outros países, Wen Jiabao lembrou que "não tivemos de ir buscar dinheiro para tapar um buraco financeiro". Mas vai avisando que se a crise se agravar, podem surgir novos planos de investimento para além do anunciado em Novembro passado. "Estamos prontos para a avançar com novos estímulos a qualquer momento", garante Wen Jiabao.





xubi2

AIG paga muitos milhões a bancos europeus



Que tinha acontecido já se sabia, mas hoje o FT traz a listas dos bancos que receberam dinheiro na AIG nos últimos meses do ano, em montantes que podem ter evitado a falência de bancos como o Deutsche Bank, a Société Generale ou o Barclays. Os contribuintes dos EUA já introduziram 160 mil milhões de dólares no gigante segurador. E para onde foi o dinheiro: a Goldman Sachs recebeu 12,9 mil milhões, a SocGen 11,9 mil milhões, o DB 11,8 mil milhões e o Barclays 7,9 mil milhões em vários contratos de derivados que tinham com a AIG e que não seriam cumpridos caso a empresa fosse à falência. Entre eles está um volume superior a 20 mil milhões de dólares em CDS (que os bancos contratavam para evitar terem de aumentar os seus rácios capital). A história foi dada nos EUA pelo NYT que já ontem destacava os 160 milhões de euros em bónus que a empresa planeia pagar aos gestores que a levaram à ruína, uma história que também está no WSJ que diz que o total de bónus chega a 450 milhões de dólares. O Governo dos EUA tem neste momento 80% do capital da AIG e a reacção a estes planos foi dura.

Ladrões de Bicicletas atacam Vitor Bento sobre congelamento de salários
Depois de Silva Lopes ter defendido o corte dos salários mais baixos e o congelamentos dos restantes, Vítor Bento veio dar-lhe apoio, dada a crónica falta de competitividade da economia portugesa que não foi resolvidas na última década. Face à posição do actual presidente da SIBS (que também contribui par ao blog da Sedes) Nuno Teles dos Ladrões de Bicicletas tece duras críticas (aqui, aqui, aqui, e aqui) caracterizando este tipo de propostas como manipuladoras e simplistas. Teles defende que a solução está numa nova política económica coordenada na UE e não na penalização dos trabalhadores de países já pobres como Portugal e argumenta ainda que o congelamento de salários é uma "prescrição para o desastre", uma vez que o que é preciso agora é fomentar o consumo das famílias.

G-20 avança pouco em medidas de longo prazo e nada em medidas de combate à crise
Os ministros das Finanças estiveram reunidos em Londres para preparar a reunião dos líderes de governos das 20 economias mais influentes do mundo. Sobre os planos de ataque à crise não houve qualquer novidade, mas houve alguns avanças em medidas de longo prazo, como o ataque aos paraísos fiscais, a regulação de hedge funds e regras mais claras para produtos derivados. O Les Echos e o Negócios dá a versão a portuguesa. Excertos da edição em papel estão "aqu": http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=358964 a que se juntam um entrevista a Eduardo Paz Ferreira e as 40 lições que FMI já tirou da actual crise, entre elas a necessidade de desencorajar a formação de mega-bancos

Bernanke no "60 minutes"
Bernanke deu hoje a primeira entrevista de um presidente da Reserva Federal desde 1987. O palco foi o programa "60 minutes" da CBS. Ver no site da CBS News . Bernanke espera uma recuperação da economia no final do ano e diz que vem da "Main Street", garantindo que a única razão porque se preocupa com "Wall Street" é o seu efeito na "Main Street".A última entrevista de um presidente da Fed foi em 1987 com Alan Greenspan. Na semana a seguir o mercado accionista norte-americano teve a sua maior queda da história, reporta o Washigton Post

Gregos fazem-no outra vez
O governo grego prepara-se para comunicar à Comissão Europeia que vai rever em alta a séria do PIB o que irá baixar os valores do défice e da dívida pública em percentagem da produção do país, reportou hoje o jornal Kathimerini. As autoridades vão alegar a utilização de novas regras de avaliação da economia informal para procederem ao aumento do PIB. A Grécia tem neste momento um procedimento por défice excessivo. A última vez que os gregos aumentaram artificialmente o PIB foi em 2006: tinha planeado um aumento de 25%, a Comissão permitiu 9,6%.

Notas sobre a proposta de reforma do sistema financeiro europeu
Charles Goodhart e Dirk Schoenmaker elogiam no FT a proposta de Larosiere para a reforma do sistema financeiro europeu mas propõem defendem que é precisa mais coordenação entre a supervisão micro-prudencial (de cada país) e a macro-prudencial (no BCE). Dizem ainda que os governos têm de estar dispostos a ter fundos disponíveis para acudir à regulação.

— e.conomia.info




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Está a Europa de Leste condenada a explodir?       



A Europa de Leste está prestes a explodir. Se isso acontecer, levará boa parte da União Europeia consigo. É uma situação de emergência mas não existem soluções fáceis. O FMI (Fundo Monetário Internacional) não tem recursos para um bailout (plano de resgate) desta envergadura e a recessão está a alastrar-se de forma mais rápida do que os fundos de socorro são organizados.

Por Mike Whitney, publicado no Counterpunch


Os ministros das finanças e os governadores dos bancos centrais andam à roda a tentar apagar um fogo atrás do outro. É apenas uma questão de tempo até serem vencidos pelos eventos. Se a um país for permitido falhar, os dominós poderão começar a tombar por toda a região. Isto poderá despoletar mudanças dramáticas na paisagem política. O surgimento do fascismo já não está fora de questão.

O editor da secção de economia do jornal UK Telegraph, Edmund Conway, resume tudo assim:

"Uma 'segunda vaga' de países será vítima da crise económica e são já candidatos a um resgate pelo FMI, avisou o seu chefe na Cimeira do G7 em Roma (...) Contudo, tendo em conta que as suas economias são anãs comparadas com a dimensão ganha pelo sector bancário e pelos seus problemas financeiros, receia-se que possam ser vítimas da balança de pagamentos e de crise de moeda, tal como aconteceu à Islândia, antes de receber a assistência de emergência do FMI no ano passado."

O capital estrangeiro está a fugir a uma velocidade alarmante; quase dois terços desapareceram em questão de meses. A deflação está a baixar o valor dos bens, aumentando o desemprego e ampliando o peso das dívidas das instituições financeiras. As economias estão a ser esvaziadas de capital. A Ucrânia está a beira da falência. A Polónia, a Letónia, a Lituânia e a Hungria caíram todas numa recessão de longa duração. As economias que seguiram o regime económico de Washington foram as que sofreram mais. Apostaram que o crescimento a partir da dívida e das exportações levaria à prosperidade. Esse sonho foi destruído. Não desenvolveram os seus mercados de consumo, a procura é fraca. O capital é escasso e as empresas estão a ser forçadas a desvalorizar-se para evitar a quebra. Toda a Europa de Leste está a emitir um grito de socorro. Precisam de fundos extra para cobrir o valor decrescente dos seus bens. Precisam de uma salvação do FMI ou as suas economias irão desmoronar-se.

O correspondente de economia do UK Telegraph, Ambrose Evans-Pritchard, escreveu uma série de artigos sobre a Europa de Leste. No artigo "O fracasso do salvamento da Europa de Leste conduzirá ao desmoronamento mundial", diz:

"O ministro das finanças austríaco, Josef Pröll, fez esforços titânicos para conseguir 150 mil milhões de euros de salvamento para o ex-bloco soviético. E conseguiu. Os seus bancos emprestaram 230 mil milhões de euros à região, o que corresponde a 70% do PIB da Áustria."

"Um índice de não pagamento de 10% levaria ao colapso do sector financeiro austríaco," reportou o Der Standard em Viena. Infelizmente, isto está para acontecer.

O Banco Europeu para a Reconstrução e Desenvolvimento (BERD) afirma que as dívidas mal-paradas vão ultrapassar os 10% e poderão talvez chegar aos 20%...

Stephen Jen, actual chefe do Morgan Stanley, disse que a Europa de Leste pediu emprestado no estrangeiro 1,7 biliões de dólares, muito deles em modo de curto prazo.

Tem de pagar - ou refinanciar - 400 mil milhões de dólares, iguais a um terço do PIB da região. Boa sorte. A janela do crédito fechou-se.

A maior parte das dívidas são com a Europa Ocidental, especialmente a bancos austríacos, suecos, gregos, italiano e belgas. Mais, as contas europeias são responsáveis por 74% do portfolio de 4,9 biliões de dólares dos mercados emergentes. Estão cinco vezes mais expostos a este último problema do que os bancos americanos e japoneses e estão 50% mais alavancados (dados do FMI). (Ambrose Evans-Pritchard UK Telegraph)

A crise economica está rapidamente a transformar-se numa crise política. Estalaram revoltas pelas capitais da Europa de Leste. Será melhor que o senhor Geithner preste atenção. As perspectivas para um levantamento político estão a crescer. A ansiedade pública pode tomar conta das ruas num instante. Os governos devem actuar depressa e firmemente. Estes países precisam de moeda e garantias de apoio. Se não conseguirem ajuda, a fúria do público transformar-se-á em algo muito mais letal.

O correspondente de economia do UK Telegraph, Ambrose Evans-Pritchard:

"Os bancos globais assumiram até agora metade dos 2,2 mil milhões de perdas estimadas pelo FMI. Além disso, os bancos da UE estão expostos em 1,6 mil milhões de dólares à Europa de Leste - crescentemente vista como a crise de subprime da Europa, e a dívida das empresas europeias ascende a 95% do PIB em comparação com os 50% nos EUA, uma preocupação crescente à medida que os índices de insolvência.

"É essencial que o apoio do governo através do resgate de bens não seja a uma escala que levante dúvidas sobre o excesso de endividamento ou problemas financeiros. Estas preocupações são particularmente importantes no actual contexto de expansão dos défices orçamentais, aumento da dívida pública e desafios à emissão de títulos públicos." (UK Telegraph)

O mesmo nos sítios em que os bancos fundiram os seus sectores comerciais com os sectores de investimento. A dívida disparou, atingindo níveis insustentáveis e abalando toda a economia. Os bancos operaram como fundos de investimento, ocultando as suas actividades das balanças de operações e maximizando os seus alavancamentos (leverage) através de operações obscuras de instrumentos de dívida. Agora a economia global foi apanhada na explosão da bolha especulativa. A Europa de Leste foi duramente golpeada, mas é apenas o primeiro dos vários pinos de bowling que vão cair. Toda a Europa foi infectada pelo mesmo vírus que teve origem em Wall Street. O New York Times resume os desenvolvimentos na UE:

"A Europa caiu ainda mais na recessão do que os EUA nos últimos meses do ano, de acordo com números publicado na sexta-feira... A economia dos 16 países que partilham o Euro declinou 1,5% no último quarto (um descida anual de certa de 6%), de acordo com o gabinete de estatística da UE. É ainda pior que o declínio de 1% da economia americana, durante o mesmo período, em comparação com os quatro meses anteriores.

"Hoje, os dados dissipam qualquer ilusão de que a Zona Euro está a reagir melhor nesta recessão global", diz Jörg Radeke, um economista do Centro de Pesquisa Económica e Empresarial de Londres. ("A Europa Cai Mais do que o Previsto", New York Times)

Os 'liquidacionistas' gostariam de ver os governos cortar o fluxo de fundos para ajudar as instituições financeiras e deixá-las cair por elas próprias. É a loucura darwiniana, como esperar por um ataque cardíaco no chão da cozinha em vez de nos dirigirmos ao hospital para cuidados de emergência. O sistema bancário está insolvente, o desemprego está a aumentar, as taxas de lucro estão a cair, os mercados estão em choque, o sector imobiliário está à beira do colapso, os défices estão a crescer e a confiança dos consumidores está no seu ponto mais baixo de sempre. Esta não é altura para nos aferrarmos a ideologias meio cozinhadas. A economia global está a passar por uma contracção maciça que pode fugir do controlo e afundar-nos numa outra guerra. Os líderes políticos precisam de perceber a urgência do momento e impedir o veículo de se despenhar.

Mike Whiney vive no Pacífico Noroeste e pode ser contactado através do email [email protected]

Tradução de Sofia Gomes


xubi2

#13
Para descontrair,parar reflectir e para ponderar... da para tudo!



BES esconde contas ilícitas de Pinochet        


Além de inúmeras violações dos direitos humanos, o ex-ditador chileno Augusto Pinochet também fez fortuna à custa do seu povo, contrariando a imagem de "incorruptível" que adquiriu. O Banco Espírito Santo colaborou com o ditador, através de uma subsidiária na Florida (EUA), e enfrenta agora um processo movido pelo governo chileno.   

Uma subcomissão de inquérito do Senado norte-americano confirmou que o antigo ditador chileno Augusto Pinochet tinha 125 contas em bancos nos Estados Unidos, incluindo numa subsidiária do Banco Espírito Santo (BES), na Florida. Na sequência deste relatório o Conselho de Defesa do Chile processou as instituições financeiras Banco Chile, Santander, Banco Espírito Santo e PNC (antigo Riggs), nos Estados Unidos, precisamente por ocultarem informações de contas secretas que o ex-ditador mantinha no exterior.

O relatório da comissão de investigação indica que o ex-ditador chileno recebeu transferências no montante de 3,91 milhões de dólares (2,9 milhões de euros) entre 1991 e 2000 nas contas abertas no banco português.

A investigação foi liderada pelos senadores Carl Levin (democrata) e Norm Coleman (republicano). No relatório afirma-se que esta é "uma história sórdida de lavagem de dinheiro" e as instituições não escapam a duras críticas : "a informação mostra que a rede de contas de Pinochet nos Estados Unidos era mais extensa, durou mais tempo e envolveu maior número de bancos do que se pensava. Alguns bancos ajudaram-no activamente a esconder o seu dinheiro".

E, mais à frente, no documento, pode ler-se outra grave acusação "Como antigo general e presidente do Chile, Pinochet era bem conhecido como violador dos direitos humanos e ditador violento. Mesmo a mais rudimentar obediência às regras federais de 'conheça o seu cliente' teriam sugerido que estas contas deviam ser investigadas e fechadas há muito tempo".

Os bancos "ajudaram um ditador estrangeiro a esconder os recursos do seu próprio povo", acusou o senador Carl Levin em conferência de imprensa.

O esquema utilizado por Pinochet já é sobejamente conhecido. Para evitar que os bancos contactassem as autoridades chilenas sobre a origem das contas, Pinochet distribuia os montantes amealhados por dezenas de contas, todas elas abaixo do limite legal de 13 milhões de euros, para evitar que fossem denunciadas.




A ditadura de Pinochet terá provocado a morte a mais de 3200 chilenos, mas inclui crimes cometidos em solo estrangeiro. O número de pessoas torturadas pode ultrapassar 27 mil. Pinochet morreu em Dezembro de 2007.





Fed atira ainda mais dinheiro para a economia

Fed acelera máquina de fazer dinheiro
A Reserva Federal decidiu lançar uma bomba no mercado e começar a comprar obrigações do Tesouro, como forma de injectar mais dinheiro numa economia em crise. Para acompanhar a quantidade de ajuda pública dada nos EUA, seja através de investimento, despesa, crédito ou garantia, o melhor é ver as contas feitas pelo The New York Times. As reacções à nova medida são várias: no mercado de obrigações, as yields das obrigações caíram fortemente numa fase inicial e o dólar caiu face ao euro; o The Wall Street Journal agrega as opiniões de uma série de analistas de bancos de investimento; o blogue calculated Risk estima um efeito significativo de descida das taxas de longo prazo, o que pode melhorar as condições de financiamento na economia; no FT, John Authers, fala de uma decisão surpreendente e questiona-se sobre se a Fed sabe alguma coisa sobre a situação dos bancos que ainda não é conhecida pelo público.

As titularizações afinal concentraram mais o risco
As operações de titularizão, que nos anos anteriores ao deflagrar da crise eram vistas como uma inovação financeira capaz de dispersar o risco e permitir uma maior alavancagem de capitais, afinal o que fez foi precisamente aumentar o risco a que ficaram expostas as instituições financeiras, que compraram estes produtos umas às outras, escreve o professor de Princeton, Hyun Song Shin, no Vox.

As fraudes e os auditores
A Bloomberg mostra que por trás dos casos de fraude financeira que têm vindo a ser descobertos, como o de Maddoff, estão sempre auditores suspeitos que, ou não existem, ou não têm quaisquer qualificações.

Novo pacote de ajuda pública em Portugal
Em Portugal, o Governo decidiu ontem lançar medidas de apoio aos desempregados. A ajuda aos desempregados e endividados está em destaque.

— e.conomia.info




88% das ajudas à economia foi parar aos bancos       

Os números do FMI e da OMT relativos aos planos de ajuda de 17 países para combater a crise económica revelam que o destino dos dinheiros públicos para atacar a crise foi sobretudo o sector financeiro. Comparando com o valor total atribuído a incentivos às empresas e consumidores, os banqueiros recolheram sete vezes e meia esse dinheiro, ou seja, 10,87 biliões de euros.
 

As contas são apresentadas na edição de quinta-feira do Jornal de Negócios e têm como base os números divulgados por aquelas instituições acerca da despesa de países desenvolvidos, incluindo Portugal, e das quatro principais economias emergentes. O valor total das ajudas supera o total da riqueza produzida nos EUA no ano passado.

A principal conclusão deste estudo salta à vista: o apoio ao sistema financeiro ultrapassa e muito as ajudas ao estímulo da economia real, que persiste em contrair-se nos próximos tempos. E os números excluem ainda as ajudas mais recentes feitas depois de meados de Fevereiro, como os 22,7 mil milhões de euros que os EUA emprestaram à grande seguradora AIG este mês, bem como as cedências de liquidez feitas pelos bancos centrais às instituições financeiras.

No total, os gastos públicos no apoio à economia e aos consumidores nestes 17 países, através de investimentos, incentivos ou cortes fiscais, somam 1,44 biliões de euros. Já o dinheiro disponibilizado ao sistema financeiro é 7,5 vezes mais, somando 10,87 biliões. O caso português é um dos que melhor ilustra esta disparidade nas ajudas aos banqueiros e às empresas. O estímulo à economia é estimado em 1,3% do PIB, o que corresponde a 2,2 mil milhões de euros, enquanto o apoio às instituições financeiras somava já em Fevereiro 24 mil milhões


xubi2

Hoje para começar falamos de uma justa medida para aqueles que hoje estão a ser os grandes causadores deste difícil e conturbado momento que estamos a atravessar na historia mundial! Será justo o trabalho "rendimentos" de uma empresa ser absorvido por duas ou três pessoas e a restante equipe levar uma palmadinha nas costas... 
Para que serve o dinheiro todo na mão de uma pessoa?
...ira essa pessoa vender o que a quem , comprar o que se nao houver quem produza?


EUA: Fisco pode reter 90% dos prémios atribuídos a gestores     

A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou um projecto de lei que prevê a cobrança de um imposto de 90% sobre o valor dos prémios atribuídos a gestores de empresas que tenham sido apoiadas por medidas do governo. Durante a discussão do Orçamento de Estado para 2009, o Bloco de Esquerda tinha apresentado uma proposta semelhante, com retenção de 75% do valor dos prémios, que seria rejeitada por PS, PSD e PP.
 

A proposta apresentada na Câmara de Representantes dos Estados Unidos pelo Partido Democrata, no sentido de cobrar um imposto de 90% sobre os prémios extraordinários atribuídos a gestores de empresas que tenham recebido apoios públicos superiores a 5 mil milhões de dólares foi aprovada esta sexta feira pela Câmara dos Representantes, com 328 favoráveis e apenas 93 contra.

A medida aplica-se aos gestores que tenham prémios superiores a 250 mil dólares por ano e foi despoletada após ter sido tornado público que os gestores executivos da seguradora AIG (apoiada com 173 mil milhões de dólares de fundos públicos norte-americanos) repartiram entre si 165 milhões de dólares em bonificações. 73 executivos receberam prémios superiores a um milhão de dólares, tendo um deles recebido 6,4 milhões.

Além da AIG, que já entregou ao fisco a lista dos beneficiários das bonificações e admite vender a sede e outros edifícios para pagar a ajuda do Estado, outras empresas financeiras, como a Fannie Mae, o Freddie Mac, o Citigroup ou o Bank of America deverão ser afectadas por esta iniciativa legislativa.

Durante a discussão do Orçamento de Estado para 2009, o Bloco de Esquerda tinha apresentado uma proposta de lei semelhante à que foi hoje aprovada pela Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, prevendo a retenção fiscal de 75% do valor dos prémios atribuídos a administradores de empresas. Essa proposta seria derrotada pelo PS, PSD e PP.


Smaghi do BCE responde a Krugman


Paul Krugman que esta semana esteve de visita à Europa escreveu há uns dias no NYT que está mais preocupado com a Europa do que com os EUA, criticando o pouco estímulo orçamental e a pouca agressividade do BCE. Smaghi, membro do Conselho de Executivo do BCE, respondeu numa carta que está no blog do WSJ onde diz que o estímulo orçamental europeu é comparável ao norte-americano, quando considerado o efeito dos estabilizadores automáticos, e que algumas taxas de juro na Europa estão até mais baixas do que nos EUA.

Primeiro corte permanente de empregos na Alemanha
O FT faz manchete com a decisão do ThyssenKrupp de cortar 3.000 empregos, o primeiro corte de empregos permanente num gigante industrial alemão. Segundo jornal este pode ser o inicio de uma trajectória de aumento de desemprego, depois das empresas terem esgotado os ajustes internos. Multiplicam-se as noticias que apontam para um contracção da economia alemã na casa do 5%.

BCE sob pressão e euro em alta
A decisão esta semana da Fed de comprar 300 mil milhões de obrigações do Tesouro, uma operação com nome técnico de "quantitative easing", está a pressionar o BCE a adoptar medidas semelhantes, noticia o FT. A estratégia também já foi adoptada pelo banco de Inglaterra. Outra preocupação na Europa é a forte valorização do euro dos últimos dias, a qual está colocar mais pressão sobre os exportadores europeus.

Quantitative Easing da Fed funcionará?
Yves Smith, no Naked Capitalism, analisa a estratégia da Fed e questiona se a compra de obrigações (quantitative easing) irá funcionar enquanto forma de baixas as taxas de juro de longo prazo. isto porque a Fed nunca conseguirá compensar a redução de procura mundial pelos Treasuries.

FMI critica Geithner e Wolf elogia plano de reestruturação do sistema financeiro britânico
Ainda segundo o FT o FMI criticou abertamente o plano do secretário do Tesouro norte-americano, argumentando que lhe faltam aspectos essenciais. Para o FMI a solução passa por passar os maus activos para um banco público. Os bancos viáveis deverão ser recapitalizados. Os insolventes deverão ser fechadas ou nacionalizadas. No mesmo jornal Martin Wolf um rasgado elogio à proposta de Adair Turner, o novo presidente da Financial and Services Authority, pela proposta que apresentou para rgorma do sistema financeiro. O ponto de partida é o de os mercados não se autoregulam e por isso avança com várias medidas, entre elas: aumentar a quantidade e qualidade do capital dos bancos, forçar a rácios de capital contracíclicos, melhorar a regulação, alterar estruturas de remuneração, supervisionar as agências de "rating". A ler.

Polémica em torno do novo imposto norte-americano sobre os bónus nos bancos
O congresso norte-americano aprovou ontem uma taxa de impostos de 90% sobre os bónus pagos em Wall Street. Noticia está no WSJ e nos restantes jornais mas o ângulo mais surpreendente é o do NYT que diz que, como a lei prevê retroactividade, há trabalhadores a ficar muito preocupados por terem de devolver dinheiro já gasto.

— e.conomia.info