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Café Bolsa

Iniciado por xubi2, Janeiro 22, 2009, 00:24

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xubi2

#15
Ainda sobre o ultimo post..

Quem é que prefere uma maior redistribuição do rendimento?


[Paper] "Preferences for Redistribution"

[Autores] Alberto Alesina e Paola Giuliano

[Publicação] Harvard University, Janeiro 2009



Mais mulheres que homens, mais ateus que religiosos e mais europeus que americanos são favoráveis a políticas de redistribuição do rendimento por parte do Estado. Um estudo de Alberto Alesina e Paola Giuliano analisa as preferências pela equidade de acordo com vários critérios, como a nacionalidade, o género ou o nível de rendimento.

[Artigo] O que leva uma pessoa a defender o reforço ou a diminuição das políticas de redistribuição da riqueza. É apenas o interesse individual sobre os rendimentos actuais e futuros ou há outras condicionantes, psicológicas ou históricas, a influenciarem a forma como cada um quer ver a sociedade organizada? Este estudo utiliza dados empíricos para analisar esta questão.

[Abordagem] Depois de uma exposição da teoria existente sobre preferências relativamente a redistribuição, os autores analisam, utilizando diversas variáveis, os dados empíricos fornecidos por inquéritos à escala mundial.

[Conclusões] As preferências pela redistribuição são influenciadas por factores como o sexo, a idade, a raça, a educação, a religião ou o país de residência. Em geral, as mulheres, os mais jovens, os ateus e os afro-americanos (nos EUA) e os residentes no Leste da Europa querem sistemas onde a redistribuição da riqueza seja maior.

[Comentário] A actual crise, com o seu epicentro num sector financeiro com muitos excessos, reanimou o debate em torno de desigualdade de rendimentos. Mesmo nos EUA, onde o apoio às políticas de redistribuição é, segundo este estudo, mais baixo, está prestes a ser aprovado um imposto de 90 por cento sobre os prémios dos gestores de empresas que tiveram de ser ajudadas pelo Estado. Será que a crise levou a uma alteração das preferências?

— e.conomia.info



Plano Geithner: réplica do palno Paulson?


O novo plano de ajuda à banca nos EUA?
Após várias semanas de espera, Tim Geithner apresentou o seu plano de salvamento do sector bancário norte-americano. No The Wall Street Journal, o secretário do Tesouro de Obama explica a sua estratégia. O objectivo é incentivar, com empréstimos e garantias públicas, investidores a comprarem activos tóxicos aos bancos num valor que pode chegar ao bilião de dólares. Paul Krugman é desde já muito crítico e diz que o plano é em quase tudo igual ao plano posto em prática pela anterior Administração. Brad DeLong, no seu blog, defende Geithner e diz que "Paul Krugman está errado".

Trichet ajuda Governos europeus
Jean-Claude Trichet decidiu hoje dar uma ajuda aos líderes europeus na sua discussão com os EUA sobre se é preciso reforçar ou não os planos de estímulo económico. Em entrevista ao WSJ, o presidente do BCE defende que apenas é necessário colocar rapidamente em prática tudo o que já foi aprovado.

— e.conomia.info



Crises na balança de pagamentos retiram cerca de 5% ao PIB anual


As crises de balança de pagamentos retiram cerca de 5% ao PIB anual e duram em média 10 anos. Estas são as conclusões de três economistas do banco central inglês, num recente artigo publicado pela instituição onde são analisadas 40 crises na balança de pagamentos desde os anos 70. Na sua maioria trata-se de crises em economias não desenvolvidas. Os autores notam que as crises na balança de pagamentos provocam normalmente crises bancárias ou cambiais, o que potencia o impacto negativo de uma situação deste tipo. Os resultados são oportunos num momento em que vários países do Leste europeu estão a enfrentar sérias dificuldades.

[Artigo] "Evitar as perdas de PIB nas respectivas economias é provavelmente a razão central pela qual os governos tentam evitar crises de dívida. Apesar disso há pouca investigação que procure quantificar as perdas de PIB associadas a crises deste tipo. Este artigo tenta preencher essa falha", escrevem os economistas na apresentação do artigo.

[Abordagem] Calculam qual seria a evolução do PIB num cenário sem crise segundo dois métodos: uma através da estimativa do PIB tendencial (Hodrick-Prescott) a outra através de uma estimação de um modelo que, além da crise da divida, explica o crescimento da economia pelo peso do investimento e dos gastos públicos na economia, pela inflação, pela integração nos mercado internacionais e pela estabilidade politica. Compara os resultados obtidos com os verificados.

[Conclusões] As crises de dívida duram entre 8 a 11 anos. Neste período o PIB das economias afectadas é cerca de 5% inferior ao que se seria se não tivesse ocorrido uma crise. Este tipo de crises raramente ocorre de forma isolada, trazendo crises bancárias e cambiais associadas e é "o cocktail de crises triplas que causam os maiores impactos no PIB", escrevem os economistas (que estimam que uma vez que há uma crise de pagamentos então, em 77% dos casos há também crises cambiais, em 64% dos casos há crises bancárias e em metade dos casos há uma "crise tripla").

[Comentário] Como o artigo analisa fundamentalmente crises em economias emergentes, os resultados não podem ser aplicados directamente às economias desenvolvidas. As conclusões são no entanto oportunas num momento em várias economias de Leste enfrentam sérios riscos. A Hungria e e Letónia e Roménia já receberem ou pediram ajuda à EU e ao FMI nos últimos meses.

— e.conomia.info


cumprimentos!!

xubi2

Cronologia das crises financeiras mais graves desde a Grande Depressão


Washington, 1º abr (EFE).- Os chefes de Estado e de Governo das nações que compõem o Grupo dos Vinte (G20, que reúne os países mais ricos e os principais emergentes) se reunirão amanhã em Londres para enfrentar, de forma coordenada, a atual crise econômica e financeira global.



Para os Estados Unidos, a crise atual é a mais grave desde a Grande Depressão, que teve início em 1929 e foi motivada pela queda dos preços do mercado agrícola no ano anterior, culminando no "crash" da Bolsa de Nova York.



Agora tudo começou no mercado imobiliário, com inadimplência em empréstimos subprime - créditos de alto risco - e acabou por se estender a todos os segmentos da economia.



Segue relação das crises mais graves sobre os mercados desde 1929 e as medidas que foram adotadas para combatê-las:.






1929. "O Crack de 29". A crise econômica mundial da década de 1930 foi precipitada pela queda dos preços no mercado agrícola nos EUA em 1928.



Eclodiu em 29 de outubro de 1929 quando, após três meses de quedas consecutivas da produção e dos preços, foram vendidas de forma desesperada 16 milhões de ações, o que afundou a Bolsa de Nova York.



Depois do desastre de 1929 foi modificada a legislação básica da bolsa.



Uma das leis fundamentais adotadas foi a "Securities Exchange Act" (1934), que acabou por criar a Comissão de Valores Mobiliários americana (SEC), órgão encarregado de supervisionar os mercados no país.



Entre os objetivos da SEC estão facilitar informações ao público sobre os papéis e as empresas a serem contratados e garantir que abusos não serão cometidos no pregão.






1944. "Banco Mundial e FMI". Após a Segunda Guerra Mundial, a comunidade internacional realizou uma conferência econômica e financeira com apoio das Nações Unidas.



Do encontro saiu o Acordo de Bretton Woods, que organiza regras para as relações comerciais e financeiras entre os países mais industrializados do mundo.



Também ficou definida a criação do Banco Mundial (BM) e do Fundo Monetário Internacional (FMI), assim como o uso do dólar como moeda de referência internacional.






1971. "O fim do sistema padrão-ouro". Os gastos excessivos dos EUA no exterior e a Guerra do Vietnã fizeram com que as reservas de ouro do país se reduzissem drasticamente. Com isso, o valor da moeda deixou de estar respaldada pelo metal.



Por isso, e em meio a fortes especulações e fugas de capitais dos EUA, o então presidente Richard Nixon decidiu suspender a convertibilidade com o ouro e desvalorizou a moeda em 10%, algo que fez sem consultar os outros membros do Sistema Monetário Internacional.



Dois anos depois, voltou a desvalorizar a moeda, colocando fim ao padrão-ouro. Começava a época do câmbio flutuante em função da evolução dos mercados de capital internacionais.






1973. "Embargo do petróleo no conflito árabe-israelense". O corte de provisão dos Estados que compõem a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) na chamada primeira crise do petróleo, durante a Guerra do Yom Kippur, provocou aumento de US$ 2,50 a US$ 11,50 na commodity em 1974.



Isso elevou a fatura energética do Ocidente e provocou uma forte crise nos países mais industrializados.



A partir dessa crise de preços, os países ocidentais deram início a políticas de diversificação e de economia de energia. Entre outras medidas de proteção, a Agência Internacional de Energia (AIE) é criada em 1974.






1979. "A Revolução Iraniana". A derrocada do xá Mohammad Reza Pahlevi e a instauração da República Islâmica do Irã provocaram a segunda crise do petróleo, um novo colapso internacional.



Embora as economias dos países ocidentais estivessem mais preparadas, já que estes haviam reduzido seus consumos de petróleo, a queda na oferta provocou um longo período de preços extraordinariamente altos.



A crise afetou, sobretudo, os países em vias de desenvolvimento, que, junto com o aumento de preço que tinham de pagar pela commodity e a inflação, tiveram que enfrentar um ciclo de crise financeira por sua elevada dívida externa.






1980. "Iraque invade o Irã". O petróleo voltou a bater novos recordes em alta, chegando a US$ 40 o barril, valor que não tinha sido superado em dez anos.



Os altos preços levaram o Ocidente a produzir mais de seu próprio petróleo em áreas como o Mar do Norte.






1987. "Segunda-feira Negra". Em 19 de outubro de 1987, milhões de investidores se lançaram em massa a vender suas ações na Bolsa de Nova York devido à crença generalizada de gestão inadequada de informações confidenciais e à aquisição de empresas com dinheiro procedente de créditos.



O Dow Jones caiu 508 pontos, somando 22,6% de baixa em um único pregão, superando os sucessivos recuos que provocaram a Grande Depressão e arrastando bolsas européias e asiáticas.



Isso trouxe como consequência uma intensificação da coordenação monetária internacional e dos principais assuntos econômicos.






1997. "A crise dos Gigantes Asiáticos". Em julho a moeda tailandesa se desvalorizou. Logo depois caíram as de Malásia, Indonésia e Filipinas, repercutindo também em Taiwan, Hong Kong e Coreia do Sul.



O efeito desses recuos arrastou as outras economias da região, convertendo-se posteriormente na primeira crise em escala global.



O FMI elaborou uma série de pacotes de resgate para salvar as economias mais atingidas e promoveu várias reformas estruturais.






1998. "A crise do rublo". O sistema bancário da Rússia entrou em colapso, com uma suspensão parcial de pagamentos internacionais, a desvalorização de sua moeda e o congelamento de depósitos em moeda estrangeira.



O FMI concedeu vários créditos multimilionários para evitar a queda livre do rublo e que os danos fossem irreparáveis no mercado internacional.






2000. "A Crise das 'pontocom'". Os excessos da nova economia deixaram um rastro de quebras, fechamentos, compras e fusões no mundo da internet e das telecomunicações, e também um grande buraco nas contas das empresas de capital de risco.



Em 10 de março, o principal índice do Nasdaq, máximo expoente da "nova economia" e do êxito das empresas de tecnologia, fechou em 5.048,62 pontos, recorde histórico.



Em apenas três anos, a crise apagou do mapa quase cinco mil companhias e algumas das maiores corporações do setor de telecomunicações, vítimas dos maiores escândalos contábeis da história.



O Federal Reserve (Fed, banco central americano) respondeu com uma redução de 0,5 ponto na taxa básica de juros.






2001. "As Torres Gêmeas". Os atentados de 11 de setembro de 2001 contra as Torres Gêmeas em Nova York e o Pentágono em Washington, que deixaram um balanço de cerca de três mil mortos, provocaram também queda nas bolsas.



O índice Nikkei de Tóquio caiu mais de 6%, e os pregões europeus tiveram fortes recuos que levaram os investidores a buscar refúgio no mercado do ouro e em bônus do Tesouro americano.



O Fed também respondeu à crise com cortes dos juros, na campanha mais forte de sua história nesse sentido.






2008-2009.



A crise financeira originada nos EUA como consequência das inadimplências em empréstimos subprime - créditos de alto risco - do setor imobiliário acaba com os grandes gigantes financeiros do país.



Passa a repercutir em todo o mundo e afeta as economias reais, causando a crise mais grave desde a Grande Depressão.



A situação leva os presidentes George W. Bush, primeiro, e Barack Obama, depois, a lançarem uma intervenção em massa do Governo na economia dos EUA, que fechou 2008 com uma contração trimestral de 6,3%, a maior em 26 anos.



A primeira decisão de Bush foi estabilizar o sistema financeiro por meio de um pacote de US$ 700 bilhões. Seu sucessor reconverteu a medida e lançou um plano de recompra de ativos "tóxicos" para sanear os balanços bancários.



Em paralelo, Obama apresentou um ambicioso plano de estímulo de US$ 787 bilhões, por meio do qual pretende revitalizar a economia em investimentos e infraestruturas, educação e emprego, e fomentar uma nova indústria, a das energias alternativas, para criar novas vagas.



A terceira etapa do plano de Obama prevê a reforma dos mercados financeiros. O projeto, esboçado esta semana pelo secretário do Tesouro, Timothy Geithner, põe sob controle pela primeira vez os fundos de alto risco e instrumentos financeiros mais sofisticados. EFE


xubi2

#17
Ola amigos!!!

GLINTT....


Microsoft e Glintt firmam acordo estratégico internacional
para mercado da Saúde


As duas empresas assinaram um Protocolo que estabelece os contornos da abordagem
conjunta ao mercado da Saúde e das farmácias.
Um novo Centro de Desenvolvimento.Net criado na Glintt com o objectivo de desenvolver
aplicações inovadoras para o sector da Saúde, nomeadamente nos universos hospitalar e
farmacêutico, será a chave para a disponibilização de soluções tecnológicas inovadoras que
permitam prosseguir a modernização dos hospitais e das farmácias.
A Microsoft Portugal e a Glintt acabam de assinar um acordo de colaboração estratégica que visa
disponibilizar soluções tecnológicas inovadoras ao sector da saúde, nomeadamente no universo das
farmácias, para os mercados nacional e internacional.
A colaboração entre Microsoft e a Glintt no Centro de Desenvolvimento Tecnológico para a Saúde
representa um investimento de cerca de 1,250 milhões de euros, durante os próximos dois anos,
verba destinada à investigação e desenvolvimento de soluções e à formação das equipas da Glintt e
da Microsoft.
Procurando responder aos desafios de modernização e inovação colocados por esta área de
actividade, o acordo entre a Microsoft e a Glintt assume-se como um contributo efectivo para a
concretização do Plano Tecnológico do Governo na área da Saúde em Portugal, constituindo uma
alavanca de mudança na sociedade portuguesa assente no Conhecimento, Tecnologia e Inovação.
O protocolo que corporiza este parceria estratégica traduz a vontade da Glintt de migrar todas as
suas aplicações da área da Saúde, nomeadamente as dizem respeito às Soluções Hospitalares e às
Soluções das Farmácias de Oficina, bem como o desenvolvimento dos seus novos produtos em
tecnologia Microsoft.
A colaboração acordada no âmbito do protocolo de parceria hoje assinado tem em vista três
objectivos estratégicos:
• Constituição de um Centro de Desenvolvimento.NET na Glintt – este centro será o cerne
da colaboração e dele vão emanar não apenas novas soluções inovadoras para a gestão da
área da Saúde e Farmácias, mas também o roadmap de migração de todas as aplicações
Hospitalares e de Farmácia de Oficina para tecnologia e produtos Microsoft;
2 of 3
• Desenvolvimento de soluções inovadoras para o sector da Saúde em Portugal –
Hospital e Farmácia de Oficina – baseado na experiência nacional da Glintt nos universos
hospitalar e farmácias de Oficina e nas tecnologias e produtos inovadores da Microsoft, as
empresas têm como objectivo a investigação e desenvolvimento de Soluções Inovadoras na
área da Saúde, onde a Glintt terá acesso como "early adopter", às tecnologias e produtos
que a Microsoft lançar para o mercado, de que são desde já exemplos o Microsoft
Healthvault e o Microsoft Amalga. Neste sentido, as partes acordam ainda no compromisso
de trazer para o mercado, no curto prazo, soluções inovadoras de Registo Clínico do Utente
e de Receita Electrónica.
• Promoção e Divulgação conjunta das soluções produzidas pela Glintt em tecnologia
Microsoft
• Internacionalização das Soluções Glintt em tecnologia e produtos Microsoft –
reconhecendo a Microsoft a relevância e o interesse das soluções Glintt para o mercado da
Saúde internacional e a Glintt a importância da sua internacionalização, a Microsoft Portugal
irá apoiar os esforços conjuntos de internacionalização das Soluções desenvolvidas no agora
criado Centro de Desenvolvimento .Net da Glintt.
Nuno Duarte, Director Geral da Microsoft Portugal, referiu que "poder contribuir para a
modernização do sector da saúde e para a formação dos profissionais de saúde é um motivo de
orgulho para a Microsoft. A nossa parceria com a Glintt irá servir para desenvolver e implementar
soluções inovadoras que melhorem a vida dos utentes das Farmácias, promovendo assim o
desenvolvimento tecnológico do sector da saúde".
Já Kevin Turner, Chief Operating Officer da Microsoft Corporation que se deslocou a Lisboa
recentemente e manteve contactos ao mais alto nível com a Equipa de Gestão da Glintt, que
resultaram neste acordo, sustentou que "a Microsoft continua empenhada em promover o uso das
tecnologias de informação e comunicação, em particular na área da saúde, sendo por isso muito
gratificante para nós disponibilizar formação e colaborar na criação de mais um Centro de
Desenvolvimento" E acrescentou:."Este acordo é também uma forma de mantermos o nosso
compromisso de apoio ao Plano Tecnológico do Governo português através do alargamento de
conhecimento actualizado nas áreas de Gestão e das novas Tecnologias da Informação entre os
profissionais da Saúde".
Segundo o CEO da Glintt, Fernando Costa Freire, "este projecto representa um grande
investimento para a Glintt e é um novo desafio em que apostamos e acreditamos. Contribuir para o
desenvolvimento e enriquecimento da oferta de soluções tecnológicas para os utentes e profissionais
de saúde, lado-a-lado com parceiros como a Microsoft e a ANF, é um motivo de enorme satisfação " .

xubi2

Ola amigos...

Como resolver esta crise?

  Numa pequena vila e estância na costa sul da França, chove, e nada de especial acontece.

A crise sente-se.

Toda a gente deve a toda a gente,  carregada de dívidas.

Subitamente, um rico turista russo, chega ao foyer do pequeno hotel local.
  Pede um quarto e coloca uma nota de 100€ sobre o balcão, pede uma chave de quarto e sobe ao 3º andar para inspeccionar o quarto que lhe indicaram, na condição de desistir se lhe não agradar.

O dono do hotel pega na nota de 100€ e corre ao fornecedor de carne aquém deve 100€.
O talhante pega no dinheiro e corre ao fornecedor de leitões a pagar 100€ que devia há algum tempo.
Este por sua vez corre ao criador de gado que lhe vendera a carne e este por sua vez corre a entregar os 100€ a uma prostituta que lhe cedera serviços a crédito.

Esta recebe os 100€ e corre ao hotel aquém devia 100€ pela utilização casual de quartos à hora para atender clientes.

Neste momento o russo rico desce à recepção e informa o dono do hotel que o quarto proposto não lhe agrada, pretende desistir e pede a devolução dos 100€.   Recebe o dinheiro e sai.

Não houve neste movimento de dinheiro qualquer lucro ou valor acrescido.

Contudo, todos liquidaram as suas dividas e este elementos da pequena vila costeira encaram agora optimisticamente o futuro.


Dá que pensar....




cumprimentos

Sect

 ;D

Bem visto, gostei bastante de ler este topico espero que continue.

Cumprimentos
Sect

xubi2

Como é possível,  acreditar numa continuação de subida dos mercados com base em analises técnicas, quando os mercados estão subvalorizados!

Com o recente trimestre de fortes altas "na casa dos 30%" em relação ao inicio do ano! Com empresas que apesar de tudo estão a perder lucros "na maioria", mão de obra, vendas, e tem cada vez mais os mercados a contrair com forte instabilidade que faz sentir um pouco por todo mundo.

Será que os mercados vão recuperar tudo de uma só vez e irão fazer orelhas moucas ao clima de instabilidade que se faz sentir!

Será que esta puxada  é suficiente para sustentar uma retoma?

Ou será que os mercados não mandam economia, e já é a economia a mandar nos mercados?

Ou já estarão os mercados a mandar na economia? Estaremos em condições de continuar uma retoma com o dólar subir o petróleo a ganhar caminho e os bancos a nadar em dividas...
"
Este primeiro dia da semana foi um dos mais negativos dos últimos tempos, para as bolsas, com a grande maioria das praças da Europa a fechar com pesadas descidas. O eurostoxx 50 encerrou com uma descida de mais de 3%.

A subida na cotação do dólar esteve a castigar o preço das matérias-primas, o que pesou sobre os títulos do sector energético e das empresas mineiras.

O euro está agora abaixo de um dólar e 38. As cotações do petróleo caíram mais de 2,5%, com o WTI a caír abaixo da marca dos 70 dólares e o Brent do Mar do Norte a cerca de 69 dólares.

A bolsa lisboeta acompanhou as outras praças. O PSI 20 caíu 1,63%. A Brisa e a Galp foram os títulos com maiores descidas. Apenas dois títulos fecharam a sessão no verde."

Não haverá ai quem esteja muito iludido? ;)

Sérgio Costa

xubi2

#21
"Chief Economist" do Goldman Sachs antecipa correcção nas bolsas
A queda de ontem nos mercados accionistas poderá ter sido o início de um período de correcção que durará algumas semanas, uma vez que os governos mundiais estão já a dar sinais de que pretendem recuar nos estímulos à economia.

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Nuno  Carregueiro
[email protected]


A queda de ontem nos mercados accionistas poderá ter sido o início de um período de correcção que durará algumas semanas, uma vez que os governos mundiais estão já a dar sinais de que pretendem recuar nos estímulos à economia.

A opinião é do "Chief Economist" do Goldman Sachs, Jim O'Neill. "Não ficaria surpreendido se o que começou ontem é o início de uma correcção que irá durar algumas semanas", disse o responsável, cotado pela Bloomberg. Acrescentou que "os mercados receberam muito sumo. Se retirar um pouco de sumo", as expectativas "ficam defraudadas".

Ontem as acções mundiais sofreram a maior queda em dois meses, na primeira sessão após a reunião do G8, onde os líderes mundiais discutiram já como recuar face aos planos de estímulos às economias.

A discussão está agora em saber se é nesta altura prematuro começar já a discutir os recuos nos planos de estímulos, quando são ainda débeis os sinais de recuperação da economia mundial.

"Penso que os governos devem ter cuidado. Quando os retirarem [planos de estímulo], vai ser duro estar investido no mercado de dívida pública e [o investidor] terá que se concentrar em países e ideias com fortes fundamentais", adiantou.

Para o "Chief Economist" do Goldman Sachs, os BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) são agora os melhores países para investir, pois apresentam "dinâmicas positivas que não estão dependentes da política monetária".

E sobre os BRIC /forumbolsa/forum-de-bolsa/no-futuro-dolar-ou-euro/new/#new

em  "jornal de negocios"

xubi2

#22
Esta se calhar não tem nada haver... ou até tem muito haver...pelo menos para aqui para o fórum!

xubi2

O que é preciso para uma retoma sustentada: dois avisos

Dois avisos importantes em relação ao que falta para garantir uma saída sustentada da crise económica mundial. Num artigo na revista The Economist, a líder da equipa de conselheiros económicos de Obama, Christina Romer, avisa que não se deve cometer o mesmo erro que em 1937, quando os Governos abandonaram cedo de mais as políticas de estímulo orçamental. Um alerta que parece não assustar os líderes europeus que, como noticia a Bloomberg estão confiantes numa retoma sustentável sem mais ajudas públicas, estando já a pensar nas denominadas "estratégias de saída". Num artigo no "Financial Times", o economista-chefe do FMI, Olivier Blanchard, diz que para evitar um cenário de recuperação em "L" seria que a China abandonasse a sua política de crescimento baseada nas exportações e apostasse numa dinamização da procura interna, uma mudança que, admite, é pouco provável.

Fed merece mais poderes?

Os bancos centrais mundiais estão, tal como acontece em Portugal, a ser colocados em causa pelo seu fraco papel na prevenção da crise. É por isso que nos EUA, o plano de reforço dos poderes de regulação da Reserva Federal que a Administração Obama pretende passar à prática estão a gerar bastante polémica entre os membros do Congresso, incluindo os democratas, como relata o The Washington Post. Paul Krugman faz também algumas críticas ao plano. Segundo o The New York Times, outro dos planos de Obama – o da reforma do sistema de saúde – também encontra oposição entre os democratas, que acham demasiado caro garantir protecção a todos os americanos.

Baixa de impostos na Alemanha
O El País dá conta da redução de impostos para 2010 anunciada por Angela Merkel, relacionada essencialmente com os custos de saúde.

Japão ultrapassado pela China
A economia japonesa vai deixar de ser a segunda maior mundial, sendo utrapassada pela China. Quem o admite é o próprio Governo nipónico, como revela hoje o Le Monde.

xubi2

#24
Mas isto ainda vai...Agora é que não :-\

Mercados nervosos sobre indefinições na Fed

O receio de que a enorme injecção de liquidez executada pela Fed durante a crise venha a resultar num significativo aumento da inflação assim que a economia comece a recuperar está a deixar os investidores nervosos. Durante a crise a Reserva Federal aumentou o seu balanço para cerca de um bilião de dólares – um valor que poderá crescer este ano até aos 3 biliões – através de empréstimos concedidos ao Estado e a empresas. Vários economistas duvidam que a Fed consiga retirar esta liquidez da economia com a rapidez necessária, o que está a fazer subir as taxas de juro de longo prazo nos EUA. Este aumento de juros poderá penalizar a recuperação.

"Os mercados não percebem qual será a estratégia de saída da crise da Fed. Estão confusos", afirmou á agência Bloomberg Lyle Gramley, um conselheiro económico da Soleil securities e ex-membro da Reserva Federal. O WSJ também salienta o nervosismo que a inexistência de uma estratégia conhecida por parte da Fed está a gerar.

A Reserva Federal, por seu lado, defende que a subida nas taxas de juro de longo prazo se deve mais ao baixos níveis que tinham sido atingidos no passado recente e diz que os riscos de inflação estão mitigados pelas fracas perspectivas no mercado de trabalho. O mau momento no emprego é salientado esta manhã pelo Washigton Post que diz que o desemprego deverá continuar a aumentar até, pelo menos, meio de 2010.

Os governadores da Reserva Federal reunem amanhã e depois.

Banco mundial revê crescimento em baixa e avisa para graves impactos da crise nos países mais pobres
O Banco Mundial reviu hoje em baixa as previsões de crescimento da económico mundial, salientando os fortes impactos que a crise está a ter especialmente nas economias mais frágeis. Segundo a instituição os fluxos líquidos de capital para os países em desenvolvimento deverão cair cerca de 50% este ano, depois de uma queda de 41% no ano passado. Este é um dos factores que contribuiu para a revisão em baixa da previsão de crescimento para este ano para apenas 1,2%, o que contrasta com 8,1% de 2007 e os 5,9% em 2009. Segundo o WSJ o BM espera uma contracção da economia mundial de 2,9%, para a qual contribui um recuo de 4,5% nas economias desenvolvidas.

Com base no mesmo relatório, o The Guardian salienta que a instituição sedeada em Washington pede aos países desenvolvidos para tentarem compensar a perda de cerca de um bilião de dólares que estas economias irão sofrer.

Défice em França vai ultrapassar os 7% este ano
Eric Woerth, o ministro francês do orçamento, anunciou ontem que o défice orçamental francês deverá ficar entre os 7% e os 7,5% em 2009 (e em 2010), um valor bem superior à previsão oficial de 5,6%. A degradação das perspectivas orçamentais explicada numa primeira fase pelo aumento de despesas está agora a ser afectada pela forte redução de receitas de impostos, as quais estão a reagir à contracção económica. O noticia está nos principais jornais franceses. O Les Echos salienta ainda o primeiro discurso de sempre de um Presidente francês no Parlamento o qual terá lugar hoje de tarde. A ida de Sarkozy ao Congresso foi tornada possível pela revisão constitucional de 2008.

Trichet avisa para riscos orçamentais....
Durante o fim de semana Jean-Claude Tichet voltou a apontar para uma recuperação da economia da Zona Euro em 2010, mas deixou sérios avisos à situação orçamental na região, afirmando que "há um momento em que não podemos gastar mais e acumular mais dívidas. Nós chegámos a esse momento", escrevem a BBC e o The Guardian

... e Nowotny diz que taxa central deverá ficar nos 1% pelo menos até final do ano
O presidente do banco central austríaco, Ewald Nowotny afirmou hoje que o BCE deverá manter a taxa central nos 1% durante 2009. Citado pela Bloomberg, o membro do conselho de governadores do BCE diz que "Se a economia evulir como esperamos, não perspectivos alterações [da taxa central] este ano e precisaremos de olhar para o tema outra vez no próximo ano".

Já Bini-Smaghi critica o falhanço da coordenação europeia na reforma do sistema regulatório
Bini Smagi, também membro do conselho de governadores do BCE, escreve hoje no FT que os líderes europeus têm de perceber que não é possível ter um sistema orçamental de apoio a crises financeiras a nível nacional. Smaghi diz que um sistema de regulação europeu enfrente três objectivos conflituantes: integração financeira, estabilidade financeira e supervisão nacional autónoma. Para o italiano a crise veio demonstrar que os três objectivos nõa são possível em simultâneo, algo que os líderes europeus deveriam reconhecer, para depois assumirem as suas escolhas.

— e.conomia.info

xubi2

PIB português pode cair 4,5%       




Um relatório divulgado pela OCDE esta quarta revê em forte baixa as previsões para a evolução da economia portuguesa em 2009, podendo o PIB vir a descer 4,5%. O desemprego deverá ultrapassar os 11% em 2010 e aproximar-se dos 10% já este ano. No debate parlamentar desta quarta feira, Francisco Louçã propôs um programa de emergência para o desemprego.
 

Segundo as estimativas da OCDE, Portugal ainda não atravessou o pior da crise: o PIB deverá descer este ano 4,5% e o desemprego deverá aproximar-se muito dos 10%. No entanto, para 2010, a organização estima que 11,2% da população activa portuguesa se encontre desempregada.

A evolução da economia portuguesa será a sexta pior da zona euro. Com piores resultados do que Portugal deverão estar a Irlanda (com uma quebra no PIB de 9,8%), a Alemanha (-6,1%), a Itália (-5,5%), a Eslováquia (-5%) e a Finlândia (-4,7%). No entanto, a OCDE estima que estes países voltem a registar subidas do PIB em 2010 (com excepção da Irlanda e Espanha), ao contrário do que espera para Portugal.

Na sessão parlamentar desta quarta feira, Francisco Louçã desafiou o governo a apresentar um programa de emergência para os trabalhadores portugueses desempregados, em vez de os tentar iludir com as "contas à Sócrates".

Foi também tornado público esta quarta feira que o fundo de ajustamento contra os efeitos da globalização, aprovado pela Comissão Europeia, vai permitir aos trabalhadores portugueses afectados pela crise do sector têxtil receber uma compensação de 553,7 euros, enquanto os trabalhadores da Catalunha vão receber cerca de 3.000 euros cada um.

Dados divulgados esta semana pelo Banco de Portugal indicam que a dívida externa portuguesa atingiu em Março os 101% do PIB estimado pelo governo para o ano de 2009.

Por outro lado, o relatório anual da organização Transparency International considera que Portugal "pouco ou nenhum" esforço fez para combater a corrupção, apontando várias insuficiências no controle do branqueamento de capitais.



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O maior risco para a recuperação é a inflação elevada lá para 2012, diz Greenspan


O debate em torno de qual deve ser a política seguida agora que o ritmo de contracção da economia está a abrandar mantém-se nos dois lados do Oceano. Alan Greenspan faz hoje uma análise no FT sobre o actual momento económico e financeiro avisando que, na sua opinião, o principal risco a ameaçar a economia norte-americana a médio prazo é a inflação. O ex-líder da Reserva Federal diz que, a acontecer, uma forte subida da inflação deveria ser esperada em 2012, baseando esta data na relação típica entre a evolução dos preços e a liquidez existente na economia. Greenspan explica ainda porque pode ser difícil à Fed secar com a rapidez necessária o excesso de liquidez e propõe algumas soluções. Na frente económica, o economista defende ainda uma explicação pouco comum para os sinais positivos que se têm visto na economia: a subida nos mercados accionistas são não só um sinal avançado do andamento da economia, mas também uma causa do melhor momento económico. Isto porque a subida dos preços dos activos gerou melhorias significativas nos balanços de bancos e empresas, resultando no estímulo significativo sobre a actividade económica. "Eu reconheço que atribuo um papel económico mais importante aos preços das acções do que é o conhecimento convencional. Na minha perspectiva, eles são não só um importante indicador avançado da actividade económica global, mas um contribuidor significativo para essa actividade, operando essencialmente por via dos balanços", escreve no FT. E claro que isto quer dizer que: "Se as acções caírem novamente para os níveis do início da Primavera ou piores, eu esperaria que os "green shoots" que foram identificados nas semanas mais recentes venham a desaparecer". Em sentido contrário, George Magnus diz que os riscos de um excesso de endividamento público não são iminentes, apesar da recente subida dos yields da dívida pública.

China insiste em nova divisa internacional de reserva
Apesar de muitos economistas verem a substituição do dólar como principal divisa internacional de reserva como um cenário irrealista a médio prazo, Pequim insiste. Como noticia a Bloomberg, o banco central chinês defende num relatório que "para evitar as deficiências inerentes à utilização de divisas nacionais como reservas, há a necessidade de criar uma divisa internacional de reserva que esteja desligada de Estados soberanos".

Aperto de crédito na Alemanha
O inédito empréstimo a um ano realizado esta semana pelo BCE levou as taxas de juro do mercado a baixarem ainda mais, mas a verdade é que as empresas europeias continuam a quexar-se da dificuldade de acesso ao crédito. Na Alemanha, como noticia o FT, a associação que representa a poderosa indústria exportadora alertou contra a existência de um aperto de crédito na Alemanha, uma queixa evidente ao BCE e à sua política.

Neoliberalismo e centro esquerda
Nuno Garoupa, no Negócios, diz que o fim do neoliberalismo afectou muito mais o centro esquerda europeu do que a direita. "O centro-esquerda, sem saber bem para que lado se virar, acabou ironicamente como o herdeiro legítimo do neoliberalismo", afirma.

Reforma da saúde nos EUA dá lucro ao Estado
De forma surpreendente, em entrevista à Slate, o responsável pela gestão do orçamento na Administração Obama, Peter Orszag, garante que o plano de reforma do sistema de saúde proposto pelo presidente dos EUA poderá gerar uma poupança para um orçamento cada vez mais deficitário.

— e.conomia.info

xubi2

Citação de: xubi2 em Junho 16, 2009, 01:40

Com o recente trimestre de fortes altas "na casa dos 30%" em relação ao inicio do ano! Com empresas que apesar de tudo estão a perder lucros "na maioria", mão de obra, vendas, e tem cada vez mais os mercados a contrair com forte instabilidade que faz sentir um pouco por todo mundo.



Desemprego afunda bolsas americanas


Os principais índices bolsistas dos EUA fecharam em queda, penalizados pela diminuição superior ao previsto do número de empregos, o que intensificou os receios de que o aumento da taxa de desemprego prolongue a recessão.


Carla Pedro
[email protected]


Os principais índices bolsistas dos EUA fecharam em queda, penalizados pela diminuição superior ao previsto do número de empregos, o que intensificou os receios de que o aumento da taxa de desemprego prolongue a recessão.

O Dow Jones (DJIA) encerrou a ceder 2,63%, fixando-se nos 8.280,74 pontos. O S&P 500 perdeu 2,91%, para 896,42 pontos, apagando os ganhos de 2009. Desde o início do ano, o índice tem agora uma queda acumulada de 0,6%.

O índice tecnológico Nasdaq terminou nos 1.796,52 pontos, com uma desvalorização de 2,67%.

A Home Depot, a Alcoa e a Travelers perderam mais de 3,5% depois de o Departamento norte-americano do Trabalho divulgar que o número de postos de trabalho diminuiu em 467.000 em Junho, a taxa de desemprego aumentou e a remuneração à hora estagnou, o que dá poucos sinais de que o pacote de estímulo da Administração Obama esteja a revitalizar o mercado laboral.

A queda do número de empregos foi superior à estimativa de 365.000 e seguiu-se a um corte de 322.000 postos de trabalho em Maio.

A taxa de desemprego subiu para 9,5%, o valor mais alto desde Agosto de 1983, contra 9,4% no mês precedente. No entanto, a previsão média dos 79 economistas inquiridos pela Bloomberg apontava para 9,6%.

A Lear Corp., segunda maior fabricante de assentos automóveis, afundou 52% devido aos planos de dar entrada com um processo de falência.



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"Banco de Portugal e CMVM alertam para actividades no âmbito do mercado FOREX"

"1 - Os meios de comunicação social têm vindo a referir a actuação em Portugal de entidades que oferecem elevadas rentabilidades através do investimento em instrumentos derivados cambiais que têm como activos subjacentes as cotações cambiais no "mercado FOREX" – Mercado interbancário cambial não regulamentado.
Esta actividade é realizada com recurso a anúncios em sítios da "internet" em domínios estrangeiros e sem a existência de qualquer suporte físico ou jurídico em Portugal.

2 - O Banco de Portugal e a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários consideram, a propósito de tal actividade, dever esclarecer o seguinte:

a) Só as instituições devidamente autorizadas ou registadas em Portugal podem, nos termos da lei, exercer a actividade em causa;
b) As entidades referidas nesses meios de comunicação social não se encontram autorizadas ou registadas em Portugal como instituições de crédito, empresas de investimento ou organismos de investimento colectivo;
c) Essas entidades, pelo facto de não estarem autorizadas ou registadas pelo Banco de Portugal e/ou pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, não se encontram sujeitas à respectiva supervisão.

3 - Na medida em que a actividade referida no ponto 1 é susceptível de configurar o exercício não autorizado de actividade de natureza financeira, têm o Banco de Portugal e a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários difundido, nos respectivos sítios na Internet (www.bportugal.pt e www.cmvm.pt), alertas ao público emitidos por autoridades de supervisão estrangeiras sobre entidades que, indiciariamente, actuarão de forma não autorizada e potencialmente lesiva dos interesses dos investidores.

4 - Desta forma, o Banco de Portugal e a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários vêm reiterar junto do público a advertência de que a contratação de qualquer produto ou instrumento financeiro, em especial quando oferecido por entidade não conhecida do cliente ou investidor, deverá ser sempre precedida da necessária verificação da habilitação da instituição contratante para o exercício da actividade em causa. Esta verificação pode ser efectuada junto do Banco de Portugal ou da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, nomeadamente, através dos respectivos endereços de internet.

Mais se salienta que, entre outras consequências, os fundos entregues a entidades não habilitadas não estão abrangidos pelos sistemas de indemnização que protegem os fundos e os valores mobiliários confiados às instituições de crédito e a outras instituições financeiras (Fundo de Garantia de Depósitos e Sistema de Indemnização aos Investidores)."

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Baixa procura e preço do petróleo continua a subir       



Desde o início da crise internacional, a procura de petróleo baixou consideravelmente e ainda não deu mostras de poder começar a recuperar; no entanto após uma baixa repentina o preço do petróleo não pára de subir.
Artigo de Rui Curado Silva, investigador no Departamento de Física da Universidade de Coimbra.
Transaccionado a cerca de 40 dólares em Janeiro, o preço do crude subiu para 70 dólares em Junho. A concentração de petroleiros ao largo de Roterdão ajuda a explicar esta incongruência. Os comandantes destes navios esperam ordens de venda da parte de intermediários que foram apanhados numa situação de "cotango". Cotango na linguagem dos especialistas significa que o preço de um bem é inferior ao preço de um contrato a prazo (que se obtém pagando hoje um barril para entrega futura). Como o preço que pagaram pelos barris de petróleo quando assinaram os contratos era superior ao actual, estes intermediários não têm qualquer interesse em vender.

Em Maio, segundo a Agência Internacional de Energia navegavam em mar alto entre 100 e 150 milhões de barris. Há cerca de duas semanas estimavam-se em 28, os petroleiros a navegar ao largo da costa neerlandesa, dos quais três quartos de tanque cheio. Cada tanque tem capacidade para cerca de 13 milhões de metros cúbicos de petróleo ou o equivalente a 80 milhões de barris. Esta quantidade petróleo serviria para alimentar cerca de 5 milhões de automóveis ou fornecer energia a todos os 27 países da União Europeia durante 5 dias. O risco de que uma concentração tal de petroleiros no mar possa dar origem a uma catástrofe é significativo.

A espiral de especulação continua em terra, onde os operadores que negoceiam com os petroleiros tentam comprar todo o petróleo em cotango que conseguem encontrar, para posteriormente o venderem em contratos a prazo a preços bem mais elevados. Na bomba de gasolina quem paga os custos de todas estas manobras somos todos nós, pagando os combustíveis caros independentemente da procura. Arriscamo-nos ainda a adicionar a estes custos a factura de uma eventual maré negra causada exclusivamente por efeitos perversos do funcionamento do mercado do petróleo.