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Ideias que podem dar 100% de lucro de médio prazo

Iniciado por franciscotramos, Outubro 02, 2009, 16:43

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Antunes

#30
Citação de: hollies em Outubro 08, 2009, 20:11
Viva Antunes,

Deixe-me dizer-lhe desde já que não possuo conhecimentos técnicos ao nível do Francisco, para lhe dar uma resposta categórica sobre o que espero da Conolog , com uma argumentação com base nos fundamentos económicos da empresa, penso quando me coloca essa questão, tem em mente isso, por ter percebido que a empresa não está com uma saúde financeira por aí além, e pelo próprio ramo do negócio, pelos produtos desta empresa  não se dirigirem directamente a milhões de pessoas, não fabricar produtos que milhões de pessoas possam consumir diáriamente. Faço este reparo porque há uma grande franja de investidores que se restringem a um tipo de empresa, a empresa para as massas, e deverão ter boas razões para isso, o Grande Warren Buffet, é um bom exemplo disso, e é considerado um dos maiores investidores do mundo.

Viva Luís,

Uma empresa de sucesso não precisa de ter milhões de clientes para ganhar dinheiro. Precisa é de ter um produto que as pessoas ou instituições necessitem ou, pelo menos, queiram muito e ter força negocial suficiente para poder aumentar o preço dos seus produtos e serviços ao ritmo da inflação. Depois precisa de ter bons gestores que pensem mais no accionista do que nos seus bónus. Assim de forma simplificada, é este tipo de empresas de que eu gosto.

Citação de: hollies em Outubro 08, 2009, 20:11
Esta Conolog é uma empresa especializada em equipamentos de comunicação de alta confiabilidade e componentes para fins militares:'VRC, PRC and GRC family of radios, the Mark series of torpedoes and guidance for the Patriot missile and Captor'. Eu não sou especialista neste sector, mas fácilmente intuo que esta Conolog é uma empresa especializada em alta tecnologia, e fornece equipamento, que muitas poucas empresas estarão habilitadas fazer, ao exercito dos EUA. Como competidores directos tem a Spectrum Control (spec) e a Microwave Filter (mfco.ob).

Ao mencionar a Spectrum Control (SPEC) e até a Microwave Filter Company (MFCO.OB), facilitou bastante a minha resposta pois, apesar de ser concorrentes, há uma diferença brutal entre as 3. Mas vou restringir-me aos opostos, a SPEC e a CNLG:

- A CNLG perde dinheiro há pelo menos 5 anos (não fui ver mais atrás nos reports anuais) mas até tem conseguido reduzir os prejuízos nesses últimos 5 anos;
- A SPEC ganha dinheiro há pelo menos 5 anos (não fui ver mais atrás nos reports anuais) mas, melhor ainda, tem conseguido AUMENTAR CONSISTENTEMENTE os seus lucros quase todos os anos (não o conseguiu no ano passado, o que é perfeitamente compreensível dada a dimensão da crise)

Por isso, há claramente algo que a SPEC possui e que a CNLG não tem. O que é não sei pois não tive oportunidade de procurar mas pode ser melhor gestão, melhores produtos,...

Citação de: hollies em Outubro 08, 2009, 20:11
O equipamento que a Conolog  fabrica , vende, O Exército dos EUA gasta mtos milhões de dólares em equipamento militar, isso todos sabemos, e entre eles lá estarão os aparelhos da Conolog, se tiver paciência vá a este endereço http://www.reuters.com/finance/stocks/keyDevelopments?rpc=66&symbol=CNLG.O&timestamp=20090810110000 , e vê as ordens de compra no valor das centenas de milhar de cada vez, neste tipo de equipamento. Para além do Sector Militar, esta empresa tb fornece equipamentos a outros sectores mais comerciais, telecomunicações, agencias de noticias, transportes etc...A Conolog podia era ter um Site mais interessante, parece-me pobre, e pouco elucidativo,  tem uma subsidiária a Iniven (www.iniven.com) e aí sim já se tem uma melhor ideia aquilo que fabrica.
É uma das empresas que sigo, entre mtas outras, o que me levou a colocar esta em vez de outra, foi pq parece ter despertado de um torpor que durou algum tempo.Também não espero que suba mto a breve prazo, penso que irá depender da própria empresa, da capacidade que irá ter nos próximos tempos. Uma das primeiras coisas que faço quando recolho inormação sobre uma empresa, é olhar para o gráfico do histórico de cotações, e a Conolog atingiu valores que poderei dizer impressionantes, embora tb tenha pelo meio stock splits, e tenha vindo constatemente a descer (período de 10 anos, tirando aquele valor exagerado da bolha tecnológica), questiono-me sempre, o que teve esta empresa de notável para ter atingido tais valores e que agora aparentemente já não tem, e esteja a um valor tão baixo, é a recessão?...A situação Financeira da empresa?... foram só expectativas demasiado elevadas dos investidores que a colocaram tão lá em cima no passado?...O período histórico, 11 de Setembro, a Invasão do Iraque? ou possui algo que a poderá levar outra vez a valores mais altos?  uma situação, um novo conflito poderá fazê-la de novo subir?... é uma empresa que continua activa, lançou há pouco tempo uma nova tecnologia, um detector de cabo de fibra óptica que permite ver qualquer falha sem ser necessário cortar o cabo. Será que voltará surpreender?... haverá algum catalisador para a colocar de novo a um preço mais alto?...  O Futuro Dirá.

O que aconteceu é que o mercado exagerou na subida e poderá estar agora a exagerar na descida e, tecnicamente, parece haver de facto uma espécie de renascer por parte desta empresa.

Citação de: hollies em Outubro 08, 2009, 20:11
Já agora posso perguntar-lhe quais são os Titulos que tem em Carteira e os que Acompanha?...Tem alguma linha orientadora de investimento?... Tem preferencia por algum sector?...se quiser responder...

Prefiro empresas que ganhem dinheiro todos os anos e que consigam aumentar consistentemente esse ganho. Espero sempre pelas cotações deprimidas e causados por factores externos à empresa para entrar. O sector financeiro está actualmente a passar por essa situação pois o mercado tem as suas imperfeições e castiga tanto as boas como as más empresas: eu estou atento às boas tais como o BPI, o Barclays mas sobretudo às muito boas...   ;)

Assim, os meus sectores preferidos actualmente são o das empresas cíclicas e financeiras. O 1º sector por estar num óptimo momento, o 2ª por estar fortemente deprimido e ser um sector onde se encontra o tipo de empresas de que gosto. No sector das cíclicas estou atento à Royal Dutch Shell, à BHP Billiton, entre outras...

Cumprimentos,

Antunes
Cumprimentos,

Antunes

hollies

Boas Antunes,

A sua estratégia é investir em grandes empresas que criem consistentemente valor, entrar nelas a bons preços, quando o mercado se encontra deprimido. E eu concordo que essa será uma boa estratégia, pelo menos a mais segura.Talvez seja mesmo a melhor, e quem a segue teve este ano uma excelente oportunidade, de entrar nas grandes a preços muito baixos. Tb aproveitei esse preços reduzidos, houve de facto grandes promoções, e foi literalmente uma corrida aos saldos das grandes empresas. Terão também sido aquelas a que os investidores voltaram primeiro e em grande número, nesta altura entrar nas grandes não se coloca, pelo menos para mim, mesmo que ainda tenham margem de progressão e têm, se entrar nelas agora não posso esperar muito, por isso volto-me para algumas das mais pequenas, que também foram castigadas, mas ainda permanecem cá em baixo, mas com bom potencial de subida.

No Geral estou de acordo consigo, e seguiria essa sua estratégia, se tivesse uma grande capacidade financeira, investir forte nas grandes, só desse modo ganharia também muito, sem arriscar mto, porque dessas empresas não posso esperar ganhar uma grande percentagem. Tenho de me voltar para outras não tão boas, mas com um potencial de subida maior, arriscando mais, é certo.

Andei pelo mercado português durante algum tempo, continuo com posiçoes em algumas cotadas portuguesas(só espero pelo momento de as vender), Investi nas chamadas blue chips: Edp, Bcp, Pt, depois na galp e EDP Renováveis...nas grandes portuguesas, e tão pequenas lá fora. Só este ano é que me virei para o Exterior, para o mercado Americano, e em 10 meses já ganhei mais, do que em 11 anos de mercado português.Também não se pode fazer qualquer tipo de comparação. Mas percebi  que no psi20 só perdi tempo e dinheiro. Os títulos tb sobem, mas tão pouco, e tão devagar. Para ser sincero, hj não compreendo os investidores portugueses que falam com entusiasmo na sonae Indústria, naqueles que tem a galp como o supra sumo dos títulos, e olham para a Edp Renováveis como um grande negócio, à espera do dia em que a cotação vai finalmente subir para escaparem ao logro da ipo de Mexia e companhia. Em dez meses a minha perspectiva de investimento mudou muito, e espero continuar por este caminho, pelo menos tem corrido bem.

Cumprimentos,

Luís Carvalho

Mister Peter

Boas hollies estou totalmente de acordo consigo, faz 1 ano que estou na bolsa. Comecei como qualquer português começaria, no nosso PSI20 mas chegou 2 meses para perceber o que acabou de explicar, as acções tem pouca volatilidade devido ao volume, fugi para o mercado holandes e é curioso que as mais atractivas foram empresas com ADR(American Depositary Receipt) como Ing Group/Arcelor Mittal, e daí que entrei no mercado Americano. E digo hoje sem dúvida, se tivesse permanecido no nosso PSI20 a minha carteira não teria tanta rentabilidade...

Bons negócios

aleixon

#33
Citação de: hollies em Outubro 09, 2009, 12:29
No Geral estou de acordo consigo, e seguiria essa sua estratégia, se tivesse uma grande capacidade financeira, investir forte nas grandes, só desse modo ganharia também muito, sem arriscar mto, porque dessas empresas não posso esperar ganhar uma grande percentagem. Tenho de me voltar para outras não tão boas, mas com um potencial de subida maior, arriscando mais, é certo.

sucintamente pq estou a tc de um pda.

este é uma abordagem não muito correcta. quer se invista muito ou pouco, para a mesma variação nos preços, a rentabilidade é a mesma.

quer ganhar 100.000 euros? é muito! mas tem de aplicar 10 milhoes! rentabilidade 1% => perdeu dinheiro tendo em conta a inflacao.

a rentabilidade é medida em termos relativos e não em valores absolutos.
bfds
NA

Antunes

Citação de: hollies em Outubro 09, 2009, 12:29
Boas Antunes,

A sua estratégia é investir em grandes empresas que criem consistentemente valor, entrar nelas a bons preços, quando o mercado se encontra deprimido. E eu concordo que essa será uma boa estratégia, pelo menos a mais segura.Talvez seja mesmo a melhor, e quem a segue teve este ano uma excelente oportunidade, de entrar nas grandes a preços muito baixos. Tb aproveitei esse preços reduzidos, houve de facto grandes promoções, e foi literalmente uma corrida aos saldos das grandes empresas. Terão também sido aquelas a que os investidores voltaram primeiro e em grande número, nesta altura entrar nas grandes não se coloca, pelo menos para mim, mesmo que ainda tenham margem de progressão e têm, se entrar nelas agora não posso esperar muito, por isso volto-me para algumas das mais pequenas, que também foram castigadas, mas ainda permanecem cá em baixo, mas com bom potencial de subida.

No Geral estou de acordo consigo, e seguiria essa sua estratégia, se tivesse uma grande capacidade financeira, investir forte nas grandes, só desse modo ganharia também muito, sem arriscar mto, porque dessas empresas não posso esperar ganhar uma grande percentagem. Tenho de me voltar para outras não tão boas, mas com um potencial de subida maior, arriscando mais, é certo.

Lembre-se que o potencial de subida desse tipo de empresas que prefere é maior mas o de descida também e algo me diz que os mercados ainda não bateram no fundo...

Citação de: hollies em Outubro 09, 2009, 12:29
Andei pelo mercado português durante algum tempo, continuo com posiçoes em algumas cotadas portuguesas(só espero pelo momento de as vender), Investi nas chamadas blue chips: Edp, Bcp, Pt, depois na galp e EDP Renováveis...nas grandes portuguesas, e tão pequenas lá fora. Só este ano é que me virei para o Exterior, para o mercado Americano, e em 10 meses já ganhei mais, do que em 11 anos de mercado português.Também não se pode fazer qualquer tipo de comparação. Mas percebi  que no psi20 só perdi tempo e dinheiro. Os títulos tb sobem, mas tão pouco, e tão devagar. Para ser sincero, hj não compreendo os investidores portugueses que falam com entusiasmo na sonae Indústria, naqueles que tem a galp como o supra sumo dos títulos, e olham para a Edp Renováveis como um grande negócio, à espera do dia em que a cotação vai finalmente subir para escaparem ao logro da ipo de Mexia e companhia. Em dez meses a minha perspectiva de investimento mudou muito, e espero continuar por este caminho, pelo menos tem corrido bem.

Eu falei em boas empresas e não em "grandes" empresas. Na minha opinião, no PSI-20, há apenas 2 ou 3 empresas boas e nenhuma delas se chama Edp, Bcp, Pt, Galp ou EDP Renováveis...

De qualquer forma eu também não invisto em Portugal pois a reduzida liquidez torna este mercado muito manipulável e, por isso, também prefiro os mercados Europeus ou Americanos.

Cumprimentos,

Antunes
Cumprimentos,

Antunes

Dansousa

Citação de: Antunes em Outubro 13, 2009, 10:11Lembre-se que o potencial de subida desse tipo de empresas que prefere é maior mas o de descida também e algo me diz que os mercados ainda não bateram no fundo...

Cumprimentos,

Antunes

Olá Antunes, tudo bem? Em relação ao que referiu, permita-me que lhe faça uma perguntinha:

E o que é que o leva a crer que os mercados ainda não bateram no fundo? O que é que considera tão forte que possa levar os mercados novamente por aí abaixo? Não acha que os Americanos fizeram uma boa gestão de expectativas quanto aos mercados financeiros, fazendo crer que as coisas estavam melhores do que o que realmente estavam, criando a tal expectativa nos mercados fazendo-os subir desenfreadamente e que agora as coisas começam realmente a melhorar, atenção eu não estou a dizer que a crise já passou, nem acredito nisso, mas as coisas um dia terão de começar a melhor, mesmo que continuem mal...

Desde já o meu obrigado.

Abraço

Daniel Sousa.

Antunes

#36
Citação de: Dansousa em Outubro 14, 2009, 00:07
Citação de: Antunes em Outubro 13, 2009, 10:11Lembre-se que o potencial de subida desse tipo de empresas que prefere é maior mas o de descida também e algo me diz que os mercados ainda não bateram no fundo...

Cumprimentos,

Antunes

Olá Antunes, tudo bem? Em relação ao que referiu, permita-me que lhe faça uma perguntinha:

E o que é que o leva a crer que os mercados ainda não bateram no fundo? O que é que considera tão forte que possa levar os mercados novamente por aí abaixo? Não acha que os Americanos fizeram uma boa gestão de expectativas quanto aos mercados financeiros, fazendo crer que as coisas estavam melhores do que o que realmente estavam, criando a tal expectativa nos mercados fazendo-os subir desenfreadamente e que agora as coisas começam realmente a melhorar, atenção eu não estou a dizer que a crise já passou, nem acredito nisso, mas as coisas um dia terão de começar a melhor, mesmo que continuem mal...

Desde já o meu obrigado.

Abraço

Daniel Sousa.

Caro Daniel Sousa,

Antes de mais podes-me tratar por tu. Comigo está tudo bem, obrigado. Espero que também esteja tudo a correr bem por aí.

Poderia dar-te uma dúzia de motivos técnicos e fundamentais mas vou dar-te O motivo pelo qual não batemos no fundo:

Esta crise veio por um ponto final na sociedade de consumo (desenfreado) baseada no crédito fácil. Isso acabou! A desalavancagem financeira está aí e nenhum governo conseguirá travar-la: aqueles que tentarem fazer-lo serão pura e simplesmente esmagados. Aquilo que a FED e o Tesouro Americano fizeram foi tentar obter algum equilíbrio entre a oferta e a procura e, assim, evitar o colapso dos mercados de dívida imobiliária e uma gravíssima depressão. Para atingir esse objectivo compraram, até à data, sensivelmente 1 trilião de USD em MBS (Mortgage Backed Securities)...  

Resumidamente, aquilo que fizeram foi necessário para evitar uma 2ª Grande Depressão mas representou apenas mais uma fuga para a frente. O problema é que não se pode fugir indefinidamente para a frente porque, a dado momento, ou aparece uma parede blindada e indestrutível ou se forma um bola de neve tão grande que perdemos totalmente o controlo da situação. Por isso, é imperativo parar e inverter o sentido da marcha. E estamos muito próximos desse ponto...

E o que representa essa parede e essa bola de neve de que falo? A parede são os credores dos EUA e a bola de neve é o défice de conta corrente Americano que se cifra actualmente em 1,58 triliões de dólares para um orçamento de 3.65 triliões de dólares e um PIB de 14.3 triliões de dólares. Em termos percentuais, esse défice representa 43% do orçamento e 11% do PIB. Actualmente, para conseguirem fugir para a frente, os EUA estão a aumentar a sua actual dívida de 11.1 triliões em 8% do PIB ao ano, ou seja, todos os anos. Isso representará uma dívida de 12 triliões em 2010, 13 triliões em 2011, 14 triliões em 2012, 15.1 triliões em 2013, 16.3 triliões em 2014 e 17.6 triliões em 2015. Mas o PIB não crescerá a esse ritmo e não será certamente maior do que 15.8 triliões em 2015 (assumindo um crescimento de 2%/ano que poderá não se concretizar). Ou seja, a continuar assim, os EUA passarão de uma actual dívida de 77.6% do PIB para uma dívida de 114% do PIB em 2015 e muito provavelmente a um ponto de não retorno...

Foi, em parte (as sucessivas guerras também contribuíram para este défice), por causa dessa fuga para a frente que as finanças Americanas chegaram a este ponto. O problema é que, quanto mais tarde se tentar inverter este rumo, mais difícil será fazê-lo. Para piorar a situação, a FED iniciou, no ano passado, uma série de medidas que terão certamente, a longo prazo (no médio prazo existem forças deflacionistas que equilibram as coisas), consequências inflacionistas. Ora, essa inflação reflectir-se-á num aumento das taxas de juro e, consequentemente, num aumento do défice de conta corrente. Como vê, a fuga para a frente é uma bola de neve que, se não forem tomadas medidas urgentes, será impossível deter.  

Cumprimentos,

Antunes
Cumprimentos,

Antunes

Dansousa

Olá Antunes, excelente post, sem duvidas e muito bem argumentado, mas parece-me, se é que entendi bem a mensagem, que quando falas em fundo dos mercados, estás a falar de um prazo mais longo e não curto/médio, certo??

É que, eu percebo pouco disto (mas percebo mesmo, não estou a ironizar, ando cá a aprender, ou a ver se aprendo), mas pelo que me apercebo e hoje foi dada mais uma prova, com os resultados do JPM, é que mesmo que a situação não esteja boa, a mensagem que é passada é que está e isso vai alimentando os mercados até ao ponto em que as coisas passem realmente a estar bem ou melhor pelo menos, não sei se me fiz entender.

Por outro lado, parece-me que para os mercados fazerem fundo num curto espaço de tempo, seria necessária uma catástofre/atentado, etc.

Eu sei que posso ter dito umas grandes barbaridades, mas o que é certo é que contra muitas expectativas os mercados têm galgado por aí acima que é uma coisa impressionante e no fundo a minha visão retrata a visão de um leigo de bolsa que pode estar a ver tudo ao contrário  ::)

Antunes, mais uma vez, obrigado pela atenção e pela pronta resposta. ;)

Abraço

Daniel Sousa.

Antunes

#38
Citação de: Dansousa em Outubro 15, 2009, 01:38
Olá Antunes, excelente post, sem duvidas e muito bem argumentado, mas parece-me, se é que entendi bem a mensagem, que quando falas em fundo dos mercados, estás a falar de um prazo mais longo e não curto/médio, certo??

Obrigado. Sim, eu falo sempre em médio/longo prazo. Nunca no curto prazo. Nesse caso falo de um fundo de longo prazo que, na minha opinião, ainda não foi conseguido.

Citação de: Dansousa em Outubro 15, 2009, 01:38
É que, eu percebo pouco disto (mas percebo mesmo, não estou a ironizar, ando cá a aprender, ou a ver se aprendo), mas pelo que me apercebo e hoje foi dada mais uma prova, com os resultados do JPM, é que mesmo que a situação não esteja boa, a mensagem que é passada é que está e isso vai alimentando os mercados até ao ponto em que as coisas passem realmente a estar bem ou melhor pelo menos, não sei se me fiz entender.

Uma coisa é a Main Street, outra coisa é a Wall Street. Ou seja, lá porque tivemos um rally de + de 50%, isso não quer dizer que a Main Street não continue pelas ruas da amargura.

Citação de: Dansousa em Outubro 15, 2009, 01:38
Por outro lado, parece-me que para os mercados fazerem fundo num curto espaço de tempo, seria necessária uma catástofre/atentado, etc.

Eu sei que posso ter dito umas grandes barbaridades, mas o que é certo é que contra muitas expectativas os mercados têm galgado por aí acima que é uma coisa impressionante e no fundo a minha visão retrata a visão de um leigo de bolsa que pode estar a ver tudo ao contrário  ::)

Antunes, mais uma vez, obrigado pela atenção e pela pronta resposta. ;)

Abraço

Daniel Sousa.

Nos topos dos mercados accionistas as coisas (economia e resultados) parecem sempre melhores do que realmente são...
Cumprimentos,

Antunes

fig

Citação- A CNLG perde dinheiro há pelo menos 5 anos (não fui ver mais atrás nos reports anuais) mas até tem conseguido reduzir os prejuízos nesses últimos 5 anos;
- A SPEC ganha dinheiro há pelo menos 5 anos (não fui ver mais atrás nos reports anuais) mas, melhor ainda, tem conseguido AUMENTAR CONSISTENTEMENTE os seus lucros quase todos os anos (não o conseguiu no ano passado, o que é perfeitamente compreensível dada a dimensão da crise)


Atendendo ao titulo do post muito mais facilmente fazes 100% numa acção que
nao dá lucros á 5 anos , sabendo o que estás a fazer quando entras, do que fazes 25% numa que da lucro á 5 anos ;)
Abraço.
fig


O triunfo não se mede pelo estatuto que se atingiu na vida, mas pelos obstáculos ultrapassados no caminho.

Antunes

Citação de: fig em Outubro 19, 2009, 01:27
Citação- A CNLG perde dinheiro há pelo menos 5 anos (não fui ver mais atrás nos reports anuais) mas até tem conseguido reduzir os prejuízos nesses últimos 5 anos;
- A SPEC ganha dinheiro há pelo menos 5 anos (não fui ver mais atrás nos reports anuais) mas, melhor ainda, tem conseguido AUMENTAR CONSISTENTEMENTE os seus lucros quase todos os anos (não o conseguiu no ano passado, o que é perfeitamente compreensível dada a dimensão da crise)


Atendendo ao titulo do post muito mais facilmente fazes 100% numa acção que
nao dá lucros á 5 anos , sabendo o que estás a fazer quando entras, do que fazes 25% numa que da lucro á 5 anos ;)

Sim, obviamente, mas o contrário também é verdade. Ou seja, é muito mais fácil perderes 100% numa acção que dá prejuízos há pelo menos 5 anos do que numa que ganha dinheiro há pelo menos 5 anos.
Cumprimentos,

Antunes

fig

CitaçãoSim, obviamente, mas o contrário também é verdade. Ou seja, é muito mais fácil perderes 100% numa acção que dá prejuízos há pelo menos 5 anos do que numa que ganha dinheiro há pelo menos 5 anos.

Isso ja discordo completamente..... ;)
Abraço.
fig


O triunfo não se mede pelo estatuto que se atingiu na vida, mas pelos obstáculos ultrapassados no caminho.

Diogo Castro

#42
Citação de: fig em Outubro 19, 2009, 17:16
CitaçãoSim, obviamente, mas o contrário também é verdade. Ou seja, é muito mais fácil perderes 100% numa acção que dá prejuízos há pelo menos 5 anos do que numa que ganha dinheiro há pelo menos 5 anos.

Isso ja discordo completamente..... ;)

Fig,

Não penso que seja sequer possível discordar com a observação do Antunes porque contra factos não existem argumentos, a não ser que estejas focado num ou outro caso especifico que representam a excepção e não a regra.

Para se perder 100% (ou quase 100%) numa determinada posição longa, é normalmente necessária a falência da empresa em questão ou um processo de diluição massivo do valor accionista.
As falências dão-se por circunstâncias completamente objectivas, a empresa dá prejuízos há vários anos, a empresa endivida-se ou dilui-se para fazer fazer face aos custos, a empresa atinge um ponto de insolvência do qual não tem retorno e finalmente a empresa vai à falência, ou noutro cenário a empresa não vai à falência, mas devido à diluição massiva o valor accionista dilui-se brutalmente ao longo do tempo, significando quedas próximas de 100%.

Neste contexto uma empresa que dá prejuízos há pelo menos 5 anos tem muito maiores probabilidades de ir à falência ou de começar uma diluição massivas do que uma que dá lucro à 5 anos.

Uma empresa com prejuízos há muitos anos, normalmente tem um histórico de diluição forte e/ou endividamento crescente, estando muito mais próxima da insolvência do que uma empresa que gera lucros há muitos anos.

Isto não é uma opinião, é um facto ;)

Em relação ao inverso, ao potencial de subida de 100%, concordo parcialmente, dado que existem provavelmente mais empresas em circunstâncias de maus fundamentais e prejuízos acumulados, e por si só esta tipologia de acção tem uma volatilidade intrínseca muito maior, sendo muito mais sensíveis a pequenas variações nos fundamentais, uma empresa que dá prejuízos há muitos anos se começar a dar lucros tem normalmente uma reacção maior na sua cotação do que uma empresa que já dá lucros há muitos anos e duplica os lucros, é um efeito sujeito a efeitos relativos.

Mas é um jogo de risco-potencial, se por um lado empresas com maus fundamentais tem mais potencial (porque a alteração de maus para bons fundamentais representa um factor muito maior em termos relativos), estas empresas tem também um factor de risco muito maior.

bons negócios,
Diogo Castro
www.clubeinvest.com

Antunes

Fig,

O Diogo Castro já respondeu por mim.  :)

No fundo é como diz Warren Buffett: é muito mais provável que uma empresa má continue a ser má do que se torne numa média e muito menos numa boa empresa. Claro que existem excepções à regra...

Cumprimentos,

Antunes
Cumprimentos,

Antunes

fig

Mas alguém falou em tornar-se boa empresa eu falo de pura especulação e com isso nunca conseguirás com fundamentais e apenas com AT por isso discordo de tudo isso, alias o padrão de uma empresa falida é completamente diferente de uma empresa sem lucros varios anos mas onde se pode especular.
Alias 75% das empresas cotadas nem apresentam resultados positivos e negoceam por expectativas  ;)

Quando a explicar o que é um empresa falida e como chega a isso poupem-me  ;D

E não vou alimentar mais isto porque falo de  entradas especificas em determinados momentos  que parecem não ter percebido.
Abraço.
fig


O triunfo não se mede pelo estatuto que se atingiu na vida, mas pelos obstáculos ultrapassados no caminho.