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Portugal será a proxima Grécia?

Iniciado por zimermann, Fevereiro 01, 2010, 13:36

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zimermann

Default lusitano?

"Portugal: o próximo país a estar sob os holofotes após a Grécia?". A pergunta intitula relatório do Citigroup, no qual o banco discorre sobre a possibilidade de um default pelo país lusitano, ao passo que seu rating poderá ser rebaixado, conforme sinalizado pela agência de classificação de risco Moody's. De qualquer forma, "as baixas soberanas provavelmente não adiarão o plano de saída do BCE (Banco Central Europeu)", completam os analistas.

A Grécia e Portugal têm mesmo um problema de endividamento, público e externo. Mas sobretudo têm um problema mais grave: más perspectivas de crescimento económico no futuro.

Fica aqui o assunto para debate...

Bom dia .
Zimermann


camafeu

Com governantes destes é muito provável.

http://tv1.rtp.pt/noticias/index.php?t=Valor-do-defice-surpreende-Vitor-Constancio.rtp&headline=20&visual=9&article=314883&tm=6

Vitor Constâncio falou pela primeira vez sobre o Orçamento do Estado para 2010. O governador do Banco de Portugal ficou surpreendido com o défice de 9,3 por cento no ano passado e considera que o objectivo de chegar aos três por cento do PIB obrigará a um esforço muito grande já em 2011.

fisher

#2
Caro Zimmermen

Quem nos dera sermos como os Gregos.

Veja  gráfico anexo dos salários praticados na Europa e veja como os Gregos estão à nossa frente.

Quase todos estão à nossa frente.

Sou Português . Gosto muito de ser Português .

Custa-me dizer isto, mas o gráfico não engana.

Só somos bons na arte de dissimular e dizer mal .

Quando se trata de mostrar habilidade  e ganhar dinheiro ficamos na cauda do ranking e até atrás dos Gregos.

Custa-me dizer isto mas o gráfico não engana.

Dei o meu contributo para alterar a situação que é o facto de reconhecer a situação. È importante o reconhecimento da situação porque existem milhões que se recusam a reconhecer a triste realidade, e teimam em acreditar que estamos  à frente da Grécia e Espanha, tal é a cegueira .

O primeiro passo para ultrapassar a situação é , pois , reconhecê-la, o que por mim acabo de fazer.  
Esperemos que seja seguido por muitos milhões, para que daqui ,talvez ,a 100 anos possamos estar ao nível da Espanha e Grecia no que diz respeito ao ordenado mínimo que é o que interessa , o resto são tretas e devaneios .

O que interessa é o dinheiro no bolso ao fim do mês , o resto , o resto são cantigas.

Atenção : isto é uma opinião meramente pessoal . Quem quiser que diga o contrário.

Cumprimentos e bons negócios , e não desesperem, daqui a 100 anos talvez estejamos  ao nível dos Espanhois em termos de ordenado mínimo.  É preciso  Fé

fisher

Doctor Snuggles

Citação de: fisher em Fevereiro 02, 2010, 23:42
Esperemos que seja seguido por muitos milhões, para que daqui ,talvez ,a 100 anos possamos estar ao nível da Espanha e Grecia no que diz respeito ao ordenado mínimo que é o que interessa , o resto são tretas e devaneios .

Não é pelo ordenado mínimo que se tiram essas conclusões, talvez antes por indices de produtividade ou por GDP per capita, etc.

Do ordenado minimo só podes tirar conclusões a nível de politica social, basta comparar com os estados unidos que tens nesse grafico.
Dr.Snuggles

andrerib

Boas,

Portugal ainda se vai aguentando pois depende pouco do exterior (exportamos quase nada). Ainda somos um país virado para dentro. E com os lobbies e redes instaladas é díficil alguém por mérito próprio criar riqueza.

Temos empresas retrogadas e sem visão.
Temos um estado corporativista. Temos funcionários públicos corruptos, sem sentido de servir mas com um enorme sentido de se servirem.

Mas somos um povo criativo, desenrascado, ...

Cumprimentos
André

andrerib

E acrescento...

Empresas PORTUGUESINHAS que criam riqueza, dão emprego e importam EUROS do exterior para o INTERIOR com os seus produtos finais (não sendo empresas somente fornecedoras de matéria prima para outras - São marcas) e que nunca tiveram participação do estado:
- Sonae
- Grupo Amorim
- Cafés Delta
- Vicaima
- Cifial

Portugal necessita mais deste tipo de empresas...

The Mechanic

Grécia no Tubo de Ensaio


Eu imagino José Socrates e Teixeira dos Santos a olharem para a Grécia , vestidos de bata branca e oculos redondos , como se esta estivesse num tubo de ensaio , com ambos a retirarem apressadamente anotações , numa tentativa de descobrir a cura para o mal de que tambem padece Portugal .

Para a Imprensa instalada à porta deste Laboratório, saem declarações entre o corajoso e o insano, de que o país está "só com um constipadozinho" , ao invés da grave doença de que padece .

Olhando à lupa para o tubo de ensaio , vemos que um agente de nome Papandreou tenta deseperadamente estancar a hemorragia em que se tornaram as Finanças daquele país . Uma hemorragia que ameaça ferir mortalmente o Euro ( que já caíu 7% desde Novembro ), uma vez que os déficits de outros paises Europeus , nomeadamente Portugal, Espanha , Irlanda e Italia , parecem sofrer problemas de contenção .

Papandreou já propôs medidas consideradas "vigorosas" :

- Aumento dos Impostos sobre os Combustiveis, para obter receita imediata
- Congelamento dos salários publicos
- Aumento de impostos em 2011 ( sobre a população mais rica , para proteger os pobres, diz ele)
- Aumento da idade das reformas
- ... e outras medidas que visam cortar os custos e aumentar as receitas em 14 Billions Euros , este ano

Entretanto, agentes virais como os Sindicatos tentam já anular o antidoto , convocando greves gerais para breve .

É possivel que os Bancos Centrais actuem tambem atravez de ajudas monetárias a este país e o próprio FMI terá provavelmente de se chegar à frente , mas ainda assim, será suficiente ?!

O mesmo se perguntará José Socrates , cuja aparente calma na defesa de um Portugal que "não está no mesmo plano da Grécia ", contrastará por certo na certeza de que a proposta de congelamento dos salários publicos aliada a uma contenção nas despesas , não bastará .

O mesmo se perguntará José Socrates , que amaldiçoa ao destino por se tornar PM numa altura em que a Crise Financeira mundial se tornou um onus demasiado pesado para paises que pouco produzem e muito consomem, como o nosso .

O mesmo se perguntará José Socrates , porque na fila do descalabro, Portugal apresenta-se a seguir ...



Um abraço ,

The Mechanic
" Os que hesitam , são atropelados pela retaguarda . " - Stendhal

angi

e como diria o outro estamos a beira do abismo mas vamos dar um passo em frente ;D ;D ;D ;D ;D ;D

Broker_Invest

#8
Citação de: fisher em Fevereiro 02, 2010, 23:42
Caro Zimmermen

Quem nos dera sermos como os Gregos.

Veja  gráfico anexo dos salários praticados na Europa e veja como os Gregos estão à nossa frente.

Quase todos estão à nossa frente.

Sou Português . Gosto muito de ser Português .

Custa-me dizer isto, mas o gráfico não engana.

Só somos bons na arte de dissimular e dizer mal .

Quando se trata de mostrar habilidade  e ganhar dinheiro ficamos na cauda do ranking e até atrás dos Gregos.

Custa-me dizer isto mas o gráfico não engana.

Dei o meu contributo para alterar a situação que é o facto de reconhecer a situação. È importante o reconhecimento da situação porque existem milhões que se recusam a reconhecer a triste realidade, e teimam em acreditar que estamos  à frente da Grécia e Espanha, tal é a cegueira .

O primeiro passo para ultrapassar a situação é , pois , reconhecê-la, o que por mim acabo de fazer.  
Esperemos que seja seguido por muitos milhões, para que daqui ,talvez ,a 100 anos possamos estar ao nível da Espanha e Grecia no que diz respeito ao ordenado mínimo que é o que interessa , o resto são tretas e devaneios .

O que interessa é o dinheiro no bolso ao fim do mês , o resto , o resto são cantigas.

Atenção : isto é uma opinião meramente pessoal . Quem quiser que diga o contrário.

Cumprimentos e bons negócios , e não desesperem, daqui a 100 anos talvez estejamos  ao nível dos Espanhois em termos de ordenado mínimo.  É preciso  Fé

fisher


Caro Fisher é um facto que os Gregos como os Espanhóis estão a nossa frente a nível de ordenado, mas esqueces-te uma coisa importante, estas economias são muito mais alavancadas que a nossa, vês que a nível de desemprego no caso da Espanha 19% e na Grécia deve andar nos 10%, posso dar-te um caso que foi um grande sucesso em que a economia era bastante pujante e muito alavancada em que o PIB/capita era $40.000  e faliu (Islandia)   :o  O PIB/Capita dos Gregos é de $37.000 próxima a falir com divida 133% do PIB, o PIB/Capita dos Espanhóis é de $34.000 e nosso PIB/Capita de Portugal é de $23.000. logo vejo, em Portugal a economia não está muito alavancada face aos outros paises que referi, "somos um pais de brandos costumes"por isso vejo que o nosso Pais não pode ser comparado com Grécia de modo algum, quando no passado eu vi nas noticias que na Grécia já se ganhava mais que em Portugal e a nível de produção era menor ou igual a nossa, pressenti, que um dia iria, mais cedo ou mais tarde dar "buraco". ::) a Vantagem da Espanha face aos Gregos e a nós, é que eles são bastante produtivos e competitivos que nós, e vão sair da "lama" com ajuda no corte nos custos do Estado. O meu grande receio é a Espanha dar o "Berro" se isso acontecer! podemos dizer que Portugal também deu o "Berro"  :(

Bons negócios.

Agora é ver qual é das economias é mais alavancada e a mais real.

P.s Por isso é que Europa manda cortar nos ordenados dos Espanhois e Gregos devido alavancagem dos mesmos.

http://www.ionline.pt/conteudo/45014-portugal-sera-o-pais-mais-prejudicado-corte-salarial
Não há mal que perdure e bem que dure sempre

Broker_Invest

A nossa bolsa já era fraca e agora que nos meteram o rotulo de  "Bad-GDP" o nosso PSI20 afunda + 2.4% isto é uma irracionalidade completa quem paga a procaria da factura é sempre o pequeno investidor. com estas noticias sem lógica.

Cumprimentos.

Não há mal que perdure e bem que dure sempre

jgm

Portugal já é a "nova Grécia" só que pior.
Para uma correcção do defice temos que colocar tecto nos salários e reformas. A curto prazo, no imediato, fazer cortes salariais, claro nos mais elevados, na ordem dos 20% e também o mesmo valor em reformas elevadissimas que este país paga e não pode. Acabar com as duplas e triplas reformas. Cada pessoa uma reforma e com tecto até 1500€. Pois só assim se consegue uma redução do défice nos proximos 3 anos para os 3%. Não esperem outra coisa. BN

Broker_Invest

Citação de: jgm em Fevereiro 03, 2010, 17:35
Portugal já é a "nova Grécia" só que pior.
Para uma correcção do defice temos que colocar tecto nos salários e reformas. A curto prazo, no imediato, fazer cortes salariais, claro nos mais elevados, na ordem dos 20% e também o mesmo valor em reformas elevadissimas que este país paga e não pode. Acabar com as duplas e triplas reformas. Cada pessoa uma reforma e com tecto até 1500€. Pois só assim se consegue uma redução do défice nos proximos 3 anos para os 3%. Não esperem outra coisa. BN

É verdade temos que acabar com "chulos" da nossa sociedade principalmente aqueles que tem 3 e 4 reformas e acho bem que ponham um tecto nas reformas, isto assim fica mesmo incomportável!

Bons negócios.
Não há mal que perdure e bem que dure sempre

serpim

Infelismente somos um País pequeno em que os emissores de opinião estrangeiros estão a "burrifar-se" para se o que dizem, vai ou não afectar a nossa credibilidade, estão mais interressados em preencher manchetes nos jornais e é sempre mais facil "malhar" nos pequenos, já para não falar naqueles a quem temos que pagar juros da dívida, para esses, embora no seu subconsciente o risco não aumente, aumentarão concerteza os lucros.
Alem disso, somos presenteados com politicos mediocres que estão mais interessados em fazer declarações populistas que em tentar chegar a acordos para superar este momento dificil, mas afinal quem nos manda votar neles ????
Estão sempre dispostos a dialogar, mas quando se trata de mexer nos bolsos deles ou dos amigos, lá se vão os acordos.

Bons negocios
SP

zimermann

Caros amigos , este barco está adernando....
Cuidado por aí com o nosso querido Portugal.
Estou postando abaixo uma ótima análise do amigo Celso Ming que nos dá uma boa "foto" de alguns acontecimentos sob análise fundamentalista  que levaram a queda das bolsas hoje..
Bom proveito .
Zimermann

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Hoje os mercados sentiram a fraqueza de pernas que ataca os países de alta renda .

Na semana passada, os mercados haviam festejado o crescimento do PIB americano no quarto trimestre, a um ritmo animador de 5,7% ao ano. Mas mantiveram-se cegos a dois dados essenciais. O primeiro é o de que esse avanço do PIB não passa do efeito de um doping: o dos trilhões de dólares injetados nos bancos e na economia dos Estados Unidos pelo Tesouro e pelo Federal Reserve (Fed).

E o segundo, o de que crescimento econômico com aumento do desemprego não pode ser confiável, já que não sustenta o aumento da produção.

Para agravar o quadro, até mesmo a qualidade dos títulos soberanos do país mais poderoso do mundo começa a ser questionada. Hoje, uma das três mais importantes agências de classificação de risco, a Moody's, advertiu que poderá desclassificar os Títulos e Notas do Tesouro americano, referência número 1 do mercado de ativos.

Imagine o baque que uma desclassificação dessas produziria nas reservas internacionais dos bancos centrais e no patrimônio de fundos de pensão e seguradoras.

A rigor, os mercados não vêm reagindo a nenhum dado novo. A deterioração das finanças dos países riscos é amplamente conhecida. Se houve alguma coisa nova foi ter "caído a ficha". A corrida em direção aos refúgios em dólares parece ter sido apenas instintiva. Logo essa gente vai se perguntar se, diante do que já se sabe sobre a situação fiscal dos Estados Unidos, o dólar merece toda essa confiança.

Essas coisas descrevem um desenho lógico. E o que se pergunta agora é se o treme-treme de hoje não reflete a tão temida curva em W da atividade econômica global, ou seja, de nova recaída para uma recuperação sabe-se lá quando.

Se esse desenho se confirmar, os bancos centrais dos países ricos terão de adiar indefinidamente o início da estratégia de saída, ou seja, o início do enxugamento do excesso de recursos que hoje zanza pelos mercados.


Há apenas 15 dias, o presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, denunciava a fragilidade da situação fiscal "de muitos países do bloco do euro". De lá para cá, os capitais fugiram espantados com a falta de segurança inspirada pelos títulos de dívida dos chamados Piigs (Portugal, Itália, Irlanda, Grécia e Espanha) e, hoje, Trichet convidou os analistas a dar melhor proporção às coisas: "A zona do euro tem situação fiscal melhor do que Estados Unidos e Japão."

Na semana passada, os mercados haviam festejado o crescimento do PIB americano no quarto trimestre, a um ritmo animador de 5,7% ao ano. Mas mantiveram-se cegos a dois dados essenciais. O primeiro é o de que esse avanço do PIB não passa do efeito de um doping: o dos trilhões de dólares injetados nos bancos e na economia dos Estados Unidos pelo Tesouro e pelo Federal Reserve (Fed).


E o segundo, o de que crescimento econômico com aumento do desemprego não pode ser confiável, já que não sustenta o aumento da produção.

Para agravar o quadro, até mesmo a qualidade dos títulos soberanos do país mais poderoso do mundo começa a ser questionada. Hoje, uma das três mais importantes agências de classificação de risco, a Moody's, advertiu que poderá desclassificar os Títulos e Notas do Tesouro americano, referência número 1 do mercado de ativos.


Imagine o baque que uma desclassificação dessas produziria nas reservas internacionais dos bancos centrais e no patrimônio de fundos de pensão e seguradoras.


A rigor, os mercados não vêm reagindo a nenhum dado novo. A deterioração das finanças dos países riscos é amplamente conhecida. Se houve alguma coisa nova foi ter "caído a ficha". A corrida em direção aos refúgios em dólares parece ter sido apenas instintiva. Logo essa gente vai se perguntar se, diante do que já se sabe sobre a situação fiscal dos Estados Unidos, o dólar merece toda essa confiança.

Essas coisas descrevem um desenho lógico. E o que se pergunta agora é se o treme-treme de hoje não reflete a tão temida curva em W da atividade econômica global, ou seja, de nova recaída para uma recuperação sabe-se lá quando.

Se esse desenho se confirmar, os bancos centrais dos países ricos terão de adiar indefinidamente o início da estratégia de saída, ou seja, o início do enxugamento do excesso de recursos que hoje zanza pelos mercados.



Mau humor

4 de fevereiro de 2010 | 20h16

Celso Ming












zimermann

Comissão Europeia vai investigar Grécia por camuflagem de dívida ...
16 Fev 2010 ...

Governo grego hipotecou dívida com apoio do Goldman Sachs e baixou endividamento para aderir ao euro.

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100216/not_imp511762,0.ph

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PAUL KRUGMAN

A criação de uma ''euroconfusão


http://avaranda.blogspot.com/2010/02/paul-krugman.html