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2010 … e agora ?

Iniciado por JoseABMachado, Janeiro 07, 2010, 19:03

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camafeu

#15
Agora o PSI20 está em queda livre ... o único título que está positivo é o do SLB.

mvlameiro

Bom dia a todos.

O aconteceu ontem e está a acontecer hoje no Psi20 é para mim tão assustador como o que pode acontecer à nossa economia se ainda nos cortarem o rating.

Em 2 dias o Psi20 esta a acumular uma queda de +- 6,5%.

Com certeza que há dinheiro a sério a sair do Psi20, e o que eu acho mais importante é,tal como cada vez temos menos investimento estrangeiro em Portugal, na economia portuguesa, com a situacao actual, quando é que os investidores estrangeiros se sentiram seguros para voltar a investir no Psi20.

A verdade é nós precisamos deles e do dinheiro deles.


Cumprimentos,

Mvlameiro

Broker_Invest

Isto está um caso serio, mas também andam a exagerar um pouco sobre o estado das nossas finanças, então se o Estado poêm divida a venda no mercado e a procura é superada 3 a 4 vezes mais, porque há interessados porque é que isto cai tanto, pior a meu ver era portugal meter divida no mercado e ninguém querer comprar, além disso o valor dos CDS não estão a valores tão históricos como da Grécia, logo não podem comprar, as vezes o mercado tem destas coisas!  :-[ é irracional.

Bons negócios.
Não há mal que perdure e bem que dure sempre

camafeu

O capital estrangeiro duvida da capacidade de Portugal para dar a volta à situação.

A sangria só vai parar quando o governo anunciar medidas drásticas de controlo do défice e quanto mais depressa melhor.

Broker_Invest

Citação de: camafeu em Fevereiro 04, 2010, 11:55
O capital estrangeiro duvida da capacidade de Portugal para dar a volta à situação.

A sangria só vai parar quando o governo anunciar medidas drásticas de controlo do défice e quanto mais depressa melhor.

Ministra espanhola critica declarações de Almunia
(04-02-2010 10:43:00)

A ministra da Economia espanhola, Elena Salgado, considerou hoje "pouco prudente" a comparação que o comissário europeu de Assuntos Económicos, Joaquin Almunia fez entre a situação económica em Espanha e na Grécia.

O espanhol Almunia afirmou quarta feira que a Grécia, Portugal, Espanha e "outros países" da zona euro compartem problemas estruturais como "a perda constante de competitividade" e o elevado défice púbico.

Em declarações à rádio espanhola COPE, Salgado considerou que as declarações eram pouco prudentes e que Almunia "tinha simplificado demasiado" quando mencionou Portugal e Espanha numa resposta sobre a situação na Grécia.

"A situação em Espanha não é parecida com a da Grécia nem em termos de dívida pública nem de força da economia", afirmou Salgado, recordando que no caso da Grécia até os dados estatísticos não reflectiam a realidade.


O Sr. Alumina é que despoltou isto tudo, desde que abriu a boca e meter rotulo em espanha e em portugal é só quedas violentas, este Sr. tem que ser chamado ATENÇÃO! 
A Sra. Ministra Espanhola não podia estar mais de acordo!
Não há mal que perdure e bem que dure sempre

Paff

CitaçãoO Sr. Alumina é que despoltou isto tudo, desde que abriu a boca e meter rotulo em espanha e em portugal é só quedas violentas, este Sr. tem que ser chamado ATENÇÃO! 
A Sra. Ministra Espanhola não podia estar mais de acordo!

Este Sr. não precisa de ser chamado à atenção. Quem necessita de uma chamada de atenção são os Governos destes países, que fecharam os olhos durante décadas a esta situação e deixaram os seus respectivos países chegar à situação a que estão a chegar.

A situação é de facto grave e certamente que a culpa não é do mensageiro.

Aliás isto não é nada que já não fosse previsto e nós, estamos a ser apenas uma das peças da engrenagem. Aguardemos pela próxima.

Paff

Broker_Invest

#21
Paff, mas também mandar "bitaites" para ar sem argumentos válidos também devia ser proibido, Ainda por cima aos Srs. que tem algum peso nestas alturas, eles deviam ser penalizados.

Hoje já saiu uma noticia de em que eu já tinha referido que Portugal não tem nada haver com a Grécia, de um analista do Santtnader.

"Portugal tem mais diferenças que semelhanças em relação à Grécia

Portugal tem estado a ser colado à Grécia por parte das autoridades internacionais, agências de "rating" e investidores no que toca à situação de desequilíbrio das contas públicas. Mas segundo uma análise do Santander, há mais diferenças que semelhanças entre as duas situações.

Perante a ameaça de novos cortes do "rating" da dívida de Portugal por parte das agências internacionais de notação financeira, o economista-chefe do Santander, Rui Constantino, afirma que, "apesar dos riscos associados ao défice orçamental de Portugal, a deterioração a que se assistiu está em linha com a média da Zona Euro e há diferenças significativas em relação à Grécia, que enfrenta um risco maior de corte de "rating"".

O especialista lembra, numa análise comparativa dos dois países, que a credibilidade das contas públicas gregas junto de Bruxelas é bem menor que a portuguesa.

"A Grécia foi recentemente repreendida pela Comissão Europeia por estar sistematicamente a rever em alta as suas estimativas [de défices] orçamentais", avança numa nota de análise o especialista.

E acrescenta que "em Portugal, estas revisões foram muito menos significativas, com o resultado final a manter-se em linha com a projecção inicial, avançada em Setembro no procedimento de défices excessivos".

No caso da Grécia, "não só tem apresentado sempre défices mais elevados [que Portugal], como têm sistematicamente sido acima da referência de Maastricht de 3% do PIB (a média da revisão anual para a Grécia é 2,3 pontos percentuais do PIB, enquanto em Portugal é de 0,2pp)

No que toca ao serviço da dívida, a agência Moody's, quando decretou uma "morte lenta" a Portugal e à Grécia mencionava um risco comum: o facto de estarem a aumentar progressivamente os custos da dívida, o que amarra outras áreas da despesa pública.

Rui Constantino lembra que o rácio da dívida pública grega em relação ao PIB é particularmente elevado, de 99,2% em 2008, sendo apenas superado pelo de Itália. Para 2009, a Comissão Europeia estima que o rácio da dívida pública Grécia chegue aos 112,6%, disparando para os 135% do PIB em 2011. "Em Portugal, o rácio era de 66% em 2008, estimando a CE que chegue aos 91,1% em 2011 (40pp abaixo da Grécia)".

"Por isso, não surge como uma surpresa que as estimativas da Grécia para o serviço da dívida [ou seja, para os juros pagos pela dívida pública] sejam de 6,1% do PIB em 2011, enquanto em Portugal pode ser de 3,5%, basicamente em linha com a Alemanha (2,9%) e da média da Zona Euro (3,4% do PIB)", lembra o economista-chefe do Santander.

Quanto à sustentabilidade a mais longo prazo, Rui Constantino lembra uma das preocupações de Bruxelas está relacionada com o envelhecimento da população e o respectivo aumento do peso das pensões nas despesas públicas. E nesse campo a reforma da Segurança Social já responde de forma mais eficiente a esta problemática, enquanto a Grécia enfrenta riscos bem mais sérios."

http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=408375

Isto é pelo menos uma boa notícia...
Não há mal que perdure e bem que dure sempre

vip480

ola

estou de acordo com muito do que se disse aqui no forum, mas se os investidores seguirem o padrão técnico do ano passado , reparamos que a história se repete ,fevereiro foi mês de crash em 2009 e outubro o momento alto.

o que acham??

um abraço

vip480

Broker_Invest

Eu espero que esta especulação passe para que o nosso PSI20 de um valente pulo para os 8100, porque andam a exagerar sobre o nosso sistema financeiro, o facto é que conseguiram fazer tombar o "Bicho" abaixo da MM200 7840  :-\  vamos ver o que isto dá, porque só com noticias é que isto lá vai para mó de cima.

Bons negócios.
Não há mal que perdure e bem que dure sempre

jgm

Tal como eu dizia ontem, a queda verificou-se e só teremos subida quando a noticia sair. Qual noticia? Só quando o Socrates anunciar cortes de 30% nos salários elevados e reformas elevadas e o fim das multiplas pensões. Haverá coragem? Caso contário ainda vamos parar aos 5000 pontos. BN

Broker_Invest

Gosto deste artigo tirei de um comentário do JN.

LIMPEM O DITO COM OS CDS (Credit Default Swaps):
1.- Um CDS (Credit Default Swap) é um seguro de incumprimento emitido por uma Seguradora. Exemplo: Um Estado ou uma Empresa emitem Dívida, (através de Obrigações, por exemplo). Na maturidade (fim do prazo da Dívida), o Emitente (Estado ou Empresa) não consegue reembolsar o comprador. A Seguradora paga o Capital investido ao Investidor. 2.- O número de CDS emitidos é, no máximo, igual ao número de títulos de Dívida emitidos. 3.- Se o preço dos CDS sobe e desce, é sinal de que alguns compradores da Dívida, NÃO ESTANDO PREOCUPADOS COM O INCUMPRIMENTO DO EMITENTE, venderam os seguros (CDS) que haviam comprado (Como se um de nós vendesse o seguro do automóvel pois não estava preocupado em ter um acidente). 4.- Os CDS são um instrumento altamente especulativo: o Comprador de Obrigações que comprou o seguro (CDS) vende-o numa expectativa de o recomprar mais barato (mais tarde) e assim diminuir ou anular o custo inicial do seguro, isto é, corre o risco de enquanto anda a vender e a comprar os seus próprios CDS, o Emitente falir e ele ficar com Capital zero. 5.- Como os verdadeiros interessados nos CDS (os compradores de Dívida) os vendem, outros (que não precisam do seguro pois não compraram Dívida), vão comprando e vendendo, tipo daytrading, aumentando a especulação. 6.- Para aumentar ainda mais a especulação e consequente volatidade, os CDS não são transaccionados à vista e em contínuo (como as acções do BCP, PT, EDP, etc, que aparecem nos vossos streamers a mudarem de preço a cada segundo que passa), mas em Mercado OTC (grosso modo: Por Debaixo da Mesa ). 7.- Quando se diz que um CDS está nos 150 pontos, isso significa que o seguro (CDS) custa 150 EUR por cada 10,000 EUR, ou seja, o seguro (CDS) custa 1,50% do preço da Obrigação. Se a Taxa de Juro da Obrigação for de 4%, o Investidor só ganha 2,5% (4% - 1,5%). 8.- Ao contrário do que tenho visto escrito, o valor máximo histórico de um CDS da República Portuguesa foi atingido em 16 de Fevereiro de 2009 nos 161 pontos. 9.- Nessa altura, ninguém falava dos CDS: alguns deveriam pensar que se tratava de simpatizantes do partido do Dr Paulo Portas. 10.- A Taxa de Juro das Obrigações sobe, porque o preço das mesmas, transaccionadas em Bolsa, desce. 11.- As razões que levam as Obrigações a descerem de preço (e consequentemente as Taxas de Juro a SUBIR), poucas vezes têm a ver com os riscos de incumprimento: sempre que os Investidores pretendem aumentar o risco das suas carteiras, vendem activos de menor risco (Obrigações) para poderem comprar activos de maior risco (acções). E sempre que há pressão vendedora, o preço desce. 12.- Sendo a Dívida da República Portuguesa emitida a taxa fixa, e ao contrário do que tenho visto escrito, as actuais variações das Taxas de Juro e dos CDS, não representam qualquer aumento de custo para Portugal, em toda a Dívida já emitida. Irão sim representar aumentos de custo via Taxas de Juro, na Dívida Pública que o Estado Português VIER A EMITIR. 13.- Compete ao Emitente, neste caso ao Estado Português, escolher o momento conveniente para emitir Dívida. Exemplo: Ontem, o Estado Português tinha como valor indicativo de emissão 500 M de EUR. Havia compradores para 1,95 mil milhões ou seja 3,9 VEZES MAIS. O Estado Português entendeu que as Taxas Juro pretendidas pelos Investidores eram elevadas, mandou-os passear, e dos 1,95 mil milhões de Dívida que os Investidores pretendiam comprar, só lhes vendeu 300 M ou seja 6,5 VEZES MENOS a uma taxa média ponderada de 1,379%. 14.- Em resumo: Sem pretender esconder debaixo do tapete os graves problemas financeiros do País, É UM FACTO, que mais do que a gravidade desses problemas, o que nos está a matar nos Mercados Financeiros e a arruinar o nosso futuro, é a especulação à volta dos CDS e das Taxas de Juro, os Contractos de Futuros sobre Taxas de Juro, os derivados dos CDS, etc. Nada de novo: Em 2007, morreram milhares de pessoas à fome em África (e não só), pois a especulação feita através de derivados sobre os produtos alimentares (trigo, soja, milho, etc), levou-os a preços tão elevados que os mais pobres não os podiam comprar. O mesmo se passou com o petróleo, que chegou aos USD 137 em Julho 2007. Como escreveu Warren Buffet, duas semanas depois do 11 de Setembro 2001: As verdadeiras armas de destruição massiva não são as armas nucleares, quimicas, etc. São os Derivados Financeiros . É o mundo que temos e que todos construímos. 15.- Finalmente: Os CDS e quejandos não merecem a atenção que lhes tem sido dispensada: quando a estupidez e a irracionalidade dos jogadores de Bolsa diminuir, tudo isto irá melhorar.
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Broker_Invest

Silva Pereira
Governo português considera "infelizes" e "enganadoras" declarações do comissário Almunia
O Governo congratulou-se hoje com o esclarecimento da Comissão Europeia de que nunca pretendeu comparar a situação económica de Portugal e Espanha com a da Grécia, mas considerou "infelizes" e "enganadoras" as declarações do comissário Joaquín Almunia.
Lusa


O Governo congratulou-se hoje com o esclarecimento da Comissão Europeia de que nunca pretendeu comparar a situação económica de Portugal e Espanha com a da Grécia, mas considerou "infelizes" e "enganadoras" as declarações do comissário Joaquín Almunia.

O comissário espanhol Joaquín Almunia afirmou quarta-feira que a Grécia, Portugal, Espanha e "outros países" da zona euro "partilham problemas comuns" como "a perda constante de competitividade" e o elevado défice público.

Hoje, Amélia Torres, porta-voz de Joaquin Almunia, recusou que tenha sido o comissário a fazer essa comparação, responsabilizando antes a imprensa.

Falando no final do Conselho de Ministros, Pedro Silva Pereira disse registar "como positivo que a Comissão Europeia tenha vindo esclarecer formalmente que não procedeu a uma comparação entre Portugal e a Grécia, até porque as duas situações são muito diferentes".

"As declarações do comissário Almunia foram infelizes e enganadoras quanto à situação relativa dos diferentes países ao nível económico e orçamental. Importante são os dados de facto, porque fazem a diferença", respondeu o ministro da Presidência.

Numa resposta longa, Pedro Silva Pereira sustentou que a dívida pública portuguesa está atualmente "abaixo da média da zona euro (76,4 por cento contra 78,2 por cento)" e que "a dívida pública da Grécia é de 112,7 por cento, segundo dados que estão ainda a ser conformados e que podem evoluir".

"Não há nenhuma semelhança quanto a este valor crítico que é o valor da dívida", referiu, antes de estabelecer comparações em relação ao valor do défice.

"Em 2008 e 2009, o défice português aumentou 6,7 por cento e está agora em 9,3, mas este aumento está em linha com aquilo que aconteceu na generalidade dos países desenvolvidos, já que a média da OCDE, nestes mesmos dois anos, foi de 6,8 por cento. Nada disto se compara com o valor do défice na Grécia, que é de 12,7 por cento", advogou.

Para Pedro Silva Pereira, há também diferenças de credibilidade entre os dois países na componente histórica das contas públicas de cada um, porque "Portugal fez um exercício sério e credível de redução do défice, baixando-o mais cedo do que estava previsto e alcançado o valor mais baixo da História da democracia portuguesa com 2,6 por cento".

"Desde que este Governo tomou posse, as contas públicas portuguesas sempre foram validadas pelo Eurostat", salientou ainda o membro do executivo, dizendo que "este quadro é bem distinto daquele que se verifica na Grécia".

"Mas Portugal está convencido que as políticas que estão em curso na Grécia são também dirigidas a enfrentar a situação económica e orçamental com firmeza", acrescentou.

Link http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=408509
Não há mal que perdure e bem que dure sempre

JoseABMachado

Update do PSI 20.

Os EUA estão vulneráveis a uma correcção significativa.Mantenha-se atento...
********
Cumprimentos
José AB Machado

Broker_Invest

JoseABMachado

Não achas que esta queda não será "demasida" e sem fundamentos, não vamos ter uma correção destas quedas recentes? é que em dois dias já fora 12% sem dó nem piedade, acho que estamos a ter quedas muito extremas sem factos concretos, ou então achas que isto iria cair de qualquer maneira com ou sem o Trigger da noticia dos défice de Portugal.

Bons negócios.
Não há mal que perdure e bem que dure sempre

zimermann

Caro Broker_Invest

A queda só começou....Descobriram que os Reis estão nús...
Os "lideres" salvaram os Bancos e afogaram os povos...
Depois desta fraca recuperação das bolsas (foi forte no Brasil e eu a aproveitei)
minha visão é que a verdade sobre os reais fundamentos da econômica será restabelecida e as quedas retornarão em grande estilo... até um novo fundo que pode ser aquêle parecido com o de 1929..(que Deus nos livre)..
Cuidado ,muito cuidado, que a confiança nos Sistemas está acabando...
Zimermann