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Day in Day out... a win roundabout! :)

Iniciado por leprechaun, Setembro 24, 2010, 03:22

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leprechaun

Ora aqui está a minha nova ideia anti-trend, da qual já falei há algumas semanas mas só agora apresento.

De novo, o conceito é muito simples, como convém. No fundo, trata-se de mais outra variante do anti-trend original do Pouquinhos – SPX System end-of-day – em que apenas se reforça dia sim dia não, ou seja, nas sessões ímpares a partir da entrada inicial.

A vantagem deste procedimento é óbvia, pois mesmo na máxima sequência de 14 sessões que prosseguem a tendência, apenas se reforçaria em 7, para um total de 56 CFD na progressão 2+4+6... ou somente 35 CFD no modelo uniforme do Pouquinhos de 5 contratos por sessão. Contudo, impus um limite máximo de 5 reforços, incluindo a entrada inicial, por forma a impedir o mais possível perdas muito avultadas, como aquelas que por vezes se verificam no anti-trend normal.

Há uma alteração importante em relação à ideia do Pouquinhos e que, de certa forma, foi inspirada nos estudos que fiz acerca do tal Graal matemático, os quais resultaram no Anti-100 sem perdas... até ver! Assim, quando se entra curto (fecho em alta) ou longo (fecho em baixa) num trade, o objectivo é procurar sair com algum lucro durante as próximas 10 sessões, que correspondem ao tal máximo de 5 reforços, independentemente do índice ou par cambial subir ou descer durante esse período. Vou exemplificar este conceito com as últimas 2 semanas no SPX e no EUR-USD, que também me parece apropriado para esta estratégia, pelo que me irei agora focar no novo "Day in Day out", tanto no índice americano como no par cambial, em substituição do outro anti-trend, com que aliás iniciei esta já vasta série de posts.

De resto, não há modificações significativas, a não ser alguns pequenos ajustes de que falarei na altura própria. Mantém-se o stop-and-reverse com alternância de trades curtos e longos, permanecendo-se continuamente investido neste método, o qual necessita de bem menos capital, embora de facto não tenho prestado muita atenção aos drawdown. Posso apenas dizer que só fiz ainda os cálculos para o corrente ano, mas os resultados são muito superiores aos dos outros anti-trend e com raros trades negativos. Falarei desses pormenores no próximo artigo, que dará início à demonstração de como aplicar na prática o "Day in Day out".

Por fim, não testei este sistema no DAX ou no NDX, logo não posso dizer se ele resulta bem aí. Como digo, faço tudo à mão e demoro um tempão! Creio que vale a pena investigar a fundo estas estratégias numéricas e é possível que elas possam ser ainda melhoradas com alguns indicadores de AT ou até outros cálculos um pouco mais sofisticados do que as minhas simples contas de somar!

1 e 1 são 2 e mais 1 dá 3...

Rui leprechaun

(...só sei isto no Gerês! :))

leprechaun

Nada melhor do que mostrar a série mais longa de 5 trades e 10 sessões para dar a conhecer os mecanismos muito simples de mais este ovo de Colombo... ou trevo do Gnomo irlandês! ;D

Vejamos assim a série de trades no SPX, desde o dia 8 (quarta) até 23 (quinta), que representa apenas a 2ª perda este ano em 61 sequências completas, para um ganho bruto total de 2360 pontos, que é sensivelmente o dobro do resultado no anti-trend original... sehr gut!

Dia   Close   B/S  Nº   Média
08: 1098,9   S   02
09: 1104,2
10: 1109,6   S   04   1106,0
13: 1121,9
14: 1121,1   S   06   1113,5
15: 1125,1
16: 1124,7   S   08   1118,0
17: 1125,6
20: 1142,7   S   10   1126,2
21: 1139,8
22: 1134,3   B   02
23: 1124,8

Perda: (1126,2 – 1134,3) x 30 = –243

Independentemente do índice subir ou descer, procura-se fechar o trade logo que haja algum ganho no final da sessão, o que neste caso só teria acontecido se fosse possível fazer um 6º reforço (dia 22) com fecho no dia seguinte. Agora que se inverteu para longo, segue-se o mesmo processo, tendo em conta que é preciso uma diferença de 1 ponto, no mínimo, para dar o trade por concluído. Por exemplo, se hoje o SPX fechar no intervalo 1134,4-1135,2 o trade longo permanecerá em aberto sem se fazer nada, como nos dias pares. Essa situação ainda não se verificou este ano, mas é uma possibilidade.

O mecanismo de protecção quando a variação do índice atingia 3%, levando a um fecho parcial em breakeven caso o valor médio fosse atingido, também existe aqui mas ligeiramente modificado. Uma vez que a série máxima não excede 5 trades, a probabilidade de uma perda avultada é menor e assim alarga-se esse limite para 4% com ordem de fecho de toda a posição para um ganho fixo de 0,5%. Na série acima, a variação máxima só chegou a 3,9% e, de qualquer forma, o índice também não recuou o suficiente para ir sequer ao breakeven.

Por fim, um aspecto importante diz respeito à progressão a utilizar, pois ao impor um limite de apenas 5 trades em cada sequência, talvez não se justifique a progressão aritmética 2+4+6... mas sim a uniforme que o Pouquinhos usa actualmente, seja com 5 ou mais CFD, ou então uma progressão que se inicie num número maior, tal como 4+5+6... A razão para isto é muito simples, já que a grande maioria dos trades completos – 77% no SPX este ano – têm apenas 1 ou 2 reforços, logo será conveniente que esses ganhos se multipliquem por um maior número de CFD. Vou refazer os cálculos para essas hipóteses, atendendo ao ganho unitário por CFD, pois é sobretudo esse racio que se pretende o melhor possível. Para já, ele é de 5,9 – um valor muito bom! – já que na minha sequência 2+4+6... foram usados exactamente 400 CFD este ano, cerca de 60% dos empregues no anti-trend normal e menos de metade dos utilizados pelo Pouquinhos sempre com 5 de cada vez.

Even more exciting times ahead...

Rui leprechaun

(...a curious mind needs to be fed! :))




                 Too fat, too thin, you lose or you win,
                 You've got to satisfy your soul!


leprechaun

#2
Tal como fiz antes com o SPX, vou proceder ao mesmo exercício no par EUR-USD, no período que abrange os dias 13 a 23, para um trade que atingiu o limite máximo de 5 reforços e está ainda em aberto, podendo ser fechado hoje ou na segunda, com um ganho já fixo de 0,25% ou uma menos desejável perda.

Fazendo a contabilidade ao ano corrente, há apenas 3 perdas a registar em 62 trades, sendo este o 63º em iminente conclusão. Todas as perdas foram avultadas – 1450, 2726 e 2664 – mas a enxurrada de ganhos coloca o total nuns belíssimos 13003 pips para também exactamente 400 unidades de 10K! Logo, o ganho por cada uma é de 32,5 pips e de novo isto parece-me muitíssimo bom!

Como termo de comparação, o anti-trend que estou a exemplificar no tema próprio vai com um saldo de 6575 em 91 trades e 344 unidades de 10K, ou 19,1 pips por cada. Porém, agora dobrei a progressão para 20K+40K+60K... uma vez que o limite máximo será de 300K.

Mas passemos ao quadro com a sequência de 5 trades de resultado ainda em suspense!

Dia   Close   B/S  Nº   Média
13: 1,2863   S   02
14: 1,2995
15: 1,3010   S   04   1,2961
16: 1,3065
17: 1,3051   S   06   1,3006
20: 1,3062
21: 1,3283   S   08   1,3117
22: 1,3393
23: 1,3293   S   10   1,3176

De notar que a partir do 4º trade, dia 21, a variação percentual excedeu os 2%, pelo que há um valor fixo para fecho que é agora de 1,3142 (0,25% de ganho). A perda actual, à última cotação de fecho é elevada – 3524 pips – e pode piorar caso o crosse retome a subida. Logo, é de considerar o uso de outras progressões menos agressivas, como 2+3+4... que limitem a acumulação de posições no final dos 5 trades. Repare-se que, da maneira como este esquema está concebido, existe obrigatoriamente SEMPRE um ganho nas sequências de 1, 2, 3 ou 4 trades, e só as de 5 podem resultar em perda, mas não necessariamente. Assim, das 4 sequências máximas este ano houve uma com um ganho de 905 pips, contras as 3 perdas acima mencionadas.

Já agora, no SPX o score é ainda melhor, pois para além dos 2 trades negativos houve 3 resultados positivos em sequências de 5 trades, embora com valores mais modestos do que as perdas.

Enfim, é um novo campo que se abre...

Rui leprechaun

(...e toda a boa ideia nele cabe! :))

leprechaun

A sessão de hoje no EUR-USD está a comprovar um cenário de ineficácia ou inêxito desta estratégia, quando se chega ao tal limite de 5 entradas e se fica à mercê de alguma inversão, que pode acontecer ou não.

Embora eu ainda não esteja a considerar os drawdown dia a dia, já salientei que eles tendem a aumentar progressivamente à medida que se vão acumulando posições, e por vezes podem reverter abruptamente com a mudança de tendência, ocasionando mesmo lucros em inversões mais fortes. Mas claro que é sempre uma incógnita saber de antemão quando isso poderá suceder, pelo que mesmo este limite de 10 sessões com uma sequência máxima de 5 trades não pode garantir a inexistência de prejuízos avultados, como está a ser o caso desta sessão no Euro.

Note-se também que, em termos matemáticos, é indiferente usar a progressão 1+2+3... ou 2+4+6..., pois ambas são equivalentes quanto ao ganho/perda por unidade, diferindo apenas na exigência do capital investido para segurar as respectivas margens. A alternativa viável para os pares cambiais será uma sequência uniforme de 2+2... ou 3+3... que mesmo neste 2º caso dará um total máximo de 15 unidades, tal como a progressão 1+2+3+4+5. A vantagem destas séries já foi referida antes, pois traduz-se em maiores ganhos na grande maioria dos trades concluídos, já que cerca de 3 em 4 têm apenas 1 ou 2 entradas antes da reversão imediata. Contudo, há o óbice do preço médio evoluir mais lentamente, o que implica uma maior perda relativa nos trades mal sucedidos e é justamente este o óbice que se pretende solucionar.

Tenho uma ideia que pode já ser posta em prática, inspirada no modo como os trades são accionados no método anti-100, onde o valor de fecho dos índices ou crosses só é importante para iniciar um novo trade, sendo os reforços ou término determinados pela evolução das cotações no intraday. De facto, como também já referi por várias vezes, uma das fraquezas do anti-trend original do Pouquinhos é a sua dependência do valor de fecho da sessão, não aproveitando variações potencialmente muito positivas para a posição. Logo, é esse elemento presente no anti-100 que talvez possa contribuir para amenizar as sequências não ganhadoras, já que minimizar as perdas é um princípio fundamental no trading.

Assim sendo, vou ter mais trabalho extra este fim de semana, para além de que nem sequer ainda fiz estes cálculos para os anos anteriores a 2010, logo é de facto um tanto prematuro apresentar já o "Day in Day out" como a solução óptima para um anti-trend eficaz. Como se vê, na formulação actual ainda não é... há que afinar os travões para evitar colisões! :)

leprechaun

Nesta novel estratégia, a utilização de sequências uniformes, em que se entra sempre com o mesmo nº de CFD, não traz nenhuma vantagem e é de facto negativa, já que aumenta o valor médio dos trades, dificultando assim fechá-los com ganho dentro do prazo estipulado de 10 sessões. Aliás, desde o início destes estudos anti-trend que me foquei sobretudo em formas de manter o valor médio o mais próximo possível da última cotação, e isso só se consegue com sequências aritméticas ou mesmo geométricas. É claro que estas últimas... tipo 1+2+4+8... implicam uma maior quantidade de CFD, que neste caso de 5 reforços representa o dobro – 15 na aritmética (1+2+3+4+5) contra 31 na geométrica (1+2+4+8+16). Porém, tendo em atenção que eu comecei por experimentar a progressão 2+4+6..., que também chega a 30 no final, isso significa que nesta sequência geométrica não vai haver um aumento do prejuízo bruto nas acumulações negativas, antes pelo contrário, já que a evolução do valor médio é bem mais favorável.

Há ainda uma outra sequência bem conhecida dos traders – a progressão de Fibonacci (1+2+3+5+8...) – à qual já me referi mas que nunca cheguei a testar, uma vez que o total acumulado passa a ser bastante grande muito rapidamente, como se comprova na tabela abaixo, só para os 8 primeiros números:

1: 01 / 01
2: 02 / 03
3: 03 / 06
4: 05 / 11
5: 08 / 19
6: 13 / 32
7: 21 / 53
8: 34 / 87

Porém, esse óbice já não se põe se consideramos um limite para a sequência, pois mesmo para 6 trades o total é de apenas 32, praticamente o mesmo número máximo atrás considerado. Deveras, até se pode iniciar a sequência no 2º termo (2+3+5+8+13) para um total de 31 e, sobretudo, um maior número de unidades nas séries de 1 a 4 trades, invariavelmente positivas, pois só pode haver perda quando se atinge a acumulação máxima e não antes.

Há somente um óbice a considerar, claro, que é representado pelo facto da variação das médias ser mais lenta neste 2º caso. Aliás, nada melhor do que utilizar o presente trade no EUR-USD para exemplificar as possibilidades destas 3 progressões – a geométrica e a Fibonacci, iniciada no 1º ou 2º termo – e avaliar assim qual delas conduziria ao melhor resultado final, o que aqui significa a menor perda nas circunstâncias actuais.

Espero apresentar esse quadro comparativo logo à noite, que agora está na hora de sair... passear e divertir! 8)

Soltando a intuição...

Rui leprechaun

(...à espera da solução! :))




                    Intuition takes me there
                    Intuition takes me everywhere!