Clubeinvest.com — Arquivo Histórico (1997-2011)
Esta é uma cápsula do tempo da comunidade financeira portuguesa. Login activo para membros.
Clubeinvest.com
Home Privado Fórum Acções Índices Metastock Portfolio Managers Publicações Blogs Contacto
 

Editar as notícias:

  Subscreva o Canal do Clubeinvest no Youtube: http://www.youtube.com/Clubeinvest

Menu principal

Portugal a caminho de um grande problema.

Iniciado por JoseABMachado, Outubro 04, 2010, 15:07

Tópico anterior - Tópico seguinte

serpim

A questão é que os gestores desses fundos de pensões preferiram transferi-los para a alçada do governo, ou seja, o governo fica com o dinheiro mas passa a pagar as pensões, se desse assim tanto dinheiro eles preferiam geri-los, não nos passa pela cabeça quanto é que eles perderam nesta crise financeira mundial e tambem não te esqueças que esses fundos são responsaveis pelo pagamento de algumas pensões milionarias.
Provavelmente feitas bem as contas, ñ deve ser assim tão vantajoso para nós assumirmos esses fundos, mas o futuro o dirá.

Sp

vitor santos

Este senhor Fisher cada vez que abre a boca só diz disparates, não custava muito restringir-se a falar daquilo que sabe, se é que sabe de alguma coisa porque já deu para ver que não.

Claro que as reformas estão a ser pagas pela população activa, ou senhor Fisher acha que os descontos que fez ao longo da sua vida se valorizaram à mesma taxa do que a inflação e que ficaram num cofre a multiplicarem-se ?

Se não sabe fazer matemática com juros compostos, não faça, lembre-se quanto ganhava há 40 anos atrás e quanto descontava nessa altura, e faça as contas ao que recebe agora de reforma, não precisa ser grande matemático para ver logo que os 2 ou 4 contos de reis que descontava não chegam para pagar a sua reforma agora mesmo que tivessem sido valorizados a uma taxa mais alta do que esses 3% que está para ai a falar.

O problema não é dos novos nem dos velhos, mas talvez seja muito mais dos velhos que criaram o problema e não dos novos que além de o terem de resolver ainda tem de garantir um sistema de reformas que garantidamente não irão ter quando chegar a sua altura, faz imenso sentido o amigo Fisher estar a dizer que não precisa do dinheiro dos jovens para nada? pense antes de cuspir na mão de quem o está a alimentar, sabendo que não vai ter o mesmo consolo daqui a uns anos.

salvadorveiga

E terceiro, não bastaria capitalizar o valor visto que tem que se considerar inflows e outflows, portanto não é assim tão linear nem nunca seria visto que não é assim que se processa... para além disso como já foi dito o dinheiro nao esta ali paradinha numa conta individual nossa.

Aquilo que eu pago agora de Seg Social está a ser usado para pagar reformas de AGORA!

Quem me dera a mim que fosse como o Fisher dissesse... a minha quantia ir para uma continha e eu encarregar-me de onde quando e como investi-la... mas não.

Arrabida

Boa noite a todos

Só quero escrever duas ou três linhas e não me alongar sobre este tópico.

E apenas para dar os parabéns aos trafulhas políticos que enterraram o país ao longo das três últimas décadas, pois conseguiram o que queriam.

Conseguiram virar as pessoas que trabalham, descontam para as reformas e pagam impostos, umas contra as outras, enquanto eles se vão governando à grande e à "portuguesa". Como todos sabemos, dividir para Reinar!......

Cumprimentos e bons negócios
Arrábida

Sol Dado

Por João César das Neves

(sublinhados meus)

Olha, parece que o Estado-providência morreu! Aliás, é melhor dizer que morreu outra vez, porque já perdemos a conta à quantidade de vezes que nos anunciaram o seu falecimento. Mas ele continua a ser o morto mais saudável que conhecemos.

Nesta monumental tragicomédia em que se tornou a nossa política orçamental (comédia política, tragédia económica) volta a dizer-se que o Estado social, como o conhecemos, vai desaparecer. A razão é a do costume: não há dinheiro. Estas declarações geraram as habituais reacções, do furor indignado à penitência compungida. Só não se vê aquilo que realmente melhoraria a situação: um pouco de equilíbrio e racionalidade. E decência. Mais uma vez, os maiores inimigos da segurança social são os que se dizem seus dedicados defensores.

O Estado-providência é composto por três processos diferentes. O primeiro é um mecanismo de poupança, em que se acumulam descontos no trabalho para se obterem pensões na reforma. O segundo garante seguros contra acidentes, como o subsídio de desemprego e outras prestações ligadas a circunstâncias especiais, apoios na doença, bolsas de estudo, etc. O terceiro elemento é de solidariedade, distribuindo aos mais pobres e promovendo a justiça.

Há séculos que todas as sociedades fazem poupanças, contraem seguros e dão esmolas. Mas nas últimas décadas, nos países ocidentais, o Estado interveio assegurando esses serviços a todos os cidadãos. Assim nasceu a segurança social, sistema nacional de saúde, escolaridade pública, etc. Estas políticas tiveram o aplauso unânime dos eleitores e rapidamente o sistema fez inchar a despesa pública e ocupou a maior fatia do Orçamento do Estado.

Tal popularidade garante que o Estado-providência não vai morrer. Quem o tem quer mantê-lo, e quem não o tem gostaria de o ter. O actual debate americano sobre o sistema de saúde é disso prova evidente. Assim seria bom evitar as declarações bombásticas sobre a sua extinção, pelo menos por parte dos defensores, pois apenas servem para aumentar a emotividade e o nervosismo, precisamente o mais prejudicial ao Estado social.

O único problema é que, por muito populares e poderosos que sejam, os sistemas de apoio social não podem fugir às regras da aritmética. Infelizmente, o oportunismo político tem repetidamente manipulado os termos financeiros do processo, fazendo assim perigar a sua sustentabilidade. Os piores inimigos do Estado-providência não são os neoliberais (que, se existirem, ninguém ouve), a crise internacional ou o sistema bancário. É apenas a estupidez. É espantoso como, sendo uma política que todos dizem defender, tantos façam tanto para a destruir.

Os ataques mais mortíferos são também três, todos partindo dos seus mais fanáticos promotores. O primeiro é o peso da máquina, tantas vezes funcionando para cumprir as suas manias, não para servir o público. Depois vêm os vários esquemas ruinosos que, dando votos no imediato, comprometem a prazo todo o sistema. A demência em descer sucessivamente a idade da reforma perante uma subida da esperança de vida, se não era sabotagem propositada, foi negligência criminosa.

Estes dois problemas estão diagnosticados e, mal ou bem, começam a ser abordados. A reforma da segurança social de 2007 foi um passo importante para a sustentabilidade do nosso sistema. Ainda existe muito irrealismo, como mostram as delirantes manifestações em França contra a subida da idade de reforma de 60 para 62 anos. Mas, apesar de tudo, é uma tolice a convicção generalizada de que em breve não haverá dinheiro para pensões.

O pior dos inimigos, que agora domina Portugal, é a suprema hipocrisia de certos políticos, alguns até auto-intitulados "socialistas", que perante um aperto financeiro por razões alheias ao sistema esquecem as juras de solidariedade e cortam nos apoios aos mais necessitados para manterem benesses dos grupos de pressão.

IN "Crónicas JCN", Bonsinvestimentos. Acessível em

http://www.bonsinvestimentos.com/Cronicas-JCN/o-morto-de-boa-saude.html

JoseABMachado

Infelizmente e independentemente das nossas opiniões pessoais, um dos factos que podemos constatar sem qualquer processo de intenções político é de que a esquerda radical e a esquerda moderada já conseguiram nos últimos 36 anos por este pais de joelhos duas vezes.
********
Cumprimentos
José AB Machado

fernando.listas

Citação de: JoseABMachado em Novembro 03, 2010, 22:15
Infelizmente e independentemente das nossas opiniões pessoais, um dos factos que podemos constatar sem qualquer processo de intenções político é de que a esquerda radical e a esquerda moderada já conseguiram nos últimos 36 anos por este pais de joelhos duas vezes.

De chorar a rir.
O Cavaco, que esteve 10 anos como 1º ministro (8 dos quais com maioria absoluta), e 5 anos como presidente, é dos radicais ou dos moderados?

ppferraz

De chorar a rir.
O Cavaco, que esteve 10 anos como 1º ministro (8 dos quais com maioria absoluta), e 5 anos como presidente, é dos radicais ou dos moderados?

Foi ele que nos levantou da 1ª vez.....
"Mais vale ser rico e saudável que pobre e doente"

fernando.listas

Citação de: ppferraz em Novembro 04, 2010, 13:11
De chorar a rir.
O Cavaco, que esteve 10 anos como 1º ministro (8 dos quais com maioria absoluta), e 5 anos como presidente, é dos radicais ou dos moderados?

Foi ele que nos levantou da 1ª vez.....

Ahhh, já nos levantamos uma vez.
Tá bem.

JoseABMachado

Felizmente que ainda existem líricos em Portugal, caso contrario isto não teria realmente piada nenhuma.

A mim o que me faz "chorar a rir" é o primeiro ministro de um País totalmente vergado e endividado a continuar a defender ainda à dias a construção de TGV`s entre "nenhures" e "algures".
********
Cumprimentos
José AB Machado

skygod

Depois de anos de esbanjamento e de distribuiçao de poleiros aos boys e girls dos vários partidos com prejuizos para o erário público, era mais do que espectável que chegassemos a este estado. O futuro parece ser ainda mais negro. Da minha parte continuarei a gerir o meu negocio com pés e cabeça sem meter-me em aventuras, caso contrário se seguisse o exemplo do Estado Português, ha' imenso tempo que ja' estaria na banca rota.
Nunca discutas com um idiota, ele arrasta-te ate' ao nivel dele e ganha-te em experiencia.

fernando.listas

Citação de: JoseABMachado em Novembro 05, 2010, 09:18
Felizmente que ainda existem líricos em Portugal, caso contrario isto não teria realmente piada nenhuma.

A mim o que me faz "chorar a rir" é o primeiro ministro de um País totalmente vergado e endividado a continuar a defender ainda à dias a construção de TGV`s entre "nenhures" e "algures".


Nem mais Machado, continuo sem saber é se o Cavaco é dos moderados ou dos radicais.